Geração Z não gosta de trabalhar no horário comercial e pode preferir noite ou madrugada
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Geração Z não gosta de trabalhar no horário comercial e pode preferir noite ou madrugada

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No escritório da NG.CASH, os funcionários desfrutam de horários flexíveis e não precisam seguir códigos de vestimenta. Essa cultura organizacional reflete a gestão de uma liderança da Geração Z. Aos 26 anos, Mario Augusto Sá é o CEO da fintech, focada na geração que está entrando no mercado de trabalho e questiona as estruturas hierárquicas tradicionais. Ele é o primeiro entrevistado da série Lideranças da Geração Z, onde nos referimos aos CEOs dessa geração como “CEO Z”.

Mario Augusto Sá é um típico nativo digital. Aos 14 anos, ele criou o canal de YouTube Neagle (canal de entretenimento). Durante seu curso de Ciências da Computação na PUC-Rio, ele participou da criação da fintech Trampolim, posteriormente vendida para a Stone. Atualmente, a NG.CASH, fundada durante a pandemia, oferece soluções como cartão de crédito pré-pago, Pix e investimentos em criptomoedas.

Com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, Sá enfatiza que não exige a presença física dos funcionários nem monitora os horários de entrada e saída da equipe.

“Medimos se a entrega tem qualidade e não ficamos microgerenciando as pessoas. Acreditamos nelas e olhamos para os resultados.” — Mario Augusto Sá, CEO da NG.CASH

Embora seja um representante da Geração Z, o CEO valoriza a sinergia entre diferentes gerações para construir equipes bem-sucedidas. Contudo, ele adianta que quem gosta de seguir dress code, horário comercial e “mostrar serviço” pode ter dificuldade em se adaptar ao ambiente mais flexível da NG.CASH.

“Tem que ser diferente para funcionar com a Geração Z. Se você botá-los na mesma caixinha das gerações anteriores, não vai funcionar, vai dar atrito.” — Mario Augusto Sá

Confira trechos da entrevista:

Como o fato de ser uma pessoa da Geração Z influencia o seu estilo de liderança?

Gosto da Geração Z, nasci em 1997. A maior parte do time é da Geração Z (são quase 100 funcionários, sendo 51% da Gen Z). Também temos pessoas mais velhas e de outras gerações, incluindo o CFO (Rodin Spielmann) e o CTO (Lucas Alves) da NG.CASH. Lidar com as pessoas da Geração Z é diferente.

Não cobramos horário, nem exigimos a presença no escritório. Somos movidos por metas. Às vezes, meu desenvolvedor vai à praia na segunda-feira e trabalha no domingo o dia inteiro. É um problema dele.

Existe uma percepção de que a Geração Z tem preguiça de trabalhar e rompe hierarquias. Você considera essas avaliações justas?

Essas avaliações são justas, mas isso não é ruim. Eles rompem hierarquias, mas aqui não tem hierarquia; alguém terá que falar comigo para resolver um problema. Eles não gostam de trabalhar às 7h da manhã, batendo ponto e saindo às 18h. Às vezes, preferem trabalhar das 18h às 7h da manhã.

Se você os colocar em um modelo tradicional onde precisam bater ponto, eles não vão gostar. Mas isso não significa que eles não entreguem resultados maravilhosos. São modelos de trabalho diferentes, não piores. A diferença é como você trabalha com essas pessoas e as motiva para tirar o melhor delas.

Você considera importante ter uma sinergia de gerações na NG.CASH?

Com certeza. É importante ter pessoas mais seniores, que já passaram por mais experiências para errar menos no caminho. Ter pessoas experientes que conhecem o mercado é essencial. Por outro lado, ter pessoas da mesma geração do nosso cliente também é importante, pois elas vivem as mesmas dores e sabem como se comunicar.

Qual é o diferencial da sua gestão?

Muita liberdade de tempo e de hora. Temos desenvolvedores que passam a madrugada no escritório, outros chegam às 18h e vão embora às 7h da manhã. Eles vêm porque querem. Essa liberdade é muito importante, não tem regra de roupa, podem vir de bermuda.

