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Governo reitera decisão de fechar escritório da Fazenda do Estado em Santa Rosa

Pável Bauken

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Se depender do governo Eduardo Leite, o escritório da secretaria da Fazenda situado em Santa Rosa será mesmo fechado. Apesar de o presidente da Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP), deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), o prefeito de Santa Rosa, Alcides Viccini (PP); o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luís Augusto Lara (PTB), o vereador Dado Silva (PT), os deputados Ernane Polo (PP), Zilá Breitenbach (PSDB); e representantes do deputado Eduardo Loureiro (PDT), terem reforçado o pedido de permanência da filial do órgão naquele município, o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira disse que não consegue “justificar tecnicamente a existência de uma unidade em tempo integral em Santa Rosa”.

O prefeito de Santa Rosa citou levantamento do vereador Dado, informando que o escritório santa-rosense realizou 1530 atendimentos em 8 meses, enquanto a filial de Santo Ângelo, que deverá aglutinar as demandas de Santa Rosa, atendeu cerca de 900, no mesmo período. “Os prefeitos da região valorizam muito a nossa unidade da Fazenda. Na relação custo/benefício, entendemos que ali seria mais produtivo manter do que retirar”, disse Viccini.

O subsecretário manteve a justificativa apresentada pelo representante da Fazenda, Édson André Moura, que participou de audiência da CSSP sobre o tema no início do mês. Segundo ele, o fechamento dos escritórios no interior gaúcho se dá pelo déficit de servidores, já que houve cerca 50 aposentadorias em seis meses, impulsionadas pela ameaça da Reforma da Previdência, reduzindo o quadro de 450 servidores para 400. Além disso, argumentou que há necessidade de cortar gastos. “Nosso dever é reorganizar administrativamente e racionalizar os recursos. Se a gente não fizer isso, vamos sucumbir. Temos de enxugar, centralizar”, frisou Neves Pereira. Ele propôs, no entanto, a realização de plantões, definição de datas de atendimento presencial em Santa Rosa, conforme a demanda.

Jeferson lembrou que apesar da redução de custos, é preciso prestar um serviço público de qualidade e otimizar a arrecadação, em tempos de crise. “Seria producente fazermos uma reunião de trabalho em Santa Rosa para ouvirmos as pessoas afetadas e entendermos a real demanda de serviços da Fazenda”, opinou.

Neste sentido, Viccini aventou a possibilidade de adiar por mais um mês o fechamento da filial santa-rosense, marcada para o final de setembro. Ao que o subsecretário se dispôs verificar a viabilidade com a Procergs, que está organizando a escala de desligamento da rede de internet das unidades a serem fechadas, para que haja condições de seguir os trabalhos no local.

Por fim, Neves Pereira sugeriu como encaminhamento a visita do delegado regional da Fazenda a Santa Rosa para reunir com as lideranças locais, conhecer as necessidades de serviços e montar um plano de trabalho de atendimento neste período de transição no município.

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Fiocruz aumenta expectativa e prevê vacinar 130 milhões contra a covid em 2021

Pável Bauken

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(crédito: Peter Ilicciev/FioCruz)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aumentou a expectativa de vacinação dos brasileiros contra o coronavírus após o anúncio de eficácia divulgado pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford. Segundo a instituição, a previsão é vacinar 65 milhões de brasileiros no primeiro semestre do ano que vem e outros 65 milhões no segundo semestre de 2021. A expectativa da Fiocruz é começar a vacinação entre o fim de fevereiro e o início de março

O aumento de 30% no alcance da vacina ocorre porque a estratégia que se mostrou mais eficaz é a de usar meia dose – e não uma dose inteira – na primeira etapa. A vacina de Oxford foi administrada de duas formas diferentes: na primeira delas, os voluntários receberam metade de uma dose e, um mês depois, uma dose completa. Nesse grupo de voluntários, a eficácia foi de 90% Já no segundo grupo, que recebeu duas doses completas da vacina, a eficácia foi reduzida a 62%.

“O que nos deixa mais otimistas é que esse protocolo com eficácia de 90% traz um ganho de rendimento porque a primeira dose será com quantidade menor da vacina. E isso tem impacto muito significativo porque permite que o número de pessoas que vão receber cresça 30%”, diz Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz.

