Acesse aqui
Rádio Web Portal Plural
Futebol brasileiro tenta salvar 156 mil empregos durante pandemia – Portal Plural
Connect with us

Esportes

Futebol brasileiro tenta salvar 156 mil empregos durante pandemia

Pesquisa feita pela empresa Ernst & Young mostra que o esporte em 2018 teve impacto de 0,72% no PIB nacional

Pável Bauken

Publicado

em

Cuidador do gramado do CT do Fortaleza, Francisco Almeida, de 37 anos, sustenta três pessoas com o salário | Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação / CP memória


Os cuidadores de gramado Francisco Almeida, funcionário do Fortaleza, e Reinaldo Gomes, do Bahia, ficaram preocupados quando a pandemia do novo coronavírus paralisou o futebol brasileiro e forçou os clubes a diminuírem despesas. Juntos, os dois sustentam oito pessoas e compõem uma parcela numerosa do mercado de trabalho. Se a modalidade parece se resumir a jogadores, técnicos e altos salários, na verdade se trata de um segmento que emprega 156 mil pessoas no País, segundo estudo publicado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A pesquisa divulgada no ano passado e feita pela empresa Ernst & Young mostra que o futebol brasileiro em 2018 teve impacto de 0,72% no PIB nacional, ao movimentar R$ 52,9 bilhões. Embora existam salários milionários no meio, a modalidade conta com uma turma bem mais humilde. Para cada jogador empregado, há uma série de outros trabalhadores que também dependem do funcionamento dos times para garantir o sustento das famílias.

Enquanto negociam com os elencos para reduzir salários e evitar prejuízos durante a pandemia, os clubes demonstram preocupação justamente com funcionários mais humildes. Quem trabalha nos times profissionais seja na jardinagem, lavanderia, cozinha ou limpeza, têm recebido atenção especial para não ter os empregos colocados em risco em uma época de queda brusca de receitas com bilheteria, cotas de televisão e patrocínios.

“Como um grupo de funcionários classificados como mais humildes temia pela descontinuidade de seus empregos com a parada involuntária das suas atividades e das competições, resolvemos blindar e proteger em especial esses colaboradores”, disse ao Estado o diretor administrativo do Fortaleza, Gildo Ferreira. O clube vai reduzir os salários do elenco em até 25% durante a pandemia. O Atlético-MG teve atitude parecida, ao diminuir 25% dos salários de todos, exceto de quem ganha até R$ 5 mil.

O Fortaleza criou um programa chamado Rede de Proteção ao Funcionário e se propôs a ajudar os empregados que têm salários mais baixos. “O saldo de estoque de produtos alimentícios do clube que não seriam utilizados com a parada do futebol foi transformado em cestas para serem distribuídas com nossos colaboradores, para evitar desperdício”, explicou Ferreira.

Sem pânico

Por isso o cuidador do gramado do CT do Fortaleza, Francisco Almeida, de 37 anos, ficou mais tranquilo quando soube que o elenco do clube aceitou receber menos. Funcionário do clube há 19 anos, ele sustenta três pessoas com o salário. “A partir do momento em que o elenco se coloca nessa posição de reduzir o deles para preservar os funcionários, mostra também que o clube não é só o jogo em si, mas também uma equipe que faz tudo isso acontecer. É imensa gratidão por essa atitude”, disse.

Colega de profissão dele, Reinaldo Gomes trabalha no Bahia há 20 anos e até foi homenageado na inauguração do CT da equipe, em janeiro deste ano. “É ruim ficar parado porque não tem mais jogo. Gosto de participar do futebol e de arrumar o gramado para o time. Mas o importante é manter o emprego mesmo nessa época, porque cinco pessoas da minha família dependem de mim”, disse.

Segundo o estudo da CBF, os funcionários de clubes de futebol representam 33% dos 156 mil empregos gerados pela modalidade no Brasil. A maior parcela da força de trabalho, 55% do total, atua em estádios em dias de jogos, principalmente na venda de alimentos e bebidas. Esse contingente aguarda o calendário ser retomado para poder voltar a trabalhar.

