Guerra da Ucrânia acelera introdução de robôs e drones assassinos movidos por IA em conflitos
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Guerra da Ucrânia acelera introdução de robôs e drones assassinos movidos por IA em conflitos

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Foto: Sasha Maslov/The New York Times

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Nos arredores de Kiev, os fundadores da Viri, uma empresa ucraniana de drones, estavam recentemente trabalhando em uma nova arma. Oleksii Babenko, de 25 anos, diretor executivo da Viri, subiu em sua motocicleta e seguiu por um caminho de terra. Um drone o seguiu, guiado por um software que usou a câmera da máquina para rastreá-lo, enquanto um colega monitorava os movimentos em um computador portátil.

Até pouco tempo atrás, um ser humano teria pilotado o quadricóptero. Agora, o drone voou sozinho, fixando seu alvo – Babenko – com precisão. “Acelera, cara”, gritaram seus colegas pelo walkie-talkie enquanto o drone se aproximava. “Você está ferrado, ferrado!” Se o drone estivesse armado com explosivos e o rastreamento autônomo não tivesse sido desativado, Babenko teria sido atingido.

A Primeira Guerra com Inteligência Artificial

A Viri é uma das várias empresas ucranianas desenvolvendo armas guiadas por IA, impulsionadas pela guerra com a Rússia. A necessidade de superar o inimigo, aliada a investimentos maciços, doações e contratos governamentais, transformou a Ucrânia em um polo de inovação para drones autônomos e outros armamentos. Esse avanço é facilitado pela disponibilidade de dispositivos prontos para uso, softwares fáceis de projetar, algoritmos de automação poderosos e microchips especializados em IA.

Essas tecnologias, que reduzem a necessidade de julgamento humano sobre alvos e disparos, inauguram uma nova era de robôs assassinos com consequências desconhecidas. As versões mais avançadas dessa tecnologia utilizam aprendizagem profunda, identificando padrões e tomando decisões com base em grandes quantidades de dados. Essa tecnologia, que impulsionou modelos de

linguagem como o GPT-4 da OpenAI. Esses avanços permitem que drones e outras máquinas ajam de forma autônoma, coordenando ataques em enxames e até mesmo disparando metralhadoras com precisão computadorizada para abater alvos automaticamente. Além disso, estão sendo desenvolvidas criações mais complexas, como helicópteros não tripulados equipados com armamento pesado.

Embora as armas desenvolvidas na Ucrânia não sejam tão sofisticadas quanto os sistemas militares caros produzidos por potências como Estados Unidos, China e Rússia, sua acessibilidade e baixo custo – geralmente apenas milhares de dólares – são significativos. Muitas dessas armas são construídas com componentes e códigos disponíveis online, levantando preocupações sobre seu potencial uso em ataques terroristas, segundo autoridades dos EUA.

Para a Ucrânia, essas tecnologias representam uma possível vantagem contra a Rússia, que também está avançando no desenvolvimento de armamentos autônomos. Mikhailo Fedorov, ministro da transformação digital da Ucrânia, lidera os esforços para expandir as capacidades avançadas de combate do país através de startups de tecnologia. “Precisamos de máxima automação”, afirmou Fedorov, destacando a importância dessas tecnologias para a estratégia de defesa ucraniana.

Drones como os da Viri já foram utilizados em combates reais, atingindo alvos russos de acordo com autoridades ucranianas e vídeos verificados pelo The New York Times. Fedorov revelou que o governo está apoiando financeiramente empresas de drones para aumentar rapidamente sua produção.

No entanto, persistem grandes questões éticas sobre o uso de armas autônomas. Atualmente, os drones requerem um piloto humano para fixar o alvo, mantendo um “humano no circuito”. Especialistas em ética de IA alertam sobre os perigos de um futuro onde máquinas autônomas possam tomar decisões de disparo sem intervenção humana direta.

Em uma oficina improvisada no leste da Ucrânia, soldados como Dev, da 92ª Brigada de Assalto, estão impulsionando inovações que transformam drones simples em armas letais. Esses drones autônomos já estão sendo utilizados com sucesso, especialmente contra interferências que poderiam interromper comunicações entre pilotos e drones.

