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Esportes

Inter perde por 3 a 1 para o Flamengo em jogo polêmico e nervoso

Pável Bauken

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O Inter viveu uma noite para esquecer no Maracanã, nesta quarta-feira, diante de quase 65 mil pessoas. Fez um primeiro tempo desastroso, perdeu o zagueiro titular por lesão, teve dois jogadores expulsos ainda na primeira etapa e chegou até a esboçar uma reação. No entanto, em confronto polêmico e nervoso, foi derrotado por 3 a 1 para o Flamengo e teve a sequência positiva no Brasileirão interrompida.

Logo no início do jogo, Rodrigo Moledo teve de ser substituído por lesão. Na sequência, Bruno fez pênalti, foi expulso e Gabigol marcou. Ainda na etapa inicial, o Inter reclamou para si outro pênalti, sem sucesso. Perdeu Guerrero por protestar agressivamente e receber cartão vermelho e viu, na segunda etapa, De Arrascaeta e Bruno Henrique assegurarem a vitória do líder do campeonato, que chegou aos 48 pontos no Brasileirão.

Com o resultado, o Inter segue com 36 pontos e pode perder a vaga no G4 dependendo dos resultados da rodada. O próximo compromisso do Colorado pelo Campeonato Brasileiro é no domingo, às 16h, diante do Palmeiras, no Beira-Rio. A partida será válida pela 22ª rodada da competição.

Primeiro tempo desastroso para o Inter

Mais uma vez, o técnico Odair Hellmann não pôde contar com seu armador. D’Alessandro segue fora por conta de lesão e, assim, o comandante precisou mexer no meio campo. Optou por começar com Nonato juntamente com Rodrigo Lindoso, Edenílson e Patrick, povoando o setor.

Mas, logo no início do jogo, Odair teve o primeiro problema. Após ganhar de Bruno Henrique na corrida e se antecipar para mandar uma bola para lateral, o zagueiro Rodrigo Moledo sentiu uma lesão muscular na coxa direita. O defensor não teve condições de jogo e, imediatamente, pediu a substituição. Klaus entrou para substituir um dos pilares da defesa colorada.

E, se os problemas nunca vêm sozinhos, Odair Hellmann experimentou isso da pior forma possível. Minutos depois, Klaus falhou na primeira bola, e Gabigol saiu na cara de Marcelo Lomba. O lateral Bruno parou o flamenguista com um puxão, cometendo pênalti e sendo expulso na sequência. Com categoria, o atacante converteu e abriu o placar no Maracanã.

Para tentar reconstruir o time, Odair optou por tirar Nico López, e colocar em campo o lateral Zeca. No entanto, o Colorado sentiu os golpes em sequência. Nervosa, a equipe passou a reclamar, e Guerrero chegou a ser advertido pelo árbitro. Os cariocas, por sua vez, ocupavam o campo do Inter e criavam chances de ampliar o marcador.

Sem a válvula de escape pelas pontas, função que era ocupada por Nico, o Inter pouco conseguiu produzir para tentar a reação na primeira etapa. A equipe ficou postada praticamente atrás da linha do meio campo nos 45 minutos iniciais, sem agredir o adversário. Confortável, o Flamengo seguiu agredindo e criando chances de gol. No entanto, desperdiçou as melhores oportunidades.

Ainda assim, houve espaço para mais confusão. Após dividida pelo alto, Rodrigo Caio e Guerrero tiveram um choque de cabeça, que resultou em um corte e sangramento do atacante peruano. Por reclamação, o atacante acabou expulso, prejudicando ainda mais o Inter na ida ao intervalo.

Inter ensaia reação, mas Flamengo se impõe

Com dois jogadores a menos, o Inter esboçou uma reação logo no início do confronto. Aproveitando-se de uma desatenção da defesa do Flamengo, Patrick deu carrinho próximo a linha de fundo e evitou a saída da bola. Ela se ofereceu para Lindoso, que se deslocou até perto da grande área e cruzou para a Edenílson. Na entrada da defesa flamenguista, o camisa 8 finalizou de canhota, a bola desviou e morreu no fundo das redes do Flamengo, empatando o confronto em 1 a 1.

A reação, no entanto, durou pouco tempo. Aos 10 minutos, em jogada construída pelo lado direito de ataque, o Flamengo chegou ao gol que, novamente, o colocou em vantagem. Rafinha foi à linha de fundo e levantou bola na medida para De Arrascaeta. O uruguaio venceu a zaga colorada para, de cabeça, colocar o 2 a 1 no marcador.

Novamente em vantagem no marcador, o Flamengo voltou a se sentir à vontade na partida. E, de novo, passou a pressionar e ocupar o campo do Inter. Com dois jogadores a mais, voltou a criar chances em sequência para ampliar. Bruno Henrique e Everton Ribeiro passaram a empilhar chances perdidas, com pelo menos quatro tentativas em menos de 10 minutos.

