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Segurança

FaceApp pode abrir porta para abusos com dados dos usuários

Pável Bauken

Publicado

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Nos últimos dias, imagens de pessoas em versões mais velhas delas mesmas viraram a nova febre das redes sociais no país. O responsável por isso foi o aplicativo Faceapp, ferramenta para edição e aplicação de filtros a imagens, como a simulação das faces em idades mais avançadas ou em outros gêneros. Contudo, seu funcionamento e suas normas internas podem abrir espaço para abusos no uso e compartilhamento dos dados de seus usuários.

O FaceApp está disponível nas lojas de aplicativos Play Store (para o sistema operacional Android) e Apple Store (para o sistema operacional iOS). Na loja Play Store no Brasil estava listado em julho como o principal aplicativo na categoria gratuitos. Com nota 4,5 de 5, no momento da publicação desta reportagem, o app chegava perto de 1 milhão de downloads.

O programa é anunciado como uma ferramenta para melhorar fotos e criar simulações por meio de filtros. Nos modelos de edição há possibilidades de mudar cores do cabelo, aplicar maquiagem ou estilos de barba e bigode, entre outros. O sistema de inteligência artificial do app informa que pode encontrar “o melhor estilo para você”.

Política de privacidade

A política de privacidade do app traz informações sobre quais dados são coletados e quais são os usos possíveis. Segundo o documento, são acessados as suas fotos e “outros materiais” quando você posta. Quais outros materiais? O documento não detalha. A empresa adota serviços de análise de dados (analytics) de terceiros para “medir as tendências de consumo do serviço”. O que isso significa? Não fica claro.

“Essas ferramentas coletam informação enviada pelo seu aparelho ou por nosso serviço, incluindo as páginas que você acessa, add-ons e outras informações que nos auxiliam a melhorar o serviço”, diz o documento. São utilizados também mecanismos de rastreamento como cookies, pixels e beacons (que enviam dados sobre a navegação para a empresa e parceiros dela).

As informações “de log” também são enviadas, como quando o indivíduo visita um site ou baixa algo deste. A empresa também insere mecanismos para identificar que tipo de dispositivo você está usando, se um smartphone, tablet ou computador de mesa. Podem ser veiculados anúncios por anunciantes parceiros ou instalados cookies dessas firmas. Por meio dessas tecnologias a sua navegação passa a ser totalmente rastreada. Segundo a empresa, contudo, esse volume de informação é reunido sem que a pessoa seja identificada. “Nós coletamos e usamos essa informação de análise de forma que não pode ser razoavelmente usado para identificar algum usuário particular”, informa o app.

As políticas de privacidade afirmam que a informação não é vendida ou comercializada, mas listam para quem a informação reunida pode ser compartilhada para as empresas do grupo que controla o Faceapp, que também poderão utilizá-las para melhorar os seus serviços. Também terão acesso empresas atuando na oferta do serviços, que segundo o documento, o farão sob “termos de confidencialidade razoáveis”. O que são termos razoáveis? O usuário não tem como saber.

O compartilhamento poderá ser feito para anunciantes parceiros. Se a empresa for vendida, ela poderá repassar as informações aos novos acionistas ou controladores. De acordo com o documento, mudanças nos termos podem ser feitas periodicamente, sem obrigação de aviso aos usuários. Assim, a empresa possui um leque amplo de alternativas de compartilhamento sem que o usuário saiba quem está usando suas informações e para quê.

Riscos

A diretora da organização Coding Rights, Joana Varon, avalia que o uso do app traz uma série de riscos e viola a legislação brasileira ao afirmar que poderá ser regido por leis de outros países, inclusive o Artigo 11º do Marco Civil da Internet (Lei Nº 12.965).

Joana considera a política de privacidade do FaceApp muito permissiva, uma vez que não é possível saber quais dados serão utilizados, como e por quais tipos de empresas.

Entretanto, ela acrescenta que certamente a empresa responsável e seus “parceiros” trabalham os registros reunidos para alimentar sistemas de reconhecimento facial, uma vez que o app gera um poderoso banco de dados, não só de fotos dos usuários como de outras pessoas para as montagens (como de amigos ou de celebridades).

Ela diz que isso resulta em um problema grave, uma vez que as tecnologias de reconhecimento facial têm se mostrado abusivas, como nas aplicações de segurança pública. As preocupações levaram cidades a banir esse tipo de recurso, como San Francisco, nos Estados Unidos, ou São Paulo, que proibiu o uso da tecnologia no metrô.

“As pessoas ficam empolgadas mas no fim tem uma finalidade muito além do que só essa brincadeira, que nem é tão clara. É claro que imagens estão sendo utilizadas para aperfeiçoar o reconhecimento facial, tecnologia que tem se mostrado totalmente nociva. Não é só identificação de pessoas, mas do humor e outras características que não são comuns a outros tipos de dados biométricos, como digital”, explica.

Venda de dados

Para Fábio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, é possível que essas imagens acabem sendo empregadas em usos problemáticos. “Por utilizar inteligência artificial para fazer as modificações a partir do reconhecimento facial, a empresa dona do app pode vender essas fotos para empresas desse tipo, além desses dados facilmente caírem nas mãos dos cibercriminosos e serem utilizados para falsificar nossas identidades”, diz.

