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Índice Global de Terrorismo de 2020: Mortes por terrorismo atingem o mínimo em cinco anos, mas surgem novos riscos

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Philippe Wojazer/Reuters


  • As mortes por terrorismo em todo o mundo caíram pelo quinto ano consecutivo em 2019 totalizando 13.826, uma redução de 15% em relação ao ano anterior
  • Na América do Norte, Europa Ocidental e Oceania, os ataques de extrema direita aumentaram 250% desde 2014, os números agora são mais altos do que em qualquer momento dos últimos 50 anos
  • 63 países registraram pelo menos uma morte por terrorismo, o menor número desde 2013
  • O impacto econômico global do terrorismo foi de US$ 16,4 bilhões em 2019, uma redução de 25% em relação ao ano anterior
  • O centro de gravidade do Estado Islâmico do Iraque e Levante (Islamic State of Iraq and the Levant, ISIL) é transferido para a África Subsaariana com o aumento de 67% no total de mortes na região pelo ISIL
  • Em 2019, o ISIL e seus afiliados também foram responsáveis por ataques em 27 países

O Índice de Terrorismo Global de 2020 (Global Terrorism Index, GTI) constatou que as mortes por terrorismo caíram pelo quinto ano consecutivo desde o pico em 2014. O número de mortes agora diminuiu 59% desde 2014 para 13.826. Os conflitos continuam sendo o principal motivador do terrorismo, sendo que mais de 9% das mortes por terrorismo em 2019 ocorreram em países já em conflito.

IEP Logo

O Índice Anual de Terrorismo Global, agora em seu oitavo ano, é desenvolvido por um grupo de reflexão líder do Instituto de Economia e Paz (Institute of Economics and Peace, IEP) e oferece o recurso mais abrangente sobre as tendências do terrorismo global.

As maiores reduções nas mortes ocorreram no Afeganistão e na Nigéria, no entanto, eles ainda são os únicos dois países que sofreram mais de 1.000 mortes por terrorismo. A queda no número de mortes também foi refletida nas pontuações dos países, com 103 de melhoria comparado a 35 de piora. Este é o maior número de países a registrar melhoria ano a ano desde o início do índice.

Apesar da queda geral no impacto global, o terrorismo continua sendo uma ameaça significativa e séria em muitos países. Em 2019, houve 63 países que registraram pelo menos uma morte em um ataque terrorista, e o maior aumento no terrorismo ocorreu em Burkina Faso, onde as mortes aumentaram 590%. Outros países que deterioraram substancialmente são Sri Lanka, Moçambique, Mali e Níger.

Algumas outras principais descobertas são:

  • Os dez países sob maior impacto do terrorismo são: Afeganistão, Iraque, Nigéria, Síria, Somália, Iêmen, Paquistão, Índia, República Democrática do Congo e Filipinas
  • Pelo segundo ano consecutivo, o Sul da Ásia é a região sob maior impacto do terrorismo, enquanto a América Central e o Caribe registraram o menor impacto
  • A região do Oriente Médio e Norte da África (Middle East and North Africa, MENA) registrou a maior melhoria regional no terrorismo pelo segundo ano consecutivo, registrando o menor número de mortes desde 2003

Steve Killelea, presidente executivo do IEP : “Ao entrarmos em uma nova década, estamos vendo o aparecimento de novas ameaças de terrorismo. A ascensão da extrema direita no Ocidente e as deteriorações no Sahel são exemplos importantes. Além disso, como visto no recentes ataques na França e na Áustria, muitos grupos menores simpatizantes das filosofias do ISIL ainda estão ativos. Para romper essas influências, três iniciativas principais são necessárias: quebrar a cobertura da mídia e redes sociais on-line, interromper o financiamento e diminuir o número de simpatizantes.”

