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Granja de Santo Cristo é destaque em Seminário Biogás e Biometano que acontece na segunda-feira

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FOTO: Vanderlei Neuhaus, extensionista da Emater/RS-Ascar


Com o tema “Geração de energia na suinocultura”, o extensionista da Emater/RS-Ascar, Vanderlei Neuhaus, vai apresentar um caso de sucesso do município de Santo Cristo no Seminário “Biogáse Biometano: oportunidades econômicas para o meio rural da Região Sul”, que acontece nesta segunda-feira (29/03). Numa realização articulada pela Embrapa Suínos e Aves (Concórdia/SC) com os órgãos de Extensão Rural dos estados do Sul – Emater/RS-Ascar, IDR/PR e Epagri/SC, o evento integra o 3º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (de 29/03 a 01/04), realizado de maneira virtual e gratuita.

De acordo com Neuhaus, os produtores rurais Edson Caitano Kist e Danieli Andrea Rambo têm investido na transformação de esterco em biogás. A propriedade foi adquirida em 2011, mas foi no final de 2019 que a proposta do biogás entrou em funcionamento. Hoje, com 2 mil matrizes suínas, com leitões de até 23 kg, para comercialização, a granja possui uma capacidade de produção de energia de 1.500 KW/dia, garantida por um gerador de 75 KVAs.

“Não conheço no RS um projeto como este”, diz Neuhaus, ao analisar o projeto alemão, desenvolvido pela Embrapa, onde o esterco dos suínos é aquecido, garantindo a produção da mesma quantidade de gás durante o ano todo, inverno ou verão. “Para isso usa-se água que passa por uma serpentina, entra no biodigestor e a massa é aquecida, aumentando a quantidade de gás produzido”, explica o extensionista.

Para 2022, é projeto da granja tirar toda a água da massa de esterco e transformar em adubo orgânico seco. A água passará por decantação, para também ser aproveitada na propriedade. Aproveitando a energia e a água aquecida produzidas na propriedade e para o conforto térmico dos animais, está sendo instalado um piso térmico, a partir de mangueiras e tubulações de água embaixo do piso.

Preocupados com períodos de entressafra e possíveis frustraçãoes, os proprietários estão investindo na construção de um silo, com capacidade para 20 mil sacas, para armazenar e transformar o milho em ração para os animais.

“Hoje a energia produzida na propriedade não é suficiente para abastecê-la, por causa de mais esse investimento no silo e numa fábrica de ração, que está em fase de teste, mas em breve se tornará sustentável”, avalia Neuhaus.

O seminário “Biogás e Biometano: oportunidades econômicas para o meio rural da Região Sul” será transmitido pelo Canal do Youtube do Fórum (https://www.youtube.com/channel/UCWkJ-4WF56Gk-H0geEEeQ7Q) e inicia às 14h, sem necessidade de inscrição.

Para as demais programações do Fórum, a partir do dia 30/03, o acesso será pela plataforma EventMobi, que precisa de inscrição antecipada gratuita no link https://bit.ly/31ct8dD

O 3º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano é realizado pelo CIBiogás, Embrapa e Universidade de Caxias do Sul e tem organização da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera).

 

Serviço:

http://www.biogasebiometano.com.br/

https://www.facebook.com/BiogaseBiometano/

https://www.instagram.com/biogasebiometano/

https://www.linkedin.com/company/biogasebiometano/

 

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Agro

Alta dos grãos leva avicultores e suinocultores a buscar alternativas para reduzir custo de produção. Estratégia requer cuidado

Especialistas da Trouw Nutrition listam cuidados para uso de dietas alternativas para driblar aumento da soja e do milho.

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Foto: Pixabay

“A explosiva alta dos insumos é motivo de preocupação não só para os produtores, mas também para nós como indústria de nutrição animal. O cenário mudou radicalmente no último ano e o mercado está tentando reagir de forma eficiente para lidar com essa adversidade, que compromete o resultado econômico da avicultura, suinocultura e pecuária de leite e de corte”, alerta Mauricio Andrino, diretor de Premix da Trouw Nutrition. Em um ano, o milho dobrou de preço e a soja aumentou 75%, de acordo com o CEPEA. Atualmente, os grãos representam mais de 80% dos custos da alimentação de aves e suínos.

