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Economia

Juros exibem viés de alta com desconforto fiscal a despeito de risk-on global

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Os juros futuros marcaram máximas com viés de alta, ao longo de toda a curva, depois de uma abertura em leve baixa. O movimento aconteceu mesmo depois de uma alta generalizada nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) na sexta-feira e de o mercado global, nesta manhã, indicar apetite por risco, com queda do dólar ante emergentes e bolsas em alta com notícias promissoras sobre vacinação contra covid-19. Os DIs estão descolados do comportamento do dólar ante o real, que cai desde a abertura.

Às 9h39, o DI para janeiro de 2022 estava em 3,38% ante 3,365% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2027 estava em 7,78% ante 7,74% no ajuste de sexta-feira.

No segmento de juros, pesa a falta de evidências sobre a gestão dos gastos públicos em linha com as diretrizes declaradas pelo Ministério da Economia. A inclinação da curva de juros futuros na última sessão já mostrava o completo desconforto do mercado com a falta de materialização da agenda reformista, com a perspectiva de uma reedição do auxílio emergencial e com a ausência de uma eficiente articulação política em meio a distrações com outras pautas pela cúpula do Executivo. Na sexta-feira, a inclinação da curva voltou para o nível de fim de setembro: o diferencial entre os vencimentos para janeiro de 2022 e janeiro de 2027 fechou em 440 ponto-base. Na sexta-feira retrasada, era de 412 pontos.

Como escreveu a jornalista e colunista do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) Adriana Fernandes na noite de sexta-feira, 20, a prorrogação do auxílio emergencial por mais alguns meses já está na mesa. O ministro Paulo Guedes dificilmente conseguirá escapar desse caminho. Vai se consolidando uma convergência política para garantir a prorrogação do benefício.

Na sexta-feira, pesaram negativamente no mercado algumas declarações do ministro da Economia. Analistas entenderam que a possibilidade de o governo vender reservas para abater dívida pública, além de retomar a proposta de aumento e criação de impostos, evidencia a incapacidade do governo Bolsonaro em discutir com o Congresso Nacional – e convencer os legisladores – sobre as propostas de reforma do Estado. Por conta disso, há expectativa sobre a participação de Guedes em evento online ainda nesta manhã.

Do Relatório de Mercado Focus, um destaque é mais uma elevação na projeção média para o IPCA: passou de 3,25% para 3,45% em 2020. Como pontuou a área de pesquisa do ModalMais, essa é a 15ª semana que a média para o indicador tem alta. Subiu de 3,22% para 3,40%. O IGP-M para 2020 passou de 21,21% para 22,86%. Na sexta-feira, a FGV divulga o IGP-M de novembro.

Também na agenda do dia, o investidor deve ficar atento à participação às 10h do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, da abertura da 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana Enef). O diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, Maurício Moura, também participa do evento como palestrante. Também às 10h o diretor de Regulação do BC, Otavio Damaso, e a diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do órgão, Fernanda Nechio, participam de webinar da FGV EAESP/Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais.

Por Karla Spotorno

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Economia

Proibição do corte de energia elétrica por inadimplência é prorrogada para consumidores de baixa renda

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A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu, nesta terça-feira (15), que vai prorrogar por mais três meses a proibição do corte de luz por inadimplência para os consumidores de baixa renda em todo o País.

 

A informação foi divulgada pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone, durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para tratar da crise hídrica.

Em março, a Aneel havia decidido suspender o corte de energia por inadimplência para essa faixa de consumidores até 30 de junho. Com a prorrogação, a proibição valerá até o fim de setembro.

A medida não isenta os consumidores do pagamento pelo serviço de energia elétrica, mas tem como objetivo garantir a continuidade do fornecimento para os que, em razão da pandemia de coronavírus, não têm condições de pagar a sua conta.

A iniciativa, segundo a Aneel, deve beneficiar aproximadamente 12 milhões de famílias que estão inscritas no Cadastro Único, com renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa. Também terão direito ao benefício famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento, com renda de até três salários mínimos e com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada.

“Essas ações vêm permitindo resguardar o consumidor de energia elétrica mais carente, sem que haja o comprometimento econômico e financeiro das concessionárias dos serviços de distribuição”, disse Pepitone.

 

FONTE: O SUL

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Economia

Caixa antecipa pagamento de terceira parcela do auxílio emergencial

Novo calendário começa nesta sexta-feira, para nascidos em janeiro

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal anunciou que vai antecipar os pagamentos da terceira parcela do auxílio emergencial. O novo calendário tem início no dia 18 de junho, com os depósitos para os nascidos em janeiro, e vai até o dia 19 de julho para os nascidos em dezembro.

Antes, os pagamentos seriam feitos até o dia 12 de agosto. De acordo com a Caixa, para os beneficiários do Bolsa Família, nada muda. Eles continuam a receber o auxílio emergencial 2021 da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular.

Em maio, a Caixa já havia antecipado o pagamento da segunda parcela em cerca de duas semanas.

A Caixa disse ainda que quem recebe o auxílio por meio da conta digital, poderá movimentá-los pelo aplicativo Caixa Tem e na Rede Lotérica. O benefício também poderá ser sacado por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

ebc

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Economia

Gás de cozinha já subiu quase cinco vezes mais que a inflação em um ano

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Foto: Pedro Ventura/Ag Brasília/Fotos Públicas

O gás de cozinha já subiu quase cinco vezes mais que a inflação em um ano e terá um novo aumento de 5.9% nesta segunda-feira (13). Os consumidores, que estão consumindo mais gás por ficarem mais em casa devido à pandemia, já notaram que está mais pesado no bolso.

“Eu paguei há três meses R$ 89, há um mês por volta de R$ 93 e agora R$ 99”, diz a contadora Claudia Collaro. A comerciante Luciana Rodrigues, dona de uma lanchonete especializada em frango, também percebeu a diferença. “Em janeiro do ano passado eu pagava R$ 220 em um botijão de 45 kg, hoje ele está R$ 400”.

Nos últimos 12 meses, o gás de cozinha teve alta foi de 17,25%. O indicador de inflação do Instituto Brasileiro de Economia, foi de 3,5% nesse período. “O gás que você usa para cozinhar em casa depende da cotação do dólar e do valor do petróleo no mundo inteiro”, explica o economista Alberto Alzental à CNN.

A falta de infraestrutura e a desconfiança do mercado internacional fizeram o Real desvalorizar. Cabe ao país encontrar outras formas para que o gás não falte na casa dos mais pobres. “Quando você trabalha com produtos comercializados no mundo inteiro, está sujeito aos preços mundiais, não tem como escapar. Uma maneira de se proteger tendo instituições mais fortes, eficientes, resolvendo os problemas internos e evitando ter uma moeda nacional tão desvalorizada”, diz Alzental.

CNN Brasil

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