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Feminicídios têm queda de 55% no Estado

Assassinatos de mulheres por motivo de gênero caíram de 11, em novembro de 2019, para cinco em igual mês deste ano

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Pelo sétimo mês consecutivo, o Rio Grande do Sul teve menos mulheres assassinadas por motivos de gênero do que em igual período do ano passado. O número de feminicídios em novembro passou de 11, em 2019, para cinco – queda de 55% e o menor total para o intervalo desde 2013, quando houve duas vítimas. É o que mostram os indicadores criminais divulgados nesta quarta-feira (9/12) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O resultado aprofunda a retração acumulada deste que é o mais grave crime de violência contra a mulher. Em 2019, foram 90 feminicídios nos 11 meses a partir de janeiro. Neste ano, a soma reduziu para 72, baixa de 20%, para o menor total no período desde 2014, que teve 67 assassinatos motivados pelo gênero das vítimas.

Gráfico de barras com números de Feminicídios em novembro no RS, entre 2012 e 2020. Mostra queda de 11 casos em 2019 para cinco em 2020, queda de 55%.
Gráfico de barras com número de Feminicídios entre janeiro e novembro no RS. Mostra queda de 90 casos em 2019 para 72 em 2020, redução de 20%.

A sequência de reduções reflete a série de ações adotadas ao longo do ano pelos órgãos vinculados à SSP, além da mobilização integrada de todas as instituições que compõem a rede de proteção e fazem parte do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. O colegiado reúne os esforços dos três Poderes, nove secretarias de Estado e mais 15 instituições do poder público e da sociedade civil no planejamento e execução de políticas voltadas ao respeito e à igualdade para as gaúchas.

A marca “Em frente, Mulher” tem perfis no Facebook e no Instagram: @emfrentemulher
A marca “Em frente, Mulher” tem perfis no Facebook e no Instagram: @emfrentemulher – Foto: Reprodução

No último dia 25, na abertura dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra Mulher, o Comitê deu início a um mutirão de acolhimento itinerante. O evento, que está passando por 16 municípios do grupo de 23 cidades priorizadas pelo RS Seguro, um a cada dia, leva informações sobre a rede de proteção e canais de denúncia, além da oferta de atendimentos e serviços gratuitos.

Também dentro das atividades dos 16 Dias de Ativismo, que se estendem até esta quinta-feira (10/12), Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Comitê Interinstitucional lançou na última sexta-feira (4/12) o nome da campanha integrada de comunicação para divulgar as ações do colegiado. A marca “Em frente, Mulher”, que se desdobra em perfis no Facebook e no Instagram (@emfrentemulher), foi apresentada em live que teve como palestrante principal a ativista Maria da Penha, que dá nome à principal legislação de proteção ao público feminino no país.

Gráfico de barras mostra Ampliação das Patrulhas Maria da Penha, de 46 municípios em 2019 para 108 em 2020, alta de 135%.
Ampliação das Patrulhas Maria da Penha

Ao longo de 2020, conforme a Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam) da Polícia Civil, as 23 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) do Estado já remeteram cerca de 34 mil procedimentos de violência doméstica ao Poder Judiciário e efetuaram mais de 500 prisões de agressores. Pelas Patrulhas Maria da Penha da Brigada Militar, além da ampliação em 135% no número de municípios atendidos – de 46, no início de 2019, para os atuais 108 –, foram realizadas até o final do mês passado 39.654 visitas a mulheres amparadas por medidas protetivas de urgência (MPUs), resultando em 144 prisões de agressores por descumprimento da ordem se manterem afastados.

Além dos feminicídios, os outros quatro indicadores de violência contra a mulher monitorados pela SSP apresentaram queda em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As reduções foram de 9,5% nas ameaças, de 11,9% nas lesões corporais, de 1,3% nos estupros, e de 28,2% nas tentativas de feminicídio.

Na comparação das somas de ocorrências entre janeiro e novembro deste ano com o anterior, houve retrações de 11,8% entre as ameaças, de 9,5% nas lesões corporais e de 3,1% nas tentativas de feminicídio. Nos estupros, apesar da queda no 11º mês, o acumulado ainda mantém alta de 6,3%.

