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Funcionária inventou ataque em escola de SC, diz PM

A funcionária de uma escola de Massaranduba, no Norte de SC, inventou a história de que teria sido atacada com um canivete durante uma tentativa de furto ao colégio na última segunda-feira (17), segundo a Polícia Militar. A PM afirmou que a mulher de 52 anos confessou durante o depoimento que mentiu sobre a invasão à unidade e ainda se cortou para dar mais veracidade a história.

Toda a confusão aconteceu por volta das 19h40, quando a Polícia Militar recebeu a denúncia do suposto ataque. Um homem armado com faca teria invadido o colégio no Centro da cidade para furtar uma bicicleta e teria esfaqueado a funcionária. A mulher foi encontrada com cortes superficiais na perna e no abdômen. Posteriormente, a PM informou que os ferimentos haviam sido causados por um canivete.

Os policiais fizeram buscas no local e, como não encontraram ninguém, entenderam que o suposto criminoso teria fugido pelos fundos do colégio. No entanto, as câmeras de segurança não flagraram a invasão ou qualquer ataque à funcionária. Durante o depoimento, os policiais também notaram incoerências no relato da mulher.

– No depoimento, a funcionária confessou que havia inventado toda a história, que nada o que tinha relatado anteriormente havia acontecido de verdade e que ainda teria se autolesionado para dar mais veracidade à sua invenção fantasioso – descreve o relatório da PM.

Segundo a PM, a mulher ainda tentou justificar a mentira como uma tentativa de pedir mais segurança nas escolas do município. A PM relata que ela contou ter ficado muito assustada e abalada emocionalmente com o crime registrado em Saudades neste mês, quando um jovem invadiu uma creche e matou cinco pessoas. A mulher e a filha trabalham em escolas de Massaranduba.

De acordo com a PM, a mulher usa medicamentos para ansiedade e já havia passado por acompanhamento psicológico anteriormente. A Polícia Militar informou que a funcionária responderá por falsa comunicação de crime. Ela foi levada para a Delegacia de Polícia.

Segundo o delegado Leandro Lopes de Almeida, o inquérito agora vai aprofundar as investigações, com o relato de testemunhas e apuração de outras provas. Durante a madrugada, a prioridade da Polícia Civil foi buscar um esclarecimento preliminar sobre o crime.

– Foi esclarecer e ter certeza de que o fato não ocorreu e conseguimos entender esse cenário – garante Lopes.

“Forjar uma ocorrência nunca vai resultar em algo benéfico”, diz comandante da PM

O comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Valdeci Oliveira da Silva, alerta a população de que inventar uma ocorrência e mobilizar todas as forças de segurança, como aconteceu na noite da última segunda-feira, é crime previsto no Código Penal e pode resultar em detenção de até seis meses, além de multa.

Ele ainda ressalta que o 14º BPM mantém uma rede de segurança escolar, com rondas específicas e visitas em escolas de toda a região atendida pelo Batalhão. Valdeci explica que a falsa comunicação de um crime nunca será o melhor caminho para alertar as forças de segurança do Estado.

– Embora alguns tenham essa preocupação pelo que aconteceu em Saudades, a ação de forjar uma ocorrência para tentar mais segurança nunca vai resultar em algo benéfico. O máximo que vai conseguir é trazer um transtorno para a Polícia Militar e a sociedade – garante.

O tenente-coronel ainda destaca que não se pode desacreditar de denúncias ou suspeitas de crimes apenas por causa de um caso isolado de falsa comunicação. Segundo ele, foi importante que os policiais descobriram rapidamente sobre a mentira na última segunda-feira para que a situação sirva como um aprendizado.

 

 

Fonte: NSC Total

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