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Infertilidade masculina é tabu e precisa ser investigada

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No mundo, estima-se que entre 10% e 15% dos casais em idade reprodutiva enfrentem alguma dificuldade para engravidar, o que é definido quando uma gravidez não ocorre após um ano de tentativas. Esse tempo diminui em seis meses para casais quando a mulher tem mais de 35 anos. Em um terço destes casos, a infertilidade é causada por fatores exclusivamente relacionados ao homem.

Apesar disso, a infertilidade masculina ainda é tabu, disse o médico Guilherme Wood, especialista em reprodução assistida na Huntington Medicina Reprodutiva, “Quando se compara os exames que a mulher tem que fazer com os do homem para começar a investigação de infertilidade, o exame do homem é bem mais simples, que é basicamente o espermograma. Mesmo assim, não é raro o casal chegar na clínica de reprodução depois de focar muito tempo na saúde da mulher, na investigação e nos exames mais difíceis e, muitas vezes, mais caros e mais chatos de serem feitos e até mesmo dolorosos. A mulher chega ao consultório já tendo feito toda a investigação e o homem demora a fazer isso porque achava que não tinha nenhum problema”, explicou.

Entre as principais causas da infertilidade masculina estão a varicocele e o uso de anabolizantes, mas ela pode ocorrer também pelo hábito de deixar o notebook no colo ou por exageros nas bebidas alcoólicas. “Entre as causas mais graves estão as genéticas, que podem causar a azoospermia, quando não tem nenhum espermatozoide no fluido ejaculado; e o uso de alguns medicamentos, principalmente anabolizantes, que traz diminuição ou até pode zerar a produção de espermatozoides. Há também as doenças hormonais e a varicocele, que é uma das principais causas e que é basicamente as varizes nos testículos”, disse.

Até mesmo a utilização de plásticos pode trazer implicações na produção do espermatozoide. “O que a gente recomenda sempre é evitar o consumo de alimentos em plásticos quentes porque pode liberar alguma substância que tenha um efeito prejudicial principalmente no balanço hormonal, que pode prejudicar a produção de espermatozoide”.

Um dos exames que pode ajudar no diagnóstico da infertilidade é o espermograma. “O espermograma é reflexo da saúde do homem. Tudo o que você faz que não seja saudável, vai piorar a produção de espermatozoide. Pacientes obesos, tabagistas, sedentários, tudo isso pode prejudicar a saúde do homem e consequentemente diminuir a produção de espermatozoide”, explicou Wood.

O espermograma é um exame simples e o mais comum de ser feito nesta situação. “É um exame que é feito com coleta de sêmen por masturbação. É feito nas clínicas ou laboratórios. Ele vai te dar a quantidade e qualidade do sêmen. É um exame base, o primeiro a ser feito e que pode te guiar ou aprofundar a investigação [sobre a fertilidade]”, explicou Wood. “Espermograma é um exame simples. Pode ser um pouco constrangedor porque o homem vai ter que ejacular no laboratório, mas é um exame rápido. E é muito importante para a investigação”.

Depois de identificada a causa e o grau da infertilidade, o médico pode então avaliar as possibilidades de tratamento para o homem. Mas se este tratamento não for efetivo, os métodos de reprodução assistida, tais como inseminação artificial e fertilização in vitro, poderão ser aplicados.

“Se há uma causa genética, geralmente ela não é reversível. Mas mesmo nas causas genéticas, você pode fazer um tratamento de reprodução assistida. Mas nas outras causas, como as hormonais e o uso de anabolizantes, você pode reverter esse uso e voltar a estimular a produção de espermatozoide. E, no caso da varicocele, você pode operar e aguardar a melhora espontânea no espermograma também”, falou.

O ideal, segundo o médico, é que as causas relacionadas à infertilidade sejam diagnosticadas o quanto antes. “O diagnóstico precoce ajuda muito. Não demorar para procurar um especialista faz muita diferença [nesses casos]”, observou.

