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Economia

Governo planeja ampliar crédito para micro e pequenas empresas

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Programas públicos de crédito chegam a R$ 109 bilhões CESAR CONVENTI/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO


Com a nova fase do Pronampe, em discussão no Congresso, a expectativa é quadruplicar o alcance, mas mantendo a taxa de juros em um dígito

Os programas públicos de crédito para micro e pequenas empresas atingiram R$ 109 bilhões em outubro e o governo planeja a ampliação de concessões. Segundo o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, será lançada em breve a terceira fase do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

A nova fase do programa, criado por causa dos impactos da pandemia de coronavírus, ainda está sendo discutida no Congresso, com a expectativa de quadruplicar a oferta de crédito.

“Tivemos o Pronampe 1 e 2, com pouquíssimas diferenças entre eles, como o teto para as menores empresas terem acesso. Já no Pronampe 3, estamos negociando com empresas e Congresso, além do Banco Central, e acreditamos que vamos poder ter uma alavancagem aproximadamente 4 vezes maior”, afirmou Costa, em live nesta quarta-feira (21).

A primeira fase destinou R$ 18,7 bilhões aos empreendedores e a segunda, R$ 14,1 bilhões. A expectativa do governo é quadruplicar o alcance, mas mantendo a taxa de juros em um dígito. “Com a possibilidade desses recursos serem tratados com créditos tributados pelos bancos, com a ferramenta disponibilizada pelo Banco Central, acreditamos que a taxa total se manterá em um dígito. Isso será suficiente para atender totalmente a demanda existente no mercado hoje”, disse.

Os empréstimos atualmente têm taxa de juros anual igual à da Selic, mais a soma de 1,25 ponto percentual ao ano, com um prazo de 36 meses de financiamento. De acordo com o secretário, mais de 50% das empresas que entraram no programa não tinham histórico de crédito formal.

Costa afirma que a retomada rápida de alguns setores foi possível graças ao programa de manutenção de empregos, que permitiu que empresas mantivessem seus trabalhadores, e ao crédito, que nos últimos dois meses alcançou valor significativo.

Pesquisa feita pelo Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, revelou que no mês de setembro houve uma melhora no acesso ao crédito por parte dos pequenos negócios.

De acordo com o levantamento, entre as micro e pequenas empresas que buscaram empréstimos, 31% tiveram o pedido aprovado pelas instituições financeiras. Esse é o melhor resultado para a série iniciada em março e está 9 pontos percentuais acima do indicador obtido na pesquisa feita na última semana de agosto.

Os programas públicos de crédito

Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) – Destinado ao desenvolvimento e fortalecimento dos pequenos negócios, com concessão de crédito para o financiamento da atividade empresarial.  O empréstimo tem 100% de garantia do governo. O prazo para o pagamento do empréstimo é de 36 meses, com carência de oito meses. Já a taxa de juros anual máxima aplicada sobre o valor total do crédito será a da Selic mais 1,25% ao ano. Estão aptas a pedir o financiamento: microempresas (ME), com faturamento anual de até R$ 360 mil; empresas de pequeno porte (EPP), com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões por ano; empresas enquadradas em alguma das categorias acima que não foram condenadas por condições de trabalho análogas à escravidão.

Linha emergencial de crédito para folha de pagamentos – Essa é uma linha de crédito para financiamento de folha de pagamento de empregados no âmbito do Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (Pese), regulamentado pela Medida Provisória 944. O financiamento poderá ser pago em 36 meses, com carência de 6 meses e com juros de 3,75% ao ano. Podem aderir ao programa empresários que tiverem receita bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 50 milhões.

Linha de crédito da Caixa e Sebrae para capital de giro com garantias a pequenos negócios – A Caixa Econômica Federal disponibilizará até R$ 7,5 bilhões em crédito para capital de giro a micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs). A operação é viabilizada por meio do aporte de R$ 500 milhões do Sebrae. As garantias complementares serão concedidas pelo Sebrae por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Todo o crédito será assistido pelo Sebrae em todas as etapas desde a liberação até a liquidação.

BNDES Crédito Pequenas Empresas – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) divulgou a expansão da linha BNDES Crédito Pequenas Empresas que vai beneficiar as empresas para enfrentar as dificuldades de fluxo de caixa. É importante destacar que as linhas de crédito do BNDES são operadas pelos agentes financeiros credenciados. Empresas com faturamento até R$ 300 milhões podem obter crédito livre, sem destinação específica, de até R$ 70 milhões por ano. Os recursos do BNDES podem financiar até 100% da operação, a critério do agente financeiro credenciado, e as operações contratadas podem ter prazo total de até 5 anos, incluindo um prazo de carência de até 2 anos.

Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC) – Instituído pela Medida Provisória 975, poderá contar com até R$ 20 bilhões de recursos da União, podendo garantir até R$ 80 bilhões em operações de crédito, tornando o PEAC a maior medida de acesso a crédito lançada desde o início da pandemia. Os recursos utilizados para as garantias até agora vieram de um aporte inicial de R$ 5 bilhões da União, aportados pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), do Ministério da Economia. Atualmente, 35 agentes financeiros já estão habilitados para oferecer empréstimos entre R$ 5 mil e R$ 10 milhões. Cabe a esses agentes a decisão de utilizar a garantia do programa e aprovar ou não o pedido de crédito, no momento em que estruturarem cada uma de suas operações.

