Inmet alerta para risco de tempestade em grande parte do Estado nesta terça-feira – Portal Plural
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Inmet alerta para risco de tempestade em grande parte do Estado nesta terça-feira

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Nesta segunda-feira, em São Gabriel e Quaraí, na Fronteira Oeste, os termômetros alcançaram a máxima do dia no RS: 33,5°C

 

 

A semana começou com predomínio de sol e poucas nuvens no Rio Grande do Sul. De acordo com a Somar Meteorologia, a segunda-feira (4) foi de tempo firme em praticamente todo o Estado, com exceção de alguns municípios da Fronteira Oeste e do noroeste gaúcho (como São Borja, Santo Augusto e proximidades), que registraram pancadas moderadas de chuva à tarde, mas de curta duração. As temperaturas se elevaram. Em São Gabriel e Quaraí, na Fronteira Oeste, os termômetros alcançaram a máxima do dia no RS: 33,5°C. Na Capital, a variação ficou entre 20,4°C e 32,5°C.

Nesta terça-feira (5), a instabilidade retorna ao território gaúcho. De acordo com a Somar, embora o dia ainda comece com sol e calor no RS, ao longo da tarde, zonas de instabilidade (formadas por sistemas de baixa pressão atmosférica localizadas no centro-oeste do país, no Paraguai e no Uruguai) trazem fortes pancadas de chuva em todas as áreas, acompanhadas por descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo em alguns pontos. No entanto, as precipitações devem ser passageiras, intercaladas por períodos de nebulosidade.

Para a Fronteira Oeste e as regiões norte e noroeste do RS (além do oeste catarinense e de grande parte do Estado do Paraná), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de tempestade, chamando atenção, ainda, para o risco de volumes significativos de chuva e para o vento forte, que pode chegar a 60 km/h.

Em relação à temperatura, São José dos Ausentes, na Serra, deve marcar a mínima do dia no Estado: 13°C. Já, a máxima, de 37°C, deverá ser medida em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste. Na Capital, a variação térmica fica entre 20°C e 32°C.

Na quarta-feira (6), a instabilidade segue marcando presença no território gaúcho, com fortes pancadas de chuva e trovoadas em todas as áreas. Na Serra e na Região Noroeste, as precipitações devem vir com mais intensidade, chamando atenção para grandes volumes, com risco para possíveis transtornos, como alagamentos e deslizamentos de terra. Nestas regiões, as rajadas de vento também devem ganhar destaque, podendo chegar à marca de 80 km/h.

Em Cambará do Sul, na Serra, os termômetros devem marcar a mínima do dia no Rio Grande do Sul: 15°C. Já, a máxima, 35°C, segue apontada em Barra do Quaraí. Em Porto Alegre, a temperatura varia entre 21°C e 30°C.

Veja a previsão do tempo para cada região do Estado nesta terça-feira (5) :

 

Região Metropolitana: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo em pontos isolados. No entanto, as pancadas de chuva tendem a ser passageiras (alternadas com períodos de nebulosidade). Em Canoas, os termômetros variam entre 21°C e 34°C.

 

Serra: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo em pontos isolados. No entanto, as pancadas de chuva tendem a ser passageiras (alternadas com períodos de nebulosidade). Em Bento Gonçalves, a temperatura varia entre 17°C e 26°C.

 

Litoral Norte: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo em pontos isolados. No entanto, as pancadas de chuva tendem a ser passageiras (alternadas com períodos de nebulosidade). Em Torres, a variação térmica fica entre 22°C e 30°C.

 

Litoral Sul: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo em pontos isolados. No entanto, as pancadas de chuva tendem a ser passageiras (alternadas com períodos de nebulosidade). Em Rio Grande, os termômetros variam entre 19°C e 24°C.

 

Região Norte: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas e até queda de granizo em pontos isolados. Para a região, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de tempestade, chamando atenção para o risco de acumulados significativos e rajadas intensas de vento. Em Erechim, os termômetros variam entre 17°C e 31°C.

