Incêndios deixam dois mortos e 100 casas destruídas no Leste da Austrália – Portal Plural
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Incêndios deixam dois mortos e 100 casas destruídas no Leste da Austrália

Pável Bauken

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Pelo menos duas pessoas morreram e 100 residências foram destruídas pelos incêndios que assolam o leste da Austrália, segundo os bombeiros, que lutam com grandes dificuldades para extinguir muitos focos ao mesmo tempo. Os bombeiros no estado de Nova Gales do Sul disseram ter encontrado os restos mortais de uma pessoa em um carro, e que uma mulher faleceu enquanto recebia tratamento médico. “Nesta etapa, parece que pelo menos 100 casas foram destruídas pelas chamas”, acrescentou o serviço de bombeiros.

Até o momento, sete pessoas estão desaparecidas, informou a primeira-ministra do estado de Nova Gales do Sur, Gladys Berejiklian. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse que o grande número de incêndios era “incrivelmente preocupante” e pediu os moradores a “permanecerem seguros” e “ouvirem os serviços de emergência”. No total, 100 incêndios atingem as áreas rurais dos estados de Nova Gales do Sul e Queensland.

Dezessete deles, muito perigosos, permanecem fora de controle. “Nunca tivemos tantos incêndios ao mesmo tempo e com tal nível de urgência”, disse à televisão pública ABC Shane Fitzsimmons, chefe dos serviços de bombeiros da zona rural de Nova Gales do Sul. “Estamos em território desconhecido”, acrescentou.

No verão, os incêndios de ervas daninhas e de várzea são frequentes na Austrália, mas este ano começaram cedo. Este início da temporada de verão no sul foi dramático, mas os cientistas se preocupam com o que pode acontecer nos próximos meses. As mudanças e os ciclos climáticos geraram uma seca excepcional, um fraco índice de umidade e ventos fortes, que contribuem para gerar incêndios na vegetação rasteira.

Os incêndios se espalharam por mais de mil quilômetros na costa do Pacífico. Portanto, os bombeiros enfrentam grandes dificuldades, apesar do apoio aéreo de cerca de 70 aparelhos. Em Nova Gales do Sul, as autoridades indicaram que os incêndios ultrapassaram as áreas onde foram confinados, de modo que parte da Rodovia do Pacífico que liga Sydney e Brisbane teve que ser fechada.

Ao longo da Sunshine Coast, no estado de Queensland, a polícia ordenou a evacuação total de Tewantin, um bairro que tem cerca de 4.500 habitantes. “Vão embora imediatamente, suas casas estão ameaçadas”, alertaram aos moradores. Em algumas regiões, os moradores se viram presos e foram instruídos a “procurar abrigo, já que é tarde demais para fugir”. As estações de rádio locais interromperam seus programas para informar sobre como sobreviver a um incêndio, no caso de pessoas ficarem presas pelo fogo em suas casas ou em seus veículos.

CP
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Cão tem resultado positivo para coronavírus e vai para quarentena

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Cachorro de uma paciente de Hong Kong foi colocado em quarentena após testar positivo para "baixo nível" de coronavírus | Foto: Noel Celis / AFP / CP

O cachorro de uma paciente de Hong Kong foi colocado em quarentena após testar positivo para “baixo nível” de coronavírus. Segundo o porta-voz do Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação do território semiautônomo da China, nesta sexta-feira, não há “evidências de que animais de estimação possam estar infectados com o vírus Covid-19 ou ser uma fonte de infecção para as pessoas.”

O cão não apresenta sintomas e é o único presente no local. Testes adicionais ainda precisam comprovar se houve uma contaminação ambiental. O departamento pede que animais de estimação de pacientes confirmados com o vírus também sejam colocados em quarentena.

A recomendação é que a população use máscaras e mantenha o hábito de lavar as mãos com água e sabão, ou álcool desinfetante, após entrar em contato com os bichinhos.

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OMS eleva ameaça internacional do novo coronavírus para “muito elevada”

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OMS eleva ameaça internacional do novo coronavírus | Foto: Handout / US Food and Drug Administration / AFP / CP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta sexta-feira (28) que elevou a ameaça ligada ao novo coronavírus para “muito alta”. O vírus já infectou cerca de 79.000 pessoas na China e mais de 5.000 no resto do mundo. “O aumento contínuo do número de casos e o número de países afetados nos últimos dias são claramente preocupantes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva. “Nossos epidemiologistas acompanham esses desenvolvimentos constantemente e agora aumentamos nossa avaliação do risco de propagação e do impacto do Covid-19 para um nível muito elevado em todo o mundo”, acrescentou.

Ele também ressaltou que mais de 20 vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo e que vários produtos terapêuticos estão passando por testes clínicos. Os primeiros resultados são esperados em “algumas semanas”, detalhou. Se a China era, até recentemente, o único foco global de coronavírus, o risco de propagação mundial aumentou com o surgimento de novos focos em outros países, como Coreia do Sul, Irã e Itália. Cinquenta países agora são afetados, de acordo com a OMS.

Na China, onde a epidemia começou no final de dezembro, o vírus matou 2.791 pessoas. No resto do mundo, 67 pessoas morreram, segundo a agência especializada da ONU. “O que estamos vendo atualmente são epidemias ligadas ao COVID-19 em vários países, mas a maioria dos casos ainda pode ser atribuída a contatos conhecidos ou a grupos de casos”, observou o chefe da OMS.