Gráfico de barras com dados de Violência contra mulher em novembro no RS em 2019 e 2020. Queda de 3.075 para 2.783 na ameaça, de 1.885 para 1.661 na lesão corporal, de 156 para 154 no estupro e de 39 para 28 nos feminicídios tentados.
Gráfico de barras com dados de violência contra mulher entre jan e nov no RS de 2019 e 2020. Mostra queda de 34.147 para 30.122 na ameaça, de 18.787 para 16.996 na lesão corporal, de 326 para 316 nos feminicídios tentados e alta de 1.581 a 1.680 em estupr

As autoridades reforçam a importância da conscientização da sociedade em denunciar suspeitas e casos de abuso. O repasse de informações pode salvar vidas, na medida em que possibilita a adoção de medidas preventivas antes que o ciclo de violência se encerre com a morte das vítimas. Sem sair de casa, é possível registrar ocorrência por meio da Delegacia Online e encaminhar denúncias pelo Denúncia Digital 181, no site da SSP, e pelo WhatsApp da Polícia Civil (51 – 98444.0606). Para emergências, não hesite em ligar para o 190 da Brigada Militar.

Homicídios no RS voltam a cair em novembro, com retração de 12,6%

Depois de um mês fora da curva, com alta provocada pelo acirramento pontual de conflito entre grupos criminosos na Região Serra, o Rio Grande do Sul voltou a registrar queda nos homicídios em novembro. Foram 118 vítimas frente 135 no mesmo mês do ano passado, redução de 12,6% para o menor total no período desde 2006, quando houve 109 assassinatos.

Gráfico de barras com dados de Homicídios em novembro no RS entre 2005 e 2020. Mostra queda de 135 em 2019 para 118 em 2020, queda de 12,6%.

A retomada da tendência de queda observada desde o início de 2019 e ao longo de todo este ano reflete a rápida resposta das forças de segurança com foco territorial, possibilitada pelo planejamento do Programa RS Seguro com o monitoramento mensal realizado pela Gestão de Estatística em Segurança (GESeg). Ainda na primeira quinzena de outubro, a partir da identificação de movimento incomum na curva de ocorrências em Caxias do Sul pela GESeg, foram intensificadas as ações de policiamento e levantamentos de inteligência para mapear os envolvidos nas mortes violentas. No dia 14 daquele mês, houve tiroteio durante a interceptação de um conflito entre grupos rivais pelo 4º Batalhão de Polícia de Choque (4º BP Choque) e seis criminosos acabaram mortos. Em 31 de outubro, um bando escondido em uma localidade rural também reagiu à abordagem do 4º BP Choque e quatro criminosos morreram.

A partir de 4 de novembro, a Serra recebeu incremento de pelotão de choque com 60 policiais militares para intensificar o patrulhamento na região, especialmente em Caxias do Sul. Também integraram o reforço um delegado e uma equipe de investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital, que foram à região com dedicação exclusiva para agilizar a elucidação dos assassinatos. A partir dessas ações, Caxias do Sul encerrou novembro em estabilidade, com quatro homicídios, mesmo número de 2019.

Gráfico de barras com dados de Homicídios entre janeiro e novembro no RS entre 2005 e 2020. Mostra queda de 1.637 em 2019 para 1.566 para 2020, redução de 4,3%.

Controlado o cenário pontual da Serra e mantida a tendência no quadro geral, o resultado de queda nos homicídios no RS em novembro contribuiu para ampliar a redução na comparação de acumulados. No ano passado, foram 1.637 vítimas de assassinato nos 11 meses a partir de janeiro. Neste ano, essa soma caiu 4,3%, para 1.566 – é o menor total para o período desde 2007, quando houve 1.519.

O RS Seguro permanece como principal fator da curva descendente de homicídios. Sete dos 23 municípios priorizados pelo programa encerraram novembro com zero assassinatos: Bento Gonçalves, Capão da Canoa, Esteio, Guaíba, Novo Hamburgo, Passo Fundo e Rio Grande. Entre as 10 maiores queda no acumulado, todas ocorreram em cidades que integram o grupo.

