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Famílias gaúchas seguem cautelosas, diz Fecomércio-RS

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de novembro mostra estabilidade ao alcançar 89,8 pontos, leve alta de 0,2% frente ao mês passado e aumento de 9,1% em relação ao mesmo período de 2018, que se justifica por uma baixa base de comparação. Os dados foram divulgados pela Fecomércio-RS nesta terça-feira (26/11). Fora pequenas variações ao longo do ano, desde fevereiro o indicador permanece em torno dos 90 pontos, alcançando o teto de 92,0 pontos em abril. Esta dinâmica mostra que as famílias gaúchas têm percebido com cautela tanto o momento presente quanto o futuro.

O índice que mede a segurança com relação à situação ao emprego variou 1,4% frente ao mês anterior e 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado, registrando 111,4 pontos. A alta ocorre após quatro meses consecutivos de queda no subindicador enquanto em relação a 2018 são doze meses de crescimento.

Com relação à renda atual, foram registrados 97,9 pontos, queda de 2,1% na margem e 4,1% na comparação interanual. Esta é a segunda retração consecutiva e também é a primeira vez em 2019 que o indicador fica no nível pessimista. Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, o comportamento é reflexo da maior presença do trabalho informal com renda irregular, assim como também o atraso dos pagamentos do funcionalismo.

Já o subindicador referente ao nível de consumo atual registrou 93,1 pontos, queda de 3,4% frente a outubro e baixa de 12,6% em comparação a novembro do ano passado. Quando avaliado por nível de renda, é notável uma grande diferença entre as famílias com rendimento mensal superior a 10 salários mínimos e aquelas com ganho inferior. No primeiro grupo, 46,3% relataram estar consumindo mais que no mesmo período de 2018 enquanto o percentual era de apenas 22% no segundo grupo.

A facilidade de acesso ao crédito atingiu 79,1 pontos, avanço de 3,7% na passagem de outubro para novembro e de 38,6% na comparação interanual. Apesar das altas subsequentes, a redução do pessimismo se dá de forma gradual e ainda distante da neutralidade (100 pontos). A diminuição da percepção da dificuldade em conseguir empréstimo acontece de forma paralela à expansão que tem sido verificada no crédito às famílias quando a queda da Selic tem sido repassada para algumas modalidades de crédito. No entanto, o nível do indicador revela que a maior parte das famílias avalia como mais difícil a contratação de empréstimos, uma vez que mesmo com juros mais baixos muitas podem não estar qualificadas para ter acesso.

Com relação ao consumo de bens duráveis, o indicador registrou 60,5 pontos com alta de 14,4% na comparação com novembro de 2018 e baixa de 2,9% em relação ao mês anterior. No entanto, mesmo se mantendo acima do patamar do ano passado, o índice se encontra muito abaixo dos 100 pontos, com 63,8% das famílias considerando ser este um mau momento para aquisição de bens duráveis e sendo o componente que mais afeta negativamente o ICF.

A parte dedicada às expectativas traz avaliações otimistas, mas que ao mesmo tempo refletem um comportamento cauteloso dos entrevistados. O indicador da perspectiva profissional, que vem apresentando trajetória de alta desde novembro do ano passado, alcançou 87,7 pontos, avanço de 45% em relação a 2018 e de 4,5% na passagem do último mês. Contudo, enquanto 36,1% relataram uma crença positiva, 48,3% não acreditam em uma melhora.

Sobre a perspectiva de consumo, o indicador registrou 98,8 pontos, pequena variação de 0,6% frente ao mês anterior e crescimento de 4,9% na comparação interanual. A oscilação em torno dos 100 pontos continua apontando uma postura cautelosa sobre a perspectiva de compras futuras. “Embora o saque antecipado do FGTS tenha representado um fôlego para as famílias e tenha se convertido em consumo, uma retomada mais persistente na perspectiva de compras requer maior nível de confiança e segurança com a economia”, comenta Bohn.

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Itens da ceia de Natal têm diferença de preço de 124,72%

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Levantamento feito pelo Procon de São Paulo com produtos que compõem a ceia de Natal apontou diferença de preço de até 124,72%. A coleta de preços foi realizada nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro nos sites de sete supermercados.
Foram comparados os preços de 63 dos seguintes itens de diferentes marcas: azeites, bombons, lentilhas secas, conservas, farofas prontas, frutas em calda, panetones, chocotones e carne.

Entre os produtos analisados, um azeite de oliva de 500 ml custava R$ 44,90 em um estabelecimento e R$ 19,98 em outro, diferença de R$ 24,92. Um panetone com gotas de chocolate de 400 gramas foi encontrado a R$ 20,78 em um estabelecimento e R$ 14,99 em outro.
Na comparação com o levantamento feito no ano passado, houve aumento de 17,11% no preço médio.
Especialistas do Procon-SP recomendam planejar o cardápio e montar listas dos alimentos e bebidas antes da ida ao supermercado para evitar compras por impulso. Orientam também que o consumidor faça uma comparação entre os preços praticados pelos diferentes estabelecimentos.

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