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Governo federal lança programa para subsidiar salários e evitar demissões de 434 mil trabalhadores no RS

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Foto: Pablo Reis/Secom

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Em visita às cidades do Vale do Taquari atingidas pela enchente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou novas medidas de auxílio ao Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (6). Em entrevista coletiva no Esporte Clube Rui Barbosa, na cidade de Arroio do Meio, Lula assinou um programa de manutenção de emprego e renda voltado aos trabalhadores de empresas afetadas pela enchente.

— Por medida provisória, vamos oferecer duas parcelas de um salário mínimo a todos os trabalhadores formais do RS que foram atingidos pela enchente, não somente nos municípios em calamidade e emergência, mas desde que esses municípios estejam afetados pela inundação — explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, detalhando o perfil das empresas que poderão aderir ao programa.

O programa inclui trabalhadores em regime CLT (326.086), domésticos (40.363), estagiários (36.584) e pescadores artesanais (27.220), totalizando 434.253 beneficiários. Em contrapartida, as empresas devem manter os empregos por mais dois meses, totalizando uma estabilidade de quatro meses. A medida provisória precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional. Diferentemente da pandemia, quando o benefício era para permanecer em casa, este momento é de reconstrução, acrescentou o ministro.

Além do benefício para os trabalhadores, Lula assinou outras duas medidas provisórias. Uma delas prevê o apoio financeiro a municípios não atendidos anteriormente, com um repasse de R$ 124 milhões. A outra medida amplia o número de famílias que receberão o Auxílio Reconstrução de R$ 5,1 mil, beneficiando moradores de municípios não contemplados na primeira leva da medida.

— A MP assinada hoje vai alcançar todos os municípios que a Defesa Civil Nacional, junto com a Defesa Civil estadual e municipal, entenderam necessitar do auxílio devido à situação de emergência e calamidade — explicou o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Segundo Góes, essa atualização da MP será uma “correção importante”. Até o momento, foram aprovados 161 mil benefícios às famílias atingidas pelas enchentes, com previsão de atingir 240 mil famílias nas próximas duas semanas.

— As regiões mais densamente povoadas já foram atendidas. Agora, precisamos refinar o alcance para chegar aos locais mais distantes — disse Góes.

— A expectativa é que, nas próximas duas semanas, alcancemos a meta de beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas, em torno de 240 mil famílias, com o Auxílio Reconstrução — finalizou.

Após o anúncio, Lula destacou que, além das medidas de curto prazo, também é necessário pensar em soluções para evitar que tragédias desse tipo se repitam.

— A lição que tiramos é que precisamos agir com mais responsabilidade e cuidado. Não podemos construir casas em locais onde a água pode chegar. Qualquer pessoa com inteligência média sabe que a várzea é o local de escoamento do excesso de água de um rio — afirmou Lula.

O presidente mencionou que o governo federal discutirá um projeto para desviar o excesso de água dos rios do Rio Grande do Sul para o mar, sem atingir as cidades da região, e também para construir casas em locais mais seguros devido às mudanças climáticas.

— Estamos pensando em discutir um projeto para levar o excesso de água dos rios diretamente ao mar sem inundar nenhuma cidade — declarou o presidente.

Lula reconheceu que a ideia pode enfrentar críticas sobre os recursos necessários e oposição de ambientalistas, mas ressaltou que a reconstrução custa mais caro. Ele enfatizou a importância de não deixar que essa tragédia caia no esquecimento.

— É crucial que não deixemos acontecer no Rio Grande do Sul o que já aconteceu tantas vezes neste país. Uma desgraça ocorre, a televisão divulga, as pessoas choram e ficam comovidas, mas com o tempo, tudo é esquecido, e as promessas não são cumpridas. Quem sofre é o povo pobre que vive em lugares degradantes — disse Lula.

Esta é a quarta vez que o presidente visita o Estado desde o início do evento climático. Pela manhã, a equipe desembarcou em Cruzeiro do Sul e visitou o bairro Passo de Estrela, um dos mais afetados pelas cheias. No início da tarde, Lula visitou Arroio do Meio e percorreu áreas destruídas pela chuva no bairro Navegantes.

Nas visitas anteriores ao Estado, o presidente esteve em Santa Maria (no dia 2 de maio), Porto Alegre (dia 5) e São Leopoldo (dia 15).

Fonte: GZH

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Agro

Clima favorece plantio da safra de inverno no RS

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Foto: Divulgação/ Emater-Ascar
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As condições climáticas, observadas no período, favoreceram a intensificação da semeadura das lavouras de inverno no Rio Grande do Sul, especialmente de trigo. Anteriormente, essa atividade havia sido represada devido à concentração dos produtores na conclusão da safra de verão e às condições ambientais adversas (chuvas e excesso de umidade no solo), que limitavam a operação apenas nos terrenos mais secos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (13/06) pela Emater/RS-Ascar, houve intensa movimentação de tratores e máquinas semeadoras, visando ampliar a extensão cultivada, considerada em atraso. Nas áreas implantadas mais precocemente, observa-se boa evolução das lavouras de trigo, embora algumas partes apresentem problemas no estande de plantas, em razão da semeadura em solo excessivamente úmido, que causou o selamento dos sulcos pela passagem dos discos das semeadoras, agravado pela ausência de chuvas após essa operação.

