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‘Farra no Tesouro’ da PF prende 6 por fraudes no interior de SP

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Ilustração Google


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 20, a Operação Zaram, para investigar crimes de fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados à construção de casas populares em Jales, município no interior do Estado. Sob suspeita estão pagamentos de mais de R$ 9 milhões feitos pela Prefeitura a uma construtora entre 2012 e 2019 durante a construção de um conjunto habitacional na cidade.

Cerca de 40 policiais federais cumprem seis mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Jales, Urânia e Lins. As ordens foram expedidas pela Justiça Estadual de Jales.

“Os presos A.D.P.J., sócio da empresa e morador de Urânia, R.H.P D.P, filho do sócio da empresa e morador de Urânia A.M.M, sócio da empresa, ex-secretário de obras do município e morador de Jales, R.R.J, empresário e ex-vereador, morador de Jales, W.P.F. cunhado do empresário, morador de Jales e Z.P., empresário, morador de Lins foram indiciados pelos crimes de fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, apontou a PF.

Segundo os investigadores, a ofensiva é o terceiro desdobramento da Operação Farra no Tesouro, deflagrada pela PF em 2018. Na ocasião, a tesoureira da Prefeitura de Jales e outras pessoas foram presas por desvios de recursos públicos.

A corporação informou que durante as investigações foi descoberto que um empresário e ex-vereador de Jales estava recebendo os valores destinados ao pagamento da construção de casas populares, mesmo não sendo formalmente sócio da empresa que venceu a licitação.

Os cheques emitidos pela Prefeitura de Jales para pagamento da obra eram descontados pelo empresário, que fazia a distribuição dos valores recebidos mediante depósitos bancários em sua própria conta e nas contas relacionadas a outros investigados, diz a PF.

A obra em Jales foi orçada inicialmente em pouco mais de R$ 6 milhões, mas as investigações mostraram que mais de R$ 9 milhões foram pagos no decorrer da construção.

“Mesmo com este incremento no valor pago pela construção das casas, os moradores do conjunto habitacional fizeram reclamações às autoridades locais relatando vários defeitos estruturais devido à possível má qualidade do material e da mão de obra utilizada aliado ao fato de que as casas teriam sido construídas sobre um terreno onde funcionava um antigo aterro sanitário”, indicou a PF em nota.

A corporação apurou que a empresa vencedora da licitação não tinha sede própria ou veículos registrados em seu nome e contava com apenas três funcionários formalmente registrados, sendo um deles filho de um dos sócios. Os donos da empresa vencedora da licitação também não administravam os recursos financeiros recebidos da Prefeitura Municipal, função que era desempenhada por um empresário estranho ao processo licitatório.

“Mesmo com todas estas características suspeitas a empresa venceu a licitação e, mesmo após a suspensão temporária da obra por irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a licitação não só foi mantida pela administração, como a empresa concluiu o processo de construção das casas com aditivos que superaram a R$ 3 milhões”, apontou a Polícia Federal.

Os investigadores ainda receberam informações indicando que a empresa sob suspeita e o empresário preso nesta terça, 20, podem ter vencido licitações e agido da mesma forma em obras públicas nas cidades de Dirce Reis, Santa Fé do Sul, Mirassol e Cordeirópolis. As informações ainda serão apuradas.

De acordo com a Polícia Federal, a operação foi batizada de ‘Zaram’ em alusão a um personagem de uma ópera inacabada do compositor Mozart. “Na referida obra artística, Zaram é o nome do chefe da guarda que captura os fugitivos para levá-los a julgamento”, apontam os investigadores.

Fonte: Conteúdo Estadão
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Intersindical Santa Rosa promove Natal Sem Fome

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De acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Pessan), em estudo publicado em outubro de 2021, 19,1 milhões de brasileiros passam fome no Brasil. Isso corresponde a quase duas vezes a população inteira do Rio Grande do Sul (11,4 milhões, conforme informação do site Brasil Escola).

Passar fome, de acordo com o critério do estudo citado, significa passar períodos de 24 horas sem ter o que comer (e provavelmente sem saber se vai comer nas próximas 24 horas). Isso é uma verdadeira tragédia humanitária, tão ou mais gravde do que pandemia de coronavírus, porque é plenamente evitável com políticas públicas.