Tabela com Ranking 10 maiores quedas de homicídios no RS entre janeiro e novembro. Porto Alegre lidera, com 42 mortes a menos na comparação de 2019 e 2020.

Porto Alegre lidera o ranking com 42 mortes a menos, numa queda acumulada de 14,9% para o menor total em toda a série de contabilização individual do município, a partir de 2010. No mês, o número atual também é o menor desde o início da contagem. Foram 18 vítimas, 10% menos que as 20 registradas em novembro do ano passado.

Gráfico de barras com dados de Homicídios em novembro em Porto Alegre entre 2010 e 2020. Mostra queda de 20 em 2019 para 18 em 2020, redução de 10%.
Gráfico de barras com dados de Homicídios entre janeiro e novembro em Porto Alegre entre 2010 e 2020. Mostra queda de 282 em 2019 para 240 em 2020, redução de 14,9%.

Outro fator que contribuiu para a redução dos homicídios em novembro foi a realização, no dia 9 daquele mês, da Operação Império da Lei II, que transferiu nove líderes de organizações criminosas para penitenciárias federais fora do RS. Além do efeito imediato de desestabilização no comando das quadrilhas, a ação tem o efeito pedagógico ao assegurar que as forças de segurança mantêm monitoramento constante e seguirão atuando para neutralizar o poder de influência dessas lideranças. Em março, a primeira edição da Império da Lei já havia removido para cadeias federais 18 criminosos de alta periculosidade. E o Estado já aguarda autorização da Justiça para novas remoções.

Latrocínios têm queda de 37,5% em novembro

Ainda nos crimes contra a vida, o RS também encerrou novembro com queda nos latrocínios. Foram oito casos em 2019 e cinco neste ano, uma retração de 37,5% para o menor total no mês desde 2011, quando houve quatro registros.

Gráfico de barras com dados de Latrocínios em novembro no RS entre 2002 e 2020. Mostra queda de 8 em 2019 para 5 em 2020, redução de 37,5%.
Gráfico de barras com dados de Latrocínios entre janeiro e novembro no RS entre 2002 e 2020. Mostra alta de 59 em 2019 para 61 em 2020, alta de 3,4%.

Em relação ao acumulado desde janeiro, o Estado soma 61 roubos com morte, dois casos a mais que no mesmo período do ano passado, mas ainda o segundo menor total de 2009, quando houve 57 latrocínios nos 11 meses.

Redução nos roubos de veículo bate recorde pelo terceiro mês consecutivo

Os crimes contra o patrimônio em geral tiveram queda em novembro. O destaque foi o roubo de veículos, que pelo terceiro mês consecutivo bateu o recorde de menor total de ocorrências em um mês desde que a contabilização deste tipo de delito teve início no Estado, em 2002.

Em setembro, pela primeira vez, o número não ultrapassou a marca de 500 casos. Em outubro, o total foi ainda menor: 483. Agora, a redução rompeu a marca das 400 ocorrências, com 370 roubos de veículo em novembro, uma queda de 55,5% em relação aos 832 registros no mesmo mês do ano passado. A marca inédita coloca em evidência o trabalho das forças de segurança, independentemente do contexto da pandemia, pois foi alcançada no momento em que o trânsito nas cidades já havia retornado ao nível de antes da chegada da Covid-19.

Gráfico de linha mostra Série histórica de roubos de veículos de 2002 e 2020 no RS. Marca o pico, em setembro de 2015, com 2.126 casos, e o ponto mais baixo, em novembro de 2020, com 370 casos. Entre um ponto e outro, queda de 82,6%.

No acumulado, com a baixa expressiva de novembro, a retração nos roubos de veículo no Estado foi ampliada. Em 2019, houve 10.297 ocorrências nos 11 meses a partir de janeiro. Neste ano, a soma caiu 28,3%, para 7.385 casos – o menor total para o período em toda a série histórica.

Gráfico de barras com dados de Roubo de veículos em novembro no RS entre 2002 e 2020. Mostra queda de 832 em 2019 para 370 em 2020, redução de 55,5%.
Gráfico de barras com dados de Roubo de veículos entre janeiro e novembro no RS entre 2002 e 2020. Mostra queda de 10.297 em 2019 para 7.385 em 2020, redução de 28,3%.

