Inter e Grêmio voltam a campo cercados por danos emocionais, desportivos e materiais
Connect with us

Geral

Inter e Grêmio voltam a campo cercados por danos emocionais, desportivos e materiais

Publicado

em


topo humbeto pluralNuveraFAST AÇAÍAcademia Persona

A dupla Gre-Nal, Inter e Grêmio, está enfrentando um retorno ao futebol marcado por danos emocionais, desportivos e materiais devido às enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul. Os dois principais clubes de Porto Alegre tiveram seus estádios e centros de treinamento danificados pelas inundações, forçando-os a buscar refúgio em outras cidades para continuar competindo.

Desde o fim de abril, ambas as equipes não entraram em campo. O Internacional será o primeiro a jogar, enfrentando o Belgrano às 21h30 desta terça-feira na Arena Barueri, em São Paulo. O clube colorado tem treinado nas instalações do Ituano em Itu, SP. Já o Grêmio, que se preparou no CT Joaquim Grava, do Corinthians, será mandante no Couto Pereira, em Curitiba, contra o The Strongest.

A tragédia afetou profundamente os jogadores e a administração dos clubes. Renê, lateral-esquerdo do Inter, expressou a dificuldade de se concentrar no futebol enquanto a situação no estado ainda é crítica. “Vamos voltar a jogar, mas sabemos que torcedores colorados e outros torcedores não se esquecem que o pessoal continua precisando de ajuda,” disse Renê.

As expectativas para a temporada foram completamente subvertidas pela tragédia. Magrão, gerente esportivo do Inter, afirmou que o foco agora é a sobrevivência e recuperação. “O maior título que se tem hoje é quem conseguiu ficar vivo, quem conseguiu ficar com a casa em pé,” disse ele.

Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, destacou a dificuldade emocional enfrentada pelos jogadores. “A parte psicológica está sendo muito difícil. Eles são profissionais, têm treinado, mas sempre na preocupação com o nosso povo, com a família deles,” comentou Renato.

Além dos desafios emocionais, há também a questão do preparo físico. Antonio Carlos Fedato, coordenador de performance do Inter, explicou que a equipe perdeu ritmo de jogo devido ao período sem treinos e jogos. “O que vai faltar é realmente essa carga de jogos, esse ritmo de jogo que a gente perdeu por ficar sem jogar,” explicou Fedato.

Os clubes também enfrentam uma logística complicada. O Inter deverá percorrer cerca de 15 mil km em viagens até o primeiro semestre de junho, com jogos em Barueri, Campinas, Cuiabá, Tarija, Caxias do Sul, Criciúma e Salvador. O Grêmio jogará no Couto Pereira em Curitiba e no Alfredo Jaconi em Caxias do Sul, além de partidas no Chile e no Maracanã.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou mudanças no regulamento para ajudar os times gaúchos, permitindo a inversão do mando de seus jogos no primeiro turno, desde que o adversário concorde. Também foi acordado o uso de Datas Fifa para repor jogos adiados.

Os prejuízos materiais são significativos. O presidente do Grêmio, Alberto Guerra, e Magrão do Inter, destacaram a incerteza sobre os prazos de recuperação de seus estádios e centros de treinamento. A Arena do Grêmio e o Beira-Rio podem levar até 90 dias para serem reabilitados, mas a situação ainda é instável.

Mesmo enfrentando dificuldades financeiras, os clubes não deixaram de agir no mercado de transferências. O Grêmio anunciou o zagueiro Jemerson e negocia com Rodrigo Caio. O Inter estima um prejuízo de R$ 35 milhões e acionou o seguro do estádio para cobertura dos danos.

Além disso, os clubes estão promovendo ações solidárias para ajudar as vítimas das enchentes. O Inter lançou o “ingresso solidário” para o jogo desta terça, oferecendo desconto para torcedores que doarem alimentos não perecíveis. “Qualquer apoio de torcedores que desejam ajudar o Rio Grande do Sul neste momento é muito importante,” afirmou Nelson Pires, vice-presidente de marketing do Internacional.

Este retorno ao futebol é marcado pela resiliência e solidariedade dos clubes e torcedores gaúchos, que buscam superar uma das maiores tragédias naturais da história do estado.

Fonte: Estadão

Compartilhe

Geral

Justiça Eleitoral cassa mandato de deputada federal que fez harmonização facial com dinheiro de campanha

Publicado

em

portal plural justiça eleitoral cassa mandato de deputada federal que fez harmonização facial com dinheiro de campanha
Foto: Reprodução
FAST AÇAÍAcademia PersonaNuveratopo humbeto plural

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá cassou por unanimidade o mandato da deputada federal Silvia Waiãpi (PL), acusada de usar verba de campanha para realizar uma harmonização facial em 2022. A denúncia partiu da coordenadora do comitê partidário da deputada, que alegou ter se desentendido com Silvia após descobrir o uso dos recursos públicos no procedimento estético, realizado em agosto daquele ano.

Para encobrir o gasto de mais de R$ 39 mil na clínica, Silvia teria transferido os valores sob o pretexto de pagamento pelos serviços da coordenadora, Maitê. O cirurgião-dentista William Rafael confirmou a situação durante o julgamento.