Temos um bar no escritório que usamos quando batemos uma meta ou quando alguém quer. É um ambiente descontraído com seriedade nas entregas. Não medimos quantas horas uma pessoa trabalhou. Se você fez uma entrega em cinco minutos ou dez horas, não faz diferença. Nos importamos com a entrega.

Você desejava o cargo de liderança?

Não, foi acontecendo naturalmente. Gosto de resolver problemas, é o que me motiva. O cargo de liderança envolve isso. O que muita gente não gosta é o que me traz energia. Tenho muita energia para resolver grandes problemas.

Quais são os seus propósitos?

Construir algo relevante e positivo para o mundo, atingir milhões de pessoas e trabalhar com algo que me traga felicidade. Também valorizo minha vida pessoal. Sou faixa preta de judô, faço academia e caminhada.

É difícil equilibrar a rotina de CEO com a vida pessoal?

É muito difícil. Normalmente chego ao escritório depois do almoço. Trabalho a parte da manhã de casa, faço as primeiras reuniões, vou à academia, almoço em casa ou marco algum encontro corporativo, depois venho para o escritório e fico até a noite. Gosto de começar meu dia em casa.

Quais foram os erros que o tornaram um líder melhor?

Aprendi que é importante cercar-se das melhores pessoas e valorizar a cultura da empresa. Não importa a qualidade técnica se a pessoa não se alinha com a cultura da empresa. Cultura é fundamental.

Como é a cultura de feedback?

A cultura de feedback é instantânea. Fazemos um processo formal a cada três meses, mas nunca tem novidade, pois o feedback é dado em tempo real. Todos os níveis hierárquicos da empresa trocam feedbacks diários.

Na sua visão, qual é a característica nº 1 para profissionais da Gen Z?

Autonomia. Eles precisam da liberdade para fazer entregas no horário que preferirem. Não tem como microgerenciar essa geração. Dê um objetivo e eles alcançarão, às vezes de maneira diferente e com melhores resultados.

Você já precisou lidar com conflitos geracionais?

Durante contratações, percebemos possíveis conflitos. A maioria dos chefes da NG.CASH são jovens. Quando contratamos alguém de outra geração, precisa ser alguém aberto a aprender com pessoas mais novas e vice-versa. Evitamos conflitos através de processos seletivos bem conduzidos.

Como você enxerga a liderança do futuro?

A liderança do futuro deve saber extrair o melhor das gerações, em vez de impor modos de trabalho antigos. Adaptar-se às novas gerações para tirar o melhor delas é crucial. Se insistir nos métodos do passado, terá pessoas frustradas e não aproveitará o potencial máximo delas.

Fonte: Estadão

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Rói as unhas? Conheça seis riscos à saúde que esse hábito pode trazer

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Manter bons hábitos vai além de uma alimentação equilibrada e exercícios físicos. Também inclui ações que, muitas vezes sem perceber, podem impactar nossa saúde, como o hábito de roer as unhas.

Você é uma daquelas pessoas que roem as unhas? Saiba que não está sozinho! Cerca de 30% da população mundial compartilha essa prática, conhecida como onicofagia. Esse hábito pode afetar pessoas de todas as idades e está frequentemente relacionado ao estresse, à ansiedade e ao nervosismo.

Embora possa parecer um comportamento inofensivo, roer as unhas pode ter consequências sérias para a saúde. Segundo o Instituto Mayo Clinic, as unhas fazem parte da pele e são essenciais para proteger contra a entrada de bactérias e fungos que podem causar infecções.

Especialistas alertam que roer as unhas é prejudicial de várias formas. A dermatologista Lourdes Navarro Campoamor, da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV), enfatiza que “esse hábito não apenas danifica as unhas, mas também pode afetar os dentes, a saúde digestiva, a respiração e até mesmo a mente”.

