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Economia

FGV: confiança da indústria cai 3,5 pontos em janeiro ante dezembro, diz prévia

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Divulgação/Agência Brasil


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de janeiro teve um recuo de 3,5 pontos em relação ao resultado fechado de dezembro, para 111,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Caso se confirme, o índice terá a primeira queda desde abril de 2020.

Houve redução da satisfação em relação ao momento presente, mas também piora das expectativas sobre os próximos meses, apontou a FGV. O Índice de Situação Atual caiu 3,2 pontos, para 116,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas encolheu 3,6 pontos, para 106,0 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria indicou uma elevação de 0,6 ponto porcentual em relação ao patamar de dezembro, passando de 79,3% para 79,9% em janeiro.

A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria abrange a consulta a 793 empresas entre os dias 1º e 18 de janeiro. O resultado final da pesquisa será divulgado no próximo dia 28.

Estadão

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Economia

Eduardo Leite nega retomada de eventos no RS ainda nesta semana

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Após a inauguração de oito novas linhas aéreas para o interior do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira, o governador Eduardo Leite negou que exista perspectiva de retomada de eventos ainda nesta semana. De acordo com ele, o governo gaúcho estuda atualmente o planejamento para dar os primeiros passos, na prática, só a partir do próximo mês.

“Eu acho que houve um erro de leitura, de colocações na semana passada, como se houvesse uma tratativa para retomar eventos a partir dessa semana. Não, a partir dessa semana nós começamos a discutir mais fortemente como que se dará a retomada de eventos e de que forma a gente faz isso com responsabilidade”, disse em entrevista à imprensa.

 

O início da retomada dos eventos, acrescenta, seria a partir de setembro. “Mas sempre com responsabilidade, analisando tecnicamente os dados, os indicadores, a preocupação com as variantes, os seus efeitos, analisando o que está acontecendo no mundo como sempre fizemos até aqui”, destacou. Leite disse ainda que a abertura terá que ser “de forma gradual e responsável”.

O governador gaúcho reforçou ainda que trabalha com a perspectiva de que toda a população gaúcha adulta do Estado esteja atendida com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 até o início de setembro.

Fonte: Radio Cidade SA.

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Economia

Com contenção nos gastos e maior arrecadação, Estado acumula superávit de R$ 2,8 bilhões até junho

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Por mais um bimestre, o Estado segue melhorando os indicadores das contas públicas, superando, gradativamente, desajustes históricos nas finanças do Rio Grande do Sul. Até junho, foi contabilizado superávit orçamentário de R$ 2,8 bilhões, como resultado das medidas de contenção de gastos, reformas e melhoria da arrecadação, impulsionada pelo crescimento econômico e pelas medidas do Programa Receita 2030 destinadas à modernização da administração tributária.

Os dados do terceiro bimestre de 2021 foram publicados na sexta-feira (30/7) no Diário Oficial do Estado (DOE) com o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). O documento é elaborado pela Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage) a cada dois meses.

“É um resultado a ser saudado pelo esforço de todo o governo, Poderes, deputados e servidores. Após um período de extrema dificuldade e ainda marcado por muita incerteza, a gestão pública dá um exemplo de superação, graças, também, à atividade privada que colabora com a geração de recursos num período tão difícil para os empreendedores”, avalia o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso.

A Receita Total do Estado (já excluídos os repasses aos municípios) atingiu R$ 33,2 bilhões no encerramento no primeiro semestre de 2021, contra R$ 28,6 bilhões do primeiro semestre de 2020, um crescimento nominal de 16,4%. Principal receita estadual, o ICMS acumulou cerca de R$ 21 bilhões brutos, com um crescimento nominal de 27,9% em relação a 2020, cifra influenciada por conta dos expressivos impactos que ocorreram no início da pandemia de abril a junho de 2020.

Enquanto o IPVA segue acumulando crescimento idêntico à inflação, o ITCD foi outro imposto com grande aumento em relação a 2020, superior a 80%. Ressalte-se que, tanto no ICMS como no ITCD, a arrecadação de 2021 apresenta grande crescimento também sobre 2019, fruto não somente da movimentação econômica, como da reformulação da atuação da Receita Estadual.

Nos seis primeiros meses de 2021, a Despesa Total foi de R$ 30,5 bilhões, contra R$ 30,3 bilhões em 2020. As despesas com pessoal e encargos efetivas (excluídos os repasses intraorçamentários, isto é, no âmbito do próprio governo) tiveram redução de R$ 144 milhões em relação ao ano passado, denotando mais uma vez a mudança na trajetória dessas despesas, que passaram a decair em termos nominais depois de décadas de crescimento real.

O resultado previdenciário do regime financeiro, embora ainda significativo, foi negativo em R$ 4,8 bilhões no primeiro semestre, portanto bem menor do que os R$ 5,5 negativos de 2020, corroborando uma economia para o Tesouro das reformas previdenciárias. Nos seis primeiros meses do ano, as receitas previdenciárias foram de R$ 3,6 bilhões, enquanto as despesas demandaram R$ 8,4 bilhões. “Esses dados refletem a gravidade da situação previdenciária do Estado. Não fossem as reformas para os servidores civis e, mais recentemente, dos militares, não seria possível reverter essa curva”, reforça o secretário.

As outras despesas correntes aumentaram em R$ 288 milhões por conta do crescimento de R$ 346 milhões nos gastos da Função Saúde. Os investimentos totalizaram R$ 129 milhões, acima dos R$ 102 milhões de 2020.