“O futebol, eu costumo falar que é a maior empresa do mundo, porque tem em todos os países e tem milhares de pessoas que vivem dele”, brincou o supervisor de futebol do Atlético-GO, Junior Murtosa.

Há 15 anos no clube, ele coordena uma equipe de mais de 130 funcionários. “Para um time entrar em campo, precisa desde a comida ser preparada, do uniforme estar lavado até a manutenção do hotel do time estar bem-feita”, completou.

Correio do Povo

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esportes

Guga diz que filhos já disputam campeonatos infantis: ‘Sempre vou incentivar’

Pável Bauken

Publicado

em



Desde que se aposentou das quadras, em 2008, Gustavo Kuerten vem se dedicando à formação de talentos no tênis brasileiro. O tricampeão de Roland Garros dá sua contribuição para o desenvolvimento de novos atletas por meio da Escola Guga, do Time Guga e do Instituto Guga Kuerten, atendendo a milhares de crianças e adolescentes. Mas o futuro do tênis brasileiro pode estar em sua própria casa, se depender do ex-número 1 do mundo.

Os dois filhos do ex-atleta catarinense, Luiz Felipe, de sete anos, e Maria Augusta, de oito, já estão se acostumando com as raquetes e as bolinhas. E o pai orgulhoso não nega que incentiva as práticas. Até leva a dupla para torneios de iniciantes.

“Eles estão se encantando com o tênis, gostam bastante. O menino brinca um pouquinho e fui nos campeonatinhos para já iniciar esse lado de viajar, de estar com os amigos. Um pouquinho da competição. A menina é mais dedicada ao piano. Mas também curte bastante o tênis. É uma alegria poder ver isso”, diz Guga, em entrevista coletiva para relembrar o título da Masters Cup, em Lisboa, em 2000 – o troféu garantiu ao brasileiro o topo do ranking.

Duas décadas após este feito, que envolveu vitórias sobre Pete Sampras e Andre Agassi, Guga vive novo papel no tênis. Ele tenta equilibrar seu trabalho de ex-atleta, com sua escola e o instituto, com as funções de pai.

“No começo, tinha aquela dúvida: como é que eu me relaciono com eles? Eu sou o Guga da Escola, do tênis, da carreira, ou o Guga pai? Meu Deus do céu!”, comenta, entre risos. “Aos pouquinhos, fui aprendendo a lidar com esta dinâmica. E a convivência com os filhos é bem isso, um aprendizado diário e sempre tentando fazer o melhor possível.”

Curiosamente, as crianças costumam jogar no Lagoa Iate Clube (LIC), local onde o próprio Guga treinou na infância, em Florianópolis. “Eu vim do LIC agora, deixei o meu pequeno lá. Eu, com aquela idade, e o Larri (Passos) íamos várias vezes ao LIC. Iniciei naquelas quadras do clube, arrastando a raquete para lá e para cá”, recorda.

Guga diz que, por enquanto, o tênis é uma mistura de diversão com aprendizado para Luiz Felipe e Maria Augusta. “No fim de semana, fui com a minha filha num campeonatinho. A bola da outra menina pegou na linha e ela ficou ali torcendo para ir para fora .. poxa, mas a bola foi boa. E foi difícil para ela aceitar na hora algo que não é o que a gente quer. E isso o esporte também traz para você”, afirma o tricampeão de Roland Garros.

O catarinense evita pensar no futuro, mas admite que ficaria feliz se um deles tentasse seguir carreira no esporte. “Tomara que eles continuem gostando, competindo ou não. Estando perto das quadras, para mim é sempre um privilégio e uma satisfação enorme. Com os meus filhos, se eles quiserem, eu vou incentivar ”

Estadão

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Esportes

Adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio terá custo adicional de R$ 13,2 bilhões

Pável Bauken

Publicado

em



Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus, custarão pelo menos mais US$ 2,4 bilhões (R$ 13,2 bilhões na cotação atual). Esse é o valor divulgado nesta sexta-feira pelo Comitê Organizador Local (COL), que se reuniu com autoridades do governo do Japão e da região metropolitana de Tóquio.