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Brasil registra 24,3 milhões de endereços sem número e 2,7 milhões de rua sem nome

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Foto: Fábio Tito/g1
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O Brasil possui 24,3 milhões de endereços sem número, conforme os dados do Censo de 2022 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (14). No total, o país tem 107 milhões de endereços oficiais registrados no Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE).

Brasília lidera em número absoluto de endereços sem numeração (1,2 milhão), devido ao padrão específico de endereçamento do Distrito Federal, que geralmente não utiliza o campo número. Em seguida estão Goiânia (526 mil) e Rio de Janeiro (280 mil). Veja no mapa acima.

Além disso, há 2,7 milhões de endereços localizados em ruas, estradas, travessas e rodovias sem nome. Entre as vias nomeadas, os termos mais comuns são “Principal” (226.289 ocorrências), “Santo Antônio” (219.377 ocorrências) e “São José” (219.139 ocorrências).

Para Gustavo Cayres, analista do CNEFE, morar em uma via sem nome acarreta várias dificuldades, como a impossibilidade de fornecer um endereço para receber encomendas ou em entrevistas de emprego.

“Isso indica uma provável informalidade e está bastante relacionado ao poder público municipal, responsável por nomear as ruas e numerar os domicílios. Esse problema é frequente em áreas urbanas com ocupações recentes e informais”, afirma Cayres. “Por exemplo, chamar o Samu para uma via sem nome torna-se mais difícil.”

No total, o Brasil possui 111 milhões de endereços únicos distribuídos pelos 5.570 municípios. A atribuição de endereços é uma função dos governos municipais (prefeituras).

Os dados integram o CNEFE (Cadastro Nacional de Endereços Para Fins Estatísticos), que desde 2005 mapeia os endereços brasileiros.

O país possui:

  • 72 milhões de ruas
  • 10,7 milhões de avenidas
  • 7 milhões de estradas
  • 3 milhões de travessas
  • 1,6 milhões de rodovias

Segundo o IBGE, a função do cadastro é dar suporte às ações do Instituto, como pesquisas censitárias e coleta de dados, além de padronizar os registros de endereços.

O governo federal tem repassado informações do CNEFE para estados em que ocorreram tragédias (como em Brumadinho, MG, em 2019, e no Rio Grande do Sul, em 2024) para apoiar a Defesa Civil em situações de emergência.

Grandes condomínios são a maioria

A pesquisa mapeou lares dentro de condomínios, analisando o tamanho dessas estruturas. A maioria é composta por empreendimentos com mais de 100 unidades, conforme a lista abaixo:

  • 4.757.950 condomínios com mais de 100 unidades;
  • 3.640.694 com 6 a 20 unidades;
  • 2.733.592 com 21 a 50 unidades;
  • 2.153.229 com 51 a 100 unidades.

O IBGE também identificou os complementos mais comuns nos endereços, com “casa” liderando (14,7 milhões), seguido de “apartamento” (13,5 milhões). Bloco (5,2 milhões), lote (4 milhões) e quadra (3,9 milhões) completam a lista.

Fonte: G1

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Estudantes de Horizontina conhecem benefícios do uso de plantas bioativas

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Foto: Divulgação/ Emater-Ascar
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Com a consciência de que é através das crianças que se torna possível impactar o que irão colher diferentes gerações, a Emater/RS-Ascar conduziu  uma oficina de uso de plantas bioativas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Bela União, de Horizontina. A atividade está inserida no projeto pedagógico Jovens Empreendedores Primeiros Passos (Jepp), desenvolvido na escola e que neste ano tem como tema “Descobertas Empreendedoras no Jardim Sensorial”, onde se conhece mais sobre plantas aromáticas, condimentares e medicinais, através da teoria e de experiências.

A extensionista da Emater/RS-Ascar Ivete Grasiela Rossi Hupfer apresentou as oportunidades do uso destas plantas a estudantes da pré-escola e do 1º ano do ensino fundamental. Atentos, acompanharam na prática o preparo de sal temperado e degustação de chás.