As diminuições alcançadas estão diretamente ligadas ao foco territorial empregado pelo RS Seguro, para combater os crimes nos municípios em que mais ocorrem. O roubo de veículos, ao lado dos crimes violentos letais intencionais (CVLI) e do roubo a pedestre, compõe o grupo de indicadores fixos monitorados pela GESeg nos 23 municípios priorizados pelo programa.

RS tem apenas uma ocorrência envolvendo banco em novembro

Outro destaque entre os crimes contra o patrimônio foi a redução nos casos envolvendo instituições bancárias no RS. Durante os 30 dias de novembro, em todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul, foi registrada apenas uma ocorrência – o furto de um ar-condicionado de uma agência bancária em Canoas, no dia 2. Com isso, o total de ataques a banco (soma de furtos e roubos) no Estado caiu 50% na comparação com o mesmo mês de 2019, quando houve dois casos. Mais uma vez, o total atual é o menor da série histórica para o intervalo, com dados disponíveis a partir de 2012.

Gráfico de barras com dados de Ataque a banco em novembro no RS entre 2012 e 2020. Mostra queda de 2 em 2019 para 1 em 2020, redução de 50%.
Ataque a banco em novembro no RS
Gráfico de barras com dados de Ataques a banco entre janeiro e novembro no RS entre 2012 e 2020. Mostra queda de 102 em 2019 para 44 em 2020, redução de 56,9%.
Ataques a banco entre janeiro e novembro no RS

Na soma de 11 meses a partir de janeiro, a redução chega a 56,9%. Foram 102 ataques a banco em 2019 contra 44 neste ano, também a menor soma para o período desde o início da contabilização.

A Operação Angico da Brigada Militar é umas das estratégias que têm permitido antecipar o movimento de quadrilhas especializadas em ataques a banco, frustrando planos dos criminosos com táticas de pronta-resposta e cerco policial. A metodologia da Angico está focada em três pilares:  fiscalização ativa para evitar desvios, furtos e roubos de explosivos; mobilizações focadas em prisões de assaltantes e utilização de efetivo especializado com suporte da inteligência.

Além disso, a Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil mantém apurações permanentes para identificação de grupos especializados em delitos contra estabelecimentos bancários, e tem ampliado cada vez mais a troca de informações de inteligência com a Brigada Militar e outras forças de segurança.

Gráfico de barras de crimes patrimoniais em novembro no RS em 2019 e 2020. Queda de 1.060 para 717 no furto de veículo, de 4.897 para 3.667 nos roubos, de 8822 para 7276 nos furtos, de 584 para 426 em ataques comércio e alta de 75 para 77 no roubo a ônibu
Crimes patrimoniais em novembro no RS

Um exemplo da ação integrada se deu na colaboração de instituições gaúchas com a Segurança Pública de Santa Catarina, após o assalto a uma unidade regional do Banco do Brasil no município de Criciúma. Desde o primeiro momento, houve contato ininterrupto entre os órgãos dos dois Estados para articulação nas buscas e, dois dias depois, equipes da BM, da PC gaúcha e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuante no RS conseguiram prender oito suspeitos de envolvimento no roubo.

Gráficos de barras vermelhas para 2019 e amarelas para 2020, com dados de vários Indicadores criminais no RS entre janeiro e novembro.
Indicadores criminais no RS entre janeiro e novembro
Gráficos de barras vermelhas para 2019 e amarelas para 2020, com dados de vários Indicadores criminais em Porto Alegre entre janeiro e novembro.
Indicadores criminais em Porto Alegre entre janeiro e novembro

As tabelas completas estão disponíveis na página de estatísticas no site da SSP (clique aqui). Para facilitar as comparações pelos cidadãos e pela imprensa, a partir deste mês tanto a tabela de 2020 quanto a de 2019 serão atualizadas todos os meses. A medida é um esforço de trabalho do Observatório Estadual da Segurança Pública em ampliar a transparência ativa dos dados.

