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Kai Lenny, o surfista que quebra os limites nas ondas gigantes

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Foto: FLickr


Um dos mais talentosos surfistas de ondas grandes da nova geração, o havaiano Kai Lenny tem o sonho de surfar a maior onda da história. Já chegou perto algumas vezes, mas nunca conseguiu superar a marca do brasileiro Rodrigo Koxa, que desceu uma onda de 24,4 metros e estabeleceu a maior marca da história – no feminino a recordista é Maya Gabeira, com 22,4 metros. “Eu adoraria surfar a maior onda já encarada. Isso pode demorar muito para acontecer, mas, aqueles que já alcançaram isso, eu consegui aprender muito com esses momentos. Rodrigo e Maya dedicaram as suas vidas para encarar as maiores ondas que este planeta pode produzir e espero colocar o meu nome entre eles algum dia”, diz em entrevista ao Estadão.

Kai Lenny cresceu em Maui, uma das ilhas do Havaí, e foi lá que virou um waterman, um homem do mar para os havaianos. Ele pratica windsurfe, SUP e foil. Mas foi em cima das pranchas grandes, para aguentar o impacto das ondas gigantes, que ele ficou famoso. “Cada esporte me deu uma nova perspectiva de como encarar a onda gigante. Mesmo se as ondas não estiverem tão gigantescas, eu sou capaz de aprender algumas habilidades, como lidar com uma prancha maior, em velocidade, no meu SUP, ou voar pelo ar com o meu kite. Posso também deslizar pela água com minha prancha de windsurfe e controlar o meu foil em alta velocidade. Cada esporte me permitiu surfar de maneiras que eu não conseguiria se focasse somente no surfe”, conta.

Em um ótimo momento em sua carreira, o rapaz de 28 anos se deparou com a pandemia de coronavírus. No início o Havaí não foi tão afetado pela doença, mas muitas fronteiras se fecharam e a circulação de pessoas diminuiu. Com isso, ele não poderia ir a qualquer momento atrás de uma grande ondulação que iria chegar a alguma praia do mundo. “A pandemia, definitivamente, afetou como eu estava vivendo a minha vida, viajando pelo mundo para eventos de marcas, projetos de filmes e pegando as ondas gigantes, ou seja, tudo estava se movendo muito rápido. Em vários âmbitos, a pandemia me forçou a reiniciar”, explica

O surfista acabou ficando mais tempo dentro de sua casa em Maui e aproveitou para focar em muitas coisas que não tinha tempo para fazer. “Meu treinamento evoluiu desde que eu fiquei em Maui durante todo o verão e meu equipamento está ajustado em preparação visando à temporada de ondas gigantes do Havaí”, conta o atleta, que é famoso por romper os limites nas ondas grandes, principalmente acertando manobras progressivas e ousadas mesmo tendo uma montanha de água vindo atrás dele. Esse estilo radical chama muita atenção dos fãs da modalidade.

“Eu sempre fico honrado quando as pessoas me consideram entre os melhores surfistas de onda gigante, entretanto, eu não sinto que tenha aproveitado todo o meu potencial até agora. Eu tenho tanta coisa na minha cabeça que eu quero fazer, mas estou limitado pela quantidade de tempo quando as ondas gigantes estão próximas É bem difícil treinar para essas situações porque pode não ter nenhuma onda grande por perto naquele momento. Então eu acabo dando mais atenção aos outros esportes. O modo como eu vejo também é um elemento-chave na maneira como eu encaro cada momento. Meu objetivo, agora, é refinar um conjunto de habilidades e implementar a minha inspiração do snowboard para essas grandes ondas”, revela.

Lenny acaba de lançar uma série sobre sua trajetória nas ondas e aprendeu a conviver com câmeras na sua cola durante um bom tempo “Ter uma equipe de filmagem atrás de você pode ser estressante, contudo, felizmente a equipe foi incrível e sempre prestativa. Durante o período estressante de encarar a onda gigante, não há nada pior do que esperar que uma equipe de filmagem te capte. Mas, realmente, eles foram muito bons e capturaram a minha transformação desde o início da temporada de ondas gigantes até o final. Eu aprendi muito sobre mim e estou feliz que tenha sido registrado na série.”

