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Economia

Gastos com investimentos federais acumulam queda de 16,3% no ano

Pável Bauken

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Em meio ao crescimento de gastos obrigatórios, os investimentos – gastos com obras e compra de equipamentos – acumulam queda em 2019. Segundo números divulgados hoje (28) pelo Tesouro Nacional, os investimentos totalizam R$ 30,888 bilhões de janeiro a outubro, recuo de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somaram R$ 16,095 bilhões de janeiro a outubro, retração de 18,9% em relação aos mesmos meses do ano passado, descontada a inflação. As despesas do Minha Casa, Minha Vida, no entanto, subiram 2,6% acima do IPCA, atingindo R$ 3,178 bilhões nos dez primeiros meses do ano.

De janeiro a outubro, as receitas líquidas acumulam alta de 0,3% acima do IPCA. As despesas totais, em contrapartida, caíram 1% descontada a inflação. Os gastos com a Previdência Social subiram 3% além da inflação, contra alta de 1,1% (também acima da inflação) dos gastos com pessoal.

As demais despesas obrigatórias, no entanto, acumulam queda de 5,9% descontada a inflação, por causa principalmente de gastos que ocorreram ano passado, mas não se repetiram neste ano, como o pagamento das compensações da Lei Kandir e os gastos com financiamento de campanha eleitoral. Também caíram as despesas com o Fundo de Financiamento Estudantil (-48,1%), a desoneração da folha de pagamento (-27,6%), e com subsídios (-26,9%)

As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) acumulam queda de 7,2% descontada a inflação nos dez primeiros meses do ano. A queda decorreu do contingenciamento (bloqueio) de recursos que vigorou durante boa parte do ano.

Na semana passada, o governo liberou todas as verbas contingenciadas em 2019. A liberação foi possível porque o governo obteve receitas extraordinárias com tributos sobre a venda de subsidiárias de estatais e pelos leilões do excedente da cessão onerosa e da partilha do pré-sal.

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Economia

Ipea: PIB Agropecuário deve crescer 1,9% em 2020, seguido de alta de 2,1% em 2021

Reporter Plural

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aumentou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário em 2020, de 1,6% para 1,9%. Para o ano de 2021, o Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea reduziu a projeção de crescimento do PIB Agropecuário, de uma elevação de 2,4% para 2,1%.

A melhora no desempenho esperado pelo Ipea em 2020 tem como base as novas estimativas para a produção agrícola divulgadas pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do mês de outubro, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e as projeções para a pecuária a partir dos dados das Pesquisas Trimestrais do Abate, Produção de Ovos de Galinha e Leite, também do IBGE.

O Ipea espera uma alta de 3,9% no valor adicionado da lavoura em 2020, mas queda de 1,5% no da pecuária. O componente que inclui silvicultura, pesca e aquicultura deve ter redução de 6,4%.

Para o ano de 2021, a revisão para baixo no PIB Agropecuário foi resultado do aumento da base de comparação, já que houve melhora no resultado esperado para 2020, justificou o Ipea, na Carta de Conjuntura divulgada nesta quinta-feira (22).

A elevação nas expectativas para 2020 é consequência de estimativas mais otimistas do IBGE para as safras de soja e de milho.

“Essas culturas anteciparão parte da safra do início do próximo ano para o fim deste ano. Para 2021, foram utilizadas as projeções do primeiro levantamento do Boletim de Grãos da Safra 2020/2021 da Conab e de lavoura da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). As projeções para os componentes da pecuária foram calculadas a partir de modelos econométricos próprios. É importante ressaltar, no entanto, que essas projeções para 2021 ainda são bem preliminares, com base nas primeiras informações divulgadas pela Conab e pela FAO”, justificou o Ipea, lembrando que o IBGE ainda não divulgou o primeiro prognóstico para a safra agrícola de 2021.

As previsões do Ipea para o ano que vem consideram um crescimento de 1,8% no valor adicionado da lavoura, puxado por novas safras recordes de soja (7,1%) e milho (2,6%).

Para a pecuária, a expectativa é de crescimento de 3,9%, com contribuição positiva de todos os segmentos: bovinos, frango, suínos, leite e ovos. A projeção considera que o avanço será impulsionado pela produção de carne bovina, que deve crescer em 2021, revertendo a queda observada em 2020.

Em relação aos demais componentes (silvicultura, pesca e aquicultura), o Ipea estima uma queda de 2,4% no ano que vem.