Dados da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI) mostram que a onicofagia é comum em todas as idades, afetando aproximadamente 30% das crianças, 45% dos adolescentes e 10% dos adultos com mais de 35 anos. Além dos impactos estéticos, estudos, como o realizado pela Universidade de Montreal em 2015, sugerem que a onicofagia pode estar ligada à frustração e ao perfeccionismo.

Aqui estão seis problemas de saúde associados a esse hábito:

  1. Infecções: Roer as unhas pode causar danos aos dedos, facilitando a entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções.
  2. Impacto psicológico: Esse hábito pode ser uma resposta a situações de ansiedade e estresse, perpetuando o desconforto psicológico.
  3. Desenvolvimento de transtornos psicológicos: A onicofagia pode estar associada a transtornos de ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), sendo recomendável buscar a orientação de um profissional.
  4. Problemas digestivos: Ao roer as unhas, você pode ingerir bactérias, fungos e impurezas que afetam a saúde digestiva.
  5. Problemas dentários: Roer as unhas pode danificar os dentes, desgastar o esmalte e alterar sua posição.
  6. Problemas respiratórios: As bactérias presentes nas unhas podem alcançar o sistema respiratório, aumentando o risco de infecções como amigdalite e faringite.

Reconhecer e entender esses riscos pode ser o primeiro passo para mudar esse hábito e proteger sua saúde.

Fonte: Jornal o Sul

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“Se você não é atleta e tem uma boa alimentação, não precisa tomar suplemento”, diz médico especialista em nutrição e esporte

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Foto: Freepik
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O uso de suplementos alimentares, como whey protein, creatina e vitaminas, está crescendo no Brasil. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) revelou que pelo menos uma pessoa em 59% das famílias brasileiras inclui esses produtos na dieta, com um aumento de 10% no consumo desde 2015.

No entanto, muitas pessoas utilizam suplementos por conta própria e têm dúvidas sobre sua utilização. Em entrevista ao jornal O Globo, o médico nutrólogo e especialista em esportes, Eduardo Rauen, fundador da Liti e diretor técnico do Instituto Rauen, discute os benefícios e riscos do uso de suplementos e desmistifica algumas ideias errôneas sobre nutrição que circulam nas redes sociais.

— Quem realmente precisa de suplementos? “Suplementos são usados para complementar algo que a alimentação não fornece. Atletas frequentemente necessitam de suplementação porque não conseguem ingerir todos os nutrientes necessários apenas com a dieta. No entanto, se você não é atleta e tem uma alimentação balanceada com proteínas, carboidratos, minerais e vitaminas adequados, não precisa de suplementos. Existem exceções para pessoas com condições de saúde como a doença celíaca, que dificultam a absorção de nutrientes, ou para aqueles com dietas restritivas, como veganos ou vegetarianos, que podem precisar de suplementação de proteína ou whey protein. É fundamental procurar orientação profissional ao cortar grupos alimentares para evitar deficiências nutricionais.”

— Muitos idosos estão usando whey protein. Isso é apropriado? “Idosos podem precisar de suplementação devido à diminuição da absorção de proteínas com a idade e à necessidade de consumir mais proteínas. Na prática, no entanto, muitos idosos acabam consumindo menos proteína, em parte devido à deterioração dentária e ao custo elevado dos alimentos proteicos. O whey protein é uma excelente opção para ajudar a atender às necessidades de proteína nessa faixa etária. A creatina também pode ser benéfica, pois melhora a cognição, a força e o volume muscular, desde que não haja contraindicações.”

— Crianças e adolescentes podem tomar suplementos? “Embora o uso de suplementos entre jovens esteja crescendo, é recomendável esperar até pelo menos os 16 anos, pois não há estudos suficientes sobre os efeitos a longo prazo. As sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira e Americana de Medicina do Exercício e do Esporte, recomendam o uso de whey protein e creatina após os 18 anos. Exceções podem ser feitas para jovens atletas que estão sob a supervisão de um nutrólogo, médico do esporte ou nutricionista e têm uma alta demanda nutricional.”

