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Medicina & Saúde

Inca incentiva a deixar de fumar para evitar efeito grave da covid-19

Pável Bauken

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© Arquivo/Agência Brasil


Tendo em vista o conjunto de sintomas de covid-19 e a sobrecarga da rede de saúde no país, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) alerta os fumantes sobre a importância de largar o hábito no atual contexto. Em nota, a entidade pontuou que o tabagismo provoca inflamações e prejudica o sistema imunológico, aumentando o risco de infecções por vírus, bactérias e fungos.

O Inca também observou que os fumantes têm mais tendência a desenvolver sintomas graves de covid-19, devido à suscetibilidade ocasionada pelas substâncias nocivas do cigarro. Conforme menciona o instituto, os fumantes convivem, geralmente, com a capacidade pulmonar já reduzida. Por isso, são acometidos mais frequentemente por infecções como sinusite, traqueobronquite, pneumonia e tuberculose. “Podemos dizer que o tabagismo, por sua vez, é fator de risco para a covid-19”, acrescenta o comunicado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em média, um em cada seis infectados por covid-19 apresenta o quadro grave da doença e tem dificuldade para respirar. No Brasil, dos 800 óbitos informados pelo Ministério da Saúde até a tarde de quarta-feira (8), 655 tinham como causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A SRAG é capaz de desencadear a disfunção de órgãos, exigindo internação do paciente, inclusive em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda segundo o boletim do ministério, 59,1% dos pacientes que faleceram por SRAG eram homens.

A taxa de tabagismo caiu 40% no país, entre 2006 e 2018. Apesar disso, enquanto 6,9% das mulheres declararam ainda manter o hábito em 2018, o índice entre homens chegava a 12,1%, conforme demonstrou relatório do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O documento do Vigitel ressalta outras informações que são relevantes, se cruzadas com os do perfil dos infectados por covid-19. No grupo de fumantes idosos com 65 anos de idade ou mais, a proporção era de 6,1%, naquele ano. Já entre pessoas na faixa etária de 55 a 64 anos, o índice dobrava, passando a ser 12,3%.

Outro aspecto a ser lembrado são os danos do fumo passivo. Anualmente, o tabagismo passivo causa cerca de 880 mil mortes em todo o mundo, das quais 58 mil, aproximadamente, são de crianças de 0 a 14 anos.

A fumaça do cigarro contém mais de 7 mil compostos e substâncias químicas. Desse total, 69, no mínimo, são cancerígenos. Embora talvez se possa pensar que não haja nada tão danoso, o Inca aponta que a fumaça que sai da ponta do cigarro e se espalha pelos ambientes carrega até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala.

Dicas para abandonar o cigarro

Na nota, o Inca pondera, ainda, que os fumantes podem estar colocando a saúde em risco pelo simples gesto de levar a mão à boca sem higienizá-la adequadamente, o que facilita a infecção por covid-19. Comentando que os pulmões já funcionam melhor em um intervalo de 12 a 24 horas após o corte no hábito, o instituto listou orientações que podem ser seguidas:

1. Marque uma data ainda esta semana para deixar de fumar.
2. Enquanto não chega o dia que você marcou, reduza o número de cigarros diariamente, começando pelo adiamento do primeiro cigarro do dia. Não fume logo depois do café da manhã, do almoço, do lanche e do jantar. Essas medidas ajudam a diminuir o número de cigarros e vão preparando seu corpo para o dia da parada.
3. Um dia antes da data que marcou para deixar de fumar, quando for dormir, molhe com água todos os cigarros que sobraram no maço e jogue-os no lixo.
4. Não deixe nenhum cigarro para o dia seguinte porque, se tiver vontade de fumar e não tiver cigarros em casa, você terá mais sucesso, pois dificilmente você sairá devido ao risco da contaminação pelo coronavírus.
5. Se der vontade de fumar, lembre-se de que a vontade de fumar só dura cinco minutos. Para se distrair nesses cinco minutos: ligue a televisão, tome um banho, coma uma fruta, faça um exercício respiratório… Enfim, faça alguma atividade para esse tempo passar.
6. Lembre-se que essa vontade de fumar irá diminuir à medida que os dias forem passando. Tenha paciência.

ebc

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Medicina & Saúde

OMS: mais dados sobre vacinas são necessários; intenção é aplicar mais de uma

Pável Bauken

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que ainda são necessários mais dados sobre vacinas contra a covid-19 para se tomar posições definitivas, incluindo sobre desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e a russa do instituto Gamaleya. “É encorajador que vários desenvolvedores tenham publicado seus protocolos”, afirmou nesta sexta-feira, 27, em entrevista coletiva, a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, indicando que é importante que estudos e dados continuem a serem divulgados.