O GTI usa uma série de fatores para calcular sua pontuação, incluindo o número de incidentes, fatalidades, ferimentos e danos materiais. O Taleban continuou sendo o grupo terrorista mais mortal do mundo em 2019; no entanto, as mortes de terroristas atribuídas ao grupo diminuíram 18%. A força e a influência do ISIL também continuaram a diminuir, pela primeira vez desde que se tornou ativo, o grupo foi responsável por menos de mil mortes em um ano.

Apesar da redução na atividade do ISIL no Oriente Médio e Norte da África, os grupos afiliados do ISIL permanecem ativos em todo o mundo, com 27 países registrando um ataque pelo ISIL ou seus afiliados. A África Subsaariana foi a região mais atingida, com sete dos dez países apresentando os maiores aumentos de mortes por terrorismo na região. Os afiliados do ISIL são os principais responsáveis pelo aumento, com 41% de todas as mortes relacionadas ao ISIL que houve na África Subsaariana.

Na América do Norte, Europa Ocidental e Oceania, a ameaça do terrorismo político de extrema direita tem aumentado nos últimos cinco anos. Nessas regiões, os incidentes de extrema direita aumentaram 250% entre 2014 e 2019. Houve 89 mortes atribuídas a terroristas de extrema direita em 2019. Na última década, as medidas de resiliência social têm diminuído em muitas das economias economicamente avançadas. É provável que essa tendência continue em razão da prolongada desaceleração econômica causada pela COVID-19, que provavelmente aumentará a instabilidade política e a violência.

Desde que a COVID-19 foi declarada uma pandemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020, os dados preliminares sugerem queda tanto em incidentes quanto em mortes por terrorismo na maioria das regiões do mundo. No entanto, a pandemia da COVID-19 provavelmente apresentará desafios de combate ao terrorismo novos e distintos. É importante que as iniciativas de combate ao terrorismo não sejam restringidas devido às reduções nos gastos do governo resultantes da desaceleração econômica. As reduções na assistência internacional para operações de combate ao terrorismo na região MENA e na África Subsaariana podem ser contraproducentes.

Thomas Morgan, pesquisador sênior do IEP, explica os resultados: “Entre 2011 e 2019, as rebeliões e manifestações violentas no Ocidente aumentaram 277%. Há sérias preocupações de que a deterioração das condições econômicas resultará em mais pessoas alienadas e suscetíveis à propaganda extremista.”

A queda do terrorismo também foi acompanhada por uma redução de 25% no impacto econômico global do terrorismo, que totalizou US$ 16,4 bilhões em 2019. Comparado a outras formas de violência, como homicídio, conflito armado e despesas militares, o terrorismo é uma pequena porcentagem do custo global total da violência, que foi de US$ 14,5 trilhões em 2019. No entanto, o impacto econômico real do terrorismo é muito maior, uma vez que esses números não levam em conta o impacto indireto sobre os negócios, investimentos e custos associados a agências de segurança no combate ao terrorismo.

Notas aos editores

O relatório completo do GTI 2020 e o mapa interativo estão disponíveis em:visionofhumanity org ou economicsandpeace.org

Índice Global de Terrorismo (GTI)

O GTI do Institute for Economics & Peace oferece um resumo abrangente das principais tendências e padrões globais do terrorismo nos últimos 18 anos. O relatório classifica 163 países (99,7% da população mundial) de acordo com o impacto imposto pelo terrorismo. Os indicadores incluem o número de incidentes terroristas, mortes, feridos e danos materiais.

Banco de Dados de Terrorismo Global
O GTI usa dados do Banco de Dados de Terrorismo Global (Global Terrorism Database, GTD) sobre terrorismo do Consórcio Nacional para o Estudo do Terrorismo e Respostas ao Terrorismo (Study of Terrorism and Responses to Terrorism, START), um Centro de Excelência do Departamento de Segurança Interna liderado pela  Universidade de Maryland. O banco oferece o recurso mais abrangente sobre as tendências terroristas globais.

