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Ensino

Governo prorroga prazo de inscrição do Enem até dia 27

Medida foi anunciada pelo ministro da Educação pelo Twitter

Pável Bauken

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© Marcello Casal JrAgência Brasil


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou a prorrogação do prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 para a próxima quarta-feira (27). Pelo calendário inicial, as data limite para os estudantes se inscreverem era hoje (22).

As inscrições começaram no último dia 11 e podem ser feitas por meio da página do Enem na internet.

De acordo com Weintraub, mais de cinco milhões de estudantes já se inscreveram para a prova até a manhã desta sexta-feira (22). “Como já anunciei, os candidatos inscritos serão ouvidos, em junho, pela Página do Participante, do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira]. Eles, os interessados, vão escolher quando fazer a prova”, explicou o ministro, em outra publicação no Twitter.

Na quarta-feira (20), o Ministério da Educação anunciou o adiamento do Enem por algo entre 30 a 60 dias, em razão dos impactos ocasionados na sociedade pela pandemia de covid-19. As provas impressas estavam previstas para serem aplicadas em 1º e 8 de novembro e as provas do Enem digital para os dias 22 e 29 de novembro.

A estrutura dos dois exames será a mesma. Serão aplicadas quatro provas objetivas, constituídas por 45 questões cada, e uma redação em língua portuguesa. A redação será manuscrita, em papel, nas duas modalidades. Durante o processo de inscrição, o participante deverá selecionar uma opção de língua estrangeira – inglês ou espanhol.

Neste ano, será obrigatória a inclusão de uma foto atual do participante no sistema de inscrição, que deverá ser utilizada para procedimento de identificação no momento da prova. O valor da taxa de inscrição é de R$ 85 e deverá ser pago até 28 de maio.

Quem tem direito à gratuidade da taxa de inscrição, por se enquadrar nos perfis previstos nos editais do Enem, terá a isenção automática, a partir da análise dos dados declarados no sistema. A regra se aplica, inclusive, aos isentos em 2019 que faltaram aos dois dias de prova e não tenham justificado ausência. De acordo com o Inep, a medida beneficia quem teve dificuldades em realizar a solicitação de isenção devido às restrições impostas pelo isolamento social decretado em razão da pandemia de covid-19.

ebc

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Ensino

Palestra de Educação Ambiental on-line para alunos do 7º ano do colégio Concórdia

Pável Bauken

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Ministrada pela Educadora Ambiental Francieli Puhl, servidora da secretaria de Desenvolvimento Sustentável, a palestra on-line abordou o tema relacionado ao meio ambiente, ser humano X meio ambiente e suas consequências. A convite da direção do colégio a atividade aconteceu nesta sexta-feira, 29.

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Ensino

Para reabrir, escolas precisarão ter ‘comitês operacionais de emergência’

Estruturas serão compostas por um representante da direção e outro da comunidade escolar e responderão por implantação de regras e fiscalização

Pável Bauken

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O governo do Estado ainda finaliza os protocolos que vão nortear a reabertura das instituições de ensino regular no RS e que serão estabelecidos por uma portaria conjunta das secretarias da Educação (Seduc) e da Saúde (SES) a ser publicada em junho. Na tarde desta quarta-feira, na mesma apresentação virtual na qual anunciou que as aulas presenciais seguirão suspensas nas redes públicas e privada durante pelo menos todo o próximo mês, o Executivo divulgou o documento com as diretrizes que deverão nortear o retorno. Intitulado ‘Distanciamento Controlado Educação – Primeiros Passos’, ele prevê cinco etapas para a volta das aulas regulares, entre 1º de julho e 1º de setembro. Ainda não há definição sobre qual ou quais os níveis de ensino poderão voltar primeiro: o governo projetou quatro cenários. Em três, a Educação Infantil voltaria primeiro, sozinha ou acompanhada de outros diferentes níveis, na chamada 3ª etapa, a partir de 1º de julho. No quarto, quem começaria antes (também em 1º de julho) seria o Ensino Médio. Mas durante a apresentação, o governador Eduardo Leite (PSDB) destacou, em diversos momentos, que as datas e divisões são projeções e poderão ser alteradas conforme mudanças no cenário do avanço do coronavírus no RS.

Certo, até agora, é que a portaria do governo vai instituir os chamados Comitês Operacionais de Emergência em Saúde – COE Escola. Eles serão criados em cada uma das escolas, terão uma formatação padronizada e responderão pelo cumprimento dos protocolos. Conforme o material do Executivo, os COEs serão integrados por um representante da direção da instituição e um da comunidade escolar, e terão uma série de atribuições. Entre elas, informar e capacitar a comunidade escolar sobre os cuidados; organizar os protocolos de reabertura das aulas presenciais; manter a rotina de monitoramento dos protocolos, garantindo sua execução diária; e planejar ações, definir atores e determinar a adoção de medidas para mitigar ameaças.

Para instituições com mais de 100 pessoas (somados alunos, funcionários, professores e outros), será obrigatório um Plano de Contingência para Prevenção, Monitoramento e Controle da Transmissão de COVID-19. O Plano definirá a criação do COE-E; as medidas de promoção e fiscalização do uso de EPIs; a orientação do distanciamento social, da limpeza e desinfecção de ambientes, materiais e utensílios; a readequação dos espaços físicos e de circulação; e a adoção de ações para o manejo de casos suspeitos e confirmados.