“A chave para conter esse coronavírus é quebrar as cadeias de transmissão”, disse ele. Embora a OMS tenha elevado o nível da ameaça internacionalmente, a organização não considera uma pandemia. Uma pandemia é uma situação em que “todos os cidadãos estão expostos”, o que atualmente não é o caso, disse o diretor dos programas de emergência da OMS, o Dr. Michael Ryan.

“Se fosse uma epidemia de gripe, estaríamos falando de uma pandemia”, mas no caso do novo coronavírus, “constatamos que, com medidas de contenção, o avanço da epidemia pode ser contido significativamente”, explicou.

Correio do Povo

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Disseminação de fake news sobre coronavírus preocupa especialistas

Reporter Global

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© Reuters©

Desde o fim de janeiro, o serviço do Ministério da Saúde que combate a disseminação de notícias falsas já refutou dezenas de mentiras que circulam na internet sobre o novo coronavírus. Entre textos, imagens e vídeos, chama a atenção a quantidade de recomendações erradas para prevenir a doença, de uísque a vitamina D. A velocidade da dispersão de informações equivocadas e sem comprovação científica sobre o vírus preocupa especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

“Há uma quantidade enorme de fake news, de notícias falsas, e a maior parte delas relacionadas a formas de prevenção. Uso de vitamina para melhorar o sistema imunológico, fazer gargarejo com água quente, coisas que não têm nenhum tipo de evidência científica”, diz o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabbo, que avalia o fenômeno com preocupação.

No início de fevereiro, a SBI divulgou uma nota de repúdio a respeito de um vídeo distribuído via Whatsapp que citava a injeção de vitamina D em doses altas como estratégia preventiva ao novo coronavírus. Chebabbo alerta que altas dosagens dessa vitamina podem ser prejudiciais à saúde e que outros métodos falsos podem prejudicar a real prevenção da doença.

“São recomendações que não vão proteger o indivíduo e vão dar uma falsa sensação de prevenção.”

>> Para prevenir o novo coronavírus, o Ministério da Saúde recomenda:

– lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;

– evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– evitar contato próximo com pessoas doentes;

– ficar em casa quando estiver doente;

– usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso; 

– não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;

– limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Outros cuidados importantes são manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

O ministério explica que não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

Cuidado com as redes sociais

Chebabbo pede que a população não repasse nem compartilhe em suas redes sociais quaisquer recomendações sem a certeza de que as fontes são confiáveis e de que os conteúdos são verdadeiros.

“Se você não tem certeza de que aquela notícia é verdadeira, é melhor não repassar”, diz o especialista.

Entre as recomendações falsas disparadas via WhatsApp estão: tomar chá de abacate com hortelã, chá de alho, uísque quente com mel ou vitamina C com zinco. Nenhuma dessas medidas ajuda a prevenir o coronavírus.

Chebabbo recomenda buscar informações nas páginas da própria Sociedade Brasileira de Infectologia, do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de saúde. 

A SBI também divulga notas técnicas e recebe perguntas por meio de um serviço Fale Conosco em seu site. Já o serviço Canal Saúde Sem Fake News, do Ministério da Saúde, pode ser consultado na internet. Dúvidas podem ser enviadas pelo Whatsapp (61) 99289-4640.

Desinformação

Especialista em fake news sobre saúde, o pesquisador Igor Sacramento, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz), avalia que as epidemias vieram acompanhadas de boatos e pânico em momentos da história muito anteriores à internet, como a epidemia de peste bubônica que matou milhões de pessoas no século 14.

Um exemplo mais recente é o do vírus Influenza, cuja pandemia foi objeto de boatos na internet há cerca de uma década. Apesar dessa recorrência, ele destaca que o momento atual é preocupante pelo descrédito que a ciência vem sofrendo em parte da sociedade.

“As pessoas têm confiado cada vez mais em discursos e informações que não são baseadas em evidências nem na ciência, mas na experiência de pessoas que disseram que isso aconteceu”, alerta. “É muito preocupante quando as pessoas acreditam mais em um testemunho no YouTube do que em um especialista que pesquisou um assunto por anos.”

Primeiro país a ter sido afetado pela doença, a China vem sendo alvo de parte dessas notícias falsas. Em algumas delas, produtos importados do país asiático são considerados possíveis transmissores do vírus, que, segundo um desses textos, poderia ser transportado pelo ar dentro do plástico-bolha.

Ao desmentir essa informação falsa, o Ministério da Saúde destaca que não há evidências de que isso possa ocorrer, “já que vírus geralmente não sobrevivem muito tempo fora do corpo de outros seres vivos, e o tempo de tráfego destes produtos costuma ser de muitos dias”.    

Igor Sacramento lamenta que, além de confundir a população sobre a prevenção, a desinformação sobre o coronavírus também tenha espalhado preconceitos contra chineses e seus descendentes, com fake news que atribuíram à doença uma falsa origem étnica.

“O que a gente vê no processo de construção social de uma doença é o quanto ela revela traços de uma sociedade e de mudanças sociais profundas. No caso do coronavírus, revela o contexto que a gente vive de enorme desinformação”, diz o pesquisador.

ebc

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