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Economia

Jovens empreendedores lideram, aquecem o mercado e crescem em número no Brasil

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Estima-se que a palavra empreendedor foi usada pela primeira vez em 1725 pelo economista irlandês Richard Cantillon. O termo vem do francês entrepreneur e é empregado para designar uma pessoa que tem a iniciativa de realizar coisas novas. Enquanto os conceitos de administração normalmente são associados às empresas, o conceito de empreendedorismo geralmente identifica pessoas que lideram, persistem, assumem riscos e fazem acontecer.

Um estudo do programa de pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2018 apontou um aumento do empreendedorismo por oportunidade no Brasil. Entre os novos empreendedores brasileiros, mais de 60% disseram que abriram o próprio negócio por terem identificado uma oportunidade de mercado. É o melhor resultado desde 2014 e mostra um aumento gradativo ano após ano, segundo a pesquisa. Um dado que também chama a atenção é o crescimento do público jovem entre os novos empreendedores: de 2017 para 2018, a participação de pessoas de 18 a 24 anos subiu mais de 17%, considerando o número total de empreendedores.

Aos 26 anos, o catarinense Lucas Roslindo é um exemplo entre os jovens que buscam um lugar de destaque no mercado. Desde 2017 à frente da área comercial e de promoção do La/Belle Luxury Seafront, beach club com conceito premium, Lucas vem firmando seu nome na concorrida cena eletrônica de Balneário Camboriú (SC). Começou, por diversão, a assinar lista de convidados para casas noturnas, mas foi quando passou a trabalhar para o Grupo La/Belle que sua carreira deslanchou. Bem relacionado e carismático, o promoter ganhou espaço junto aos sócios do clube e por lá diversificou funções.

Recentemente o promoter assimilou ainda mais um ofício: o de DJ. Após anos ouvindo grandes artistas tocarem, Lucas poderá ser visto neste verão em ação também nas picapes. A notícia mais recente e inédita, porém, na carreira de Lucas é a estreia do La/Belle Praia Brava, que terá Lucas como sócio-proprietário, ao lado dos empresários Neto Mafra e Jordana Harger. A previsão de estreia do beach club é para a última semana de dezembro na Praia Brava, considerada um reduto badalado do litoral catarinense. O novo espaço oferecerá serviço de praia, com receitas que vão do sushi às pizzas gourmet, além de menu de drinks e opções em vinhos rosé e champanhes. O novo clube aposta nos sunsets ao som de música eletrônica e funk. O novo negócio tem investimento inicial de R$3 milhões e coloca o grupo La/Belle na direção contrária à crise.

O ramo do entretenimento movimentou mais de R$17 bilhões em 2018. Um levantamento feito pelo Sebrae, em abril, mostrou, no entanto, que a pandemia do coronavírus afetou 98% do mercado de eventos. O impacto provocado pela Covid-19 fica evidente, segundo o órgão, observando o faturamento do setor. Em comparação ao mês de abril do ano passado, grande parte dos entrevistados acreditavam na redução de pelo menos 76% do faturamento em abril de 2020. “Em um ano de pandemia e retração, tomamos o caminho inverso e estamos investindo firmemente em nosso segmento, através do La/Belle Praia Brava”, ressalta Lucas.

Promoter, DJ e agora dono de balada, Lucas prevê um número expressivo de pessoas passando pelo litoral catarinense neste fim de ano. “Com o turismo nacional valorizado em face da pandemia, este verão promete trazer muitos turistas a Santa Catarina. E o entretenimento surge como uma ferramenta para abraçar e gerar valor à rotina dos clientes’, conclui. Segundo o IBGE, até julho deste ano 716 mil empresas fecharam as portas no Brasil. Neste contexto, novas apostas empresariais fomentam a esperança de que dias melhores virão em 2021. Um jargão que nunca sai de moda entre os empreendedores diz que a atitude de uma pessoa determina sua altitude. A frase vale para os negócios e para a vida.

Estadão

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Economia

Taxa de informalidade no mercado de trabalho sobe para 40%, diz IBGE

Entre 86,7 milhões de pessoas ocupadas, 34,7 milhões eram informais

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

A taxa de informalidade no mercado de trabalho do país subiu para 40% da população ocupada no trimestre finalizado em maio deste ano. O dado, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foi divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, entre os 86,7 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, 34,7 milhões eram trabalhadores sem carteira assinada, pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ e aqueles que trabalham auxiliando a família.

A taxa de informalidade de maio é superior aos 39,6% do trimestre imediatamente anterior (encerrado em fevereiro deste ano) e aos 37,6% do trimestre findo em maio de 2020.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 29,8 milhões de pessoas, uma queda de 4,2% (menos 1,3 milhão de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.

Já os empregados sem carteira assinada no setor privado somaram 9,8 milhões de pessoas, contingente 6,4% maior (mais 586 mil pessoas) ante a igual trimestre de 2020.

Os trabalhadores por conta própria chegaram a 24,4 milhões, 3% acima do frente ao trimestre anterior (mais 720 mil pessoas) e 8,7% superior (mais 2 milhões de pessoas) ao trimestre findo em maio de 2020.

Subutilização

A população subutilizada, isto é, os desempregados, aqueles que trabalham menos do que poderiam e as pessoas que poderiam trabalhar mas não procuram emprego, chegou a 32,9 milhões de pessoas, estável em relação a fevereiro deste ano mas 8,5% superior a maio de 2020 (mais 2,6 milhões de pessoas).