O governo prevê ainda um conjunto de protocolos de prevenção obrigatórios, para todas as instituições, com regras sobre uso de máscaras, distanciamento, teto de ocupação das salas, afastamento de casos positivos ou suspeitos, proteção e atendimento diferenciado para grupos de risco, higienização, EPIs obrigatórios, cuidados no atendimento dos alunos e restrições específicas às atividades. Sobre a fiscalização a respeito das medidas, que preocupa todos os segmentos envolvidos, e deve gerar tensionamentos, Leite destacou, na apresentação, que o esforço para o cumprimento das regras precisa ser compartilhado com a sociedade. “Não há estrutura pública que, sozinha, resolva este esforço de fiscalização”, admitiu. O secretário estadual da Educação, Faisal Karam, por sua vez, projetou que o acompanhamento do cumprimento dos protocolos deverá ter a parceria de entidades como a Famurs e a Undime e, ainda, das Promotorias de Justiça Regionais de Educação (Preducs) do Ministério Público Estadual (MP).

As condições e as datas em que se dará o retorno das aulas presenciais no RS se transformou em um grande debate, dentro e fora do governo. O MP estadual, o Conselho Estadual de Educação, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, a Federação das Associações dos Municípios (Famurs) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) não participam até o momento da confecção dos protocolos. Mas vêm atuando como observadores e, ao longo dos últimos dois meses, encaminharam uma série de sugestões, questionamentos e alertas a respeito da complexidade do processo de retorno escolar. Principalmente depois que parte de prefeitos, pais e segmentos da rede privada de ensino passaram a pressionar pela reabertura, alegando, principalmente, questões econômicas. No meio dos debates, milhões de pais em todo o Estado se perguntam quem e de que forma será garantida a segurança sanitária de alunos, famílias e profissionais envolvidos nas diferentes estruturas. Dos grupos de whatsapp ao núcleo do Executivo, permeia a discussão o entendimento de que o retorno pleno, quando ocorrer, representará o fim de fato do distanciamento social. Porque a retomada do funcionamento da educação envolve, para além dos 2,7 milhões de estudantes que, sozinhos, representam 25% da população do RS, familiares, professores, funcionários de instituições de ensino, empresas terceirizadas de segurança, alimentação e limpeza, e diferentes meios de transporte: ônibus municipais e intermunicipais, lotações, trens, vans e ônibus escolares, veículos particulares e de aplicativos.

Correio do Povo
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Destaque

Governo do RS prepara retorno gradual para escolas e confirma aulas remotas em junho

Planejamento projeta volta integral de todos os níveis de ensino apenas em setembro

Pável Bauken

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Atividades remotas fazem parte "Etapa 1" do planejamento do governo estadual ao retorno das atividades de ensino | Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini / CP

O governador Eduardo Leite anunciou, nesta quarta-feira, que o retorno das atividades escolares no Rio Grande do Sul irá ocorrer de forma remota a partir do dia 1º de junho para as instituições públicas e privadas de ensino. As aulas estavam suspensas desde 13 de março, embora muitas instituições privadas já atuem com essa modalidade de ensino à distância. A regulamentação será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) até esta sexta-feira.

“Por ora, prioridade é fortalecer as aulas remotas e a aprendizagem em casa”, destacou o governador. Como já havia sido antecipado pelo chefe do Estado, o modelo de retomada irá ocorrer por etapas. Entre cada fase haverá um período de 15 dias que, segundo Eduardo Leite, servirá para “analisar o sucesso da fase anterior”. As orientações anunciadas hoje fazem parte da “Etapa 1” do planejamento do governo do Estado.

Um protocolo de saúde específico para o retorno das aulas está sendo organizado pelo governo do RS para entrar em vigor quando as aulas presenciais iniciarem. Conforme o governador, elas retornam “mais adiante”, e a “Etapa 2” deverá ser anunciada no dia 15 de junho, com atividades a partir de 1 de julho. Na segunda etapa, conforme explicou o governador, deve retornar as atividades práticas existentes no ensino superior, como as atividades de laboratórios. Também voltam a ser presenciais o calendário acadêmico de pesquisas e estágios superiores.

As atividades que devem integrar a “Etapa 3” ainda não estão definidas. Entretanto, o governo do RS trabalha com alguns cenários possíveis. Um deles é retorno prioritário das aulas presenciais nas escolas de ensino infantil. Um segundo cenário seria o retorno do ensino infantil junto ao ensino fundamental.

A volta prioritária do ensino médio também não está descartada dos possíveis cenários, que serão definidos de acordo com a análise do controle da pandemia no Estado. Independente da escolha, Eduardo Leite ressaltou que orienta que “as crianças permanecem em casa”, caso possível, mesmo com o retorno da rede infantil de ensino. De acordo com o planejamento do governo, o retorno integral de todos os níveis de ensino deve ocorrer apenas no mês de setembro.

Para a tomada de decisão, o governo considerou a capacidade de autocuidado do educando, o uso de aulas não presenciais, o número de alunos por turma, os recursos financeiros necessários para a adoção de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Além disso, também foi analisado a complexidade do uso do transporte escolar, da circulação de pais e alunos nas escolas, a logística de refeitórios, a situação em que pais e alunos decidem apenas manter o ensino domiciliar, protocolos de saúde, sala de isolamento na escola para alunos que apresentem sintomas.

O novo método deve obedecer aos protocolos do Distanciamento Controlado do governo estadual e aos protocolos específicos que serão publicados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Além disso, um Comitê de Emergência será instalado nas escolas para monitoramento da execução dos protocolos de saúde.

 

 

Correio do Povo
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