— Muitas pessoas tomam suplementos sem orientação. É necessário consultar um especialista ou existem suplementos que podem ser usados sem supervisão? “Há uma tendência de consumir vitaminas sem necessidade específica. Por exemplo, o excesso de vitamina E pode aumentar o risco de morte cerebral, a vitamina A em excesso pode elevar o risco de fraturas e a vitamina C pode aumentar a incidência de cálculos renais. A suplementação deve ser acompanhada por um profissional de saúde, que avaliará a necessidade real e os possíveis riscos. Suplementos como whey protein, embora benéficos, devem ser usados com orientação para evitar riscos desnecessários. É essencial consultar um médico nutrólogo, médico do esporte, endocrinologista ou nutricionista para avaliar as necessidades individuais e evitar problemas associados ao uso inadequado de suplementos.”

Fonte: Jornal o Sul

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Cientistas descobrem caverna na Lua que pode servir de abrigo para humanos

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Foto: Nasa/GSFC/Arizona State University
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Há mais de 50 anos, astrônomos especulam sobre a existência de cavernas na Lua, mas até agora não havia evidências concretas para confirmar essas formações rochosas. Recentemente, um novo estudo revelou a localização de uma caverna lunar e sugere que ela poderia se tornar um abrigo ideal para futuras explorações humanas.

A descoberta foi feita pelos pesquisadores Lorenzo Bruzzone e Leonardo Carrer, da Universidade de Trento, na Itália. Eles identificaram o local após analisar dados da missão Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA. O artigo detalhando a descoberta foi publicado na revista Nature Astronomy em 15 de julho.

Em 2010, a NASA usou o Miniature Radio-Frequency (Mini-RF) para fotografar possíveis entradas de cavernas, mas as imagens da época não foram suficientes para confirmar sua existência. No entanto, as tecnologias mais recentes permitiram novos insights sobre essas formações.

O novo estudo foca em uma abertura na planície rochosa Mare Tranquillitatis, onde a missão Apollo 11 pousou em 1969. As imagens detalhadas de 2022, obtidas com o LROC (Câmera de Reconhecimento do Orbitador Lunar), mostraram características que agora foram confirmadas como uma caverna.

“Reanalisamos os dados da missão Lunar Reconnaissance Orbiter usando técnicas avançadas de processamento de sinais que desenvolvemos recentemente. Descobrimos que certos padrões de sinais são melhor explicados pela presença de uma caverna subterrânea no local”, afirmou Bruzzone. “Isso representa a primeira evidência direta de um ‘tubo acessível’ sob a superfície lunar.”

Usando os registros do Mini-RF, os pesquisadores criaram um modelo da estrutura, que inclui uma claraboia na superfície e paredes verticais com um piso inclinado que pode se estender para o subsolo. Acredita-se que a caverna se formou há milhões ou bilhões de anos, durante a atividade vulcânica da Lua.

Formações semelhantes na Terra são as cavernas vulcânicas de Lanzarote, na Espanha.

Embora a caverna lunar ainda não tenha sido totalmente explorada, Bruzzone e Carrer esperam que futuras investigações com radares de penetração no solo, câmeras e robôs possam oferecer um mapeamento mais detalhado.

O estudo tem implicações significativas para missões lunares, pois o ambiente da Lua é extremamente hostil à vida humana, com temperaturas que variam de 127°C (no lado visível) a -173°C (no lado escuro), além de frequentes quedas de meteoritos e altos níveis de radiação cósmica.

Encontrar locais seguros para construir infraestrutura lunar é crucial para suportar a exploração humana, e cavernas como a descoberta oferecem uma solução promissora.

“Assim como a vida na Terra começou nas cavernas, faz sentido que os humanos iniciem a ocupação lunar vivendo dentro delas também”, comentou Carrer à BBC.

Além de sua utilidade para futuras missões, a caverna lunar pode oferecer insights sobre a história da Lua e do Sistema Solar, já que as rochas subterrâneas podem conter informações geológicas preservadas por bilhões de anos.

Fonte: Jornal o Sul

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