PEAC-Maquininhas – Modalidade de crédito garantido por vendas com máquinas de pagamento digital para MEIs e MPMEs. O financiamento é garantido por parte das vendas futuras realizadas por meio de maquininhas (limitado ao valor do contrato de empréstimo), sendo dispensada a exigência de aval ou garantia real. O valor do empréstimo também será definido com base nas vendas com maquininhas, não podendo ultrapassar o dobro da média mensal das vendas de bens e prestações de serviço da empresa realizadas entre março de 2019 e fevereiro de 2020, limitado a R$ 50 mil. A taxa de juros cobrada pelo agente financeiro não poderá ultrapassar 6% ao ano e o empréstimo, que será depositado na conta do empreendedor, terá carência de seis meses e prazo de 36 meses para pagamento (incluindo o tempo de carência). A vigência do programa é até 31 de dezembro de 2020.

 

FONTE R7

 

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Economia

Serasa promove Feirão do Limpa Nome em seis capitais e pela internet

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O Feirão do Limpa Nome, promovido pela Serasa, acontece de forma online – no site serasalimpanome.com.br e aplicativo – com mais de 100 empresas dispostas a negociar com os inadimplentes.

A estrutura física do feirão acontece em seis capitais brasileiras – São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza e Manaus. Os descontos oferecidos são os mesmos dos canais digitais e chegam a 99% do valor da dívida.

Segundo a gerente da Serasa Limpa Nome, Aline Maciel, em entrevista à CNN Rádio, a vantagem para as empresas e consumidores é clara: “Os consumidores que negociam podem voltar a ter crédito, voltam a consumir, no período do Natal, com cautela, para começar o ano bem, para as empresas, tem o caixa, o final de ano é importante.”

“A Serasa lançou também o programa de Auxílio Dívida. Quem acessar o aplicativo e pagar até o dia 30, à vista, dívidas acima de 200 reais, tem 50 reais de retorno”, diz Maciel.

A especialista da Serasa explicou que a partir do pagamento da primeira parcela do acordo feito, o cliente tem até 5 dias para o nome sair do cadastro de inadimplentes.

“O site tem todo o passo a passo, quais as empresas participando do Feirão, todas se engajaram para condições diferenciadas, com pagamento em até 72 vezes”, completou.

FONTE:CNN

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Economia

Lucro dos 5 maiores bancos sobe 36% e chega a R$ 26,2 bi no 3º trimestre

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Os cinco maiores bancos de varejo brasileiros em total de ativos – Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander Brasil – tiveram lucro líquido de R$ 26,2 bilhões no terceiro trimestre, o que representa uma alta de 36% em um ano.

O resultado foi impulsionado pela maior concessão de crédito e por um salto nas receitas com tarifas. Ambos os indicadores refletiram a reabertura das atividades econômicas, mas podem arrefecer nos próximos trimestres, diante da alta dos juros e da desaceleração da economia brasileira que já aparece em alguns indicadores.

Com a reabertura dos negócios, os clientes dos grandes bancos passaram a fazer mais transações, usando mais cartões e comprando mais produtos como seguros, títulos de capitalização e consórcios.

Como resultado, as receitas com prestação de serviços e tarifas dos cinco maiores bancos cresceram 5% em um ano, somando R$ 37,2 bilhões. O Itaú ficou com o maior faturamento, de R$ 10,1 bilhões. A Caixa, ao contrário de seus concorrentes, viu essa receita cair na comparação anual, embora em nível modesto, de 1,1%.

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Economia

Cooperativas da região de Santa Rosa participam de Oficina com Potenciais Compradores

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Oportunidade de aproximar relações entre cooperativas da Fronteira Noroeste e das Missões e de acessar informações sobre relações comerciais e contábeis para a comercialização de produtos da agricultura familiar, a Oficina com Potenciais Compradores, organizada pela Unidade de Cooperativismo da Emater/RS-Ascar (UCP), reuniu representantes de 18 cooperativas no auditório da Acisap, nesta quarta-feira (17/11). De um lado, os participantes tiveram a oportunidade de compreender critérios para acessar novos mercados e, de outro, potenciais compradores demonstraram as demandas existentes.

A região vive em um contexto de cooperativismo fortalecido em diferentes setores. Somente no ramo agropecuário são 46 cooperativas, que contemplam aproximadamente 44 mil associados. A Unidade de Cooperativismo tem a oportunidade de atender a 22 cooperativas desta região por meio do Programa Mais Gestão da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

O coordenador da UCP, Marcos Eduardo Servat, destacou o assessoramento à gestão das cooperativas, lembrando também do papel destas no desenvolvimento local. “O que caracteriza o processo de desenvolvimento é o protagonismo dos atores locais na formulação de estratégias, na tomada de decisões e na sua implementação”, salientou.

Os participantes da oficina tiveram a oportunidade de acompanhar explanações sobre padrões e procedimentos em compras de alimentos praticados pelas redes de supermercados, com esclarecimentos apresentados pelo gerente de varejo e agroindústria da Cotrirosa, Dilmar Hofferber, e pelo coordenador de compras da Coopermil, César Carpenedo.

O tema “A contabilidade nas propriedades rurais e a emissão de nota fiscal pelo produtor” também foi abordado na participação do diretor da Somma Contabilidade e Assessoria, Marcos Volnei dos Santos. Ao final, o público teve a oportunidade de buscar mais informações sobre os temas abordados na oficina, com uma rodada de perguntas aos painelistas.

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