Para saber real eficácia das vacinas, é importante continuar acompanhando os participantes dos testes, sinalizou Swaminathan, já que a imunidade pode não ter longa duração. Sobre desafios logísticos, foi destacado que a intenção é usar a vacinas como a da Pfizer, que demandam grandes adaptações e investimentos para se armazenar, junto à outras com logística mais simples. A imunização deverá ocorrer com eficiência, como destinando recursos à profissionais da saúde e pessoas com potencial alta transmissibilidade.

Questionado sobre a situação no Brasil, o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que a lição da Europa é que países “que agem rápido e decisivamente tem melhor resultado”, e que em federações como a brasileira, é importante “negociação com governos subnacionais”. Ryan fez grandes elogios ao sistema de saúde brasileiro, em especial aos profissionais que foram expostos durante a pandemia.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom afirmou que vários países no mundo “conseguiram controlar a covid-19, e em comum entre eles, a testagem”, ressaltando que mesmo com a vacina começando a ser aplicada, testes serão importantes na pandemia. Sobre a entrega dos imunizantes, Tedros reafirmou que são necessários US$ 4,5 bilhões de dólares no momento, e que houve comprometimento político de tornar a vacina um “bem comum”, com destaque ao G20, mas que isso agora precisa ser convertido em ações.

Acerca das origens do vírus, foi consenso de que os estudos prosseguem, e que, apesar da circulação anterior fora da China ter sido registrada, a base para as pesquisas é o começo da transmissão humana, registrada em Wuhan.

Por Matheus Andrade

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Medicina & Saúde

Boulos é diagnosticado com covid-19

Reporter Cidades

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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, foi diagnosticado com covid-19 na manhã desta sexta-feira, 27. Embora não apresente sintomas da doença, Boulos entrou em quarentena. As agendas de campanha foram todas suspensas, e a coordenação da campanha vai propor à TV Globo que o último debate, previsto para hoje, seja feito de forma virtual

Boulos tentava fazer o exame desde o início da semana em função do diagnóstico positivo da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O candidato esteve com a deputada na sexta-feira, 20. Como medida de precaução as agendas externas, de rua, foram suspensas e a campanha se dedicou apenas a eventos fechados, com número restrito de participantes. O exame não foi feito antes devido à incompatibilidade entre a agenda do candidato e os horários disponíveis nos laboratórios.

“Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário. Toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testado a partir de agora”, diz o comunicado enviado pela campanha do PSOL.

Segundo a assessoria de Boulos, ele não vai votar no domingo e uma sugestão foi encaminhada à TV Globo para que o debate de hoje seja feito de forma virtual.

No comunicado, Boulos diz estar preocupado com a possibilidade de uma segunda onda da covid-19 e acusa os governos estadual e municipal de negligência.

“O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas”, diz o texto.

Estadão

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Medicina & Saúde

Drogas e uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da Insuficiência Cardíaca

Pável Bauken

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Dentre as pessoas que buscam a unidade hospitalar de saúde após o uso de drogas ilícitas, a maioria está relacionada à cocaína. Atualmente, o uso de drogas ilícitas como a cocaína e o uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da insuficiência cardíaca (IC), pois a substância tem um efeito cardiotóxico e pode levar também a arritmias cardíacas.

Mas o que é a insuficiência cardíaca? A Dra. Marina Hoff, cardiologista do hospital Samaritano Paulista, explica que a insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica complexa, caracterizada pela incapacidade de o coração atuar adequadamente como bomba, em que ocorre o déficit de contração e/ou de relaxamento, comprometendo o funcionamento do organismo e, quando não tratada adequadamente, reduz a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes.

A insuficiência cardíaca acomete qualquer faixa etária e estima-se que a sua prevalência ocorra entre 1 a 2% da população, de acordo com a literatura médica. Além disso, por se tratar da via final comum de agressões sobre o coração, incide de forma progressiva com o aumento da idade.

O uso de determinadas drogas como a cocaína, ou até mesmo o tabagismo, são fatores de risco para o desenvolvimento de Infarto Agudo Miocárdico e Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Diante dessas evidências, é muito importante a conscientização junto aos pacientes, assim como orientação para cessar a utilização, sempre contando com o auxílio de serviços de apoio especializados, e contando também em alguns casos com reposição de nicotina e fármacos específicos”, reforça a Dra. Marina Hoff.

Pacientes com Insuficiência Cardíaca de origem alcóolica, ou associada ao uso de drogas, devem ser aconselhados a se absterem do vício, com a ajuda e suporte psicológico e psiquiátrico, e consequentemente, podem evoluir com recuperação da função cardíaca.

Sintomas da insuficiência cardíaca

Intolerância ao exercício físico, falta de ar ao deitar, tosse seca, inchaço nas pernas e abdome, astenia, fraqueza.

Diagnóstico

Na presença de sintomas de insuficiência cardíaca, um cardiologista deve avaliar as condições para um diagnóstico e tratamento adequados. Exames complementares devem ser realizados como, por exemplo, o ecocardiograma.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

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