A produção do imunizante pela Fiocruz e aplicação da vacina, no entanto, ainda dependem da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A AstraZeneca informou que se prepara para submeter imediatamente os resultados de eficácia às agências regulatórias ao redor do mundo, incluindo a Anvisa.

Segundo Krieger, havia a expectativa de produzir 200 milhões de doses para vacinar 100 milhões de pessoas no Brasil no ano que vem. “Vamos conseguir produzir 260 milhões de doses e vacinar 130 milhões de brasileiros (em 2021)”, diz Krieger. A estratégia de priorização de quem receberá a vacina ainda está sendo definida, mas é provável que sejam priorizadas as pessoas mais vulneráveis, como os idosos, e os profissionais de saúde.

Não está descartado, porém, começar a vacinação em regiões do Brasil que estejam com altos números de infectados no momento em que o imunizante estiver disponível. “A vacina pode ser usada para diminuir a propagação da doença (em uma determinada região), mas hoje, com a doença espalhada para todo o País, tende a ser (aplicada) nas populações mais vulneráveis, profissionais de saúde e, gradativamente, ser expandida de forma bastante signficativa”, diz Krieger.

Ele considera que mesmo os 65 milhões de vacinados no primeiro semestre contribuirão com a redução da propagação da doença no País. Serão aplicadas duas doses. A primeira terá menos imunizante. A segunda, de dose completa, será aplicada 28 dias depois.

Por Júlia Marques

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Artesanato em lã das Missões recebe evidência em contexto estadual

Pável Bauken

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O trabalho realizado em São Miguel das Missões pela artesã Dalva Pereira Mothci apresentou para todo Estado as características e a importância do artesanato em lã missioneiro. Na fase estadual do Concurso Virtual de Artesanato em Lã Ovina do Rio Grande do Sul, promovido pela Emater/RS-Ascar, a artesã foi classificada em primeiro lugar em três das dez categorias, conquistando o maior número de premiações entre os participantes. Foram classificadas para a última etapa do concurso, realizada no dia 19 de novembro, 81 peças de 34 artesãos de 23 municípios gaúchos. Durante todo o concurso, que iniciou no mês de abril, foram inscritas 269 peças, de 171 artesãos, de 39 municípios.

As peças missioneiras premiadas são um xergão em fio artesanal de lã crioula naturalmente colorida, um colete missioneiro em tear primitivo com fio artesanal e um casaco em tricô, fio artesanal de lã crioula e ideal, naturalmente colorida.  Dalva esteve envolvida  em todas as etapas da produção, desde a tosa das ovelhas até a finalização das peças. “A minha história com o artesanato sempre esteve presente, desde a infância, minha mãe era costureira e me criei entre agulhas, linhas e tecidos. Mas a minha relação do trabalho em lã passou a ser mais forte com a minha sogra Generosa, hoje com 90 anos, que aprendeu com a mãe Angelina, que por sua vez aprendeu com a sua mãe, são quatro gerações. Isso seria em torno de 200 anos de relação com a lã na família”, relata.

A extensionista rural social do Escritório Central da Emater/RS-Ascar, Ivanir Argenta, destacou durante o concurso, que a lã como matéria-prima tem diversas caraterísticas que fazem dela uma nobre fibra para uma série de produtos, que vão desde utensílios de uso diário, estofamentos térmicos, decoração e vestimentas, agregando assim muitas formas de valor e de inovação ao setor da ovinocultura. “Para além dos dados econômicos a lã faz parte da cultura gaúcha, tem-se no artesanato em lã uma história. Este artesanato do Rio Grande do Sul, tão diverso, reúne várias culturas, e é feito por guardiões de conhecimentos ancestrais que perpassam gerações”.

O artesanato é uma atividade tradicional fomentada pela Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters), prevista no Plano de Trabalho conjunto da Emater/RS-Ascar com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Em São Miguel das Missões, por exemplo, o artesanato em lã faz parte da constituição histórica e identitária local. “O artesanato em lã é um patrimônio histórico dos antepassados que aqui viveram e a ovinocultura vem culturalmente sendo passada por gerações. É importante que se siga o trabalho para que outras gerações tenha a oportunidade de também ter acesso a esse conhecimento”, afirma a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Fátima Primaz.

