Inicia plantio de soja no RS – Portal Plural
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Agro

Inicia plantio de soja no RS

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O período de plantio de soja no Estado ocorre entre 11 de setembro e 31 de dezembro, de acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura no Rio Grande do Sul, ano-safra 2019-2020, definido pela Portaria nº 76, de 11/07/2019. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17/10), o plantio da soja está iniciando lentamente, com algumas áreas plantadas nas regionais de Ijuí, Santa Rosa e Soledade.

Nas regiões da Emater/RS-Ascar de Ijuí e de Soledade, as primeiras lavouras implantadas estão apresentando boa emergência e os produtores concentram-se na dessecação de áreas. Há incidência de lagartas de solo (Elasmopalpus lignosellus) e lagarta-rosca (Agrotis ipsilon), sendo necessário adicionar inseticida no momento da dessecação das áreas. Já na região de Santa Rosa, a semeadura da cultura deverá ser intensificada a partir da segunda quinzena de outubro, culminando com maior percentual de área a ser plantada na primeira semana de novembro.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de soja 2019-2020 indica uma área de 5.956.504 hectares, um aumento de 1,93% em relação à safra anterior e uma produção estimada de 19.746.793 toneladas. Isso resulta em uma produtividade de 3.315 quilos por hectare.

No milho, a semana fecha com 68% da área plantada, com avanço de 10% em relação à semana anterior. A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de milho 2019-2020 indica uma área de 771.578 hectares, aumento de 1% em relação à safra anterior, e produção estimada de 5.948.712 toneladas. Isso resulta em produtividade de 7.710 quilos por hectare. Segundo o zoneamento agroclimático para o milho, definido pela Portaria nº 59, de 01/07/2019, o período de plantio ocorre entre o início de agosto e o final de janeiro.

CULTURAS DE INVERNO

Trigo – No Rio Grande do Sul, 4% das lavouras encontram-se em fase de floração, 47% estão na fase de enchimento do grão, 42% estão em maturação e 7% das lavouras foram colhidas, em especial nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen. As produtividades variam entre 3.100 e 3.300 quilos por hectare, com PH acima de 78. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, o que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

Canola – A produção de canola nos 32,7 mil hectares plantados no RS tem mantido a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura se encontra com 39% em enchimento de grãos, 24% em fase de maturação e 37% das lavouras já foram colhidas.

Cevada – A área cultivada com cevada no RS, de acordo com a estimativa da Conab, responde por 36,6% da área da cultura no país. Na área de 42,4 mil hectares implantada no Estado, a Emater/RS-Ascar identificou rendimento de 2.073 quilos por hectare. Atualmente, o cultivo se encontra em floração (8%), enchimento do grão (47%) e em maturação (37%). As lavouras colhidas já atingiram 8% da área com a cultura.

Aveia branca – A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão no RS é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, 7% das lavouras se encontram em floração, 30% em enchimento do grão, 40% em maturação e 23% das lavouras já foram colhidas. A produtividade esperada é de 2.006 quilos por hectare.

Aveia preta – Na região Central, a aveia preta apresenta expressiva área plantada, 17.620 hectares. Dentre os municípios que se destacam nesse cultivo estão Vila Nova do Sul, com 4 mil hectares, seguido de Jari, 3.500 hectares, e Capão do Cipó, com 3.200 hectares.

OLERÍCOLAS

Cebola – Na Serra, todas as variedades estão em desenvolvimento vegetativo, recebendo tratos culturais. Alguns produtores iniciaram a colheita de variedades superprecoces. Já na região Sul, a cultura segue em fase de bulbificação, apresentando bom estado sanitário. Produtores realizam tratamentos fitossanitários para prevenção das doenças, principalmente o míldio. O início da colheita na região está previsto para o final de outubro.

Aipim/mandioca – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, o plantio da maior parte das lavouras de mandioca foi finalizado. Nas propriedades onde ainda são observados remanescentes de material propagativo, a implantação das lavouras deverá ocorrer mais tarde, quando a temperatura do solo é maior. Nas primeiras lavouras implantadas, é efetuada a capina para controle das invasoras e são observadas a formação de bom estande e as boas condições de sanidade das plantas. Produtores seguem realizando a colheita das lavouraas de mandioca da safra passada.

FRUTÍCOLAS

Banana – O Litoral Norte do RS responde com 98% da área cultivada com bananas. A fruta está em colheita, com produtividade aproximada de dez toneladas por hectare; a qualidade é boa.

Citros – Na região do Vale do Rio Pardo, os citros estão em final de floração e pegamento dos frutos. Em alguns pomares, é intenso o ataque de pulgões nas brotações novas; dependendo do nível de incidência, o manejo é necessário. Seguem a colheita de bergamota Montenegrina, Murcott e de laranja Valência e os tratamentos fitossanitários para antracnose e estrelinha.