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51 anos em diante podem vacinar contra Covid em Santa Rosa

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Está previsto para hoje à tarde (11), a chegada de 2.248 novas doses para D1 (Dose Um) em Santa Rosa. Na segunda-feira (14), será ampliada a vacinação. Serão vacinadas pessoas a partir de 51 anos.

A aplicação das doses será feita em todas as Unidades Básicas de Saúde. O atendimento será mediante agendamento prévio por telefone ou presencial. Todos que forem se vacinar precisam levar documento com foto e se possível caderneta de vacinação.

Santa Rosa já aplicou até o momento, 35.044 doses. Do total, 25.311 foram de primeira dose (D1), o que representa 1/3 da população do município e 9.733 de segunda dose (D2).

* Importante: Pessoas que se vacinaram contra a Influenza (GRIPE) precisam aguardar o prazo de 14 dias para poder receber a vacina contra a COVID-19

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GT Saúde reforça necessidade de medidas mais restritivas em Santa Rosa, Ijuí e Passo Fundo

Na segunda (14), haverá rodada com prefeitos das regiões de Cachoeira do Sul, Erechim, Palmeira das Missões e Cruz Alta

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Reuniões conduzidas pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, são realizadas de forma híbrida - Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

Por determinação do governador Eduardo Leite na última reunião do Gabinete de Crise, na quarta-feira (9/6), presidentes de associações regionais, prefeitos e integrantes de comitês técnicos das cidades que fazem parte das regiões Covid de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo foram convocados para reuniões de alinhamento a respeito das medidas de enfrentamento à pandemia dentro do Sistema 3As de Monitoramento.

As reuniões ocorreram nesta sexta-feira (11/6) e foram coordenadas pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, com participação do secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, e pelo coordenador do Gabinete de Crise, Marcelo Alves, além das equipes técnicas do GT Saúde e do GT Protocolos e de integrantes do Ministério Público, além do procurador-geral de Justiça. Na segunda-feira (14/6), haverá mais uma rodada com prefeitos das regiões de Cachoeira do Sul, Erechim, Palmeira das Missões e Cruz Alta.

Isso porque, a partir da análise dos dados monitorados diariamente pelo GT Saúde e pelo GT Protocolos, o Gabinete de Crise concluiu que as medidas adotadas nessas regiões não estão sendo suficientes para frear o contágio. Devido ao agravamento da situação da Covid-19 nas regiões, o governo do Estado decidiu fazer reuniões específicas, com acompanhamento do Ministério Público do Rio Grande do Sul. O procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles, estará presente em todos os encontros – realizadas de forma híbrida.

“Temos de evitar que mais pessoas venham a óbito e que o número de casos siga aumentando. Precisamos melhorar os planos, incrementar as medidas, e precisamos valorizar a técnica, a ciência, o parecer dos grupos técnicos regionais. Temos de incutir na população o sentimento de que os planos são coletivos, que devem ser respeitados em todas as cidades da região, e de que precisamos da participação de todos, com engajamento de todos os prefeitos. Estamos confiantes de que a gestão parceria e compartilhada, e as ações objetivas e operacionais darão resultado”, afirmou Arita.

A primeira reunião foi realizada com as regiões de Santa Rosa e de Ijuí. Em seguida, ainda pela manhã, foi a vez da região de Passo Fundo. O Alerta às regiões de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo foi dado no dia 18 de maio. Desde então, o Gabinete de Crise vem optando, semanalmente, pela manutenção do Alerta. Em 28 de maio e 2 de junho, o Gabinete de Crise inclusive emitiu um reforço de Alerta para Passo Fundo e Santa Rosa, destacando a necessidade de aplicação de ações mais rígidas para frear a contaminação pelo coronavírus. O mesmo reforço de Alerta foi emitido a Ijuí em 28 de maio.

“Essas reuniões não estão ocorrendo gratuitamente. Os dados das regiões estão nos preocupando, e as ações precisam ser ainda mais efetivas. Os técnicos do governo do Estado estão à disposição das regiões para a construção de alternativas de enfrentamento da pandemia”, destacou o secretário Busato.

