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Ensino

Governo do RS propõe retomada das aulas presenciais a partir de 31 de agosto

Reunião com a Famurs discutiu datas e possibilidades do retorno nas escolas gaúchas

Pável Bauken

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Foto: Reprodução/TV Anhanguera


O governo do Estado e a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) começaram, na manhã desta terça-feira (11/8), o debate sobre a retomada das aulas presenciais no Rio Grande do Sul em modelo híbrido. Na conversa, foram apresentadas algumas sugestões de datas e possibilidades que, agora, serão debatidas internamente dentro das 27 associações regionais de municípios e analisadas novamente em reuniões que ocorrerão ao longo das próximas semanas.

A sugestão inicial apresentada pelo Estado propõe o retorno gradual e escalonado das aulas a partir de 31 de agosto para as redes pública e privada. O primeiro nível a voltar seria o Ensino Infantil. O Ensino Superior retornaria em 14 de setembro, o Médio e Técnico, em 21 de setembro, os anos finais do Ensino Fundamental, em 28 de setembro e os anos iniciais, em 8 de outubro. O retorno às aulas presenciais ocorrerá, pela proposta do Estado, somente nas regiões que estiverem em bandeira amarela e laranja.

“Sabemos que é um tema muito sensível, mas não podemos nos resignar. Quem lida com educação sabe que não podemos deixar assim. É evidente que não colocaremos nossas crianças e nossa equipe de educação em risco sem termos segurança dessa redução de contágio. Vamos reduzir o nível de exposição presencialmente, dividindo turnos e horários, mas é importante que se mantenha algum nível de contato entre professor e aluno para reduzirmos os danos de aprendizagem devido à pandemia”, ponderou o governador Eduardo Leite.

Caso todas as 21 regiões previstas no modelo de Distanciamento Controlado permaneçam em bandeira amarela ou laranja entre setembro e dezembro, o valor reservado para investimento na rede estadual em aprendizagem, capacitação, equipamentos de proteção e materiais de desinfecção e contratação de professores e profissionais de apoio (serventes e merendeiras) para professores e alunos terá um custo extra de R$ R$ 270 milhões.

Um dos investimentos do Estado é a aquisição de chromebooks (modelo de notebook) para os professores. Serão 50 mil equipamentos, dos quais 25 mil já foram adquiridos e devem chegar até o final de setembro. A entrega dos outros 25 mil se dará até o fim do ano.

Para garantir a segurança dos alunos e dos professores, o Estado prevê a compra de equipamentos de proteção individual para alunos e professores da rede estadual, como mais de 9,8 mil termômetros de testa, mais de 328 mil máscaras de uso infantil, mais de 1,9 milhão de máscaras de tamanho infanto-juvenil e mais de 1,3 milhão de máscaras para adultos (alunos e funcionários). No total, o investimento somente em EPIs será de cerca de R$ 15,3 milhões.

O secretário da Educação, Faisal Karam, deixou claro que os prefeitos darão a palavra final para o retorno nos municípios. “Não será uma imposição. Estamos sugerindo um calendário e, se o quadro do contágio por coronavírus não apresentar um achatamento da curva, tudo será revisto. A autonomia de levar os filhos para a escola é dos pais. Se preferirem não fazer isso, será necessário que o Estado e os municípios busquem alternativas para a continuidade da educação. Os prefeitos terão a autonomia para, dentro da realidade da sua cidade, decidir se há condições para o retorno presencial”, explicou.

A reunião desta terça-feira abriu a conversa sobre a retomada das aulas. Ainda não há definição e, de acordo com o secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles, os presidentes das 27 associações regionais levarão o tema aos demais prefeitos para formularem suas posições e depois unirem todas em uma proposta única da Famurs, a ser novamente debatida com o Estado em breve.

Há, ainda, previsão de uma reunião com o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para tratar do tema, que deverá ser agendada nos próximos dias.

Cronograma proposto de retorno às aulas

31/8 – Ensino Infantil (público e privado)
14/9 – Ensino Superior (público e privado)
21/9 – Ensino Médio e Técnico (público e privado)
28/9 – Ensino Fundamental – anos finais (público e privado)
8/10 – Ensino Fundamental – anos iniciais (público e privado)

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Ensino

Reabertura de creches e pré-escolas pode custar R$ 6 bilhões

Reporter Global

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Foto: DIRCEU PORTUGAL / FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

 

O cálculo, feito pela Fipe a pedido da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, inclui desde gastos com álcool gel e sabonete até substituição de professores do grupo de risco e testagem dos alunos mensalmente

 

O custo para o Brasil reabrir com segurança todas as suas escolas de educação infantil públicas (creches e pré-escolas) ainda este ano pode chegar a R$ 6 bilhões. O valor corresponde a 15% de todos os gastos públicos com educação infantil em 2019, que atende crianças de 0 a 5 anos. O País tem escolas fechadas desde março por causa da pandemia do coronavírus.