Pêssego – No Alto Uruguai, variedades mais precoces como PS e Chimarrita começam a ser colhidas, apresentando boa qualidade. Na região Serrana, variedades de ciclo superprecoce vêm sendo colhidas, com frutos apresentando bom calibre e coloração. As variedades de ciclo precoce estão em estágio de maturação fisiológica e com boa sanidade. Já as variedades de ciclo médio encontram-se em crescimento dos frutos, brotação abundante, sendo iniciado o raleio; as variedades tardias, em fase de flor limpa e frutos em crescimento. Os pomares em geral apresentam boa sanidade. É realizada a aplicação de fungicidas.

Na região Sul, 99% da cultura do pêssego está em frutificação, ocorrendo de forma desuniforme. Seguem intensas as atividades de raleio em pomares e cultivares em que este manejo é necessário. Produtores também realizam tratamentos fitossanitários de frutificação e aplicam a adubação. Iniciou a colheita das cultivares mais precoces, para consumo in natura, como Precocinho, Conserva 1104 e Libra. O preço de comercialização está entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg no mercado local, variando em razão da qualidade, do tamanho e da coloração da fruta.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

As condições climáticas continuam favoráveis ao desenvolvimento mais intenso dos campos nativos. Assim, eles vão melhorando as condições alimentares e nutricionais dos rebanhos. No caminho oposto, as pastagens cultivadas de inverno, que chegam ao período final de seu ciclo produtivo, vão diminuindo a massa verde, tornando-se fibrosas e perdendo qualidade.

Também favorecidas pelo clima, as pastagens cultivadas perenes de verão, como as braquiárias, panicuns e tíftons, começam a crescer de forma mais intensa. Por sua vez, as pastagens cultivadas anuais de verão, como milheto, sorgo forrageiro e capim sudão, estão em fase de preparo de solo ou de implantação, apresentando um bom desenvolvimento inicial. Os produtores que fazem a integração lavoura-pecuária continuam desocupando áreas destinadas ao cultivo de soja.

APICULTURA – Com boas floradas disponíveis, há grande atividade nas colmeias, gerando expectativa de uma ótima colheita de mel. Visando aumentar a produção, os apicultores executam práticas como revisões e roçadas de apiários; limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras e ninhos; instalação de caixas-isca para captura de enxames.

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Agro

Geada não deve implicar em perdas no cenário agrícola gaúcho

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Foto: Roger Terra de Moraes, extensionista rural da Emater/RS-Ascar de Soledade

A forte geada desta madrugada (29/07) e dos últimos dias não deve implicar em perdas significativas no cenário agrícola gaúcho. Segundo o extensionista da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá, as perdas devem ser pontuais no trigo, cevada e aveia, e pouco maiores na canola. “No entando, nossa área implantada no Estado é pequena, pouco mais de 40 mil hectares, mas somente semana que vem para se ter uma ideia se deu perda ou não. E na fruticultura mais uns 15 dias, mas como as plantas estão resistentes nesse período, é possível que nem tenha registro. Nos próximos dias deveremos ter relatos mais ajustados”.

De acordo com Informtivo Conjuntural produzido e divulgado nesta quinta pela Gerência de Planejamento da Instituição, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), para o campo nativo e para as pastagens de verão, a sequência de geadas e de baixas temperaturas vem ocasionando a queima mais intensa das plantas, reduzindo ainda mais a oferta de forragem para os rebanhos, que já era considerada insuficiente. “Pode haver redução na pastagem pela paralisação do crescimento e desenvolvimento das plantas e, como consequência, diminuição da oferta de forragem”, explica Dal Prá.

No sistema de criação de gado de corte, baseado apenas no campo nativo, o quadro de perda de estado corporal dos animais se acentuou devido à sequência de geadas e ao insuficiente forrageiro disponível. Assim como o gado, os ovinos mantidos em pastagens cultivadas de inverno apresentam bom estado corporal, mas os rebanhos mantidos em campo nativo sofrem com a estagnação no crescimento das plantas queimadas pela geada e com altura reduzida, dificultando o pastejo até mesmo para os ovinos.

TRIGO

A semeadura do trigo está tecnicamente encerrada no Estado, sendo 98% em germinação e desenvolvimento vegetativo e 2% em floração. Para o plantio da safra 2021, produtores obedeceram aos períodos recomendados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, definidos pelo Ministério da Agricultura, em conformidade com as épocas adequadas para cada grupo de cultivar.

APICULTURA

As temperaturas mais altas e o maior período de insolação propiciaram a maior movimentação das abelhas em busca das escassas floradas do momento, principalmente nabo forrageiro, eucalipto, canola, astrapeia e algumas poucas espécies nativas.

Mesmo com as condições do tempo mais favoráveis, os produtores seguem sendo orientados a realizar a suplementação das colmeias. O período é propício para manutenção das áreas de apicultura e construção de novas caixas. Aumentou a procura de projetos de custeio e investimento apícola, elaborados pelos Escritórios municipais da Emater/RS-Ascar.