Em Santa Rosa, o relatório do GT Saúde mostra que a região tem a segunda maior incidência de casos confirmados entre as 21 regiões Covid na última semana, e 63,5% superior à média estadual. O número de óbitos cresceu 23,1% com relação à semana anterior, e a taxa de mortalidade é a 9a maior do Estado. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 98,2%, e a região tem observado a necessidade de enviar pacientes para outras regiões.

Segundo Arita, os planos de Ação precisam de medidas mais consistentes para a redução do contágio de coronavírus. “Não pode ser uma carta de boas intenções, precisa ser um plano de ações concretas”, detalhou, colocando a Secretaria da Saúde à disposição dos prefeitos para auxiliar na adequação dos planos.

Em Ijuí, houve um aumento de 14,1% de casos confirmados. A região tem a 6a maior incidência de casos por habitantes entre as 21 regiões. Os óbitos também aumentaram, da última semana para cá, em 4,3%, e a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 95,9%.

“As reuniões servem para reforçar a suma importância de fiscalizar, monitorar, conscientizar e vacinar. A vacina é um alento, mas só a vacina não resolve, e se não freamos o contágio, não teremos leitos suficientes para atender todos que precisarem”, alertou Arita.

Em Passo Fundo, o número de óbitos cresceu 10,3%, e a região tem a terceira mais alta taxa de mortalidade entre as regiões Covid. A incidência de novos casos por 100 mil habitantes cresceu 8,5% com relação à semana anterior, e a região tem a maior incidência de novos casos entre as 21 regiões Covid. Essa incidência é, também, 84% superior à média estadual. Além disso, a taxa de ocupação de leitos de UTI já passou de 100%, indicando esgotamento da capacidade hospitalar.

“Precisamos ser mais restritivos. Os pactos foram firmados, os compromissos foram aceitos, e os índices nessas regiões estão piorando. Nossa orientação é de que precisamos ser mais firmes nesses locais para que a situação melhore. A medida jurídica será tomada em último caso, mas se houver descumprimento dos pactos, será acionada”, lembrou o procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles.

Os boletins regionais e os relatórios do GT Saúde dessas e das demais regiões estão disponíveis no site do Sistema 3As de Monitoramento.

•  Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Santa Rosa.

• Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Ijuí.

• Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Passo Fundo.

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Vida & Saúde recebe doação e gratidão da Família Wallauer

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Um ato de gratidão motivou a doação de duas cadeiras de banho ao Hospital Vida & Saúde. A história começa com a internação do senhor Lotário Wallauer, de 75 anos, em decorrência da COVID-19. Na Unidade Dom Bosco, foram nove dias em leito clínico, até que a evolução do quadro, promoveu a transferência para a UTI. Quinze dias depois a tão esperada alta chegou. No entanto, após uma semana, um sangramento causou uma nova internação na UTI do Hospital Vida & Saúde, onde foram mais seis dias de internação.

Se para os familiares do paciente a espera pela alta é sinônimo de ansiedade, para as filhas de seu Lotário, o fator era ainda mais significativo, já que as duas não residem em Santa Rosa. Ao voltar à terra natal, as filhas puderam acompanhar dentro das possibilidades, a recuperação do pai.

Recuperado, seu Lotário reencontrou as filhas. Gratos pelo tratamento, foi durante um momento familiar, que eles decidiram dar um retorno ao Hospital e promoveram a doação de duas cadeiras de banho para a Instituição. “Não temos como agradecer por tudo que fizeram por nós. Fomos muito bem atendidos sempre, a equipe é maravilhosa”, destaca uma das filhas, Maiana Wallauer.

Mais do que agradecer à Instituição, a família também encontrou uma forma de agradecer aos profissionais que prestaram o atendimento ao senhor Wallauer, enviando bolos para as equipes. “São gestos como este da família Wallauer que nos fortalecem”, destaca o gerente da Unidade Dom Bosco, enfermeiro Paulo Cesar Pich. “Nosso objetivo principal é salvar vidas, e receber este carinho do paciente e da família quando cumprimos o objetivo, nos emociona! É um importante reconhecimento ao trabalho prestado pelos nossos profissionais!”, conclui a diretora geral, Vanderli de Barros.

 

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