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Inclusão de alunos com autismo – Portal Plural
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Inclusão, Ciência e Cognição

Inclusão de alunos com autismo

Raquel Basso Aquino

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O autismo é apenas um dos transtornos que integram o TEA – Transtorno do Espectro Autista e podem variar quanto a intensidade. O TEA acomete 1 em cada 100 crianças no Brasil e cerca de dois milhões já tenham sido diagnosticados.

O diagnóstico precoce ainda no período inicial da vida, permite a partir de uma orientação adequada promover a inserção social e autonomia, estimulando as potencialidade e auxiliando no desenvolvimento de formas adaptativas de comunicação e interação.

Porém, vejo que as pessoas ainda estão muito fechadas para o diferente e precisamos aceitar o autismo como uma característica individual. Todos os dias, o que deveria ser uma prática comum e direito do cidadão “frequentar a escola” torna-se desafiadora para alguns pais e alunos.

No ano de 2012 criou -se uma lei federal que garante aos alunos autistas o acesso à educação e ensino profissionalizante em escolas regulares, contudo, as recusas continuam, e muitas vezes isso ocorre pela falta de informação das famílias sobre seus direitos. Algumas instituições negam a matrícula alegando não ter estrutura adequada, profissionais especialistas, materiais diversos e adaptados, ou impondo condições que levam as próprias famílias a desistência da vaga. Diante desse cenário alguns pais optam por ensinar em casa ou buscar escolas “especiais”.

O convívio social é de extrema importância para socialização e crescimento da criança, para mim, a melhor escola é aquela que recebe de braços abertos os alunos, pois passa confiança as famílias e abre possibilidades para o desenvolvimento do educando.

Toda criança tem potencial de aprendizagem, os pais devem avaliar o ambiente escolar, bem como a criança interage com o ambiente, o objetivo é não constranger, oprimir ou gerar sofrimento. O uso de planos de aula adaptados permite ao aluno aprender a conviver e trabalhar em grupo, devemos considerar as capacidades individuais de cada criança e motiva-los a partir de suas habilidades, isso permite alcançar ganhos tanto na aprendizagem escolar como na qualidade de vida.

As características do autismo variam muito, porém as mais comuns afetam a comunicação e interação social, padrões restritivos e repetitivos de comportamento. Sabemos que não existe uma receita para ensinar, e cada criança reage de uma forma diferente as metodologias de aprendizagem, por isso, nós professores devemos ter em pauta propostas pedagógicas diferenciadas e inovadoras. Além disso, conhecer todos os alunos de forma individual nos inspira a criar estratégias a partir de sua realidade, o trabalho do educador deve ser colaborativo com a família, vencendo a barreira do isolamento e criando possibilidades de interação social.

Algumas pesquisas apontam influencias ambientais como fatores de risco para o autismo, pessoas que são geneticamente predispostas ao TEA, entretanto fatores como idade dos pais, complicações na gestação, gravidez com espaçamento inferior a um ano sugerem que a criança poderá apresentar autismo ou não. Uma avaliação aprofundada é crucial nos casos em que a criança apresenta dificuldade em manter contato visual, opta por ficar sozinho(a), apresenta atraso na linguagem, repete palavras e frases, perturbações quanto a mudança de rotinas, comportamentos repetitivos como bater, balançar ou girar, tem reações incomuns relacionadas a sons, odores, sabores, texturas, luzes, corres e outros sintomas que podem desencadear um diagnóstico de autismo.

Ainda se tem muito a avançar na prática da inclusão e no acesso a tratamentos especializados, a família necessita apoio e orientação profissional para compreender o quadro de autismo evitando a proteção excessiva e o isolamento, atendendo aos que necessitam de acompanhamento e promovendo uma vida saudável.

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Inclusão, Ciência e Cognição

Síndrome de Burnout

Raquel Basso Aquino

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Na matéria de hoje, convido vocês a conhecer um pouco mais sobre a síndrome de Burnout. É de conhecimento geral, que o trabalho excessivo a longo prazo pode acarretar sérios problemas de saúde que caracterizam essa síndrome, talvez pouco conhecida. Muitas vezes a longa jornada de trabalho, as horas extras, cumprir o expediente mesmo estando doente ou com o psicológico abalado pode não parecer algo preocupante, porém em alguns desses casos pode ter um impacto negativo e tornar-se uma doença: Síndrome de Burnout.

Essa síndrome se caracteriza pelo esgotamento, cobranças diárias e pressão no ambiente de trabalho. Afinal, o ambiente de trabalho não deveria ser um espaço de harmonioso? Quando isso não acontece, os profissionais são submetidos a situações exaustivas, acumulando emocional e mentalmente situações do seu dia a dia que num futuro próximo se traduzem num estado físico agravado de exaustão.

As empresas e instituições públicas ou privadas, devem saber manter um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, além disso é importante dedicar um momento para exercer atividades diferentes e de interação que aliviam o stress e melhoram a saúde emocional dos profissionais.