Institute for Economics & Peace

O Instituto para Economia e Paz (Institute for Economics & Peace, IEP) é o grupo de reflexão líder mundial dedicado ao desenvolvimento de métricas para analisar a paz e quantificar seu valor econômico. Isso é feito desenvolvendo índices globais e nacionais, incluindo o Índice de Paz Global anual, calculando o custo econômico da violência e entendendo a Paz Positiva, que são as atitudes, instituições e estruturas que criam e sustentam sociedades pacíficas.

Estadão

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Nicolás Maduro anuncia “gotas milagrosas 100% eficazes” contra o coronavírus

Reporter Global

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou no domingo (24), em pronunciamento em rede de TV estatal, um antiviral capaz de “neutralizar em 100% o coronavírus”. Chamado de Carvativir, o remédio é composto de “gotas milagrosas” que teriam passado por nove meses de estudos em pacientes internados na rede pública de saúde venezuelana.

 

 

“Está estabelecida a patente nacional e internacional e o registro sanitário foi feito no país, e posso apresentar o medicamento que neutraliza 100% o coronavírus, o Carvativir, mais conhecido como gotas milagrosas”, disse Maduro, no tradicional pronunciamento dominical na VTV Venezuela, rede de televisão estatal.

Maduro não apresentou os princípios ativos do medicamento nem qualquer prova científica publicada. Ele disse que a fórmula ainda constará em revistas científicas especializadas, além de apresentá-la à Organização Mundial da Saúde (OMS) para obter a sua certificação internacional.

Os ensaios clínicos aconteceram durante nove meses, sendo aplicados em pacientes moderados sem sintomas, em estado grave intubados e nos que apresentavam risco de morte. Os testes aconteceram no Hospital Poliedro de Caracas, e segundo Maduro, todos conseguiram se recuperar da doença.

O novo medicamento é totalmente seguro, diz Maduro, não apresentando efeitos colaterais aos testados. Para evitar o que a Venezuela chama de “grupo de interesses”, as identidades dos cientistas que desenvolveram o estudo estão sob sigilo. Por isso, nenhum membro da saúde participou do anúncio.

“São dez gotas sob a língua a cada quatro horas e o milagre está feito. É um poderoso antiviral que neutraliza o coronavírus, fabricado na Venezuela”, garantiu o presidente.

 

A Venezuela tem a intenção de iniciar o quanto antes a produção em massa do novo medicamento para ser distribuído na rede pública, privada e em farmácias. O Ministério da Saúde local emitirá resolução oficial incorporando o medicamento aos protocolos diretos de tratamento, oferecidos gratuitamente aos portadores de coronavírus

A proposta do país venezuelano também é exportar aos demais membros da Aliança Bolivariana (ALBA) “Quando pensamos no mundo o fazemos como nosso Cristo Redentor o faria”, afirmou Maduro.

 

Gabbardo: Ignorância não tem lado
Nas redes sociais, o coordenador executivo do Centro de Contingência de Combate ao Coronavírus de São Paulo, médico João Gabbardo, criticou o anúncio do governo venezuelano.

“A ignorância não tem lado. Pode estar à direita, ao centro e à esquerda”, escreveu o médico, que também atuou no Ministério da Saúde, durante a gestão do ex-ministro Henrique Mandetta.

O médico Marco Túlio, que faz parte do Comitê Voluntário de Combate à Covid-19 no Amapá, que atua na linha de frente ao coronavírus, afirmou que nunca ouviu falar sobre o tratamento apresentado pela Venezuela.

Ele comentou que é necessária a apresentação de mais estudos do país vizinho para a comunidade acadêmica ter dimensão de seus efeitos.

“Qualquer medicamento deste porte, antes da divulgação, deve existir vários estudos em revistas relacionadas a esse efeito. É estranha uma substância totalmente desconhecida ganhar um destaque de ter efeito eficaz. Mesmo as nossas drogas que estão sendo debatidas, como a hidroxcloroquina e ivermectina, tem dezenas de estudosar”, afirmou.