Ele tem vários amigos brasileiros, seja em Maui, onde vive, ou em Nazaré, em Portugal, dois dos lugares que possuem as maiores ondas do mundo. “Há uma grande comunidade de brasileiros aqui em Maui e uma coisa é certa: eles são algumas das pessoas mais apaixonantes que eu já conheci. Meu parceiro de tow in é o Lucas Chumbo. Eu o considero um dos melhores surfistas de ondas grandes e, possivelmente, o mais louco deles”, afirma, rindo. “Em fevereiro, ele me colocou na maior onda que eu já peguei até aquele momento. E eu fiz o mesmo com ele e fiquei tão emocionado de vê-lo pegar aquele paredão para a esquerda. No final do dia, acho que ele estava animado para sobreviver a ela e pegar a maior onda da sua vida! Ele sabe que há maiores e ele quer surfá-las.”

Por Paulo Favero / Estadão

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Esportes

VOLTA DO ESPORTE EM SANTA ROSA ⚽

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– Passeio ciclístico
– Futebol de Várzea
– Nova sede da Secretaria de Esportes

No IMPRENSA LIVRE desta terça-feira, 27, às 14h, o Secretário de Esportes de Santa Rosa, FERNANDO CLASSMANN, fala dos projetos para retomada do esporte em Santa Rosa.

IMPRENSA LIVRE, apresentação, ANDRÉ CHRISTENSEN GARCIA, no Portal Plural (Facebook e Youtube)

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Esportes

Novos esportes em Tóquio: 16 brasileiros competem no surfe e no skate

As outras três novas modalidades olímpicas não têm atletas nacionais

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© Gaspar Nóbrega/COB/Direitos Reservados

Vai ter onda, vai ter rampa. E torcida por manobras radicais, em 360 graus, por exemplo. Surfe e skate, que estão entre as cinco modalidades que estreiam na Olimpíada de Tóquio, terão, ao todo, 16 atletas brasileiros – alguns dos favoritos ao pódio. Nas outras três novidades (karatê, escalada e beisebol/softbol), não teremos representantes, mas as provas também vão despertar a curiosidade do público. 

No surfe, as ondas japonesas terão as presenças de quatro brasileiros acostumados a vitórias e títulos: Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb (segunda colocada no ranking mundial entre as mulheres), Gabriel Medina (o primeiro na liga entre os homens) e Ítalo Ferreira. Eles têm chances reais de brilho nos mares e nos pódios para o Brasil. As baterias começam no domingo (25), e estão previstas para ocorrer até o dia 28, podendo se estender até o dia 1º de agosto (no surfe, o calendário prevê janelas para que as provas aconteçam, por conta da necessidade de condições meteorológicas ideais).

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) considera que o Brasil está entre as três potências do surfe, e carrega em suas pranchas três títulos mundiais, com Gabriel Medina (2014 e 2018), que estará em Tóquio, e com Adriano de Souza, o Mineirinho (2015). Um adversário forte para os brasileiros pode ser o norte-americano Kelly Slater (11 títulos mundiais), que é reserva na equipe do seu país.

Mesmo estreando apenas em 2021, em Estocolmo (1912), o surfe ficou conhecido porque o norte-americano Duke Kahanamoku, praticante da modalidade, ganhou duas medalhas na natação. No Brasil, a primeira prancha que se tem notícia foi feita na década de 1930, em Santos.

Saiba mais sobre o surfe no #EBCemTóquio:

“Prancha” com rodinha

No skate, 12 brasileiros vão competir nas rampas na primeira experiência do esporte em Jogos Olímpicos. Os competidores (feminino e masculino) estão em duas categorias: park (com Dora Varella, Isadora Pacheco, Yndiara Asp, Luiz Francisco, Pedro Barros e Pedro Quintas) e street (com Letícia Bufoni, Pâmela Rosa, Rayssa Leal, Felipe Gustavo, Giovanni Vianna e Kelvin Hoefler).

Trata-se de um esporte com DNA norte-americano, e inspirado no surfe. Quando precisavam lidar com a falta de ondas, surfistas na Califórnia passaram a simular em prancha de madeira com rodinhas os movimentos que queriam fazer nos mares. Os primeiros skates brasileiros só chegaram na década de 1960, e a Confederação Brasileira de Skate está estabelecida desde 1999.

O Brasil entra forte para a briga por medalhas no skate: no street feminino Pâmela Rosa (primeira), Rayssa Leal (segunda) e Letícia Bufoni (quarta) estão entre as melhores do mundo. Kelvin Hoefler é o quarto colocado no ranking mundial no street masculino e Luiz Francisco (terceiro) e Pedro Barros (quarto) estão no topo desta lista no park masculino. Dora Varella, em nono, é a brasileira melhor colocada no ranking do park feminino.

