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Legado de Chico Xavier ganha ensaio premiado nos EUA

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Trio brasileiro lança mão de obra do médium como prova da sobrevivência da consciência humana Qual é a melhor evidência disponível para a sobrevivência da consciência humana após a morte do corpo? Este foi o tema do concurso promovido pelo Bigelow Institute for Consciousness Studies (Bics), fundado em junho de 2020 pelo empresário aeroespacial Robert T. Bigelow. O concurso recebeu 204 ensaios de pesquisadores de 38 países e distribuiu US$ 1,8 milhão.

Os 29 textos premiados foram publicados online, entre eles o ensaio dos brasileiros Alexandre Caroli Rocha, pesquisador da área de estudos literários; Raphael Casseb, físico e neurocientista; e Marina Weiler, bióloga e neurocientista. O ensaio do trio teve como título: “A mediunidade como melhor evidência da vida após a morte: Francisco Cândido Xavier, um corvo branco”.

O trio avaliou o trabalho de Chico à luz de hipóteses explicativas (fraude consciente, fraude inconsciente, superpsi e sobrevivência da mente) e descobriu que a única hipótese que se ajusta adequadamente às observações é a sobrevivência da mente, indicando que sua mediunidade é genuína. “Com este suporte de validação, concluímos o ensaio, afirmando que o trabalho de Xavier é a melhor evidência de vida após a morte”, dizem.

“Nas quase 70 páginas do nosso ensaio, tentamos juntar evidências fortes para a hipótese da sobrevivência, conforme a proposta do concurso. Optamos por escrever sobre a obra de Chico Xavier porque ela é riquíssima em fornecer essas evidências e dão pouca margem a outras explicações sobre a maneira em que ele teria acesso às informações. E, ao dividirmos a obra do médium em três grandes grupos, classificando de acordo com a demanda intelectual e estratégia literária exigida, fica mais fácil visualizarmos isso”, explica Marina Weiler.

Essa classificação, diz a neurocientista, se refere aos livros que Xavier atribuiu a autores que não nos remetem a pessoas conhecidas, como Emmanuel e André Luiz, aos livros atribuídos a escritores bem identificados e com obra publicada em vida, como Humberto de Campos e dezenas de outros escritores, e às cartas familiares, atribuídas a pessoas bem identificadas, mas sem obra publicada em vida.

“Os livros classificados no primeiro grupo contêm enorme quantidade de informações históricas, biológicas, filosofia, entre outros. Os livros classificados no segundo grupo recapitulam incrivelmente a temática e o estilo literário dos autores em vida. Já as cartas do terceiro grupo contêm informações privadas, como nomes, sobrenomes, apelidos, nomes de ruas, descrições de casas, descrições do momento da morte, entre outros. Muitas vezes, essas informações eram de conhecimento apenas da pessoa falecida”, diz a neurocientista.

Ainda segundo Marina, “apesar de a demanda intelectual diferir enormemente entre os grupos, Chico produzia um soneto, um livro contendo informações históricas ou biológicas, ou uma carta a um familiar, exatamente da mesma maneira e com a mesma rapidez. Tudo o que ele precisava era um pouco de concentração, um lápis e papel”.

SERVIÇO: Acesse os ensaios premiados em: http://www.bigelowinstitute.org/contest_winners3.php

Acesso restrito a revistas e literatura

O médium Chico Xavier produziu durante sua vida cerca de 500 livros e perto de 10 mil cartas consoladoras. Sua primeira obra foi publicada quando ele tinha apenas 22 anos, e ele jamais recebeu os direitos autorais dos livros psicografados, alegando ser apenas um instrumento para os supostos autores.

Com limitada bagagem cultural, poderia o médium fraudar estilos literários tão diversos como Antônio Nobre, Castro Alves e Olavo Bilac? “É muito improvável. Ele deve ter lido uma parte dos textos de alguns desses autores (refiro-me não apenas aos três nomes citados), porque ele tinha interesse pela literatura. Mas o acesso aos livros e às revistas literárias era, para ele, bem limitado, e ele tinha pouco tempo livre para os estudos”, comenta Alexandre Caroli Rocha.

“Além disso, não basta conhecer muito bem a obra de um autor para ser capaz de produzir uma boa imitação; seria preciso desenvolver habilidades que são raras mesmo entre escritores profissionais. Por fim, o modo como ele escrevia os textos não se assemelha com o meditado pastiche”, ressalta Caroli.

