Inclusão, Ciência e Cognição, nova coluna no Portal Plural – Portal Plural
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Inclusão, Ciência e Cognição

Inclusão, Ciência e Cognição, nova coluna no Portal Plural

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Quando assuntamos sobre Educação Inclusiva numa sociedade contemporânea à qual estamos inseridos, surgem questões que afrontam o que compreendemos sobre incluir. Escolas, pedagogos, pais, profissionais da saúde, sociedade em geral, será que todos sentem-se habilitados e/ou qualificados? Além disso, os avanços e descobertas na área da neurociência se ocupam de entender a capacidade do cérebro de aprender, ao mesmo que enriquecem as discussões sobre o ensino numa perspectiva inclusiva.

Me chamo Raquel, gosto muito de escrever e debater assuntos relacionados a Educação. Tenho 23 anos e resido em Santa Rosa, RS. Sou formada no Magistério, graduada em Licenciatura – Pedagogia pela Universidade Norte do Paraná – Unopar, posteriormente concluí minha especialização em Educação Especial com Ênfase em Transtornos Globais do Desenvolvimento, e, atualmente estou cursando uma especialização em Neuroaprendizagem e Práticas Pedagógicas, o qual vem possibilitando ampliar meus conhecimentos e debater assuntos que envolvem a Ciência no âmbito da Educação Especial. Sou apaixonada pelo hábito de escrever, pensar e formular opiniões, mas, além disso ter a oportunidade de compartilhar e trocar ideias significa muito pra mim. Considero uma alegria e responsabilidade escrever para um canal de informação tão bem-conceituado como o Portal Plural, que além disso leva o nome de Santa Rosa, minha cidade natal. Acredito que uma sociedade saudável deve ser formada por seres pensantes, nesse sentido pretendo contribuir com minhas vivências e aprender com o que está por vir.

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Síndrome de Burnout

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Na matéria de hoje, convido vocês a conhecer um pouco mais sobre a síndrome de Burnout. É de conhecimento geral, que o trabalho excessivo a longo prazo pode acarretar sérios problemas de saúde que caracterizam essa síndrome, talvez pouco conhecida. Muitas vezes a longa jornada de trabalho, as horas extras, cumprir o expediente mesmo estando doente ou com o psicológico abalado pode não parecer algo preocupante, porém em alguns desses casos pode ter um impacto negativo e tornar-se uma doença: Síndrome de Burnout.

Essa síndrome se caracteriza pelo esgotamento, cobranças diárias e pressão no ambiente de trabalho. Afinal, o ambiente de trabalho não deveria ser um espaço de harmonioso? Quando isso não acontece, os profissionais são submetidos a situações exaustivas, acumulando emocional e mentalmente situações do seu dia a dia que num futuro próximo se traduzem num estado físico agravado de exaustão.

As empresas e instituições públicas ou privadas, devem saber manter um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, além disso é importante dedicar um momento para exercer atividades diferentes e de interação que aliviam o stress e melhoram a saúde emocional dos profissionais.

Um dos caminhos para prevenir a síndrome de Burnout é organizar e gerenciar o tempo da melhor forma, essa mudança além de evitar o excesso de horas extras pode ser uma forma de beneficiar a realização de tarefas simples e melhorar significativamente a qualidade de vida, sem interferir de forma negativa nos seus projetos diários. É possível ser produtivo, criando um cronograma e uma rotina que pode também ser dividida em etapas, realizando um pouco a cada dia e determinando quais são suas prioridades.

Para se organizar melhor e estabelecer prazos, uma dica é criar lembretes em locais estratégicos da casa ou mesmo utilizar a tecnologia a ser favor, por meio de celular ou aplicativos afins, que serão essenciais para auxiliar no cumprimento das tarefas. Sempre que sentir necessidade, mude a rotina, se permita realizar atividades que não fazem parte do seu cronograma, inclua lazer e atividades físicas regularmente para manter-se saudável, cuide da alimentação, faça pausas entre as atividades, reserve momentos em família e com os amigos, e cuide da saúde emocional.

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Porque as crianças repetem filmes, brincadeiras, livros?

