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Esportes

Inter vai à Argentina na busca por novo técnico

Pável Bauken

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O Inter está na Argentina em busca de seu novo treinador. Para substituir Odair Hellmann, os colorados especulam dois nomes do país vizinho, mais especificamente na cidade de Avellaneda: o técnico do Racing, Eduardo Coudet, e Ariel Holan, que atualmente está sem clube, mas foi o comandante do Independiente no título da Copa Sul-Americana, em 2017.

O vice de futebol, Roberto Melo, está em Buenos Aires, e busca a contratação de um substituto para Odair. A viagem acontece após a resistência em encontrar um nome no futebol brasileiro – e a recusa do técnico Roger Machado, do Bahia, em deixar o clube nordestino para aceitar a proposta do Inter.

A ficha 1 é Coudet. O treinador, de 45 anos, foi campeão argentino com a equipe de Avellaneda na temporada 2018/2019, e tem contrato até junho de 2020. Coudet ainda teria a Supercopa Argentina, em dezembro, para disputar. O time está garantido na próxima edição da Libertadores e atualmente é o sétimo lugar na Superliga argentina.

A relação do treinador com os diretores do clube, e o mau início de temporada podem fazer com que a decisão seja pela saída. No entanto, jornalistas argentinos que cobrem o dia a dia do Racing acreditam ser difícil uma saída. Segundo eles, não faz parte do estilo do técnico abandonar contratos e trabalhos antes do encerramento do vínculo.

O plano B da direção colorada, caso não haja acordo com Coudet, é Ariel Holan. O argentino, de 59 anos, venceu a Sul-Americana de 2017 sobre o Flamengo, mas perdeu a Recopa no ano seguinte para o Grêmio. Atualmente sem clube, chegou a ser sondado pelo Monterrey, do México, mas não houve acordo.

Contudo, o possível entrave com Holan envolve um jogador do elenco do Inter. Ao chegar no Independiente, optou por fazer uma reformulação no elenco. Um dos jogadores com o qual não quis contar foi o zagueiro Victor Cuesta, hoje um dos pilares do Colorado. À época, o defensor chegou a conceder entrevista deixando claro o problema com o então treinador da equipe.

No momento, quem segue no comando técnico do Inter é Ricardo Colbachini. O treinador do time sub-23 comandou a equipe no empate em 0 a 0 contra o Santos, e deve voltar à beira do campo na Ressacada, onde o Colorado enfrenta o Avaí, às 19h15min de quinta-feira, em jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão.

* Com informações do repórter Bruno Ravazolli – CP

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Destaque

Time campeão estadual de basquete recebe recurso do Programa de Incentivo ao Esporte

Reporter Global

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Foto: Arquivo Sojão

 

O SOJÃO, time de basquete de Santa Rosa, no noroeste gaúcho, teve projeto aprovado pelo Programa de Incentivo ao Esporte do Rio Grande do Sul. O time vem de um planejamento de dois anos, elaborando e realizando as etapas necessárias para a inscrição no Pro Esporte. O recurso recebido vai viabilizar novos projetos do time.

O presidente do SOJÃO, Betuel Sauer, conta que o time foi contemplado em dois projetos. Um irá financiar o time adulto masculino na busca do bicampeonato estadual, e o outro será revertido às categorias de base, para financiar os custos. “É um recurso de grande valia e abre a possibilidade de estarmos um passo à frente. Vamos poder oferecer estrutura, bolas e uniformes. Além disso, poderemos contratar profissionais, treinadores, fisioterapeutas, médicos, toda a parte que dá infraestrutura para melhorar as condições de treino. Isso realmente vai trazer um diferencial para nosso clube”, diz Betuel.

O recurso recebido também irá auxiliar na retomada de um dos principais projetos do SOJÃO, que é trazer as crianças para o esporte. “Esse montante vai viabilizar a retomada das categorias de base e fazer com que as crianças voltem a jogar de uma forma mais estruturada. O esporte, não só o basquete, traz muito crescimento para as pessoas, de saber perder, jogar e ter disciplina, persistência”, finaliza o presidente. O projeto “Sonho de Gigantes”, do SOJÃO, também conta com o apoio da Lei de Incentivo ao Esporte RS e Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Governo do Estado do RS).