Assolini diz que os usuários devem tomar cuidado sobre como disponibilizam suas imagens para reconhecimento facial ou até mesmo publicamente. “Temos que entender essas novas maneiras de autenticação como senhas, já que qualquer sistema de reconhecimento facial disponível a todos pode acabar sendo usado tanto para o bem quanto para o mal”.

Dados expostos

Na opinião do coordenador do grupo de pesquisa Estudos Críticos em Informação, Tecnologia e Organização Social do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Arthur Bezerra, o argumento da parte de muitos usuários de que não haveria problemas no FaceApp, uma vez que os dados das pessoas já estão expostos na internet não procede.

“Embora plataformas como o Google e o Facebook tenha uma enorme gama de dados sobre nós, cada empresa busca formar seu banco de dados. E o FaceApp é desenvolvido por uma empresa russa, então quando você faz o download, você está compartilhando suas informações com uma nova companhia que você não sabe qual é. Se eu dissesse por alguém para me dar a senha do Facebook, a pessoa provavelmente não daria, pois todo mundo tem uma dimensão privada da sua vida”, disse.

Polêmicas

Modas como a do FaceApp já levantaram preocupações antes. Foi o caso do desafio dos 10 anos, que virou febre no Facebook no início do ano e provocou questionamentos pela alimentação de sistemas de reconhecimento facial. No ano passado, o Ministério Público abriu um inquérito para saber se a adoção dessa tecnologia pelo Facebook violava ou não a legislação.

Iniciativas em diversos países – como Estados Unidos, China e Rússsia – vêm sendo criticadas por defensores de direitos dos usuários. Empresas do setor, como a Microsoft, chegaram a pedir publicamente a regulação dessas soluções técnicas. No Brasil, o início da aplicação desses recursos pelo Sistema de Proteção ao Crédito no ano passado também foi acompanhado de receios.

Fonte Correio do Povo
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Plantão 24H

Residência arrombada em Santa Rosa

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Arrombamento, uma mulher com iniciais CTZ, residente na rua Pedro Antunes em Santa Rosa, comunicou na Delegacia de Policia que ao chegar em casa encontrou a janela do quarto arrombada, furtaram uma televisão marca philips , uma caixa de som e 60kg de carne

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Plantão 24H

Com protocolo aprovado, bailes e eventos festivos devem ser liberados no Rio Grande do Sul

Reporter Cidades

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A partir de aprovação de protocolos de saúde, que já foi pré-obtida, os bailes e eventos dançantes devem ser liberados no Rio Grande do Sul até a próxima semana. O anúncio deve ser oficializado pelo Governador Eduardo Leite, em decreto que deve ser publicado ainda nesta semana.

O protocolo foi aceito e não será necessária a realização de um evento teste antes da oficialização da retomada dos eventos festivos. Festas infantis também serão liberadas. Os protocolos foram apresentados mediante ideias de entidades ligadas à musica, representantes de bandas, Associações de Bandas de Bailes do Rio Grande do Sul, representantes de casas noturnas e de espetáculos e demais representantes do setor de eventos, com apoio do Deputado Federal Ernani Polo. Ainda no mês de setembro, o governador havia sinalizado a liberação dos eventos em questão, de forma a evitar festas clandestinas e sem nenhuma norma de prevenção.

A capacidade de público deve ser reduzida entre 30 a 50% da disponibilidade total dos estabelecimentos, além do espaçamento de 1,5m e disponibilização de camarotes e mesas para grupos reduzidos, bem como a higienização de calçados, mãos e aferição de temperatura de todos os presentes, dentre outras medidas que ainda serão avaliadas pelo Comitê do Governo Estadual.

Fonte: NO AR

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Segurança

Polícia investiga maus-tratos a criança de 1 ano internada em hospital de Caxias do Sul

Reporter Plural

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Ilustração Google

Médicos suspeitaram da gravidade dos ferimentos. No dia seguinte à internação, padrasto foi preso em flagrante por agredir a mulher.

A Polícia Civil investiga um caso de maus-tratos a uma criança de 1 ano que está internada em estado grave na UTI do Hospital de Caxias do Sul, na serra gaúcha.

De acordo com a polícia, a menina foi levada para atendimento pela mãe na noite da última quinta-feira (15). Pela gravidade dos ferimentos, os médicos orientaram que fosse feito um registro de ocorrência.

No dia seguinte à internação da criança, na sexta-feira (16), o padrasto da menina foi preso em flagrante por agressão à mulher. Segundo o registro policial, a Brigada Militar foi acionada por volta das 16h. De acordo com a delegada Aline Martinelli, eles tiveram um desentendimento por causa da ocorrência do dia anterior, envolvendo a criança.

Segundo o delegado Caio Márcio Fernandes, a polícia ainda busca esclarecer como aconteceram os ferimentos na criança e aguarda o laudo pericial para esclarecer se as lesões são resultado de agressão ou acidente. O caso foi registrado inicialmente como maus-tratos.

Em depoimento, o homem alegou que as lesões contra a mulher foram recíprocas durante a discussão. Ele pagou fiança de R$ 1,5 mil e responderá ao processo em liberdade.

FONTE G1

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