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Um tanto inusitado para nós adultos que conseguimos memorizar facilmente filmes, brincadeiras, músicas, livros, comidas preferidas, lugares, e outros, parecendo monótono quando as crianças ficam obcecadas por assistir mil vezes a mesma coisa.

E você, já reparou isso no seu filho(a)? Vou explicar de uma maneira bem simples: as crianças memorizam o que assistem por meio da repetição, elas precisam reproduzir várias vezes a mesma brincadeira ou história para aprender e consolidar tal aprendizagem. Na primeira vez que assistem um determinado desenho por exemplo, observam as cores e o cenário em que se passa a história, após assistir mais de duas vezes, começam a perceber a narrativa, linguagem e moral da história. Isso parece curioso, porém o que para nós parece uma repetição diária, para as crianças consiste em reelaborar de diferentes formas a mesma situação, pois a cada momento sua percepção fica mais aguçada.

Até mesmo uma brincadeira inventada pelo pai ou pela mãe, faz com que a criança goste e peça para repetir outras vezes, isso, porque ela se sente bem e através da brincadeira busca conhecer a si mesma. Quando essa troca se torna recíproca, os laços de afeto se estreitam possibilitando momentos únicos e de muita descontração.

Não há nada de errado em repetir, criar novas ideias e expandir o repertório da criança pode auxiliar de forma positiva na aprendizagem, pois trabalha diretamente com o real interesse da criança. Na maioria desses casos a repetição é saudável para o desenvolvimento infantil, porém se durante o filme ou brincadeira a criança apresentar irritabilidade e continuar repetindo incansavelmente, os pais devem estar atentos, já que este tipo de comportamento é semelhante em crianças do espectro autista.

O diagnóstico deve ser feito com um especialista, o que requer consultas e avaliações minuciosas, portanto pais, as crianças terem suas preferências, não deixando de assistir ou brincar de coisas diferentes com frequência é uma fase fundamental da infância, lembrando que cada criança se desenvolve no seu tempo.

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Flexibilização curricular nas escolas

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Em meio a pandemia e cenário atual, a tecnologia e educação podem andar de mãos dadas, a maioria das instituições já se valem das ferramentas digitais para diversificar o ensino, produzir aulas mais atraentes e criativas, estimular os alunos em relação a produtividade do conhecimento, e, neste momento dar continuidade ao ensino e aprendizagem a distância. Flexibilizar o currículo oportuniza adaptar o ensino às necessidade individuais de cada aluno, tornando assim a sala de aula um espaço de inclusão.

É essencial lembrar-se de que cada ser humano é único, e o investimento na educação inclusiva nos remete a repensar o desenvolvimento do currículo escolar, a fim de oferecer um ensino de qualidade a todos os educandos.

Os professores muitas vezes sentem-se despreparados e sem apoio para atender alunos com deficiência, enquanto os pais buscam encontrar uma escola que reconheça e respeite os direitos educacionais dos seus filhos. Ainda que seja desejável, nem todas as escolas contam com uma estrutura profissional para atender alunos portadores de deficiências ou transtornos, mas isso não significa que o processo de inclusão esteja totalmente inviabilizado.

Você já identificou os benefícios de usar a tecnologia para inclusão? Com certeza os alunos terão um avanço no desempenho escolar. A tecnologia assistiva pode ser entendida a partir de recursos utilizados para se locomover como uma simples bengala, até os aplicativos e softwares mais bem desenvolvidos, tais aplicativos são aliados não apenas na aprendizagem, mas também muito utilizados para diversificar e flexibilizar o currículo escolar, pois permite que o conteúdo seja apresentado de diferentes formas aos alunos.

É bem provável que você utilize várias tecnologias assistivas no seu dia a dia, sem se dar conta disso, como por exemplo: recursos que informam sobre acessibilidade dos estabelecimentos, auxiliam e dão suporte para navegar na internet, relógios inteligentes, transição de áudio para texto, leitura de rótulos e muitos outros que sem perceber nos fazem interagir facilmente com o mundo globalizado. Uma das dicas é: evite que as crianças usem a tecnologia sem um objetivo ou em tempo integral, promovendo a funcionalidade e participação de todos.

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