Homens representam 1% do total de casos de câncer de mama no Brasil – Portal Plural
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Medicina & Saúde

Homens representam 1% do total de casos de câncer de mama no Brasil

Pável Bauken

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Para cada 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, existe um homem atingido pela doença. Isso significa que os homens representam 1% do total de casos de câncer de mama no Brasil.

A médica Fabiana Tonelotto, chefe do Serviço de Mastologia do Hospital do Câncer 3 (HC3), unidade do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) alerta que os homens devem estar atentos a qualquer mudança ou alteração nas mamas.

Retração de pele, aparecimento de nódulos ou caroços, secreção pela aréola (mamilo), gânglios ou ínguas nas axilas são os sintomas mais comuns de câncer de mama em homens, além de vermelhidão na área do peito e coceira.

Fabiana Tonelotto revela que o tratamento para os homens é igual ao das mulheres, com radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Ela explica que como a mama é pequena e atrofiada no homem, não tem tecido para que se faça uma cirurgia conservadora. E como o homem tem pouco tecido mamário, há mais facilidade de o câncer infiltrar na pele e no músculo posterior do peito, provocando metástase. “Por isso, esse tratamento é mais radical, com mastectomia [remoção da mama]”, conta. O tumor fica grande em relação ao tamanho da mama. “Toma uma proporção que não se pode poupar o tecido mamário”, disse a especialista.

Genética

A médica do INCA advertiu também que sempre que ocorre um caso de câncer de mama em homens, é preciso avaliar todas as mulheres da família, porque pode haver uma mutação genética de BRCA (família de genes), o que aumenta o risco de ter a doença. Em alguns casos, Fabiana disse que pode ser pedido um teste genético. “É uma avaliação bem importante que se faça”.

Segundo Fabiana, é quase desnecessário que o paciente faça uma reconstrução da mama, porque os homens não têm mamas grandes. O que pode ser feito é a tatuagem do mamilo ou aréola.

Os casos de câncer de mama em homens não são frequentes no atendimento do INCA, porque são raros, uma vez que representam somente 1% do total de casos de câncer de mama. Pelo fato de não estar entre os tipos de câncer mais incidentes, o câncer de mama masculino não está incluído nas estimativas do INCA.

Estatísticas

De acordo com dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), do Ministério da Saúde, houve no país 16.724 mortes por câncer de mama feminino e 203 mortes por câncer de mama masculino no Brasil, em 2017. Em 2016, foram16.069 mortes por câncer de mama feminino no país e 185 mortes por câncer de mama masculino e, em 2015, ocorreram 15.403 mortes por câncer de mama feminino no Brasil e 187 mortes por câncer de mama masculino.

Outros fatores

De acordo com dados do INCA, disponibilizados pela assessoria de imprensa do órgão do Ministério da Saúde, outros fatores de risco para o câncer de mama em homens são condições que podem aumentar o nível de estrogênio no corpo, como obesidade, alcoolismo, doença hepática, síndrome de Klinefelter (quando uma pessoa do sexo masculino apresenta um cromossomo X a mais); e radioterapia prévia para a área do tórax.

Recidiva

Hélio Pepe foi diagnosticado com câncer de mama em 2012. Operou pela primeira vez em 2013 e, como a doença voltou, precisou operar novamente, em maio do ano passado. “Hoje, estou curado, não tenho mais nada”, disse à Agência Brasil. Trabalhador autônomo, com 61 anos de idade, Hélio revelou que teve que recorrer à Justiça Federal para receber benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), já que está afastado do trabalho. “Mesmo com toda a documentação do INCA, foi uma luta conseguir alguma coisa no INSS. Mas as coisas estão caminhando”, assegurou. Indagado se pensava em fazer uma tatuagem do mamilo, foi enfático ao responder: “Não vejo necessidade. O importante é a saúde”.

Casado e pai de dois filhos, Hélio viu um dos rapazes, de 31 anos, operar pela quarta vez de lipossarcoma (tumor maligno de tecido adiposo) no retroperitônio (na barriga), no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A última cirurgia foi na semana passada, no intestino.

Por sugestão de geneticista do INCA, Hélio Pepe se submeteu a exame para detectar se pode haver relação genética entre o câncer de mama que ele teve com a doença do filho. O resultado é esperado para o final deste ano.

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Medicina & Saúde

Cientistas britânicos afirmam que ivermectina reduz mortes por Covid em até 75%

Análise de pesquisadores da Universidade de Liverpool aponta ivermectina como tratamento eficaz e acessível em casos da doença

Reporter Cidades

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Uma equipe de pesquisadores liderada pelo Dr. Andrew Hill, da Universidade de Liverpool (Reino Unido), analisou 18 estudos sobre o uso da ivermectina no tratamento da Covid-19 e concluiu que o vermífugo tem um efeito significativo na redução de mortalidade em pacientes com a doença. Em relatório meta-analítico dos estudos sobre ivermectina, os cientistas britânicos descobriram que o medicamento antiparasitário ― que é barato e não patenteado ― pode reduzir em até 75% o número de mortes em casos moderados ou graves de Covid, atuando na redução da inflamação e na eliminação mais rápida do coronavírus.

