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Governo do Estado lança programa TEAcolhe para atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista

Política pública prevê implantação de 30 centros regionais e sete macrorregionais

Pável Bauken

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O governador Eduardo Leite e a secretária da Saúde, Arita Bergmann, participaram da apresentação do programa TEAcolhe - Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini


O governo do Estado lançou, nesta segunda-feira (5/4), por meio de decreto assinado pelo governador Eduardo Leite, a Política de Atendimento Integrado à Pessoa com Transtornos do Espectro Autista (TEA), também chamada de programa TEAcolhe, no Rio Grande do Sul. O evento contou com a participação de convidados externos, entre eles famílias que convivem com o TEA, o mestrando em Informática na Educação, youtuber, autista e programador Willian Chimura e o apresentador de televisão Marcos Mion.

A participação de pessoas que convivem com o TEA, direta ou indiretamente, reforça a importância do acolhimento a essas famílias e às pessoas diagnosticadas com a doença. Além do apresentador de TV, cujo filho Romeo foi diagnosticado com autismo, contribuíram com depoimentos três famílias. O mestrando Willian foi o responsável por conduzir o evento, transmitido nas redes sociais do governo.

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O mestrando em Informática na Educação, youtuber, autista e programador Willian Chimura foi o condutor do evento – Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

“O nome parece complicado, mas a ideia é bastante simples. É oferecer estrutura, apoio, amor e carinho às pessoas que têm TEA e também às famílias. Fico verdadeiramente muito feliz por estarmos aqui com tantas pessoas que entendem desse assunto que nos ajudaram a formar essa nova política de atenção às pessoas com TEA em nosso Estado”, disse o governador.

O TEAcolhe cria 30 Centros Regionais de Referência (CRR) e sete Centros Macrorregionais de Referência (CMR), com o objetivo de organizar e fortalecer as redes municipais de saúde, de educação e de assistência social no atendimento às pessoas com autismo e suas famílias. O decreto que estabelece a política, assinado nesta segunda (5/4) pelo governador, é baseado na Lei 15.322, de 25 de setembro de 2019, e regulamenta as diretrizes para implementação e execução dessa política de atendimento a pessoas com TEA.

“Esse formato também chama as prefeituras a se envolverem. As estruturas não podem ser estanques. Tem que envolver escola, posto de saúde, centros, atuando de forma integrada, porque é uma mesma população, uma mesma pessoa que está inserida em uma rede e precisa de atendimento integral, não compartimentado. Como governo, mobilizamos toda a nossa estrutura, e é a partir desse movimento integrado das secretarias e do comitê técnico que simbolizamos e sinalizamos a amplitude dessa política transversal coordenada pela Secretaria da Saúde. É um compromisso que estamos assumindo”, detalhou o governador.

Cada Centro Regional de Referência em TEA será destinado ao atendimento dos casos severos, graves e refratários da região, definidos por protocolo previamente estabelecido. As ações dos centros de referência em TEA poderão ser executadas, prioritariamente, por serviços públicos já existentes ou, de forma complementar, por instituições privadas, com expertise no atendimento às pessoas com autismo e suas famílias, sempre norteadas pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, do Sistema Único de Assistência Social e do Sistema Nacional de Educação.

As equipes dos Centros Macrorregionais de Referência construirão, com apoio das equipes de Saúde, Educação e Assistência Social de cada município da macrorregional, projetos e propostas de intervenção que atendam às diferentes necessidades de cada realidade, promovendo vínculo interpessoal e apoio institucional, fortalecendo os diferentes espaços de atendimento, na perspectiva da inclusão, para que a pessoa com TEA seja atendida, de forma integrada e qualificada, em qualquer local por onde circular.

“Queremos, com esta iniciativa, garantir e promover o atendimento às necessidades específicas das pessoas com autismo, possibilitando o seu desenvolvimento pessoal e a sua inclusão social. O entendimento sobre o autismo ainda é recente, e precisamos seguir com o ensino e a pesquisa sobre a doença. A proposta foi construída inclusive com participação das famílias, e não parou, mesmo em meio à pandemia”, afirmou a diretora do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde da Secretaria da Saúde, Ana Costa.