 

FONTE CONTEUDO ESTADÃO

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Agro

Sicredi libera R$ 7,6 bi para custeio nos três primeiros meses da safra 20/21

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Foto: Pixabay/montagem

De acordo com a entidade, produtores da região que abrange os Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, já contrataram R$ 1,8 bilhão para custeio, 86% do volume planejado para o período.

A instituição financeira cooperativa Sicredi liberou R$ 7,6 bilhões para custeio agropecuário nos três primeiros meses da safra 2020/2021 – julho a setembro -, 17% a mais do que em igual período da safra 2019/20. Produtores da região que abrange os Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, já contrataram R$ 1,8 bilhão para custeio, 86% do volume planejado para o período.

“Os números reforçam o excelente desempenho do agronegócio nacional, mesmo durante o cenário adverso enfrentado pela economia devido à pandemia (de covid-19). A fase positiva do setor se reflete na procura por crédito”, disse em nota o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias.

“Estamos conseguindo atender 100% da demanda para custeio agropecuário”, acrescentou. Para investimentos em máquinas agrícolas, equipamentos e projetos avícolas, de bovinos e suínos, o Sicredi emprestou R$ 2,6 bilhões a agricultores associados, o equivalente a 61% do valor planejado para os três meses. Os resultados positivos das safras recentes estimulam produtores a se planejarem para o longo prazo e fazerem investimentos, segundo Farias.

O montante concedido a associados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, de pouco mais de R$ 1 bilhão, representa 82% do estimado pela instituição financeira cooperativa para linhas de investimento no período. Farias informou no comunicado que não tem sido possível atender integralmente à demanda por crédito para investimentos, em virtude do esgotamento de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Sicredi lembrou que o banco suspendeu, a partir de 9 de outubro, pedidos de novos financiamentos para o Moderagro, alegando altos índices de comprometimento de recursos ofertados para a safra 2020/21. No fim de setembro, o BNDES já havia bloqueado novas solicitações de financiamento ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), ao Inovagro e à linha com taxa de juros prefixada de 4% ao ano do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), destinada à aquisição de máquinas e implementos agrícolas.

 

FONTE   CANAL RURAL

 

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Economia

Só 25% das empresas sobrevivem por mais de 10 anos no Brasil

Reporter Plural

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Ilustração Google

Levantamento do IBGE aponta para a manutenção da tendência iniciada em 2014 de mais falências do que abertura de novas companhias

Brasil fechou 2018 com 4,4 milhões de empresas ativas

Brasil fechou 2018 com 4,4 milhões de empresas ativas

Kamil Krzaczynski/ Reuters – 24.06.2019

Apenas 25,3% das 612.954 empresas fundadas no Brasil em 2008 sobreviveram aos primeiros 10 anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As informações apontam ainda que, entre as companhias nascidas em 2008, 81,5% se mantiveram ativas após o primeiro ano de atividade e menos da metade (47,5%) sobreviveram por cinco anos.

Entre os Estados, a taxa de sobrevivência das companhias após o quinto ano variou de 34,2%, no Amazonas, a 52,8%, em Santa Catarina. Já no 10º ano, apenas 16,4% das empresas permaneceram ativas no Amazonas, enquanto 32,1% sobreviveram em Santa Catarina.

O estudo Demografia das Empresas e Empreendedorismo aponta para a manutenção da tendência de mais falências do que abertura de novas companhias. Somente em 2018, a diferença entre as entradas e saídas do mercado foi de 65,9 mil empresas, com 697,1 mil novas entidades e 762,9 mil falências.

“A taxa de entrada foi superior à de saída no período de 2008 a 2013; a partir de 2014, porém, houve uma inversão, com a taxa de saída superando a de entrada”, afirma o IBGE, que vê uma “mudança na dinâmica empresarial brasileira” nos 10 anos finalizados em 2018.

Na comparação com 2017, houve uma queda de 1,5% no número de empresas ativas, enquanto o pessoal ocupado assalariado cresceu 1,3%, para 419,8 mil.

Com as variações, o Brasil fechou 2018 com 4,4 milhões de empresas ativas que ocupavam 38,7 milhões de pessoas, sendo 32,3 milhões (83,5%) como assalariadas e 6,4 milhões (16,5%) na condição de sócios ou proprietários.

 

 

FONTE  R7

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