 

Região Noroeste: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas e até queda de granizo em pontos isolados. Para a região, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de tempestade, chamando atenção para o risco de acumulados significativos e rajadas intensas de vento. Em Santo Ângelo, os termômetros variam entre 22°C e 29°C.

 

Região Sul: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo em pontos isolados. No entanto, as pancadas de chuva tendem a ser passageiras (alternadas com períodos de nebulosidade). Em Camaquã, os termômetros variam entre 20°C e 32°C.

 

Região Central: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo em pontos isolados. No entanto, as pancadas de chuva tendem a ser passageiras (alternadas com períodos de nebulosidade). Em Santiago, a variação térmica fica entre 23°C e 28°C.

 

Campanha: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo em pontos isolados. As pancadas de chuva tendem a ser passageiras (alternadas com períodos de nebulosidade). Em Candiota, a variação térmica fica entre 19°C e 31°C.

 

Fronteira Oeste: a terça-feira (5) deve começar com tempo firme na região. No entanto, à tarde, a instabilidade aparece, com fortes precipitações, descargas elétricas e até queda de granizo em pontos isolados. Para a região, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de tempestade, chamando atenção para o risco de acumulados significativos e rajadas intensas de vento. Em Alegrete, os termômetros variam entre 23°C e 35°C.

 

Veja a previsão do tempo para algumas cidades nesta terça-feira (5):

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 32°C.
Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 29°C.
Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 15°C e máxima de 29°C.
Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 32°C.
Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 29°C.
Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 31°C.
Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 35°C.
Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 30°C.
Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 26°C.
Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 27°C.
Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 18°C e máxima de 29°C.
Bagé: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 31°C.
Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 31°C.
Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 30°C.
Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 30°C.
São Borja: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 29°C.

 

 

FONTE: ClicRBS

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Clima/Tempo

“Parede de fumaça” avança por Estados Unidos e Canadá

Enorme quantidade de fumaça que avança pelos territórios norte-americano e canadense decorre de grandes incêndios florestais na região Noroeste dos Estados Unidos

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Enormes incêndios florestais atingem o estado norte-americano do Oregon em meio a uma grave seca e após uma onda de calor impensável pela intensidade atingida | Central Oregon Fire Office/Divulgação

O que meteorologistas norte-americanos descreveram como uma “parede de fumaça” avançava nesta segunda-feira pelo Norte dos Estados Unidos e o Sul do Canadá. As imagens de satélite mostravam uma enorme quantidade de fumaça resultante de grandes incêndios florestais avançando de Oeste para Leste em estados mais ao Norte do território norte-americano e províncias do Sul canadense.

Imagens de satélite desta segunda-feira mostravam o que foi descrito como uma “parede de fumaça” avançando por Estados Unidos e Canadá | CIRA-CSU/Divulgação

Um grande número de incêndios florestais está sendo registrado neste mês de julho no Noroeste dos Estados Unidos, recentemente afetado pela pior onda de calor já registrada na região e que cientistas, em estudo de rápida atribuição, dizem que seria “virtualmente impossível” ocorrer sem as mudanças climáticas. Meteorologistas do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos descreveram a onda de calor como “histórica, perigosa, prolongada e sem precedentes”.

Os recordes caíram às centenas no Noroeste dos Estados Unidos e no Canadá por conta da violenta onda de calor. O mais notável foi a quebra do recorde nacional de máxima do Canadá na cidade de Lytton com 49,6ºC. Dois dias depois a pequena localidade situada na Colúmbia Britânica virou cinzas em um incêndio florestal.

No Noroeste norte-americano, as cidades de Portland e Seattle quebraram os seus recordes absolutos de todos os tempos por enormes margens. Portlando chegou a 46,6ºC, a mais alta temperatura da cidade em mais de oitenta anos de dados. Antes da brutal onda de calor, o recorde da cidade do estado do Oregon era de 41,6ºC. Já Seattle chegou a 42,2ºC, muitíssimo acima da média máxima histórica de junho da cidade do estado de Washington que é de 23,3ºC.