O cálculo, feito pela Fipe a pedido da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, inclui desde gastos com álcool gel e sabonete até substituição de professores do grupo de risco e testagem dos alunos mensalmente. O estudo intitulado Custo da Abertura de Creches e Pré-escolas Públicas no Contexto da Covid-19 será divulgado nesta quinta-feira, 24, em evento online. O Brasil tem 6,4 milhões de alunos nessa faixa etária matriculados em 80 mil instituições públicas de creche e pré escola.

A estimativa de gastos feita pelos pesquisadores corresponde a 60 dias letivos ainda em 2020. O valor gasto por aluno pode variar de R$ 859 a R$ 1.038 nesse período, conforme o modelo adotado para a volta às aulas, com mais ou menos tempo das crianças na escola.

O estudo analisou os valores de cada produto ou serviço necessários para a reabertura, como máscaras de tecido para crianças, EPIs para adultos, copos individuais, tinta para demarcação no chão, termômetros (1 para 30 crianças), limpeza e higienização de transporte escolar, entre outros. Entre os profissionais, os pesquisadores da Fipe calcularam necessidade de aumento de 20% no número de professores, auxiliares e profissionais da limpeza, para substituir pessoas em grupo de risco e aumentar a quantidade para garantir segurança.

Durante os primeiros meses da pandemia, o governo federal não apresentou nenhum programa para ajudar escolas estaduais e municipais com projetos de educação remota. Em agosto, com a previsão de volta às aulas, foram destinadas pela primeira vez verbas novas para a educação básica no combate à pandemia (R$ 454 milhões do Ministério da Saúde). Outros R$ 525 milhões estão prometidos pelo Ministério da Educação (MEC) para este mês, mas apenas para ensino médio.

“São custos altos, mas não inviabilizam a volta às aulas”, diz o diretor de conhecimento aplicado da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Eduardo Marino, sobre a previsão do estudo. A entidade tem como foco o desenvolvimento da criança na primeira infância. “Municípios que tiverem falta de recursos devem optar para voltar antes as crianças mais vulneráveis.”

Segundo ele, é preciso mais investimento do MEC para ajudar e também da sociedade civil, com doação de itens de higiene e saúde para as escolas, como ocorreu no início da pandemia. “Tudo passa pela valorização desse retorno, de que educação continue. A sociedade pode assumir parte dessa responsabilidade”.

No documento, a fundação enumera os efeitos das escolas fechadas para crianças pequenas: desnutrição, obesidade, violência doméstica, riscos para saúde mental e diminuição da produtividade do trabalho dos pais. Além disso, há a dificuldade para aprendizagem com ensino remoto para 0 a 5 anos e a falta de socialização. Como pontos negativos para a volta, o estudo cita o eventual aumento no número de contaminados, a baixa adesão de pais e a dificuldade de manter o isolamento com as crianças da educação infantil.

Para amenizar os custos, segundo o estudo, os prefeitos teriam de dispensar novas contratações de pessoal e os testes. Assim, no País todo, o valor que teria que ser investido seria de cerca R$ 2 bilhões. Dados das cidades de São Paulo, Manaus e Sobral foram usados para os cálculos no estudo e por isso há também previsões específicas de gastos para as três redes municipais em educação infantil.

Para São Paulo, os gastos para equipar as escolas ficariam entre R$ 113 milhões e R$ 143 milhões. “A educação infantil já demanda mais recursos porque tem um número menor de alunos por sala, ensino integral, agora com a pandemia se tornou ainda mais cara”, diz o secretário municipal de São Paulo, Bruno Caetano. “Nem todas as cidades vão ter recursos para grandes investimentos”. A capital já gastou cerca de R$ 150 milhões para o ensino infantil e fundamental, com compra de máscaras, álcool em espuma, protetor facial (face shield), termômetros e contratação de professores temporários. A volta a atividades presenciais na capital estão marcadas para o dia 7 de outubro.

“Os municípios estão chegando aos seus limites em recursos, não têm como esperar muito dos Estados e da União. E ainda têm os processos de sucessão, muitos prefeitos vão querer fechar suas contas”, diz o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Garcia. A entidade também colaborou com o estudo.

Para ele, no entanto, se houver vacina no ano que vem os custos tendem a baixar. A Undime pediu ao governo federal que os trabalhadores de educação sejam incluídos no grupo prioritário para a vacina. Para todo o ano letivo de 2021 no País com contexto semelhante, no entanto, os pesquisadores da Fipe previram gastos de cerca de R$ 20 bilhões, metade de tudo que foi gasto em 2019 com educação infantil pública.