Assim, não demorou muito para definir o placar. Rafinha cruzou pela direita, de novo levando vantagem pelo lado do campo. A bola chegou até De Arrascaeta, que ajeitou para Bruno Henrique fazer 3 a 1 no marcador.

Após o gol, o Flamengo manteve a intensidade. Jorge Jesus seguiu fazendo trocas para colocar a equipe à frente e, contra um Inter abatido, criou chances para ampliar. No entanto, o resultado se manteve em 3 a 1 até o apito final em uma noite desastrosa para o Colorado no Rio de Janeiro.

Brasileirão 2019 – 21ª rodada

Flamengo 3

Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão (Reinier), Gerson, Arrascaeta (Vitinho) e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabigol (Berrío). Técnico: Jorge Jesus

Inter 1

Marcelo Lomba; Bruno, Moledo (Klaus), Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenílson, Nonato (Guilherme Parede) e Patrick; Nico López (Zeca) e Guerrero. Técnico: Odair Hellmann

Gols: Gabigol (18/1T), Arrascaeta (10/2T) e Bruno Henrique (29/2T); Edenílson (4/2T)

Cartões amarelos: William Arão (Flamengo) e Edenílson (Inter)

Cartões vermelhos: Bruno e Guerrero (Inter)

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)

Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Público: 64.548

Renda: R$ 2.810.435,50

CP
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Esportes

Após vitórias, Brasil segue em 3º no ranking da Fifa; México e Itália no Top 10

Pável Bauken

Publicado

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(crédito: PAOLO AGUILAR)

A Fifa divulgou nesta sexta-feira a atualização de seu ranking após as partidas internacionais do mês de novembro. Foram realizados quase 160 jogos entre seleções por Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, Liga das Nações, Eliminatórias da Copa Africana de Nações e amistosos. Com duas vitórias neste período, a seleção brasileira segue em terceiro lugar, mas diminuiu a distância para a líder Bélgica e para a França, a segunda colocada.

Por ter vencido a Venezuela por 1 a 0, no estádio do Morumbi, em São Paulo, e o Uruguai por 2 a 0, em Montevidéu, o Brasil somou 18 pontos e chegou a 1.743. A diferença para a França caiu para 12 pontos depois que os europeus somaram apenas três neste mês. Os belgas se mantêm na liderança com 1.780 – conquistaram 15 pontos em novembro.

A grande novidade da lista foi a entrada de México e Itália no Top 10. Com 1.632 pontos, os mexicanos ocupam agora o nono lugar, seguidos pelos italianos com 1.625. Eles ocupam os lugares que eram de Croácia e Colômbia – em novembro, a seleção sul-americana sofreu duas duras derrotas nas Eliminatórias da Copa com direito a uma goleada de 6 a 1 para o Equador.

Quem também subiu no ranking da Fifa entre os 10 primeiros colocados foi a Argentina. Com um triunfo sobre o Peru e um empate contra o Paraguai, a seleção de Lionel Messi pulou da oitava para a sétima posição, ultrapassando o Uruguai. À frente dos sul-americanos estão Inglaterra (quarto lugar), Portugal (quinto) e Espanha (sexto).

A próxima atualização do ranking da Fifa, a última de 2020, será divulgada no dia 10 de dezembro. Deverão ser poucas mudanças, já que os próximos jogos das principais seleções do mundo acontecerão somente em março do ano que vem.

Confira o ranking da Fifa:

1.º – Bélgica – 1.780 pontos

2.º – Franca – 1.755

3.º – Brasil – 1.743

4.º – Inglaterra – 1.670

5.º – Portugal – 1.662

6.º – Espanha – 1.645

7.º – Argentina – 1.642

8.º – Uruguai – 1.639

9.º – México – 1.632

10.º – Itália – 1.625

11.º – Croácia – 1.617

12.º – Dinamarca – 1.614

13.º – Alemanha – 1.610

14.º – Holanda – 1.609

15.º – Colômbia – 1.601

16.º – Suíça – 1.586

17.º – Chile – 1.567

18.º – País de Gales – 1.562

19.º – Polônia – 1.559

20.º – Senegal – 1.558

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Esportes

Lewis Hamilton diz não se opor a teto salarial para pilotos da Fórmula 1

Pável Bauken

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Um dos esportistas mais bem pagos do mundo, Lewis Hamilton disse não se opor ao teto salarial que será imposto para os pilotos de Fórmula 1 a partir de 2023. O heptacampeão mundial, no entanto, considera que a proposta tem de ser cuidadosa para não prejudicar os maiores talentos do esporte.