Fabricantes como a DevDroid estão desenvolvendo tecnologias como miras automáticas que rastreiam e atingem alvos com precisão, operadas remotamente por meio de controles de videogame. Embora os fabricantes garantam que as armas não disparem sem autorização humana, a possibilidade de automação total não está descartada, levantando preocupações sobre a proliferação de armas autônomas baratas e escaláveis.

Stuart Russell, cientista de IA da Universidade da Califórnia, Berkeley, alerta que a Ucrânia está indicando um caminho perigoso em direção ao uso generalizado de armas autônomas. Ele compara a situação atual ao cenário distópico descrito em seu filme “Slaughterbots”, onde drones autônomos podem ser usados para ataques indiscriminados.

Enquanto autoridades internacionais debatem regulamentações para armas autônomas há mais de uma década, o ritmo acelerado de desenvolvimento e a competitividade geopolítica entre potências globais como EUA, China e Rússia tornam improvável um acordo efetivo para conter essas tecnologias. Em vez disso, especialistas temem que as armas autônomas se tornem uma parte inevitável do arsenal militar global, exacerbando os desafios éticos e de segurança internacional.

Este cenário coloca a Ucrânia no centro de uma transformação tecnológica e militar que pode redefinir os padrões de guerra moderna, com implicações de longo alcance para o futuro dos conflitos armados e da segurança global.

Fonte: Estadão

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Funcionário de padaria receberá indenização por apelido constrangedor

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Em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, um funcionário de uma padaria receberá R$ 5 mil de indenização por danos morais após ser apelidado de “tetinha” pelos colegas, incluindo superiores e diretores. O apelido, que fazia referência às características físicas do trabalhador, causava-lhe constrangimento.

A decisão favorável ao funcionário foi proferida pela 11ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que considerou o apelido ofensivo e humilhante. Apesar da empresa alegar que o próprio funcionário já era conhecido pelo apelido antes de ser contratado, a Justiça do Trabalho entendeu que isso não justificava a sua utilização no ambiente de trabalho.

O caso serve como alerta para a importância de combater o assédio moral e garantir um ambiente de trabalho respeitoso para todos os funcionários.

Com informações do G1.

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Venezuela ordena fechamento de fronteiras a partir de sexta-feira

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O governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que as fronteiras do país serão fechadas a partir da meia-noite de 26 de julho, por ocasião das eleições do dia 28. A decisão foi anunciada pelos ministérios da Defesa e do Interior, que também estabeleceram a suspensão do porte de armas e a proibição de bebidas alcoólicas a partir da mesma data até 23h59 de 29 de julho.

Ainda serão vetados a comercialização, distribuição e uso de objetos pirotécnicos, a circulação de cargas pesadas e a realização de manifestações públicas, restrições que são de praxe em processos eleitorais.

O governo Maduro também determinou o aquartelamento dos funcionários policiais em todo o país, que ficarão à disposição do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana.

No poder desde 2013, Maduro é acusado pela oposição de instaurar um regime autoritário na Venezuela, palco de uma longa crise que já espalhou milhões de refugiados pelo mundo, sobretudo na América Latina.

Seu principal adversário é o diplomata Edmundo González, apoiado por María Corina Machado, impedida de disputar as eleições.

Fonte: Terra

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Salários de até R$ 75 mil: saiba como encontrar empregos no Brasil pagos em dólar

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Foto: Coetzee/People Images/Adobe Stock
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Trabalhar para empresas estrangeiras e receber em dólar enquanto reside no Brasil é uma possibilidade atraente para muitos profissionais. De acordo com o Relatório Global de Contratações Internacionais da Deel, obtido com exclusividade pelo Estadão, o salário anual médio de um engenheiro de software brasileiro contratado remotamente por uma empresa internacional pode superar US$ 165 mil (cerca de R$ 914 mil). Isso equivale a aproximadamente US$ 13,8 mil por mês, ou R$ 75 mil mensais.

Para conquistar essas oportunidades, é crucial ter habilidades como autogerenciamento, responsabilidade em ambientes flexíveis, excelente comunicação em inglês e adaptabilidade.