O governo do Estado investirá R$ 1,4 milhão na implantação dos sete centros macrorregionais. Isso envolve a compra de equipamentos e possíveis reformas na estrutura dos centros. Também disponibilizará R$ 350 mil mensais para o custeio dos sete centros. Para os 30 centros regionais, o valor disponibilizado será de R$ 600 mil mensais. O investimento total do governo do Estado no TeAcolhe será de R$ 950 mil mensais.

De acordo com Ana Costa, essa política levará cidadania aos autistas e às suas famílias. As atividades serão integradas à Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência e à Linha de Cuidado para Atenção às Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial no Sistema Único de Saúde.

Os objetivos do TEAcolhe são qualificar os profissionais das diferentes áreas de atendimento no tema do autismo, sensibilizar a sociedade quanto à inclusão da pessoa com autismo e da família e horizontalizar o atendimento multiprofissional integrado à pessoa com autismo e à família.

“Vamos nos empenhar para que essa política seja transversal e permanente, e que possa fazer a diferença na vida das famílias e de todos aqueles que terão assistência com qualidade nos centros regionais. Tenho certeza que colocará o Rio Grande do Sul na vanguarda de uma política que fará a diferença, porque atende a uma real necessidade. Temos muitos motivos para celebrar o lançamento do TEAcolhe. As pessoas terão acesso a uma política pública em defesa da vida, da infância até a parte adulta, com direito a um atendimento acolhedor, respeitoso, qualificado, estimulador e, acima de tudo, inclusivo”, destacou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

A gestão da política será feita por um comitê formado por representantes das quatro secretarias envolvidas, instituições de ensino, de prestação de serviços e controle social. Também haverá um grupo técnico para, entre outras tarefas, oferecer suporte às gestões municipais, mapear os locais de atendimento e criar o sistema de cadastro e armazenamento de dados das pessoas com autismo no âmbito estadual.

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“No momento em que o governo do Rio Grande do Sul lança um projeto como esse, tira da sombra milhões de famílias”, disse Mion – Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

“Essa é uma oportunidade única. No momento em que o governo do Rio Grande do Sul lança um projeto como esse, tira da sombra milhões de famílias. Está pegando na mão de mães desesperadas, de pais que simplesmente não sabem para onde correr, que acham que Deus virou a costa para eles, e vocês estão estendendo a mão para eles, trazendo luz para a vida dessas pessoas”, destacou o apresentador Marcos Mion.

A Política Estadual de Atendimento Integrado à Pessoa com TEA será desenvolvida de forma conjunta pelas secretarias da Saúde (SES), da Educação (Seduc), de Trabalho e Assistência Social (Stas) e da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). Os secretários Mauro Hauschild (SJCDH), Raquel Teixeira (Seduc) e Regina Becker (Stas) também participaram do evento.

O moderador da Rede Gaúcha Pró-Autismo, Hugo Bras, o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Luiz Henrique Viana, e Berenice Piana também estiveram presentes. Como deputado estadual, Viana comandou a Frente Parlamentar Estadual de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Berenice foi co-autora da Lei 12.764, sancionada em 28 de dezembro de 2012, que leva seu nome e institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtornos do Espectro Autista.

Sobre o TEA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico que começam na infância e tendem a persistir na adolescência e na idade adulta, como autismo infantil precoce, autismo infantil, autismo de Kanner, autismo de alto funcionamento, autismo atípico, transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação, transtorno desintegrativo da infância e a síndrome de Asperger.

Há dois critérios para o diagnóstico do TEA: déficit na reciprocidade socioemocional (seja na comunicação não verbal ou na interação social) e presença de comportamentos restritos ou repetitivos.

A diferença entre os transtornos é o grau, dentro do espectro autista, uma vez que é possível que pessoas com TEA apresentem desde pequenas dificuldades de socialização até afastamento social, deficiência intelectual e dependência de cuidados ao longo da vida.