A área cultivada com trigo na safra 2023 no Estado foi de 1.505.807 hectares, e a produtividade foi de 1.751 kg/ha (IBGE). A Emater/RS-Ascar está realizando o levantamento de intenção de plantio para a safra 2024, que deverá ser apresentado nas próximas semanas. Preliminarmente, a tendência observada é de pequena redução, comparativamente à safra anterior. A redução da área de plantio se justifica pelos baixos preços do cereal e pela frustração de produtividade na última safra.

No caso da aveia branca, outra importante cultura de inverno, houve intensa atividade de semeadura durante o período, visando aproveitar as condições adequadas de umidade do solo. As primeiras lavouras semeadas estão em desenvolvimento vegetativo e apresentam elevada incidência de pulgões e complexo de manchas foliares, cuja proliferação é favorecida pelas altas temperaturas, atípicas para o período. A área cultivada com aveia branca na safra anterior no Estado (2023) foi de 364.989 hectares, e a produtividade foi de 1.619 kg/ha (IBGE).

A semeadura da canola está mais avançada em comparação a outras culturas de inverno, pois o período preferencial de cultivo, segundo o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ocorre de forma antecipada em relação às demais cultivadas no mesmo período produtivo. A área cultivada com canola na safra anterior no Estado (2023) foi 77.418 hectares, e a produtividade foi de 1.474 kg/ha (IBGE). A

Cevada – É período de semeadura e os principais produtores localizam-se nas regiões do Alto Uruguai e Planalto. A área cultivada na safra anterior no Estado (2023) foi de 40.695 hectares, e a produtividade foi de 1.961 kg/ha (IBGE). A Emater/RS-Ascar está conduzindo o levantamento de intenção de plantio para a safra 2024; os resultados preliminares indicam decréscimo significativo em comparação à safra anterior. A tendência é de que, proporcionalmente, haverá a maior redução de área entre as principais culturas de inverno. Segundo os produtores, a principal razão para essa diminuição foi a frustração da safra anterior, na qual quase a totalidade dos grãos produzidos não obteve classificação comercial adequada para a indústria cervejeira.

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Destaque

Pesquisadores desenvolvem cão-robô para coletar ar tóxico em ambientes perigosos

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Foto: Divulgação/ Bin Hu
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Pesquisadores criaram um robô canino capaz de coletar partículas de ar para análise da composição atmosférica em ambientes potencialmente perigosos. Equipado com um braço articulado, o dispositivo pode acessar locais inacessíveis aos humanos.

Durante os testes, o protótipo foi enviado a aterros sanitários, sistemas de esgoto, áreas de incêndio e depósitos de produtos químicos, onde coletou amostras de ar para detectar compostos orgânicos voláteis (VOCs) perigosos. O estudo, publicado na revista Analytical Chemistry da ACS, descreve detalhadamente os testes realizados com o robô.

Realizando tarefas que seriam arriscadas para técnicos humanos, o robô acessa ambientes com ar potencialmente tóxico e retorna as amostras para um espectrômetro de massa portátil, que permite a análise imediata da composição das amostras. O estudo demonstrou que o dispositivo realiza essas operações em menos tempo do que seria necessário para transferir as amostras a um laboratório externo.

No futuro, a equipe planeja desenvolver sistemas móveis de detecção de gases perigosos e VOCs, integrando-os a dispositivos controlados remotamente, como drones aéreos e pequenas embarcações.

Fonte: CNN Brasil

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Diretora do Vida & Saúde apresenta panorama dos hospitais filantrópicos do RS no Congresso Nacional

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portal plural nesta quarta feira (12), a diretora geral do hvs, vanderli de barros, participou de reunião com a bancada gaúcha, no congresso nacional, em brasília.
Foto: Divulgação/ HVS
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Nesta quarta-feira (12), a diretora geral do HVS, Vanderli de Barros, participou de reunião com a Bancada Gaúcha, no Congresso Nacional, em Brasília.

Na condição de presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Sem Fins Lucrativos, Vanderli apresentou a atual situação dos hospitais em meio a tragédia climática do Estado e as perspectivas futuras. Em sua fala, Vanderli destacou o trabalho realizado pela rede composta por 245 hospitais, apresentando a relevância da rede no atendimento à comunidade. A diretora ressaltou o impacto direto e indireto que a catástrofe climática teve sobre os hospitais e as dificuldades enfrentadas a partir deste momento.

Em pauta, esteve o pleito de recursos extraordinários para custeios dos hospitais filantrópicos gaúchos em meio ao cenário das enchentes. A reunião foi acompanhada por parlamentares gaúchos, representantes de hospitais e instituições e representações políticas do RS.

“É característica das nossas instituições assistir aos pacientes do Sistema Único de Saúde, cerca de 70% das internações dos pacientes SUS no estado são realizadas nos hospitais filantrópicos – o que é um número extremamente significativo. Garantimos o atendimento e focamos em salvar vidas neste primeiro momento, agora é hora de pensar em reconstruir e reerguer as instituições, por isso, todo o apoio de representações e lideranças se faz fundamental!”, destacou Vanderli.

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