“O passado não é mais referência confiável para o futuro porque estes eventos estão cada vez mais freqüentes e intensos”, escreveu o escritório climático do Oregon que teve seu recorde estadual de temperatura máxima na onda de calor. Os meteorologistas usaram palavras como “bizarro” e “incrível” para descrever a temperatura.

O escritório de Seattle do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos afirmou que era “perturbador” prever um evento de calor como o registrado porque nada sequer parecido tinha ocorrido antes.

OESTE DOS ESTADOS UNIDOS ARDE

O Oeste dos Estados Unidos arde em calor e extremos de temperatura alta em meio a uma seca severa a excepcional que atinge a região e favorece incêndios florestais. Nas áreas desérticas do Sudoeste norte-americano, a temperatura nos últimos dias chegou a 54ºC.

A máxima do sábado na cidade de Las Vegas atingiu 47,2ºC, recorde para a série histórica que igualou os registros de 24 de julho de 1942, 19 de julho de 2005, 30 de junho de 2013 e 20 de junho de 2017. Várias outras estações dos estados de Nevada e do deserto na Califórnia tiveram marcas recordes, caso de Barstow que foi a 118ºF (47,7ºC), igualando as suas máximas históricas de 30 de junho de 1994 e 5 de julho de 2007.

A temperatura no Parque Nacional de Death Valley, segundo medição oficial do Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano, atingiu 54,1ºC. Na sexta-feira, a máxima em Death Valley tinha alcançado 54,4ºC.

Os Estados Unidos tiveram o mês de junho mais quente de sua história. Diversos estados norte-americanos registraram o junho mais quente de suas séries históricas centenárias. Casos da Califórnia, Nevada, Utah, Arizona, Idaho, New Hampshire, Massachussets e Rhode Island. Foi o segundo junho mais quente já observado em Washington, Oregon, Montana, Wyoming, Maine e Connecticut.

Fonte Clima Tempo
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Clima/Tempo

Nova onda de frio vai provocar frio intenso e geada no Brasil

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Foto: Mycchel Legnaghi - Agência São Joaquim Online/SC

Depois de vários dias de tempo firme na maior parte do Brasil, a previsão já indica mudanças no tempo para esta semana. Vários sistemas meteorológicos irão contribuir para a ocorrência de chuva sobre o país, mas o que chama a atenção é grande frente fria que vai avançar pelo continente. Este sistema é extenso, semelhante ao do fim de junho. O ar polar que acompanha esta frente fria vai derrubar as temperaturas do Sul até o Norte do Brasil.

Chuva

Na quarta-feira um sistema de baixa pressão atmosférica já vai provocar o retorno da chuva em muitas cidades do centro-sul gaúcho. Na quinta-feira, além deste sistema, uma nova frente fria associada ao ciclone vai se formar e avançar pelo centro-sul do Brasil. Este sistema espalha chuva sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul e oeste de Mato Grosso do Sul e extremo sul de São Paulo.

A partir de sexta-feira, volta a chover em muitos municípios de São Paulo, inclusive na capital, e entre sábado e segunda-feira(19) o tempo fica instável no estado. Os maiores volumes de chuva são previstos para o litoral.

Ar frio de origem polar

As temperaturas já começam a cair no Sul do Brasil com a entrada da frente fria, na quinta-feira(15). Mas é ao longo da segunda quinzena do mês de julho que a temperatura cai de forma mais acentuada.

Geada

No sábado, dia 17, tem previsão de geada por amplas áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e até no sul do Paraná. No domingo pode gear nas serras gaúcha e catarinense.

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Outra massa de ar polar avança e reforça o frio entre os dias 19 e 21 de julho. Há risco de geada novamente, principalmente no dia 20. A geada é forte e se espalha sobre os três estados.