Além da engenharia de software, áreas como ensino, vendas e criação de conteúdo têm apresentado os maiores aumentos salariais. Em contrapartida, setores como suporte ao cliente, recrutamento, contabilidade, assistência e marketing foram os que enfrentaram as maiores quedas salariais.

O estudo, que analisou dados entre junho de 2023 e maio deste ano, foi baseado em um levantamento interno da Deel, que cobre 300 mil contratos e mais de 20 mil clientes em 160 países. Segundo o relatório, a contratação de profissionais brasileiros por empresas internacionais cresceu 46% em 2023, tornando o Brasil o quinto país com o maior número de trabalhadores em empresas estrangeiras, atrás apenas das Filipinas, Estados Unidos, Colômbia e Argentina.

Cristiano Soares, country manager da Deel no Brasil, observa que o aumento das vagas remotas no exterior foi uma tendência acelerada pela pandemia. Outras razões para a busca por esse tipo de trabalho incluem:

  • Reconhecimento Profissional: Brasileiros são valorizados pela excelente formação acadêmica, especialmente em tecnologia.
  • Remuneração em Dólar: A valorização da moeda estrangeira torna as ofertas mais atraentes.
  • Aumento da Demanda: A procura global por talentos em tecnologia e outras áreas com mão-de-obra escassa está em alta.
  • Flexibilidade: Empresas estrangeiras frequentemente oferecem maior flexibilidade em horários de trabalho e menos microgerenciamento.

Para trabalhar remotamente, é essencial ter maturidade profissional. “Você precisa entender que não haverá uma gestão próxima; você será responsável pelos seus resultados”, destaca Soares.

Os Estados Unidos, Reino Unido, Suécia e Canadá estão entre os países mais interessados em talentos brasileiros, conforme o estudo. Negócios na Alemanha e no Chile também se destacaram na contratação de brasileiros no último ano.

Experiências de Brasileiros Trabalhando Remotamente para o Exterior

Cid Damasceno, 26, estudante de ciência da computação, trabalha como Account Department Global Manager na Kommo/QSOFT, uma empresa russa com sede em San Francisco. Ele relata que não pretende voltar ao mercado brasileiro, pois se sente mais confortável na cultura organizacional da empresa atual, que oferece mais transparência e menos microgerenciamento. Damasceno afirma que seu salário atual é quatro vezes maior do que o que recebia em Fortaleza (CE).

João Victor de Alencar, 26, desenvolvedor de jogos na Blue Gravity Studios, de Londres, também se adaptou rapidamente ao trabalho remoto. No entanto, ele observa que alguns brasileiros enfrentam dificuldades devido à alta cobrança inicial e à necessidade de comunicação constante. Alencar alerta que muitos brasileiros em cargos juniores têm problemas em informar à chefia quando enfrentam dificuldades.

Dicas para Aumentar suas Chances de Conquistar uma Vaga

  1. LinkedIn: Utilize filtros para procurar oportunidades em empresas estrangeiras e configure seu perfil no idioma desejado para aumentar a visibilidade. Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina e África, sugere que a configuração no idioma local pode ajudar na visibilidade para recrutadores internacionais.
  2. Conectar-se com Profissionais da Área: Aumente sua rede de contatos conectando-se com profissionais que já trabalham remotamente para empresas estrangeiras. Isso pode fornecer insights valiosos e ajudar na obtenção de oportunidades por meio de indicações.
  3. Habilidades e Adaptabilidade: Além do domínio do inglês, é essencial ter maturidade profissional, responsabilidade e capacidade de adaptação a diferentes culturas corporativas.

Onde Encontrar Oportunidades

Além do LinkedIn, várias plataformas oferecem vagas remotas:

  • Himalayas: Focado em empresas de tecnologia que operam remotamente. O país com a maior média salarial é Porto Rico, com US$ 163 mil anuais (R$ 903 mil).
  • Remote Ok: Um mural de anúncios de empregos que inclui oportunidades em tecnologia, design, marketing e atendimento ao cliente. Empresas como Tripadvisor, Stone e Nubank costumam oferecer vagas aqui.
  • Deel: Oferece 23 vagas abertas para trabalho remoto em diversas áreas, como engenharia, finanças, operações, design e vendas. Interessados podem acessar as oportunidades no site da Deel e filtrar por região.

Fonte: Jornal o Sul

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