E justamente para contrapor aquele pensamento quase instintivo de que essa crise alimentar é culpa da pandemia, precisamos lembrar que há alguns anos o combate a fome vem sendo enfraquecido no Brasil. Em 2014, quando saímos do Mapa da Fome da ONU, 77% dos brasileiros estavam em situação de segurança alimentar, de acordo com o IBGE. Já entre 2017 e 2018 esse número baixou para 63,3% (IBGE) e ao final de 2020 já estava em apenas 59% (Rede Pessan). Perceberemos que nada disso é por acaso ao considerar que em 2016 foi extindo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, desde lá está havendo redução dos investimentos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Em 2018, ao assumir a presidência, uma das primeiras coisas que Bolsonaro fez foi extinguir o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA). Tudo isso somado à desvalorização do salário mínimo e aumento do desemprego e/ou da precarização do trabalho, resulta na fome que se faz presente cada vez mais nos lares brasileiros.

A extinção do Bolsa Família, ocorrido recentemente, bem como a insuficiência do programa de renda emergencial durante a pandemia são a “cereja do bolo” da fome e da miséria do nosso povo.

Portanto, afirmamos que ações de solidariedade como a que nos engajamos nesse momento não irão resolver o problema da fome de forma definitiva, mas são extremamente necessárias nesse momento emergencial que vivemos. Pedimos encarecidamente a todos os bancários e bancárias que procurem contribuir da forma que puderem para aliviar a fome daqueles que estão ao nosso redor, garantindo o mínimo de dignidade às pessoas pelo menos durante o período do Natal, tão caro para todos os cristãos e cristãs, que são a maioria do povo brasileiro.

As doações serão recebidas em nossa sede (Av. América, 582, centro de Santa Rosa) das 8 às 11:45 e das 13 às 17. Participem!

E sigamos “esperançando” um futuro em que ações como essas não sejam mais necessárias.

Sim. Esperança pra nós, trabalhadores e trabalhadoras, é verbo indicando uma ação, uma atitude, uma luta!

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Três de Maio poderá ter Escola Cívico-Militar

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Programa deve ser implementado no CMEI Caminhos Inovadores

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, e visa melhorar o processo de ensino-aprendizagem nas escolas públicas, se baseando no alto nível dos colégios militares, com um conjunto de ações pedagógicas e administrativas que primam pela busca da disciplina, patriotismo e respeito aos professores.

Com o intuito de qualificar e inovar a Educação, o município de Três de Maio realizou a adesão ao Programa das Escolas Cívico-Militares junto a Secretaria Estadual de Educação, para que o Programa seja implementado no ano de 2022 no Centro Municipal de Educação Integral (CMEI) Caminhos Inovadores, recentemente municipalizado.

Com vistas ao aprofundamento do Projeto, uma equipe do Executivo Municipal esteve participando do 4º Seminário sobre o Programa das Escolas Cívico-Militares, realizado em Santa Maria e em Santa Rosa. No momento, estão sendo realizadas reuniões nas escolas e apresentação da documentação necessária para a implantação do Programa em Três de Maio..

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Rufino e Zamboni indicam criação do Conselho das Associações de Moradores

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Os vereadores Rafael Rufino (MDB) e Maicon Zamboni (PP), encaminharam ao prefeito Anderson Mantei (PP) a Indicação 1711/2021, defendendo a criação do Conselho Municipal das Associações de Moradores de Santa Rosa. A proposta busca garantir maior participação popular nas decisões políticas e ações públicas.

Presente no dia a dia das comunidades, as Associações de Moradores conhecem em profundidade a realidade local e as principais demandas de sua população, podendo auxiliar o governo municipal no planejamento orçamentário, na criação ou na melhoria de políticas públicas e ações governamentais através de olhar diferenciado de sua própria história local.

Segundo os vereadores proponentes, é no bairro, na vila, na comunidade, que a vida acontece, com maior ou menor grau de participação estatal. Por isso, é importante ampliar o diálogo com as lideranças comunitárias na elaboração dos projetos públicos, planos e ações de governo para acertar mais e fazer melhor. A proposta é democrática em sua essência, buscando tratar os conflitos e superar dificuldades de forma compartilhada e responsável.

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