A Fórmula 1 tem discutido um limite para os salários dos pilotos como parte de um esforço mais amplo para nivelar a disputa entre as equipes mais ricas e as que possuem menos recursos.

“Não me oponho pessoalmente a isso”, opinou o britânico em entrevista coletiva nesta quinta-feira, às vésperas do GP do Bahrein, marcado para o próximo domingo. Será a antepenúltima etapa da temporada de 2020. O piloto da Mercedes se igualou a Michael Schumacher no número de títulos ao conquistar a Fórmula 1 pela sétima vez. Ele assegurou a conquista no GP da Turquia.

“Eu penso sobre as próximas estrelas jovens que estão surgindo e não vejo por que eles deveriam ser prejudicados se estão trazendo algo enorme para o esporte”, ponderou Hamilton.

A categoria já estipulou um limite de 145 milhões de dólares (cerca de R$ 772 milhões) para as equipes dentro do orçamentos geral para o próximo ano. O valor será reduzido anualmente até chegar no teto orçamentário de US$ 135 milhões (cerca de R$ 718 milhões) entre 2023 e 2025.

O teto salarial, no entanto, não faz parte dessas medidas orçamentárias e ainda está um pouco distante. A proposta foi apresentada à Comissão da Fórmula 1 em outubro deste ano e pede que o valor máximo de US$ 30 milhões (cerca de R$ 159 milhões) seja implementado em 2023.

“Se você olhar para outros esportes, existem tetos salariais em alguns desses esportes. Acho que a única diferença é que as pessoas podem explorar suas imagens em muitas áreas, eles podem tentar maximizar sua imagem em outro lugar”, disse Hamilton. “Já o automobilismo controla praticamente a imagem do piloto”, acrescentou o piloto de 35 anos.

O piloto da Mercedes ganha cerca de US$ 50 milhões por ano (R$ 266 milhões) e está em negociações com a equipe alemã para estender o seu contrato, que expira no final deste ano.

“Os pilotos foram as estrelas do esporte e a Fórmula 1 precisava reconhecer isso”, observou Hamilton que superou Schumacher no número de vitórias, pódios e pole position e se estabeleceu como um dos maiores pilotos da história. “É um esporte de bilhões de dólares e eles deveriam ser recompensados pelo que eles trazem para ele”, concluiu.

Estadão

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Esportes

Familiares começam batalha pela herança milionária de Maradona

Reporter Global

Publicado

em

Familiares começam batalha pela herança milionária de Maradona | Foto: AFP / CP

 

Craque argentino teve um ganho estimado em quase R$ 3 bilhões ao longo da vida. Além de cinco filhos reconhecidos, outros seis tentam paternidade

 

A morte de Diego Maradona provocou uma grande comoção no mundo inteiro. Um dos maiores jogadores de todos os tempos, o argentino de 60 anos morreu vítima de uma parada cardiorrespiratória na última quarta-feira (25).

Velado e enterrado no dia seguinte, em eventos que reuniram uma verdadeira multidão pelas ruas de Buenos Aires, mais especificamente nos arredores da Casa Rosada e também do Cemitério Jardim da Paz, o craque agora deve protagonizar uma “batalha”.

Ninguém sabe muito bem quanto é o patrimônio de Maradona, mas uma coisa é certa: haverá uma verdadeira guerra entre seus herdeiros. Oficialmente, eles são cinco: Dalma Nerea, Gianinna Dinorah, Diego Jr, Dieguito Fernando e Jana.

Porém, segundo informações da imprensa argentina, ele tem mais seis filhos que tentam, na Justiça, serem reconhecidos. Quatro deles estão em Cuba: Javielito, Lu, Johanna y Harold. E ainda Santiago Lara, de 19 anos, e Magalí Gil, de 24.

De acordo com o site Celebrity Net Worth, especializado nas fianças dos famosos, os ganhos totais do ex-craque ao longo da carreira giram em torno de 500 milhões de dólares (R$ 2,6 bilhões): “Durante sua carreira como jogador e treinador, Maradona ganhou dezenas de milhões de dólares em salários e patrocínios. Nos anos 80, ele era um dos jogadores mais bem pagos do mundo, ganhando muito dinheiro de salários e marcas parceiras, como Hublot, Puma e Coca-Cola”.

Por outro lado, tem quem fale que seu patrimônio é bem menor que isso, algo entre 75 (R$ 400 milhões) e 100 milhões de dólares (R4 534 milhões). Entre seus bens, destaque para cinco casas em Buenos Aires e muitos carros de luxo, entre eles quatro que ficavam na Argentina, além de um Rolls Royce Ghost, avaliado em 300 mil euros (R$ 1,9 milhão) e uma BMW i8, de 145 mil euros (R$ 922 mil) que ficavam em Dubai, onde ele trabalhou recentemente como treinador.

 

Correio do Povo

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