Andrino informa que, há um ano, o custo de produção do kg de suíno estava entre R$ 3,80 a R$ 4,00. Agora chega em torno de R$ 7,00/kg. “Em algumas regiões, como o interior de São Paulo, os suinocultores conseguiram ligeira recuperação, enquanto em outras as granjas estão trabalhando no vermelho. Essa situação se repete na avicultura de corte e de postura“.

O diretor de Premix da Trouw Nutrition explica que, nesse contexto, os produtores devem trabalhar para redução dos custos da alimentação, utilizando ingredientes alternativos, mas precisam se preocupar com a qualidade e o valor nutricional. “Com conhecimento técnico, nosso papel é apoiar avicultores e suinocultores na elaboração de formulações adequadas, que não resultem em queda do desempenho animal. Ao pensar no uso de insumos alternativos, os produtores devem levar em conta a disponibilidade em sua região e avaliar os custos para introdução nas dietas”.

Aleixo Pinheiro, diretor técnico da Trouw Nutrition, complementa que “a utilização de materiais alternativos, com certeza terá impacto no preço da ração, mas o importante é a produtividade: o quanto os animais vão produzir consumindo uma dieta alternativa. Com baixa qualidade e menor valor nutricional, aves e suínos passam a ter desempenho menor, elevando o custo final da produção”.

Entre as alternativas viáveis, está o sorgo, que pode substituir o milho em alta em associação com enzimas e aminoácidos. Aleixo destaca que há disponíveis soluções nutricionais que podem ser usadas em maior quantidade, reduzindo o volume de grãos e com valor energético equivalente.

Segundo o diretor técnico da Trouw Nutrition, o alto preço dos grãos afeta todas as fases de desenvolvimento de aves e suínos. “As fases de crescimento e terminação são as mais afetadas. Tanto para aves quanto suínos, as fases iniciais e pré-iniciais exigem dieta de qualidade superior, pois os primeiros dias de vida vão determinar o desempenho futuro”.

As necessidades nutricionais variam de acordo com a idade de aves e suínos. Por isso, uma alternativa é ajustar a dieta e baratear os custos conforme eles forem superando as primeiras fases de vida. Para poedeiras, a Trouw Nutrition apresenta o conceito Split Feeding, estratégia para alimentação com foco no atendimento das exigências nutricionais ao longo do dia. “Para a produção de ovos, é possível fornecer os nutrientes necessários para diferentes horas do dia, de acordo com as necessidades fisiológicas das aves. Isso reduz os custos com a nutrição e produção e torna o fornecimento de ração mais eficiente, diminuindo a excreção de nutrientes”, destaca Aleixo Pinheiro.

Outra ferramenta ao alcance de avicultores e suinocultores é a análise instantânea de matérias-primas e rações, que podem ser realizadas através do NIR (Espectrômetro de Infravermelho Próximo) ou pelo equipamento portátil NOA (NutriOpt on-Site Adviser). Esses aparelhos determinam a composição e qualidade das matérias-primas e rações com precisão e rapidez, permitindo ajustes nas formulações e otimização dos resultados econômicos e produtivos.

“Na cadeia de proteínas animais, as margens para erros estão cada vez mais estreitas. Ao adotar a nutrição de precisão, os produtores sabem a composição das matérias-primas em detalhes, o que possibilita ajustes assertivos na formulação das rações, maior controle de qualidade, otimização das estratégias nutricionais e, consequentemente, melhor retorno econômico”, acrescenta Mauricio Andrino.

Texto Comunicação Corporativa
Fabio S. Lu Huaqiang (11) 95913-2091

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Agro

Restauração de ecossistemas é tema central do Dia do Meio Ambiente

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Foto em Canguçu, divulgação Emater/RS-Ascar

Plantar árvores e tornar as cidades mais verdes, restaurar jardins e praças, mudar a alimentação, priorizando alimentos orgânicos e produzidos localmente, favorecendo as cadeias curtas, e promover a limpeza de rios e suas margens, assim como de praias e oceanos. Essas são algumas atitudes defendidas na Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas, lançada para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), que neste ano tem como tema a Restauração de Ecossistemas. O objetivo é prevenir, deter e reverter a degradação dos ecossistemas em todo o mundo, contribuindo inclusive para erradicar a pobreza, combater as mudanças climáticas e prevenir a extinção da biodiversidade.

