Política
Governo do RS estima perda de até R$ 10 bilhões em arrecadação devido às enchentes

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou nesta quarta-feira que as enchentes recentes podem levar a uma perda de arrecadação de até R$ 10 bilhões para o Estado e seus municípios ao longo deste ano.
“Estimamos uma queda de R$ 6 bilhões a R$ 10 bilhões na arrecadação até o final do ano, que deverá ser suportada pela União, assim como foi na pandemia, pois é o ente que tem essa capacidade”, declarou Leite.
A significativa redução na arrecadação afetará diretamente a prestação de serviços à população, conforme destacou o governador. Ele explicou que, embora tenha sido negociada a suspensão da dívida, os recursos obtidos estão sendo direcionados para a reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes.
“Tivemos a suspensão da dívida, mas esses recursos estão todos direcionados para a reconstrução. Eu tenho um fundo constituído para reconstrução com recursos da suspensão da dívida, no qual vou depositar esses valores. No entanto, a queda na arrecadação vai prejudicar a prestação de serviços e outros investimentos importantes do Estado”, afirmou.
Para mitigar os impactos econômicos, Leite anunciou a criação de um programa similar ao adotado durante a pandemia, visando a manutenção de emprego e renda. “O governo vai pagar parte dos salários e possibilitar a redução temporária da jornada, até que possamos superar este momento e recompor as receitas do governo”, explicou.
Após a cerimônia pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, Leite se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros governadores, onde entregou um documento com dois pontos críticos: manutenção de emprego e renda e reposição das perdas de receitas para o Estado e municípios.
O governador estima que, de maio a julho, a perda de arrecadação será de pelo menos R$ 3 bilhões, e que o Estado deixará de pagar à União cerca de R$ 400 milhões por mês.
O presidente Lula visitará o Rio Grande do Sul na quinta-feira (6) para inspecionar as cidades afetadas pelas enchentes que, desde o final de abril, causaram danos significativos na infraestrutura estadual e resultaram em pelo menos 173 mortes. Esta será a quarta visita do presidente ao Estado para avaliar os danos causados pelos desastres naturais.
Fonte: Jornal o Sul
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Política
Ronaldo Caiado afirma que irá lançar chapa com Gusttavo Lima à Presidência

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta quarta-feira (5), que deve começar em breve a pré-campanha à Presidência da República de 2026 ao lado do cantor Gusttavo Lima. O evento de lançamento da chapa está agendado para o dia 4 de abril, em Salvador. Caiado ressaltou que a parceria com Lima está confirmada, mesmo que a filiação partidária do cantor ainda não tenha sido definida e possa ocorrer apenas no ano da eleição.
Os dois têm planos de realizar uma série de viagens por diversos Estados do Brasil, e a definição sobre quem será o candidato principal e quem ocupará a vice-presidência será baseada nas pesquisas eleitorais que forem realizadas. “Vamos sair juntos para disputar a Presidência. Em 2026, vamos decidir. Dia 4 de abril vou receber o título de cidadão baiano e vou lançar minha pré-candidatura. O Gusttavo Lima estará lá e vamos juntos caminhar os Estados. As decisões serão tomadas no decorrer da campanha. Mas uma decisão está tomada: nós andaremos juntos”, declarou ao Globo.
Gusttavo Lima, por sua vez, tem demonstrado um crescente interesse pela política, ajustando sua agenda musical para incluir compromissos políticos. Recentemente, ele se encontrou com o empresário Luciano Hang, que é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode indicar uma aproximação com figuras do cenário político.
A articulação de Caiado para a formação da chapa enfrenta concorrência acirrada entre possíveis candidatos da direita, como Jair Bolsonaro, que defende que irá manter a pré-candidatura, e o nome de Tarcísio de Freitas sendo cotado, apesar dele manter a versão de que concorrerá à reeleição pelo governo do Estado de São Paulo.
Fonte: Jovem Pan.
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Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do Imposto de Renda como pautas para “salvar” popularidade de Lula

A bancada do PT na Câmara, liderada por Lindbergh Farias (RJ), elegeu o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) como uma de suas principais bandeiras na disputa política neste ano. O outro foco é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso para tentar alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na tentativa de reeleição em 2026.
Ainda não está definido se o próprio governo fará campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas a bancada se preparar para centrar esforços na discussão, já a partir da próxima semana. A investida ocorre num momento em que o governo muda sua articulação política e entrega a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o comando da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
No último dia 25, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC que trata do assunto.
Petistas ainda apostam que a mudança na SRI deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. A escolha de Gleisi também faz parte do “modo campanha” adotado pelo governo Lula, após a popularidade da gestão Lula 3 despencar. O perfil combativo da presidente do PT, que é popular entre a militância da sigla, foi levado em conta no xadrez da reforma ministerial.
Ao longo dos últimos dois anos, Lula estabeleceu um “tripé de rejeição”, até amargar o derretimento da popularidade em todo o País. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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