A taxa de subutilização ficou em 29,3% em maio deste ano, estável em relação a fevereiro deste ano e superior aos 27,5% de maio de 2020.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,36 milhões de pessoas) foi recorde da série histórica iniciada em 2012, com altas de 6,8% (mais 469 mil pessoas) ante fevereiro deste ano e de 27,2% (mais 1,6 milhão de pessoas) na comparação com maio de 2020.

EBC

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Economia

Taxa de desemprego fica em 14,6% no trimestre encerrado em maio

O índice é estável em relação ao trimestre anterior: 14,4%, diz IBGE

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

A taxa de desemprego no país ficou em 14,6% no trimestre encerrado em maio deste ano, segundo dados divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é estável, em termos estatísticos, em relação ao trimestre imediatamente anterior (encerrado em fevereiro deste ano): 14,4%.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, houve uma alta, no entanto, na comparação com o trimestre findo em maio de 2020, quando a taxa era de 12,9%.

A população desocupada no trimestre encerrado em maio deste ano, chegou a 14,8 milhões, ou seja, manteve-se estável em relação ao trimestre anterior mas cresceu 16,4% na comparação com o trimestre encerrado em maio do ano passado (mais 2,1 milhões de desempregados).

A população ocupada (86,7 milhões de pessoas) cresceu 0,9% em comparação com o trimestre anterior (mais 809 mil pessoas empregadas) e ficou estável ante o trimestre encerrado em maio de 2020.

O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 48,9%, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior (48,6%) e caindo ante o trimestre finalizado em maio de 2020 (49,5%).

EBC

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Economia

Brasil gera 309 mil empregos formais em junho

Governo deve lançar programas para inclusão de jovens no mercado

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil gerou 309.114 postos de trabalho em junho deste ano, resultado de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2021, o saldo positivo é de 1.536.717 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério da Economia, que divulgou hoje (29) as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.899.685, em junho, o que representa uma variação de 0,76% em relação ao mês anterior.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, é a primeira vez desde a crise de 2015 que o país ultrapassa o patamar de mais de 40 milhões de postos formais de trabalho. Ele acredita que a retomada da economia brasileira e o retorno seguro ao trabalho continuarão em ritmo acelerado com o avanço da vacinação da população contra covid-19, em especial nos setores de serviços e comércio, os mais afetados pelas medidas de enfrentamento à crise sanitária.

A próxima divulgação do Caged já deve acontecer sob o comando do ministro Onyx Lorenzoni, que vai assumir o Ministério do Trabalho e Previdência, que está sendo recriado. Guedes destacou que a equipe da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que hoje está na Economia, seguirá o trabalho na nova pasta.

Segundo ele, o foco será a geração de oportunidades de trabalho aos jovens e formalização de cerca de 38 milhões de trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial do governo. Em breve, ainda de acordo com Guedes, serão lançados novos programas, como o serviço social voluntário e os bônus de inclusão produtiva (BIP) e de incentivo à qualificação profissional (BIQ).

“Tememos muito o efeito cicatriz, que é a mutilação de uma geração em função de uma pandemia dessa, já no setor educacional, já temos esse receio no setor educacional. E queremos, então, acelerar a absorção desses jovens, seja com treinamento de qualificação profissional, seja com serviço social voluntário para que eles se preparem para o mercado formal de trabalho”, disse o ministro, durante coletiva virtual para divulgar os dados do Caged.

A expectativa é que o BIP e o BIQ gerem cerca de 2 milhões de empregos para jovens de 16 a 22 anos. As vagas deverão ser de meia jornada de trabalho, com bônus de meio salário mínino. Parte do bônus, o BIP, será pago inicialmente com dinheiro público e depois com recursos do Sistema S, e a outra parte, o BIQ, pago pelo empregador.

Dados do emprego

No mês passado, os dados apresentaram saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 125.713 postos, distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; comércio, que criou 72.877 novos empregos; indústria geral, saldo positivo de 50.145 postos, concentrados na indústria de transformação; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, mais 38.005 postos de trabalho gerados; e construção, que registrou 22.460 novos trabalhadores.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego, sendo que houve aumento de trabalho formal nas 27 unidades da Federação. Em termos relativos, dos estados com maior variação em relação ao estoque do mês anterior, os destaques são para o Piauí, com a abertura de 4.597 postos, aumento de 1,5%; Alagoas que criou 4.651 novas vagas (1,36%); e Maranhão, com saldo positivo de 6.745 postos (1,31%).

Os estados com menor variação relativa de empregos em junho, em relação a maio, são Rio Grande do Sul, que teve criação de 11.446 postos, aumento de 0,44%; Bahia, com saldo positivo de 7.604, alta de 0,43%; e Sergipe, que encerrou o mês passado com mais 1.107 postos de trabalho formal, crescimento de apenas 0,41%.

Em todo o país, o salário médio de admissão em junho de 2021 foi de R$ 1.806,29. Comparado ao mês anterior, houve redução real de R$ 1,59 no salário médio de admissão, uma variação negativa de 0,09%.

As estatísticas completas do Novo Caged estão disponíveis na página do Ministério da Economia. Os dados também podem ser consultados no Painel de Informações do Novo Caged.

ebc

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