A Década da ONU vai de 2021 a 2030, que é também o prazo final para que o Planeta atinja os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a linha do tempo que os(as) cientistas identificaram como a última chance de evitar mudanças climáticas catastróficas.

Pela importância e urgência de frear a degradação e investir na restauração dos ecossistemas e dos demais ambientes urbanos e rurais, muitas ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) têm visibilidade nesse momento, como os Sistemas Agroflorestais (SAF), em que árvores frutíferas, energéticas e fibrosas são cultivadas no mesmo espaço de outras produções, como abóboras, mandioca, verduras e legumes, e também plantas de cobertura de solo, como gramíneas e leguminosas. Toda essa “mistura” respeita diversos princípios e busca “imitar” a natureza em suas interações e, através da diversidade, possibilita diversas fontes de renda às famílias rurais, pela comercialização de seus produtos.

Aqui no Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar incentiva a implantação e manejo de SAF há muitos anos e tem várias experiências em diversos municípios, envolvendo famílias de agricultores, de pecuaristas, de quilombolas e mesmo de indígenas.

Na recomposição florestal, o desenvolvimento da cadeia produtiva da araucária com sustentabilidade pode garantir a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal e ecossistemas naturais, incentivando o desenvolvimento de produtos da sociobiodiversidade, como agroindustrialização e o Turismo Rural.

“Toda essa preservação pretendida com a data acontece no dia a dia dos extensionistas, que estimulam a adequação ambiental das propriedades rurais, consolidando, conservando e preservando os remanescentes das florestas nativas, resgatando e incentivando a utilização do pinhão, por exemplo, na segurança alimentar, na culinária e sua presença na cultura familiar, na preservação de fontes e nascentes, tanto nas propriedades rurais como nas comunidades tradicionais, orientando as famílias para as práticas conservacionistas de solos, tratamento adequado de esgotos e dejetos, na redução do uso de agrotóxicos, na conservação de nascentes, na manutenção de remanescentes de vegetação nativa, entre outras práticas”, ressalta o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri.

A Emater/RS-Ascar executa projetos na esfera ambiental, como o de Manejo Conservacionista de Campo Nativo por Meio de Pastoreio Rotativo em Estabelecimentos da Pecuária Familiar do RS e o projeto Restauração Ecológica da Área de Preservação Ambiental (APA) do Ibirapuitã (Restaura APA), que visam conciliar a produção sustentável com a manutenção dos campos nativos e seus serviços ecossistêmicos, como o abastecimento dos aquíferos.

Além disso, a Emater/RS-Ascar incentiva a reservação de água, principalmente para os períodos de estiagem, a partir do Programa Estadual de Apoio e Ampliação da Infraestrutura Rural (Peaair), iniciativa vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), orientando os agricultores e pecuaristas familiares na construção de estruturas de reservação de água para usos múltiplos e para a expansão da prática da irrigação.

“ Preservar para conservar. Com ações como essas contribuímos para que o Rio Grande do Sul siga referência na busca contínua pela qualidade de vida de todas as famílias urbanas e rurais”, avalia Sandri.

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Agro

Encontros com as comunidades do interior de Santa Rosa

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A Secretaria de Agricultura de Santa Rosa, tem feito reuniões com as comunidades do interior. Além do trabalho desenvolvido pela equipe da prefeitura, encontros nas comunidades estão acontecendo com objetivo de discutir necessidades, demandas e possíveis melhorias. A intenção é estar cada vez mais próximo dos moradores do interior.

No último fim de semana, foi a vez de reunir representantes das comunidades: Lajeado Tigre, km10 e Esquina Louro. Durante o encontro, ocorreu eleição da nova diretoria da associação dos consumidores de água, e também, foram debatidas ações e metas do governo para essas comunidades. Para o Secretário Paulo Roberto dos Santos, “Queremos com nosso Planejamento Estratégico, que está no nosso Plano de Governo, estar cada vez mais perto das comunidades, para melhorar a qualidade de vida do produtor rural e essas reuniões são fundamentais para isso”.

Os encontros ocorrem desde o início do ano, até o momento mais de 5 foram realizados. Todas as comunidades serão contempladas dentro de um plano de reuniões. O agricultor que quiser saber mais sobre o roteiro de encontros pode entrar em contato com a Secretaria de Agricultura.

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