Para produzir os livros desses escritores, “Chico teria que ter um conhecimento profundo da literatura de muitos autores a quem atribuiu textos e o talento para escrever grande variedade de poemas, contos e crônicas”, conclui. (AED)

É preciso cuidado com impostores

Como explicar a espantosa capacidade mediúnica de Chico Xavier? “Acredito que não exista uma explicação satisfatória para o fenômeno. Já ouvi algumas hipóteses, mas nenhuma que tenha sido investigada com detalhes para apontar qual é o mecanismo real por trás do fenômeno. E vale lembrar que não saber explicar como algo acontece não é um problema. É normal descobrirmos fenômenos e só depois encontrarmos explicações para eles. Este é, por exemplo, o caso do raio X, descoberto no final do século XIX e somente melhor compreendido nas primeiras décadas do século XX”, comenta Raphael Casseb.

Ele ressalta que é importante lembrar que a opinião pessoal não torna um fenômeno possível ou impossível. “Esta é uma confusão bastante comum: algumas pessoas, inclusive cientistas e pesquisadores, acham que a psicografia é impossível e, por isso, acreditam que todos os médiuns psicógrafos são impostores ou pessoas com algum distúrbio mental. Por outro lado, achar que as psicografias são reais também não as torna reais”.

Para o neurocientista, não saber como algo funciona ou não acreditar que algo exista não torna esse algo impossível. “Temos que tomar o cuidado de não aceitarmos tudo que vemos por aí. Não é porque alguém diz que psicografa que esse alguém está de fato psicografando. Não podemos esquecer que pessoas mal-intencionadas existem em todos os lugares, inclusive na ciência. Basta observar o que aconteceu durante a pandemia”. (AED)

Trajetória. Chico Xavier descobriu as ideias de Allan Kardec aos 17 anos e manteve suas convicções até a morte, aos 92 anos. Começou a trabalhar aos 9 anos e se aposentou aos 50, trabalhando cerca de dez horas por dia.

FONTE:  O TEMPO

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‘Deltacron’ é real? O que se sabe sobre a possível nova variante?

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Depois que um professor de ciências biológicas da Universidade do Chipre divulgou, no sábado (8), o que chamou de “deltacron”, uma possível convergência da assinatura genética da variante ômicron do coronavírus dentro de genomas da variante delta, a comunidade científica internacional encontra-se perplexa e, ao mesmo tempo, cautelosa. Estaríamos diante de uma nova variante do vírus, ou tudo não passa de um erro de processamento do laboratório?

Bloomberg noticiou, no sábado (8), que um professor cipriota chamado Leondios Kostrikis afirmou ter descoberto 25 casos de mutação do coronavírus. Em entrevista à Sigma TV, no dia anterior, o pesquisador revelou que “Atualmente existem coinfecções ômicron e delta, e encontramos essa cepa que é uma combinação dessas duas”. No mesmo dia, as amostras foram enviadas ao Gisaid, um banco de dados que rastreia mutações do coronavírus.

A divulgação da reportagem deu início a uma pequena comoção nas redes sociais, com o termo “deltacron” chegando aos trending topics. O que as pessoas temem é que uma possível recombinação genética da altamente transmissível ômicron com a mortal delta possa causar uma tragédia sem precedentes no cenário da pandemia. Mas logo os especialistas entraram em cena, afirmando que talvez o quadro não seja exatamente o que foi transmitido.

O que dizem os especialistas?

Um dos mais conhecidos pesquisadores do coronavírus, o virologista Tom Peacock, do Imperial College London, usou sua conta no Twitter para afirmar que “as sequências cipriotas ‘deltacron’ relatadas por vários grandes meios de comunicação parecem ser claramente contaminação”. Sobre uma suposta recombinação, explicou: “muitos de nós demos uma olhada nas sequências e chegamos à mesma conclusão que não parece um recombinante real.”

A maior autoridade em covid-19 da Organização Mundial de Saude (OMS), Krutika Kuppalli, também foi ao Twitter para esclarecer que, no caso da deltracron, houve provavelmente uma “contaminação de laboratório de fragmentos de ômicron em um espécime delta”. Em outro tweet, a médica chega a ironizar o assunto, afirmando: “Não vamos misturar nomes de doenças infecciosas, e deixar isso para casais de celebridades.”

O que se percebe é que, embora Kostrikis assegure que suas descobertas não constituem “erro técnico”, muitos especialistas renomados duvidam dos resultados divulgados. Ou seja, até que análises provem o contrário, não há motivo para preocupações.

Fonte:TecMundo

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