O Ministério Público Eleitoral apresentou recibos que totalizam R$ 9 mil, reforçando as provas contra a parlamentar. Os desembargadores e juízes, após analisarem as evidências e rejeitarem a prestação de contas da deputada, decidiram pela cassação de seu mandato.

Silvia Waiãpi, nome civil Silvia Nobre Lopes, de 48 anos e natural de Macapá, se define como mãe, avó, indígena, militar e republicana conservadora. Ela é graduada em fisioterapia e já comandou a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) durante o governo Bolsonaro.

Em 2023, seu nome foi mencionado em um inquérito que investiga os eventos de 8 de janeiro daquele ano, envolvendo invasões ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF).

Em resposta à cassação, Silvia Waiãpi alegou não ter sido intimada para o julgamento, descobrindo a situação pela imprensa. Ela afirmou que suas contas já haviam sido julgadas e aprovadas pelo mesmo tribunal, destacando que seus advogados tomarão medidas cabíveis após tomar ciência do ocorrido. Durante o julgamento, a deputada participava de uma audiência pública sobre o combate à exploração e abuso sexual de vulneráveis na região Norte do Brasil.

Fonte: Jornal o Sul

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Geral

Receita Federal abre consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda

Publicado

em

portal plural receita federal abre consulta ao segundo lote de restituição do imposto de renda
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
FAST AÇAÍNuveraAcademia Personatopo humbeto plural

A partir das 10h desta sexta-feira (21), a Receita Federal iniciou a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2024, referente ao ano-base 2023.

Este lote contempla mais de 5,7 milhões de contribuintes, totalizando R$ 8,5 bilhões, incluindo restituições residuais de exercícios anteriores. Os pagamentos estão programados para o dia 28 de junho.

Devido ao estado de calamidade no Rio Grande do Sul, 252,73 mil contribuintes foram priorizados para receber suas restituições neste lote.

Para verificar se teve a restituição liberada, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal, selecionar a opção “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, clicar em “Consultar a Restituição”. Além disso, há um aplicativo disponível para tablets e smartphones.

Fonte: Jornal o Sul

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Geral

Em 2022, o Brasil gastou R$ 153,5 bilhões com despesas médicas e em perda de produtividade provocadas pelos fumantes

Publicado

em

portal plural em 2022, o brasil gastou r$ 153,5 bilhões com despesas médicas e em perda de produtividade provocadas pelos fumantes
Foto: Divulgação/Banco Mundial/ONU
topo humbeto pluralFAST AÇAÍAcademia PersonaNuvera

Em 2022, o Brasil enfrentou um ônus significativo devido ao tabagismo, com despesas médicas e perda de produtividade totalizando R$ 153,5 bilhões, equivalentes a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Este valor foi revelado pela pesquisa “Carga da doença e econômica atribuível ao tabagismo no Brasil e potencial impacto do aumento de preços por meio de imposto”, conduzida ao longo de dois anos e divulgada recentemente na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em Brasília.

Coordenada pela Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro sobre o Controle do Uso do Tabaco e de seus Protocolos (Conicq), com apoio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Instituto de Efectividad Clínica y Sanitaria da Argentina, a pesquisa destacou que o tabagismo não apenas resulta em custos elevados para o sistema de saúde, mas também em perdas significativas de produtividade.

Vera Luiza da Costa e Silva, secretária executiva da Conicq, enfatizou que, apesar da arrecadação de impostos pela indústria do tabaco não ter ultrapassado R$ 9 bilhões em 2022, os custos associados ao tabagismo foram substancialmente mais elevados. Ela sublinhou que a maior parte dos gastos médicos foi direcionada para o tratamento de doenças respiratórias, cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC), que juntas consumiram R$ 67,2 bilhões do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, os cuidados oncológicos, especialmente para cânceres de esôfago, boca e faringe, demandaram investimentos consideráveis.

O impacto econômico do tabagismo também se estendeu às perdas de produtividade, totalizando R$ 45 bilhões devido a mortes prematuras e incapacidade para o trabalho. O estudo apontou ainda que cuidadores informais enfrentaram uma redução de R$ 41,3 bilhões na produtividade devido à necessidade de abandonar o trabalho para cuidar de familiares afetados por doenças tabaco-relacionadas.

A pesquisa também abordou o tabagismo passivo, contribuindo para 12% das mortes prematuras associadas ao tabaco, com 603 mil mortes anuais no mundo, incluindo 168.840 crianças, atribuíveis à exposição à fumaça do tabaco.

Para mitigar esses impactos negativos, o estudo recomendou um aumento de 50% na taxação dos produtos de tabaco, o que poderia reduzir significativamente os custos com saúde e evitar 145 mil mortes devido à redução do consumo. “Ao aumentarmos o preço dos cigarros, reduzimos seu consumo, criando uma relação inversamente proporcional”, destacou Vera Luiza.

Além disso, o documento propôs que a indústria do tabaco seja responsabilizada conforme as políticas e práticas legais brasileiras para compensar as perdas decorrentes da venda de seus produtos.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Compartilhe

[DISPLAY_ULTIMATE_SOCIAL_ICONS]

Trending

×

Entre em contato

×