 

 

Terra

 

 

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Ensino

Olimpíada de Matemática premia alunos da Escola FEMA

Pável Bauken

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Os alunos Micael Manollo Matos, do 4° ano B, e Samuel Kauã dos Santos, do 5° ano B, receberam o troféu e a medalha pela conquista do 2° e 3° lugar, nível Brasil, na Olímpiada de Matemática do Pense Matemática e do Educacional, do Sistema Positivo de Ensino.

“A Olimpíada de Matemática foi um desafio que estimulou a turma. A cada questão, a cada nova fase os alunos mostravam mais interesse. Eles se desafiaram e passaram a ver a Matemática como uma ferramenta que despertava o pensamento, que poderia ser interessante e divertida. Com certeza, o aprendizado trouxe muita energia para enfrentar os próximos desafios”, completou a professora Franci Flores, do 4° ano.

Sobre a conquista

Micael dividiu o 2° lugar da competição com Vinicius Kitamura, do Colégio Visconde de Porto Seguro (São Paulo), e o Samuel dividiu o 3° lugar com Matheus Souza Passos, do Colégio Master (Aracaju). Já o primeiro lugar ficou com João Fernando de Melo, do Colégio Visconde de Porto Seguro (São Paulo) e Otto Wierzchon Azevedo, do Colégio Integrado Campo Mourão (Paraná).

Pense Matemática é um programa multiplataforma de matemática para escolas, com o objetivo de dar sentido à aprendizagem da disciplina, tornando o processo muito mais encantador e envolvente. Para isso, ele reúne uma série de recursos pedagógicos para desenvolver o pensamento matemático nos alunos desde os primeiros anos escolares.

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Ensino

IFFar – Campus Santa Rosa alcançou posição de destaque no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)

Reporter Cidades

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A obtenção da nota 6,7 coloca a unidade na 16ª posição na comparação com outras escolas públicas de Ensino Médio do país e em 1º lugar na cidade de Santa Rosa.

O IFFar – Campus Santa Rosa teve destaque no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019. O Campus alcançou a nota 6,7 na avaliação divulgada no dia 15 de setembro de 2020, pelo Ministério da Educação (MEC). Esse índice coloca a instituição na 1ª posição na comparação com outras escolas públicas e privadas de Ensino Médio do município de Santa Rosa. A nota garantiu também a 3ª melhor nota do estado, empatado com o Centro de Ensino Médio Tiradentes, de Porto Alegre.

Para a diretora-geral do Campus Santa Rosa, Renata Rotta, o bom desempenho é resultado do comprometimento de alunos e servidores na rotina de estudos e atividades. “Estamos muito felizes com o resultado do índice do Ideb, em que o Campus Santa Rosa ocupa um lugar de destaque nacional. Esse resultado evidencia a soma de esforços de toda a comunidade acadêmica no compromisso com a educação pública e o crescimento da instituição. Ressaltamos a importância de que cada recurso aplicado em nosso campus seja recebido com compromisso e transformado em qualidade de vida, desenvolvimento e excelência”.

De forma geral, a rede pública do Brasil alcançou índice de 3,9 em 2019 e a rede particular 6,0, isso rendeu ao Ensino Médio do país um índice geral (considerando todas as redes) de 4,2. Ao comparar o índice alcançado pelo Campus com a nota do Ideb do Brasil e do Rio Grande do Sul é possível ter uma dimensão da importância do resultado. A diretora de Ensino do Campus Santa Rosa, Analice Marchezan, cita a transversalidade do currículo, o tempo integral de estudos, as políticas de ações afirmativas e o apoio de assistência estudantil para o êxito e desenvolvimento de habilidades dos estudantes. “O Técnico Integrado ao Ensino Médio, modalidade ofertada pelo campus, possibilita que o aluno potencialize o aprendizado. E através da iniciação científica, da prática laboratorial e dos estágios, ele desenvolva habilidades complexas. Como o período de tempo que o aluno passa na instituição é prolongado, acaba desenvolvendo a colaboração, foco, disciplina e criatividade”, afirma Analice Marchezan.

O Campus Santa Rosa oferta à comunidade, desde 2010, educação profissional e tecnológica, por meio de cursos de ensino técnico integrado e subsequente ao ensino médio, de graduação e pós-graduação. A instituição, além disso, atua em diversas áreas na sociedade, desenvolvendo projetos sociais, de ensino, de pesquisa e de extensão.

Confira alguns resultados do IFFar – Campus Santa Rosa no Ideb 2019*:

1° lugar  entre todas as escolas de Santa Rosa;
3ª melhor média entre as escolas públicas do RS;
2° lugar entre os Institutos da Rede Federal de Ensino (IFs) no RS;
4° lugar entre os Institutos da Rede Federal de Ensino (IFs) no Brasil;
16° lugar no país, considerando as escolas públicas;
8° lugar no país, considerando as instituições federais.

*Dados: Direção de Ensino Fonte: Inep/Mec
Fotos em anexo: Alunos dos cursos Técnicos Integrado o Ensino Médio do IFFar
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