Política
Lula defende maior participação da Polícia Federal no combate ao crime organizado: ‘Estados sozinhos não dão conta’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça-feira (2) que os estados não conseguem lidar sozinhos com a segurança pública e defendeu um maior envolvimento da Polícia Federal no combate ao crime organizado.
Em entrevista à Rádio Sociedade, em Salvador (BA), Lula reforçou que o governo planeja enviar ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para modificar as regras de segurança pública, atualmente sob responsabilidade dos governadores.
Lula expressou ser favorável a ampliar a participação da Polícia Federal no combate ao crime organizado, ao narcotráfico e às facções criminosas que se espalharam pelo país. “Eu acho que os estados sozinhos não dão conta. O que nós queremos é fazer uma proposta de aprovar uma PEC que defina o papel de cada um, mas que a gente dê ao povo a certeza de que vamos ter mais segurança pública neste país”, afirmou Lula.
O presidente também mencionou que pretende se reunir nas próximas semanas com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que está trabalhando na proposta. Lula quer ouvir a opinião de ministros que já foram governadores, como Rui Costa, atual chefe da Casa Civil e ex-governador da Bahia.
Lula deseja que o governo federal assuma mais responsabilidades na segurança pública, ciente de que enfrentará resistência dos governadores. “Muitos reclamam da segurança pública, mas não querem abrir mão do controle da polícia civil e militar. Nós não queremos ter ingerência. O que queremos saber é se é necessário o governo federal participar, não apenas com repasse de dinheiro?”, questionou o presidente.
Lula relembrou sua defesa anterior pela criação de uma Guarda Nacional e disse que o tema precisa ser discutido. “Eu queria criar algo forte, poderoso, como as intervenções que vemos em filmes americanos de policiais. Não conseguimos criar, mas acho que teremos que fazer essa discussão”, declarou.
A ideia de criar uma Guarda Nacional reapareceu após os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, conforme relatado pela jornalista Julia Dualib. A proposta, que não foi implementada, previa a criação de uma força de caráter civil, semelhante às Guardas Civis Metropolitanas, para garantir a segurança dos prédios dos poderes e embaixadas, assumindo funções da polícia militar do Distrito Federal.
Historicamente, o Brasil teve uma Guarda Nacional entre 1831 e 1922, que atuou durante o Império e a Primeira República. Segundo o Exército, a Guarda Nacional era uma milícia composta por civis, subordinada aos presidentes das províncias e ao ministro da Justiça, atuando em conflitos internos e externos. Em geral, o coronel da Guarda Nacional era o principal chefe político de cada município ou paróquia, situação que levou chefes políticos e grandes fazendeiros a serem chamados de coronéis em suas regiões.
Fonte: G1
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Política
Ronaldo Caiado afirma que irá lançar chapa com Gusttavo Lima à Presidência

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta quarta-feira (5), que deve começar em breve a pré-campanha à Presidência da República de 2026 ao lado do cantor Gusttavo Lima. O evento de lançamento da chapa está agendado para o dia 4 de abril, em Salvador. Caiado ressaltou que a parceria com Lima está confirmada, mesmo que a filiação partidária do cantor ainda não tenha sido definida e possa ocorrer apenas no ano da eleição.
Os dois têm planos de realizar uma série de viagens por diversos Estados do Brasil, e a definição sobre quem será o candidato principal e quem ocupará a vice-presidência será baseada nas pesquisas eleitorais que forem realizadas. “Vamos sair juntos para disputar a Presidência. Em 2026, vamos decidir. Dia 4 de abril vou receber o título de cidadão baiano e vou lançar minha pré-candidatura. O Gusttavo Lima estará lá e vamos juntos caminhar os Estados. As decisões serão tomadas no decorrer da campanha. Mas uma decisão está tomada: nós andaremos juntos”, declarou ao Globo.
Gusttavo Lima, por sua vez, tem demonstrado um crescente interesse pela política, ajustando sua agenda musical para incluir compromissos políticos. Recentemente, ele se encontrou com o empresário Luciano Hang, que é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode indicar uma aproximação com figuras do cenário político.
A articulação de Caiado para a formação da chapa enfrenta concorrência acirrada entre possíveis candidatos da direita, como Jair Bolsonaro, que defende que irá manter a pré-candidatura, e o nome de Tarcísio de Freitas sendo cotado, apesar dele manter a versão de que concorrerá à reeleição pelo governo do Estado de São Paulo.
Fonte: Jovem Pan.
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Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do Imposto de Renda como pautas para “salvar” popularidade de Lula

A bancada do PT na Câmara, liderada por Lindbergh Farias (RJ), elegeu o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) como uma de suas principais bandeiras na disputa política neste ano. O outro foco é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso para tentar alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na tentativa de reeleição em 2026.
Ainda não está definido se o próprio governo fará campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas a bancada se preparar para centrar esforços na discussão, já a partir da próxima semana. A investida ocorre num momento em que o governo muda sua articulação política e entrega a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o comando da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
No último dia 25, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC que trata do assunto.
Petistas ainda apostam que a mudança na SRI deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. A escolha de Gleisi também faz parte do “modo campanha” adotado pelo governo Lula, após a popularidade da gestão Lula 3 despencar. O perfil combativo da presidente do PT, que é popular entre a militância da sigla, foi levado em conta no xadrez da reforma ministerial.
Ao longo dos últimos dois anos, Lula estabeleceu um “tripé de rejeição”, até amargar o derretimento da popularidade em todo o País. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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