 

 

Correio do Povo

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Esportes

São Paulo pede anulação de partida contra Atlético-MG e veto de árbitro do jogo com Grêmio

Reporter Global

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Tadeu Vilani / Agência RBS

 

Diretoria solicitou que Rafael Traci não comande novos confrontos do time paulista

 

O São Paulo fez nova solicitação sobre a arbitragem à CBF, outra vez envolvendo Rafael Traci, árbitro FIFA de Santa Catarina. Nesta segunda-feira (19), os paulistas pediram que o juiz não apite mais os jogos do clube, e que o confronto com o Atlético-MG, pela sétima rodada do Brasileirão, seja anulado e disputado uma segunda vez. A vitória mineira por 3 a 0 contou com erro do VAR admitido pelo coordenador de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba.

A diretoria do São Paulo enviou um documento ao STJD no mesmo dia em que o Grêmio também se manifestou contrário às decisões da comissão de arbitragem. Rafael Traci, árbitro principal do empate do último sábado (17) no Morumbi, era o responsável pelo VAR na sétima rodada, quando um gol do paulista Luciano foi anulado pela ferramenta de forma equivocada contra o Atlético-MG.

Fizemos uma análise do lance. A linha realmente não é colocada (de forma correta). Há outros detalhes que temos na análise que a gente faz. Não adianta lutar contra a imagem. Claramente, a linha não está colocada de forma padrão. Não é erro da tecnologia. É um equívoco humano da colocação da linha de impedimento — disse Gaciba, no programa Seleção SporTv, na última quarta-feira (14).

O São Paulo aponta para o erro de direito da arbitragem reconhecido pelo coordenador da CBF, e solicita que a partida seja disputada outra vez. Além disso, espera que os árbitros Rafael Traci, José Washington da Silva, Michael Stanislau, Mikael Silva de Araújo, Igor Luciano Amaral Miranda e Hilton Moutinho Rodrigues não trabalhem mais em jogos do São Paulo. O pedido foi encaminhado para o presidente do STJD, Otávio Noronha, segundo o site do órgão.

 

Atlético-MG também protesta

O time de Jorge Sampaoli foi o terceiro a reclamar da arbitragem do Brasileirão nesta segunda-feira (19). A bronca mineira é contra a escala de árbitros gaúchos no confronto com o Bahia, pela 17ª rodada, e um pedido de bom senso à CBF:

Na minha opinião, tinha que acontecer liberação imediata dos áudios e videos do VAR após a realização das partidas. Isso daria uma transparência muito maior — disse o presidente Sérgio Sette Câmara ao ge.globo de Minas Gerais.

Tal manifestação vem como resposta à reunião entre São Paulo e CBF, na sexta, que gerou a troca na escala de arbitragem no jogo dos paulistas contra o Grêmio no domingo.

 

 

ClicRbs

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Esportes

O fenômeno Nike Air Jordan, o tênis que revolucionou o marketing esportivo

Reporter Global

Publicado

em



 

Nunca um par de tênis deu tanto o que falar. Assim que foi lançado, em 1984, o Nike Air Jordan bateu recorde de vendas, desencadeou um fenômeno cultural e ainda revolucionou o marketing esportivo.

 

Sua campanha representou o primeiro sucesso estrondoso entre uma marca e um atleta, ao casar um produto que simbolizava audácia, inovação e alta performance com Michael Jordan, o maior jogador de basquete da história.

As estratégias usadas para fazer do calçado um objeto do desejo, capaz de levar uma multidão a fazer filas nas lojas esportivas, são desvendadas no documentário One Man and His Shoes, do britânico Yemi Bamiro.

O filme é uma das atrações do BFI London Film Festival, que será encerrado no domingo, 18 de outubro, na capital londrina. Por enquanto, só há data de lançamento nos cinemas e no iTunes na Inglaterra, a partir de 23 de outubro. Ainda não há previsão de estreia no Brasil.

A proposta do documentário é resgatar a trajetória do Air Jordan, um dos calçados esportivos mais lucrativos de todos os tempos. No prazo de um ano apenas (de maio de 2018 a maio de 2019), a Nike faturou US$ 3,14 bilhões com a venda do tênis, que já soma 34 modelos.

“Inicialmente, pensei em fazer um filme sobre os colecionadores do tênis, espalhados por todo o mundo”, disse o diretor Bamiro, de sua casa em Londres, durante evento online, que teve cobertura do NeoFeed. “Mas logo percebi que a melhor abordagem para o Air Jordan seria a de um estudo de marketing.”