Em uma parceria com a AgroVeterinaria Noroeste, foram doadas mudas de plantas medicinais e temperos às crianças. A turma do 1º ano levou as mudas para cultivar em casa e os estudantes da pré-escola farão a prática de plantio em vasos, com o auxílio da professora, na escola.

Estão previstas também ações com o 2º ano, que participará de visita guiada a uma horta conduzida pela Emater/RS-Ascar; com o 3º ano será desenvolvida uma oficina de artesanato; e o 4º ano que terá a oportunidade de participar de oficina culinária.

A Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) em Plantas Medicinais é uma ação tradicional, realizada pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), há mais de seis décadas, com o intuito de promover a saúde e o bem-estar, resgatar o conhecimento popular e preservar a agrobiodiversidade.

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Princesa Kate compartilha primeira foto após diagnóstico de câncer e comenta sobre quimioterapia: ‘Há dias bons e ruins’

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Foto: Divulgação
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A princesa Kate Middleton compartilhou nas redes sociais nesta sexta-feira (14) sua primeira foto desde que revelou seu diagnóstico de câncer em março. Ela também atualizou sobre seu tratamento: “Estou progredindo bem, com dias bons e ruins”.

“Estou progredindo bem, mas, como qualquer pessoa passando por quimioterapia sabe, há dias bons e dias ruins. Nos dias ruins, você se sente fraco, cansado e precisa ceder ao corpo para descansar. Mas nos dias bons, quando você se sente mais forte, quer aproveitar ao máximo a sensação de bem-estar”, disse a princesa de Gales.

A princesa Kate também mencionou que está “vivendo um dia de cada vez” após o diagnóstico de câncer: “Estou aprendendo a ser paciente, especialmente com a incerteza. Estou vivendo um dia de cada vez, ouvindo meu corpo e permitindo-me este tempo necessário para me curar.” O príncipe William havia comentado que Kate “está melhorando” durante um encontro com veteranos de guerra nas comemorações do Dia D no início do mês.

Kate anunciou em 22 de março que foi diagnosticada com câncer após uma cirurgia abdominal no início do ano e que, por isso, está sendo submetida a um tratamento. Na ocasião, ela afirmou que estava bem, mas o gabinete de comunicação do casal declarou que não forneceriam atualizações regulares sobre sua saúde e que Kate não retornaria às funções públicas até que seus médicos a liberassem.

Na publicação desta sexta-feira (14), Kate Middleton confirmou que participará do Desfile de Aniversário do rei Charles III neste sábado (15), marcando sua primeira aparição pública desde o anúncio do câncer. “Estou ansiosa para participar do desfile de aniversário (…) e espero participar de alguns compromissos públicos durante o verão, embora saiba que ainda não estou fora de perigo”, afirmou a princesa. O aniversário do rei Charles III é em novembro, mas o Desfile de Aniversário do Soberano é uma celebração oficial realizada no primeiro ou segundo fim de semana de junho, contando com um desfile militar dos soldados da Divisão da Casa Real.

Kate também expressou sua gratidão pelo apoio que tem recebido nos últimos meses. “Realmente fizeram uma enorme diferença para mim e para William, ajudando-nos a passar por alguns dos momentos mais difíceis”, disse a princesa de Gales.

Atualização de Saúde por Príncipe William

A última atualização sobre a saúde de Kate foi dada pelo príncipe William durante um encontro com veteranos de guerra no Dia D, em 5 de junho. William disse que Kate “está melhorando”, mas não forneceu mais detalhes.

William respondeu a um veterano da Segunda Guerra Mundial durante as celebrações pelos 80 anos do “Dia D” — quando tropas aliadas atacaram tropas nazistas na Normandia, na França.

Nesta quarta-feira, William respondeu a um veterano que o questionou sobre a saúde de Kate:

“Eu ia te perguntar se a sua esposa está melhorando”, perguntou o veterano.

“Sim, ela está melhorando. Ela adoraria estar aqui hoje. Eu estava lembrando a todos que a avó dela serviu (ao Exército) em Bletchley”, respondeu o príncipe.

Fonte: CNN Brasil

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