Estima-se que, em todo o mundo, uma em cada 160 crianças tem TEA. Essa estimativa representa um valor médio, e a prevalência relatada varia substancialmente entre os estudos. Algumas pesquisas bem controladas têm, no entanto, relatado números que são significativamente mais elevados. A prevalência de TEA em muitos países de baixa e média renda é até agora desconhecida.

• Veja a apresentação sobre a Política de Atendimento Integrado à Pessoa com Transtornos do Espectro Autista.

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Regimento San Martín intensifica as medidas de prevenção à COVID-19

Reporter Regional

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Desde o início da pandemia da COVID-19, o 19º Regimento de Cavalaria Mecanizado “Regimento San Martín”, vem constantemente repassando orientações ao seu efetivo sobre as formas adequadas de proteção e prevenção ao novo Coronavírus.
Para contribuir com as medidas de segurança, o Regimento conta com uma equipe de saúde treinada para realizar a triagem dos militares que chegam para o início do expediente, bem como durante todas as refeições. Além disso, esta Organização Militar possui uma equipe de descontaminação e desinfecção que realiza um trabalho de higienização de veículos e das instalações no interior do aquartelamento.
Cabe destacar, ainda, que o Comando do Regimento sempre orienta realizar as atividades de instrução em ambientes abertos, respeitando o espaçamento entre os militares e o uso contínuo e obrigatório de máscara por parte de todos os seus subordinados.
O objetivo destas ações é manter vivas as orientações aos subordinados quanto às medidas de proteção e de prevenção ao contágio da doença.

Fonte: 19º Regimento de Cavalaria Mecanizado “Regimento San Martín”.

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Instituto penal do Noroeste Gaúcho registra marca histórica: 72% dos presos trabalham

Reporter Regional

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Durante o dia, o pátio de sol está com poucos detentos. À noite, nas celas, apenados cansados depois de um dia de trabalho. Esta é a realidade atual do Instituto Penal de Ijuí, que nunca em sua historia registrou tantos presos dos regimes aberto e semi-aberto empregados.

Hoje a casa prisional possui 158 apenados. Deste 114 detentos (72%) exercem algum tipo de atividade, sendo 94 apenados com trabalho externo, ganhando algum tipo de remuneração, e 20 com atividades internas sem remuneração.

O administrador do presídio, revela que o IPI está sempre atento em colocar os presos no mercado de trabalho. Parcerias são buscadas com empresar do setor privado e setor público. ” A inserção dos detentos e a busca por uma profissionalização faz com que, consequentemente, após o termino da pena, o apenado posso desenvolver uma vida lícita e largar o mundo da criminalidade”, explica

O dinheiro recebido pelos presos que realizam trabalhos externos, ajuda no custeio das despesas de suas famílias, ” Sabemos que muitos destes presos percebem que há outros meios de manter seus familiares sem ser através da criminalidade”.

Segundo informações, percebesse uma melhora no comportamento e disciplina dos detentos, ” por ocupar a sua mente, cansar e poder ver a sua família, o comportamento muda. Há o respeito entre eles e com os agentes. Pois para o preso isso é interessante, além da ressocialização, o apenado que trabalha tem a remissão de 1 dia de pena para cada 3 dias de serviço”, conclui o Chefe de Segurança do Instituto  Penal de Ijuí.

Fonte: Radio Progresso de Ijuí.

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Mega-Sena acumula e próximo concurso pode pagar R$ 40 milhões

Pável Bauken

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Mega Sena voltou a acumular em sorteio realizado nesta quarta-feira | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil / Divulgação

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.362 da Mega-Sena, realizado nesta quarta-feira (14) no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. Os números sorteados foram 03 – 20 – 22 – 32 – 35 – 50. O próximo concurso, no sábado (17), deve pagar R$ 40 milhões.

A quina teve 41 ganhadores e cada um receberá R$ 75.848,58. A quadra teve 3.883 acertadores e pagará o prêmio individual de R$ 1.144,10.

As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio nas lotéricas de todo o país ou pela internet, no site da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Agência Brasil

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