O custo extra é explicado pelos gastos gerados pelo adiamento do evento olímpico (R$ 8,46 bilhões) e pelo investimento necessário para garantir todas as medidas de saúde exigidas (R$ 4,75 bilhões). E o custo final dos Jogos Olímpicos pode ser ainda maior, segundo os organizadores, que preveem um orçamento adicional de reserva de R$ 1,34 bilhão.

Essas despesas a mais no orçamento chegam em um momento em que os organizadores dos Jogos e as autoridades japonesas começam a criar um entusiasmo para a realização da primeira Olimpíada adiada no pós-guerra, insistindo que este evento pode acontecer no próximo ano, mesmo se a pandemia da covid-19 não estiver sob controle.

Mas o aumento das despesas pode piorar a opinião pública no Japão, onde sondagens realizadas há poucas semanas mostraram que uma maioria da população é a favor de um novo adiamento ou do cancelamento dos Jogos.

De acordo com o Comitê Organizador, os custos adicionais dos Jogos serão divididos entre o governo japonês, a cidade de Tóquio e o próprio COL. “As despesas a mais foram calculadas de acordo com a promessa de divisão de papéis (da preparação da Olimpíada) de 2017”, afirmou Toshiro Muto, CEO do Comitê Organizador, em entrevista coletiva após a reunião desta sexta-feira.

Estadão

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Esportes

Ainda sem mudanças no formato, Fifa confirma Mundial de Clubes para 2021

Pável Bauken

Publicado

em



Ainda sem apresentar mudanças no formato, a Fifa confirmou nesta sexta-feira a realização do Mundial de Clubes em 2021. O torneio continuará com sete equipes, que competirão em dezembro do próximo ano, no Japão. O anúncio surpreendeu porque a entidade máxima do futebol mundial tinha a meta de lançar um novo e ampliado formato para o Mundial a partir de 2021.

O plano inicial da Fifa era realizar neste ano a última edição do torneio no formato atual, com sete equipes, sendo seis campeões continentais mais um time representante do país-sede do Mundial. A edição de 2020 foi adiada para fevereiro, no Catar, em razão da pandemia do novo coronavírus.

O atual formato vem perdendo atratividade a cada ano por conta do baixo nível técnico e da previsibilidade dos resultados. Os clubes europeus venceram as últimas sete edições e levaram a melhor em 12 dos últimos 13 campeonatos – somente o Corinthians quebrou esta série, em 2012.

A Fifa, então, passou a elaborar um novo formato, que vinha sendo planejado para 2021. O novo Mundial teria 24 clubes, com ao menos oito equipes europeias e seis sul-americanas. A ideia inicial era realizar a primeira edição da competição em junho de 2021, na China. A pandemia, contudo, acabou com os planos da entidade.

A covid-19 forçou o adiamento da Copa América e da Eurocopa para o meio do ano que vem, justamente o período em que a Fifa pretendia fazer o novo Mundial. O presidente Gianni Infantino, contudo, garante que o plano segue de pé, embora sem nova data para acontecer. “O novo Mundial segue na agenda. Nós só ainda não decidimos quando será realizado”, afirmou o principal dirigente da Fifa, após reunião do Conselho da entidade, nesta sexta.

A pandemia e os consequentes adiamentos de competições internacionais podem forçar a Fifa a adiar o novo Mundial para 2025. Isso porque o ano de 2022 terá a Copa do Mundo no Catar, entre novembro e dezembro, o que vai congestionar o calendário daquele ano. Em 2023, a China, futura sede do Mundial de Clubes, vai receber a Copa da Ásia na mesma época. E ano de 2024 terá novas edições da Copa América e da Eurocopa.

Estadão

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

© 2020 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×