Entenda a origem e a disputa do skate no #EBCemTóquio:

Taco e bolinha

Não haverá atletas brasileiros nas outras três modalidades estreantes nos Jogos de Tóquio, mas fazer parte do programa olímpico é algo que pode encorajar futuras participações nacionais. As competições de beisebol/softbol, escalada e karatê colocarão mais medalhas em disputa.

No caso do beisebol/softbol, não é tão inédito assim. A modalidade apareceu na Olimpíada pela primeira vez em 1992 (em Barcelona, com o time de Cuba levando o ouro). Em 1996 (Atlanta, com título para os anfitriões norte-americanos), o softbol estreou. Mas, em Londres 2012, as modalidades deixaram de ser olímpicas – e retornam agora em Tóquio.

Veja também: Japão abre Olimpíada com vitória sobre Austrália no softbol

A diferença entre beisebol e softbol relaciona-se ao espaço, à organização e algumas regras. O softbol permite a prática em ginásios cobertos e campos fechados e menores. A bola é maior e o tempo de jogo menor. Outra diferença é que o arremesso é feito com um movimento com o braço de baixo para cima (com o punho, abaixo, e o cotovelo obrigatoriamente alinhados verticalmente), de acordo com o Comitê Olímpico do Brasil.

No softbol, os Estados Unidos conquistaram três ouros (Atlanta 1996, Sidney 2000 e Atenas 2004). No beisebol, três títulos são de Cuba (Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Atenas 2004). A Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol organiza o esporte por aqui.

Sabia que o beisebol é o esporte mais popular no Japão? Descubra neste episódio do #EBCemTóquio:

Nova luta no tatame

Um esporte que estreia no Japão é uma prática do próprio anfitrião. E no início do século 19 já era praticado como atividade para prática de educação física. No Brasil, chegou com os imigrantes japoneses no início do século 20. Nas telas do cinema, a sabedoria do mestre Miyagi para ensinar o aprendiz Daniel San, em Karatê Kid, comoveram o mundo e chamaram atenção para o esporte.

De acordo com a Confederação Brasileira de Karatê, a palavra japonesa que dá nome ao esporte significa “mãos vazias”, e prevê o “mais eficaz uso de todas as partes do corpo para fins de autodefesa (…).  Nos últimos anos, foram formuladas regras de combate simulado para se evitar ferimentos graves, com o propósito de introduzir o karatê como um esporte competitivo”.

Olhar para cima

A escalada é outra debutante nos jogos de Tóquio. A modalidade tem três categorias: velocidade, dificuldade e bouldering. Todos os competidores olímpicos participarão nas três. A classificação final leva em conta o resultado de todas juntas.

Em relação à velocidade, dois atletas fazem um percurso numa parede de 15 metros. Vence quem chega primeiro. Na dificuldade, os atletas tentam subir o mais alto possível em uma parede com mais de 15 metros de altura em um tempo fixo. No bouldering, os competidores têm outro desafio: seguir uma rota fixa em uma parede de 4 metros de altura em um tempo determinado. A Associação Brasileira de Escalada Esportiva divulga a modalidade no país.

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Esportes

Prefeitura organiza atividades esportivas para Cruzeiro

As inscrições para as ações que serão realizadas no CEU estão abertas para karatê e futebol

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As Secretarias de Esporte e de Assistência Social estão trabalhando em conjunto para o desenvolvimento de ações em Cruzeiro. A ideia é voltar com as atividades físicas. Aulas de Karatê e Futebol estão previstas para serem desenvolvidas nesse semestre. As ações devem ocorrer no espaço CEU das Artes do Bairro Cruzeiro.

Estimular crianças e jovens para a prática de ações esportivas. Esse é o objetivo da Prefeitura com as realizações das aulas de esporte para os moradores de Cruzeiro. Estes, têm um espaço qualificado para a realização das atividades no CEU das Artes. O local possui uma ampla área destinada ao desenvolvimento social, cultural e esportivo para crianças e jovens. Também possui uma biblioteca moderna, um laboratório de informática, pista de Skate, sala de anfiteatro, sala de jogos e quadra de esporte. As inscrições são gratuitas e realizadas diretamente no CEU das Artes pelo fone 3511-5133 a partir desta segunda-feira(19).

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