O marketing esportivo realmente nunca mais foi o mesmo depois da associação da Nike com Jordan, que recebe estimados US$ 168 milhões anuais pela marca. “Essa colaboração possivelmente serviu de alicerce para tudo o que vemos hoje em termos de campanhas com atletas endossando produtos. Foi uma espécie de cartilha”, afirmou Bamiro.

 

 

A Nike, que estava em dificuldade na época, trabalhando apenas com tênis de corrida, buscava um jogador de basquete jovem que pudesse emprestar o seu nome a uma nova linha de tênis de cano alto, em cores.

Até então, o mais comum era fechar acordo com um time completo, com todos os jogadores passando a usar o mesmo calçado. Só a tentativa de levantar a marca em torno de um único atleta já foi uma ousada jogada de marketing da Nike, que também arriscou na escolha de Jordan para a campanha.

Por um lado, por ser raro naquele período ver um garoto-propaganda negro, para recomendar o produto que fosse. Por outro, o fato de Jordan ter sido contratado quando ainda era um jogador universitário da Carolina do Norte, o que vinha ao encontro da estratégia da Nike de selecionar alguém com quem o público adolescente pudesse se identificar.

Um dos entrevistados no filme, Sonny Vaccaro, um ex-executivo da Nike, foi quem apostou que Jordan seria o futuro astro do basquete. Embora o sonho do atleta fosse fechar um contrato com a Adidas, ele aceitou a proposta da Nike, que criou especialmente para o jogador um modelo arrojado.

O protótipo do Air Jordan levava as cores vermelho, branco e preto, a trinca do Chicago Bulls, time em que o atleta se consagrou. O “air” se referia ao jogo aéreo de Jordan nas quadras, sempre dando a impressão de voar com a bola nas mãos.

“A primeira vez que Jordan usou o tênis na quadra de basquete, um bando de garotos começou um alvoroço, apontando para os seus pés”, lembrou Phil Knight, cofundador da Nike, em seu depoimento no filme.

Em pouco tempo, o tênis foi banido pela NBA, a associação nacional de basquete nos EUA, que aceitava só tênis branco na quadra. E o impacto da proibição não poderia ter sido melhor para a campanha. Até porque a Nike e Jordan não cumpriram a ordem, passando a arcar com a multa de US$ 5 mil por jogo.

“Do dia para noite, era o tênis que todos queriam. O calçado começou a ser vendido nas esquinas por centenas de dólares. Na primeira vez em que contatamos a rede Footlocker, a maior varejista nos EUA, eles só quiseram 5 mil pares para todas as suas lojas. No prazo de uma semana, eles ligaram pedindo 150 mil pares”, contou Knight, no filme.

Ao ser considerado “anti-establishment”, o calçado ganhou uma aura “cool”, tornando-se um catalisador para o culto ao tênis. Elevado ao patamar de item da cultura pop, o Air Jordan ainda ajudou a chacoalhar a imagem do negro na sociedade americana. Jordan se projetava como um vencedor, passando a inspirar toda uma geração de jovens negros.

A escolha de Spike Lee para, mais tarde, dirigir os comerciais de TV do Air Jordan foi outra jogada de mestre da Nike. O cineasta negro se projetava na época com “Faça a Coisa Certa” (1989). No filme que encorajava os negros a darem um basta na opressão e submissão, rompendo assim a barreira da cor, o próprio Lee aparecia usando o tênis marca registrada de Jordan.

“Foi um caso caro, em que todo o marketing do Air Jordan estava conectado com aspectos culturais da sociedade americana naquele período, envolvendo questões políticas e de raça”, contou Bamiro, que também é negro.

Para o diretor, de 37 anos, One Man and His Shoes ainda é um exemplo do “nosso caso de amor com o consumismo”, sobretudo no modo como respondemos ao desejo que as campanhas conseguem despertar.

“Isso ficou ainda mais evidente com Jordan, que era um Deus do basquete. Ninguém mais no mundo conseguia repetir o que ele fazia na quadra. Como era impossível reproduzir a sua habilidade nas quadras, pelo menos o consumidor poderia ter o mesmo tênis”, disse, rindo.

 

 

 

Neofeed

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