PISCICULTURA

Mesmo com a redução das chuvas, o nível dos reservatórios é satisfatório. Os produtores relataram novos casos de mortandade de peixes devido às baixas temperaturas, principalmente de tilápias, muito sensíveis ao frio.

A diminuição da temperatura da água também influencia diretamente na redução do metabolismo dos peixes, resultando na menor necessidade de suplementação alimentar. Em geral, os produtores seguem realizando a encomenda de alevinos a fim de repovoar os açudes para um novo ciclo de produção a partir de setembro, quando as temperaturas aumentarem.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO TRIMESTRAL

O próximo trimestre ainda permanecerá sem influência de eventos climáticos globais, o que manterá o restante do Inverno e o começo da primavera de 2021 com padrões próximos da média no RS. Nos próximos meses há previsão de retorno do fenômeno La Niña, o que poderá provocar a redução da chuva no último trimestre de 2021.

Para os meses de agosto e setembro, as precipitações deverão se manter próximas da média na maioria das regiões, somente algumas áreas da Campanha poderão ter valores ligeiramente superiores a normal em agosto. Em outubro, a previsão indica a redução da chuva e são esperados volumes abaixo da média em grande parte do RS, com maior diminuição da precipitação na Metade Leste. O prognóstico das temperaturas mínimas e máximas indicam valores abaixo da normalidade em todo Estado, com elevação natural das máximas entre setembro e outubro.

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Agro

Agricultura o pilar do nosso desenvolvimento

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Agricultura o pilar do nosso desenvolvimento 🍃🚜

No programa esquerda x direita, especial Dia do Agricultor, acompanhe um bate papo sobre agricultura em nosso município, com apresentação de Carol Haag.

📲 Aconteceu? Está no Portal Plural!

 

 

 

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Agro

Escritórios da Emater/RS-Ascar elaboram projetos para acesso ao crédito do novo Plano Safra

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Com o Plano Safra 2021/2022, apresentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pequenos, médios e grandes produtores poderão acessar a diferentes linhas de crédito rural até o final de junho do próximo ano. O plano prevê R$ 251,2 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, valor 6,3% superior ao disponibilizado no ano passado. Os recursos contemplam custeio e investimento, apoio à comercialização e Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Deste total, mais de 39 bilhões de reais são voltados à agricultura familiar, um incremento de 19% no valor em relação ao ano safra anterior. A Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), atua há mais de 60 anos no crédito rural, prestando assessoria aos produtores e suas organizações, facilitando o acesso a tecnologias, que juntamente com o crédito, contribuem com o desenvolvimento rural.

Segundo o extensionista do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Fernando Berwanger, nos últimos cinco anos, a Instituição elaborou na região 10.791 projetos de crédito rural canalizando aos agricultores da região mais de 340 milhões de reais em crédito.

No novo Plano Safra que passou a vigorar em julho deste ano, além do recurso para o custeio da produção agropecuária de 2021 e 2022, destacam-se linhas de crédito como para armazenagem de produtos agrícolas, Programa Agricultura de Baixo Carbono, Programa de Bioeconomia, além das linhas já tradicionais do Pronaf e Pronamp para investimento.

Os escritórios municipais da Emater/RS-Ascar já estão atendendo a demandas em diferentes áreas, sempre orientando para o acesso responsável e sustentável ao crédito. Projetos de investimento que contemplam silos, estufas, açudes, equipamentos para irrigação e resfriadores de leite, por exemplo, possuem prazo de pagamento de até 10 anos, com taxa de juros de 3% ao ano. Para formação, recuperação e conservação de solos, o prazo é de cinco anos com taxa de 3% ao ano. Os agricultores interessados e aptos para construção e reforma de galpão ou construção de galpão compost barn são beneficiados com prazo de até 10 anos e taxa de 4,5% ao ano. Também é possível financiar camionetes e motocicletas, em até 5 anos, e trator, colheitadeira e implementos com prazo de 7 anos.

A agricultura familiar também foi favorecida com o aumento do limite de crédito para habitação que agora é de R$ 60.000,00 por família. Filho de agricultor que tenha Declaração de Aptidão ao Pronaf (Dap) pode acessar esse crédito. O prazo é de 10 anos, incluindo três anos de carência, e taxa de 4,5% ao ano.

Berwanger avalia que o desenvolvimento da agropecuária no Brasil deve-se muito à disponibilização de crédito rural. “Essa política pública colabora para que as novas tecnologias criadas pela pesquisa agropecuária e viabilizadas pela Extensão Rural possam tornar-se realidade no campo”, enfatiza.

Para saber mais sobre as linhas de crédito disponíveis, procure o escritório da Emater de seu município e acesse a novas oportunidades em sua propriedade. Os projetos de crédito elaborados pela Instituição permitem acesso aos diferentes agentes financeiros e acompanhamento de assistência técnica e social.

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