Premiação

Além de Dalva, que recebeu a premiação em três categorias, também foram premiados Sílvia Madruga Garcia, de Piratini, na categoria destaque jovem artesão rural, com um colete em tecelagem e crochê artesanal; Suzana Maria Azambuja Amaral de Santa Vitória do Palmar, na categoria de acessórios, com uma bolsa e um chapéu de feltragem molhada; Elenise Dutra Tavares, de Pinheiro Machado, que confeccionou a manta em tenerife e crochê; Manuel Rodrigues, de Hulha Negra, na categoria poncho, com uma peça em crochê, fio natural e tingimento natural; Taísa Horner de Barros, de Arroio Grande, com o blusão em tricô Jacquard; Marília Pires Ribeiro, de Jaguarão, que apresentou um vestido e gorro infantil na categoria peças em geral; e Ana Roseneia Marques Nunes, que recebeu o destaque inovação, com o presépio com figuras de feltragem agulhada e lã natural artesanal.

As peças podem ser visualizadas na página da Emater/RS-Ascar no Facebook, pelo link: https://bit.ly/32YJS9p. Os artesãos, que receberam a primeira colocação em cada categoria participarão de solenidade virtual de premiação, no dia 03 de dezembro, às 14h30, durante a webinar “Artesão em Foco: Artesanato, Cultura e Sustentabilidade”, a ser transmitida em youtube.com/fgtasgovrs e facebook.com/fgtas.oficial. Mais informações em https://bit.ly/35EjTpt.

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Superação pós-COVID: paciente do HVS comemora alta após quase 90 dias de internação

Pável Bauken

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No ambiente hospitalar, cada alta carrega um significado diferente: emoção, superação, alívio e um misto de sentimentos somados à dedicação e a certeza do dever cumprido de cada profissional da saúde. No início deste mês, uma alta em especial foi celebrada no Hospital Vida & Saúde: a do Sr. Pedro Dall Alba, que passou por um longo processo de recuperação.

Alta na Unidade Dom Bosco aconteceu no dia 09 de outubro

Diagnosticado com COVID-19, seu Pedro foi internado no dia 13 de agosto na Unidade Especializada em Problemas Respiratórios e COVID-19, na Unidade Dom Bosco. Seu quadro teve inúmeras complicações, como a perda de função renal. Aos 51 anos e com histórico de hipertensão e tabagismo, ele foi mais um paciente da UTI COVID de difícil evolução, mas que com muita persistência da equipe médica conseguiu evoluir para a tão esperada alta no dia 09 de outubro.

Aguardado pela esposa e pela filha, seu Pedro recebeu homenagens na saída da Unidade Dom Bosco e viu a alegria de cada profissional em sua alta. “Foi uma enorme satisfação ver o Pedro saindo do Hospital. A gente sabe que é um sofrimento para o paciente estar dentro da UTI, separado da família e ficando um tempo prolongado no uso da ventilação mecânica. Também não foi fácil para os médicos que acompanharam, para a equipe da fisioterapia que se esforçou nos ajustes da ventilação mecânica e para a enfermagem que prestou todos cuidados. Foi todo mundo muito importante para a recuperação dele”, conta a médica Jaqueline Pandolfo, que acompanhou o paciente ao longo de toda internação na Unidade Dom Bosco.

Recuperado da COVID, seu Pedro foi transferido para a Unidade V do Hospital Vida & Saúde, onde continuou realizando tratamento para recuperar-se plenamente. Acompanhado pela esposa, que revezava a companhia com os filhos, seu Pedro permaneceu mais 30 dias internado, onde mais do que medicações e cuidados, recebeu o carinho e a atenção dos profissionais.

No dia 09 de novembro veio a alta hospitalar definitiva, e a tão esperada volta para casa após quase 90 dias de internação. “Criamos um vínculo com seu Pedro, foram longos dias de internação na Unidade e de muita expectativa e ansiedade pela alta. É gratificante aplaudir a alta dele! Ficamos muito felizes e com a sensação de dever cumprido com mais um paciente”, destaca a enfermeira Mariana Zimpel, coordenadora da Unidade V.

Agradecendo a toda equipe do Hospital, seu Pedro, a esposa e a filha deixaram o Vida & Saúde sob aplausos de funcionários e da Administração do Hospital. Emocionados, paciente, familiares e profissionais fecharam mais uma história vitoriosa no Vida & Saúde.

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