Um dos caminhos para prevenir a síndrome de Burnout é organizar e gerenciar o tempo da melhor forma, essa mudança além de evitar o excesso de horas extras pode ser uma forma de beneficiar a realização de tarefas simples e melhorar significativamente a qualidade de vida, sem interferir de forma negativa nos seus projetos diários. É possível ser produtivo, criando um cronograma e uma rotina que pode também ser dividida em etapas, realizando um pouco a cada dia e determinando quais são suas prioridades.

Para se organizar melhor e estabelecer prazos, uma dica é criar lembretes em locais estratégicos da casa ou mesmo utilizar a tecnologia a ser favor, por meio de celular ou aplicativos afins, que serão essenciais para auxiliar no cumprimento das tarefas. Sempre que sentir necessidade, mude a rotina, se permita realizar atividades que não fazem parte do seu cronograma, inclua lazer e atividades físicas regularmente para manter-se saudável, cuide da alimentação, faça pausas entre as atividades, reserve momentos em família e com os amigos, e cuide da saúde emocional.

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Inclusão, Ciência e Cognição

Porque as crianças repetem filmes, brincadeiras, livros?

Raquel Basso Aquino

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Um tanto inusitado para nós adultos que conseguimos memorizar facilmente filmes, brincadeiras, músicas, livros, comidas preferidas, lugares, e outros, parecendo monótono quando as crianças ficam obcecadas por assistir mil vezes a mesma coisa.

E você, já reparou isso no seu filho(a)? Vou explicar de uma maneira bem simples: as crianças memorizam o que assistem por meio da repetição, elas precisam reproduzir várias vezes a mesma brincadeira ou história para aprender e consolidar tal aprendizagem. Na primeira vez que assistem um determinado desenho por exemplo, observam as cores e o cenário em que se passa a história, após assistir mais de duas vezes, começam a perceber a narrativa, linguagem e moral da história. Isso parece curioso, porém o que para nós parece uma repetição diária, para as crianças consiste em reelaborar de diferentes formas a mesma situação, pois a cada momento sua percepção fica mais aguçada.

Até mesmo uma brincadeira inventada pelo pai ou pela mãe, faz com que a criança goste e peça para repetir outras vezes, isso, porque ela se sente bem e através da brincadeira busca conhecer a si mesma. Quando essa troca se torna recíproca, os laços de afeto se estreitam possibilitando momentos únicos e de muita descontração.

Não há nada de errado em repetir, criar novas ideias e expandir o repertório da criança pode auxiliar de forma positiva na aprendizagem, pois trabalha diretamente com o real interesse da criança. Na maioria desses casos a repetição é saudável para o desenvolvimento infantil, porém se durante o filme ou brincadeira a criança apresentar irritabilidade e continuar repetindo incansavelmente, os pais devem estar atentos, já que este tipo de comportamento é semelhante em crianças do espectro autista.

O diagnóstico deve ser feito com um especialista, o que requer consultas e avaliações minuciosas, portanto pais, as crianças terem suas preferências, não deixando de assistir ou brincar de coisas diferentes com frequência é uma fase fundamental da infância, lembrando que cada criança se desenvolve no seu tempo.

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Inclusão, Ciência e Cognição

Flexibilização curricular nas escolas

Raquel Basso Aquino

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Em meio a pandemia e cenário atual, a tecnologia e educação podem andar de mãos dadas, a maioria das instituições já se valem das ferramentas digitais para diversificar o ensino, produzir aulas mais atraentes e criativas, estimular os alunos em relação a produtividade do conhecimento, e, neste momento dar continuidade ao ensino e aprendizagem a distância. Flexibilizar o currículo oportuniza adaptar o ensino às necessidade individuais de cada aluno, tornando assim a sala de aula um espaço de inclusão.

É essencial lembrar-se de que cada ser humano é único, e o investimento na educação inclusiva nos remete a repensar o desenvolvimento do currículo escolar, a fim de oferecer um ensino de qualidade a todos os educandos.

Os professores muitas vezes sentem-se despreparados e sem apoio para atender alunos com deficiência, enquanto os pais buscam encontrar uma escola que reconheça e respeite os direitos educacionais dos seus filhos. Ainda que seja desejável, nem todas as escolas contam com uma estrutura profissional para atender alunos portadores de deficiências ou transtornos, mas isso não significa que o processo de inclusão esteja totalmente inviabilizado.

Você já identificou os benefícios de usar a tecnologia para inclusão? Com certeza os alunos terão um avanço no desempenho escolar. A tecnologia assistiva pode ser entendida a partir de recursos utilizados para se locomover como uma simples bengala, até os aplicativos e softwares mais bem desenvolvidos, tais aplicativos são aliados não apenas na aprendizagem, mas também muito utilizados para diversificar e flexibilizar o currículo escolar, pois permite que o conteúdo seja apresentado de diferentes formas aos alunos.

É bem provável que você utilize várias tecnologias assistivas no seu dia a dia, sem se dar conta disso, como por exemplo: recursos que informam sobre acessibilidade dos estabelecimentos, auxiliam e dão suporte para navegar na internet, relógios inteligentes, transição de áudio para texto, leitura de rótulos e muitos outros que sem perceber nos fazem interagir facilmente com o mundo globalizado. Uma das dicas é: evite que as crianças usem a tecnologia sem um objetivo ou em tempo integral, promovendo a funcionalidade e participação de todos.

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