 

 

FONTE: CNN

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9 mineiros soterrados em mina de ouro na China são achados mortos.

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Nove dos 10 mineiros ainda presos a centenas de metros de profundidade em uma mina de ouro no leste da China foram encontrados mortos, anunciou nesta segunda-feira (25) a imprensa estatal chinesa.

Uma explosão em 10 de janeiro em uma mina de ouro em Qixia, na província oriental de Shandong, bloqueou 22 mineiros a várias centenas de metros de profundidade.

Desde então, dez morreram, 11 foram resgatados vivos no domingo e um ainda está desaparecido, informou a agência de notícias Xinhua.

Um dos 11 resgatados estava extremamente fraco e foi levado de ambulância para um hospital. Os outros estavam recebendo alimentos e suprimentos e foram retirados de uma outra área da mina.

Mineração na China

 

A operação mobilizou mais de 500 agentes de grupos de resgate do país, e o chefe local do Partido Comunista e o prefeito da cidade de Qixia foram demitidos após o acidente.

Os acidentes de mineração são frequentes na China devido às precárias medidas de segurança e ao descumprimento das normas.

O país registrou 573 mortes relacionadas a acidentes em minas apenas no ano passado.

Fonte: G1

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ONG: desastres climáticos deixaram 475 mil mortos nos últimos 20 anos.

Reporter Regional

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Quase meio milhão de pessoas morreram em desastres naturais relacionados com as alterações climáticas nos últimos 20 anos, de acordo com a organização não governamental (ONG) GermanWatch, que considerou Moçambique o país mais vulnerável.

Segundo a ONG, que divulgou hoje (25) o Índice de Risco Climático Global, publicado anualmente, Moçambique ocupa o primeiro lugar na lista dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, depois de ter sido afetado em 2019 (último ano analisado) por dois dos maiores ciclones que já se abateram sobre o país (Idai e Kenneth), que fizeram cerca de 700 mortos.

O Zimbabue, também afetado pelo ciclone Idai, ocupa o segundo lugar na lista de países com mais mortos e danos em 2019, ficando o Malawi, igualmente vítima da tempestade tropical, em quinto lugar.

O Idai “converteu-se rapidamente no ciclone tropical mais destruidor e com maiores custos do sudoeste do Oceano Índico, causando danos econômicos de US$ 2,2 milhões” e provocando mil mortos nos três países, informou a ONG.

As Bahamas (3º) e o Japão (4º) completam os cinco primeiros lugares do Índice de 2021, que relaciona os países mais vulneráveis aos desastres naturais provocados pelas alterações climáticas.

Porto Rico, Myanmar (antiga Birmânia) e Haiti foram os três países mais afetados nos últimos 20 anos, seguidos das Filipinas (4.º) e Moçambique (5.º), numa lista que soma 475 mil mortes causadas por mais de 11 mil fenômenos meteorológicos extremos, registrados entre 2000 e 2019 pela GermanWatch.

De acordo com o Índice Global de Risco Climático, desde o início do século as catástrofes naturais custaram US$ 2,56 bilhões.

Segundo a ONG, são os países mais pobres que pagam o preço mais elevado pelas tempestades, inundações ou vagas de calor provocadas pelo aquecimento global.

“Os países pobres são mais afetados porque são mais vulneráveis aos efeitos devastadores dos perigos e têm menos capacidades para os ultrapassar”, disse Vera Keunzel, uma das autoras do relatório, à agência de notícias France-Presse (AFP).

Países como o Haiti, as Filipinas ou o Paquistão são atingidos por catástrofes climáticas com tanta frequência que não têm tempo para se recuperar totalmente antes da seguinte, acrescentou.

Os países ricos tinham prometido aumentar a ajuda climática aos países em desenvolvimento para US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, o que ainda não foi cumprido.

 

Fonte: Agencia Brasil.

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