Embora a ivermectina não seja tecnicamente um antiviral, os estudos sugerem que a droga pode ter uma forte atuação para reduzir a carga viral em pacientes diagnosticados com Covid. O Dr. Andrew Hill, que coordenou o estudo meta-analítico, saudou a conclusão preliminar como um passo fundamental para ampliar as opções de medicamentos contra a doença. Os pesquisadores afirmam ainda que o uso da ivermectina pode proteger contra a infecção pelo coronavírus e evitar o contágio de outras pessoas.

“A vacinação é fundamental para a resposta à epidemia”, disse o Dr. Hill em entrevista ao jornal britânico Financial Times, “mas tratamentos eficazes podem ajudar a reduzir as taxas de infecção e reduzir as taxas de mortalidade”.

O uso da ivermectina ainda não está autorizado na Inglaterra. No entanto, os resultados encorajadores do estudo podem indicar uma mudança em breve. “O objetivo deste relatório é avisar às pessoas que a aprovação está chegando”, declarou o Dr. Hill. “Precisamos estar prontos.”

Dra. Lucy Kerr 

A eficácia da ivermectina não é exatamente uma novidade para os leitores do BSM. O vermífugo ― que faz parte do protocolo de tratamento precoce da Covid, recomendado pelo Ministério da Saúde ― teve suas qualidades destacadas pela médica Lucy Kerr, formada pela Thomas Jefferson University. Em entrevista a Claudio Dirani, publicada em 24 de dezembro, a Dra. Lucy afirmou:

“Em primeiro lugar, a ivermectina impede a ligação do vírus com o receptor da enzima conversora da angiotensina 2, bloqueando sua entrada na célula e impedindo que o vírus produza a hipotensão, saída de líquido dos vasos, estimule a produção de ácido hialurônico no pulmão, evitando a asfixia do paciente. Caso o vírus já tenha se replicado, a ivermectina também é capaz de neutralizar 55% das proteínas virais tóxicas, sendo três delas as mais importantes porque atingem profundamente a imunidade”.

Na ocasião, a médica relatou o caso de um paciente que ela curou com o uso da ivermectina:

“No final de março, tratei meu primeiro paciente com Covid-19. Ele era obeso, com 130 quilos e 2 metros de altura, e havia passado os dois últimos dias sentado na janela, aspirando ar fresco. Seu estado clínico era péssimo. Naquele dia, acabara de ler o estudo da Monash University, que mostrava o efeito in vitro da ivermectina. O texto apontava que o medicamento havia destruído 98% dos vírus em 24 horas e 100% em 48 horas. Já sabia que era uma droga extremamente segura, testada há 40 anos em humanos, durante os quais nunca causou um óbito. Diante desses fatos e observando a deterioração rápida do estado geral do paciente, decidi que usaria a medicação para tentar reverter esse quadro. Passadas 48 horas, ele começou a ter uma rápida regressão de todos os sintomas. Fiquei maravilhada e assombrada pela velocidade da recuperação. A sensação que tive foi de alívio e de alegria. Na sequência, passei a utilizar em todos os pacientes que estavam com covid-19. Em todos os casos, consegui um resultado maravilhoso de cura rápida e eficaz”.

A conclusão da Dra. Lucy Kerr aproxima-se da descoberta feita pelos pesquisadores de Liverpool:

“Raramente o médico dispõe de um tratamento tão eficaz e rápido, com resultados quase imediatos para tratar uma doença grave como acontece com a ivermectina”.

Fonte Brasil sem medo

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Medicina & Saúde

Israel: dose única é menos eficaz do que o esperado

Pável Bauken

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O responsável pela resposta de Israel ao novo coronavírus, Nachman Ash, afirmou que uma única dose da vacina Pfizer/BioNTech pode estar fornecendo menos proteção do que o inicialmente esperado, pois o país relatou recorde de 10 mil novas infecções por covid na segunda-feira.

“É menos eficaz do que pensávamos”, disse Ash à Rádio do Exército. Mas as autoridades afirmam que quem recebe as duas doses do imunizante tem um aumento de 6 a 12 vezes na carga de anticorpos contra a covid-19 – a Pfizer recomenda duas doses.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Medicina & Saúde

Timirinho testa positivo para Covid

Pável Bauken

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O vereador Máximo Altamiro Martins-Timirinho, presidente da Câmara de Vereadores de Santa Rosa testou positivou para a COVID-19 na terça-feira (19).

Ele está em isolamento desde segundo registro na Fundação Municipal de Saúde. Timirinho está em isolamento e com sintomas leves.

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