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Economia

Focus: economistas projetam inflação em 4,21% em 2020, maior patamar para o ano

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Dinheiro, cartões de crédito e cheque Foto: Marcos Santos/USP Imagens (04.07.2013)


 

Os economistas do mercado financeiro elevaram as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do país, para 4,21%, ante 3,54% esperados na semana anterior. Trata-se do maior percentual estimado para o IPCA do ano. Para se ter ideia, a expectativa em 6 de janeiro era de 4,13%.

 

 

Os números são do Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (7). O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

Com a nova previsão, o valor superou o centro da meta de 4% com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual, ou seja, podendo variar de 2,50% a 5,50%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e, para persegui-la, o BC eleva ou reduz a taxa de juros básica, a Selic, atualmente na mínima histórica, a 2% ao ano.

Como consequência da recessão econômica e dos demais impactos da pandemia de Covid-19 na economia, a projeção do mercado financeiro para a inflação despencou desde março. Em seu menor patamar, atingido em junho, a expectativa chegou a ser de 1,52%, valor bem abaixo do piso da meta.

No entanto, com o início da retomada econômica e a alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis, que devem registrar forte alta em novembro novamente, de acordo com a sinalização da prévia da inflação, o IPCA-15, que avançou alta de 0,81%.

 

Desempenho econômico

Com leve variação, as projeções do mercado financeiro para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) seguem no patamar de queda de cerca de 4%. Nesta semana, a previsão passou para 4,40%, ante 4,50% na semana passada.

A previsão de recessão econômica este ano reflete os impactos da pandemia da Covid-19, na economia nacional e mundial, que também caminha para uma retração.

No entanto, nos últimos meses a expectativa do mercado tem ficado menos pessimista em relação a queda da economia. No entanto, após uma decepção do mercado com o resultado do PIB no terceiro trimestre, que subiu 7,7%, o mercado tem melhorado À previsão de forma cautelosa, com variações leves a cada semana. Há um mês, a projeção era de queda de 4,80%.

Com a revisão, a projeção do mercado é melhor do que a previsão oficial da equipe econômica, que espera queda de 4,5%.

Apesar de terem melhorado suas expectativas, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), ainda veem retração de 5,4% e 5,8% na economia brasileira. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que a recessão da economia brasileira seja de 6,5%.

 

 

CNN

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Economia

Proibição do corte de energia elétrica por inadimplência é prorrogada para consumidores de baixa renda

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A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu, nesta terça-feira (15), que vai prorrogar por mais três meses a proibição do corte de luz por inadimplência para os consumidores de baixa renda em todo o País.

 

A informação foi divulgada pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone, durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para tratar da crise hídrica.

Em março, a Aneel havia decidido suspender o corte de energia por inadimplência para essa faixa de consumidores até 30 de junho. Com a prorrogação, a proibição valerá até o fim de setembro.

A medida não isenta os consumidores do pagamento pelo serviço de energia elétrica, mas tem como objetivo garantir a continuidade do fornecimento para os que, em razão da pandemia de coronavírus, não têm condições de pagar a sua conta.

A iniciativa, segundo a Aneel, deve beneficiar aproximadamente 12 milhões de famílias que estão inscritas no Cadastro Único, com renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa. Também terão direito ao benefício famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento, com renda de até três salários mínimos e com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada.

“Essas ações vêm permitindo resguardar o consumidor de energia elétrica mais carente, sem que haja o comprometimento econômico e financeiro das concessionárias dos serviços de distribuição”, disse Pepitone.

 

FONTE: O SUL

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Economia

Caixa antecipa pagamento de terceira parcela do auxílio emergencial

Novo calendário começa nesta sexta-feira, para nascidos em janeiro

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal anunciou que vai antecipar os pagamentos da terceira parcela do auxílio emergencial. O novo calendário tem início no dia 18 de junho, com os depósitos para os nascidos em janeiro, e vai até o dia 19 de julho para os nascidos em dezembro.

Antes, os pagamentos seriam feitos até o dia 12 de agosto. De acordo com a Caixa, para os beneficiários do Bolsa Família, nada muda. Eles continuam a receber o auxílio emergencial 2021 da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular.

Em maio, a Caixa já havia antecipado o pagamento da segunda parcela em cerca de duas semanas.

A Caixa disse ainda que quem recebe o auxílio por meio da conta digital, poderá movimentá-los pelo aplicativo Caixa Tem e na Rede Lotérica. O benefício também poderá ser sacado por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

ebc

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Economia

Gás de cozinha já subiu quase cinco vezes mais que a inflação em um ano

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Foto: Pedro Ventura/Ag Brasília/Fotos Públicas

O gás de cozinha já subiu quase cinco vezes mais que a inflação em um ano e terá um novo aumento de 5.9% nesta segunda-feira (13). Os consumidores, que estão consumindo mais gás por ficarem mais em casa devido à pandemia, já notaram que está mais pesado no bolso.

“Eu paguei há três meses R$ 89, há um mês por volta de R$ 93 e agora R$ 99”, diz a contadora Claudia Collaro. A comerciante Luciana Rodrigues, dona de uma lanchonete especializada em frango, também percebeu a diferença. “Em janeiro do ano passado eu pagava R$ 220 em um botijão de 45 kg, hoje ele está R$ 400”.

Nos últimos 12 meses, o gás de cozinha teve alta foi de 17,25%. O indicador de inflação do Instituto Brasileiro de Economia, foi de 3,5% nesse período. “O gás que você usa para cozinhar em casa depende da cotação do dólar e do valor do petróleo no mundo inteiro”, explica o economista Alberto Alzental à CNN.

A falta de infraestrutura e a desconfiança do mercado internacional fizeram o Real desvalorizar. Cabe ao país encontrar outras formas para que o gás não falte na casa dos mais pobres. “Quando você trabalha com produtos comercializados no mundo inteiro, está sujeito aos preços mundiais, não tem como escapar. Uma maneira de se proteger tendo instituições mais fortes, eficientes, resolvendo os problemas internos e evitando ter uma moeda nacional tão desvalorizada”, diz Alzental.

CNN Brasil

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