Outro indicador importante da melhoria da situação fiscal é o resultado primário, que teve superávit de R$ 3,8 bilhões, contra R$ 2,8 milhões de superávit apurado no primeiro semestre de 2020, utilizando-se a metodologia utilizada desde 2018 (regime de caixa e sem operações intraorçamentárias). O Resultado Primário descola-se do Resultado Orçamentário, uma vez que são expurgadas receitas e despesas de natureza financeira. No caso do Rio Grande do Sul, a grande alteração é a exclusão de parte das despesas de dívida, o que resulta em economia primária.

A Receita Corrente Líquida (RCL) passou de R$ 39,7 bilhões para R$ 48,2 bilhões, um crescimento de 21,5%. Diferentemente dos demais indicadores, que são apresentados acumuladamente de janeiro a junho de 2021, a RCL compreende os últimos 12 meses (de julho/2020 até junho/2021). Dessa forma, o acréscimo de R$ 8,5 bilhões contempla basicamente três efeitos.

Primeiro, os efeitos da retomada da economia expressa nas altas taxas de crescimento do ICMS desde setembro de 2020. Segundo, tal período de 12 meses inclui parte dos cerca de R$ 2 bilhões em repasses federais recebidos no ano passado para reposição de perdas ocorridas no ICMS entre março e junho de 2020, pois foram repassados meses depois do período de queda. Por fim, houve uma mudança na contabilização de despesas de pessoal, com incremento de R$ 1,4 bilhão na RCL em decorrência da inclusão do IRRF descontado dos servidores, que não era computado na RCL (nem no indicador de despesas de pessoal) até dezembro de 2020. Tal alteração de critério foi decorrente da recente alteração da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ocasionada pela Lei Complementar (LC) 178/2021.

Primeiros efeitos das privatizações

Como decorrência das privatizações, já começam a aparecer nos balanços contábeis alguns efeitos a serem destacados. No semestre, houve aumento das inversões financeiras de R$ 40,5 milhões em 2020 para R$ 571,4 milhões no mesmo período de 2021. Segundo explica Felipe Bittencourt, responsável pela Divisão de Informação e Normatização Contábil da Cage, esse aumento deve-se a uma das operações necessárias ao saneamento patrimonial por conta da desestatização do grupo CEEE, que envolveu a assunção pelo Estado da folha de pagamento de ex-autárquicos da CEEE com contraprestação no recebimento de imóveis e moeda corrente do grupo. Na prática, houve dois registros orçamentários independentes, um do registro da receita de ressarcimento no igual valor do passivo atuarial dos ex-autárquicos (R$ 596,8 milhões) e outro da despesa de R$ 511,6 milhões com aquisição de imóveis (inversão financeira), sendo que a diferença de R$ 85,2 milhões foi recebida em moeda corrente.

Sobre efeitos futuros (não refletidos nos números publicados de junho), segundo explica o secretário Marco Aurelio, no início de julho, houve outra grande operação que envolveu a integralização de ações na CEEE-Par com concomitante quitação do ICMS de R$ 2,78 bilhões até então devidos pela CEEE-D. Um montante de R$ 804 milhões foi transferido aos 497 municípios gaúchos (incluindo a parcela Fundeb).

Além disso, a CEEE-D sob nova administração (Equatorial Energia) voltou a recolher o ICMS regularmente aos cofres públicos, efeitos que serão observados a partir de julho de 2021. Os recursos da venda da CEEE-T, leiloada em bolsa ao valor de R$ 2,67 bilhões, repercutirão nos resultados contábeis à medida que haja a liquidação financeira da operação, prevista em cerca de 90 dias após o leilão.

tabela RREO

Texto: Ascom Sefaz
Edição: Secom

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Economia

Taxa de informalidade no mercado de trabalho sobe para 40%, diz IBGE

Entre 86,7 milhões de pessoas ocupadas, 34,7 milhões eram informais

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

A taxa de informalidade no mercado de trabalho do país subiu para 40% da população ocupada no trimestre finalizado em maio deste ano. O dado, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foi divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, entre os 86,7 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, 34,7 milhões eram trabalhadores sem carteira assinada, pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ e aqueles que trabalham auxiliando a família.

A taxa de informalidade de maio é superior aos 39,6% do trimestre imediatamente anterior (encerrado em fevereiro deste ano) e aos 37,6% do trimestre findo em maio de 2020.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 29,8 milhões de pessoas, uma queda de 4,2% (menos 1,3 milhão de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.

Já os empregados sem carteira assinada no setor privado somaram 9,8 milhões de pessoas, contingente 6,4% maior (mais 586 mil pessoas) ante a igual trimestre de 2020.

Os trabalhadores por conta própria chegaram a 24,4 milhões, 3% acima do frente ao trimestre anterior (mais 720 mil pessoas) e 8,7% superior (mais 2 milhões de pessoas) ao trimestre findo em maio de 2020.

Subutilização

A população subutilizada, isto é, os desempregados, aqueles que trabalham menos do que poderiam e as pessoas que poderiam trabalhar mas não procuram emprego, chegou a 32,9 milhões de pessoas, estável em relação a fevereiro deste ano mas 8,5% superior a maio de 2020 (mais 2,6 milhões de pessoas).

A taxa de subutilização ficou em 29,3% em maio deste ano, estável em relação a fevereiro deste ano e superior aos 27,5% de maio de 2020.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,36 milhões de pessoas) foi recorde da série histórica iniciada em 2012, com altas de 6,8% (mais 469 mil pessoas) ante fevereiro deste ano e de 27,2% (mais 1,6 milhão de pessoas) na comparação com maio de 2020.

EBC

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