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Para o Sul, por enquanto, os modelos meteorológicos não indicam neve, mas os meteorologistas da Climatempo vão continuar atentos para novas atualizações!

As temperaturas vão cair de forma significativa também no estado de São Paulo e em Mato Grosso do Sul. A queda é prevista já na sexta-feira em muitos municípios, mas é ao longo do fim de semana que o ar polar entra sobre essas regiões. A terceira semana de julho já será bem diferente no centro-sul do Brasil. Não dá para descartar geada em áreas destes dois estados. Na próxima semana também vai diminuir a temperatura no Rio De Janeiro e em áreas de Minas Gerais, áreas de Mato Grosso e no sul da Amazônia.

Para tirar todas as dúvidas sobre o frio do inverno de 2021, o podcast O Clima entre Nós conversou com Ana Clara Marques, meteorologista da equipe de previsão de Clima da Climatempo.  Confira!

Fonte Clima Tempo

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Clima/Tempo

Inverno pode ter nova massa de ar polar intensa?

Questionamento surgiu após a forte erupção de ar polar desta semana que trouxe muito frio e neve no Brasil e em países vizinhos

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Inverno ainda pode ter uma nova massa de ar polar intensa? Esta é a pergunta que vem freqüentando as redes sociais da MetSul a partir da onda de frio intensa desta semana que trouxe neve em locais pouco acostumados ao fenômeno, neve por três dias seguidos no Sul do Brasil pela primeira vez desde 2000 e até com acumulação em Santa Catarina, máximas muito baixas e bastante inferiores ao normal para esta época do ano, geada em locais tão ao Norte do Brasil como o Mato Grosso e frio intenso no Brasil Central com mínimas que não eram vistas em algumas cidades da região desde o começo deste século.

No curto e médio prazos, a MetSul não enxerga a possibilidade de uma massa de polar de intensidade semelhante ou igual. Esta primeira semana de julho ainda transcorrerá com a influência do ar polar que ingressou no final de junho e agora com o seu centro de alta pressão sobre o Atlântico. Isso significa dias de tempo aberto e com sol, mas com noites frias e tardes mais agradáveis.

Um novo centro de alta pressão passará a atuar no Centro da América do Sul, o que vai manter o tempo firme e as noites frias na primeira metade da próxima semana. A primeira quinzena de julho, assim, será marcada pelo predomínio do sol com o frio mais concentrado à noite, quando ocorre geada em muitos pontos do Sul do Brasil.

O que os dados indicam é que na segunda metade deste mês poderia haver o ingresso de duas massas de ar frio. A primeira se daria ao redor do dia 15, na transição da primeira para a segunda metade de julho, mas que não seria muito forte. O modelo norte-americano CFS sinaliza que no final do mês poderia haver uma segunda massa de ar de origem polar, esta mais forte que a do dia, mas que pelos dados de hoje não seria tão forte quanto a última.

Modelo norte-americano CFS, disponível ao assinante na seção de mapas, indica um evento frio no final do mês | MetSul

Três fatos nos levam a considerar a possibilidade de termos frio muito intenso – e talvez até com neve – como o que se sentiu nesta semana ainda neste inverno. Um diz respeito à analogia do que ocorreu no Hemisfério Norte. O outro leva em conta as condições atuais na Antártida. E, o terceiro, considera as projeções para o Oceano Pacífico.

A ANALOGIA DO HEMISFÉRIO NORTE

Estados Unidos (EUA) e Europa experimentaram eventos de muito intenso durante o último mês do inverno climático e o começo da primavera setentrional, mais cedo neste ano. O mês de fevereiro, que corresponderia ao nosso agosto em se tratando do terceiro mês de inverno climático, teve uma poderosa onda de frio no Centro dos Estados Unidos e que foi responsável pelo frio mais intenso desde 1994, afetando principalmente o estado do Texas que teve um colapso energético e neve que chegou à costa do Golfo do México.

Paisagem polar em Austin no último mês de fevereiro na pior onda de frio no Texas desde 1994 e que deixou centenas de mortos e um colapso energético | Austin DOT

Na mesma época, no outro lado do Atlântico, poderosas incursões de ar polar avançaram pelo continente europeu e foram responsáveis pela maior tempestade de neve na Alemanha em uma década e uma destruição pela geada tardia dos vinhedos na França. Estes eventos se deram entre fevereiro e março, o que corresponderia a agosto e setembro no caso do inverno meridional.

Assim, com base no padrão observado no Hemisfério Norte, que no último inverno viu os seus episódios de frio mais intenso ocorrerem no final da estação e no começo da primavera, consideramos a possibilidade que possam ocorrer eventos de frio muito intenso em agosto e/ou setembro como muito factíveis.

O FATOR ANTÁRTIDA

A MetSul chama a atenção para o fato de a temperatura neste momento em grande parte da Antártida estar muito abaixo da média com uma quantidade imensa de ar extremamente frio se acumulando e que está represado em torno do Polo Sul por um cinturão de vento intenso associado ao vórtice polar e à fase positiva da Oscilação Antártica (AAO). A temperatura nesta sexta-feira na Antártida está 4,2ºC abaixo do normal, apesar das marcas muito acima da média na região da península antártica.

Temperatura hoje no continente antártico está 4,6°C abaixo da média e anomalia enorme compensa calor do Hemisfério Norte e deixa o planeta pouco mais quente que o normal nesta sexta-feira | Climate Reanalyzer

Havendo um eventual enfraquecimento deste cinturão de vento com a oscilação passando por períodos negativos, o que somente se é possível prever em mais curto prazo, registra-se o alerta que este ar excepcionalmente gelado da Antártida pode alcançar latitudes menores, tornado factíveis erupções de ar polar de grande a enorme potência alcançando o Cone Sul da América e o Sul do Brasil com frio extremo e neve, assim como outras áreas mais meridionais do Hemisfério Sul como a África do Sul, Austrália e a Nova Zelândia.

Ocorre que o cinturão de vento em torno do vórtice polar na Antártida é muito mais forte, estável e persistente que o que se verifica no Ártico. Por isso, eventos se súbito aquecimento estratosférico com posterior rompimento do cinturão de vento e deslocamento para o Sul do vórtice polar são muito mais freqüentes no Ártico do que na Antártida.

A CHAVE DA PEÇA DO QUEBRA-CABEÇAS NO PACÍFICO

Jamais pode se desprezar o que ocorre no Oceano Pacífico em se tratando da Região Sul no Brasil. Está demonstrado que o resfriamento das águas superficiais do Pacífico na sua área equatorial tem impacto tanto na chuva como na temperatura do Sul brasileiro. Quando há um evento de La Niña há maior propensão a eventos extremos de frio, como se viu entre os anos de 1999 e 2000.

Oceano Pacífico Equatorial segue em estado de neutralidade neste começo de julho após um primeiro trimestre do ano sob La Niña | NOAA

Hoje, o Pacífico encontra-se em estado de neutralidade. O último boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) indicou anomalia da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central (região Niño 3.4) de 0,0ºC ou absoluta neutralidade. Já no Pacífico Equatorial Leste (Niño 1+2), que tem forte impacto no Sul do Brasil e costuma ter oscilações mais radicais de TSM, a anomalia de temperatura da superfície do mar foi de +0,2ºC.

Modelos climáticos, em geral, indicam uma tendência de resfriamento do Pacífico mais uma vez neste segundo semestre, logo confirmando-se as projeções cresce o risco de que no final do inverno e na primavera ocorram eventos tardios de frio no Sul do Brasil, o que é um risco muito alto para a agricultura à medida que é período final de safra de inverno e começo do plantio da safra de verão.

Fonte MetSul

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