Exercício físico é fundamental para o manejo da obesidade, mas não pelos motivos que você pensa
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Saúde

Exercício físico é fundamental para o manejo da obesidade, mas não pelos motivos que você pensa

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Foto: New Africa/Adobe Stock

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A obesidade é uma condição de risco em ascensão, caracterizada pelo excesso de gordura corporal, associada a um aumento significativo no risco de diversas doenças, como diabetes e problemas cardiovasculares. Contrariamente ao que muitos pensam, as causas subjacentes da obesidade ainda não são completamente compreendidas pela ciência. Basicamente, o ganho de peso ocorre quando a ingestão de energia supera o gasto, resultando em um estado de superávit energético.

Contudo, essa explicação puramente física apenas descreve a condição necessária para o ganho de peso, sem abordar as complexidades biológicas, psicológicas e sociais que contribuem para o aumento do consumo alimentar e a redução da atividade física. Apesar disso, a visão predominante, tanto entre leigos quanto entre profissionais de saúde, tende a simplificar a obesidade como resultado exclusivo do desequilíbrio entre ingestão e gasto energéticos.

A partir dessa visão simplista, surgem soluções igualmente simplificadas (e frequentemente equivocadas) para o problema: basta, segundo esse raciocínio, reduzir a ingestão de alimentos e aumentar a prática de exercícios físicos. Quando essas medidas não funcionam, a culpa recai frequentemente sobre o paciente, insinuando falta de força de vontade ou autoestima para implementar algo tão “simples” como dieta e exercício. Essa abordagem não só falha em responsabilizar adequadamente o ambiente social e as complexidades individuais, mas também reforça estigmas negativos associados à obesidade.

O problema com o discurso “coma menos, exercite-se mais” é sua eficácia questionável ao longo das décadas, enquanto a prevalência da obesidade continua aumentando. Portanto, é crucial mudar nossa perspectiva sobre como compreendemos e tratamos a obesidade se quisermos efetivamente melhorar a saúde das pessoas afetadas por essa condição.

O Verdadeiro Papel do Exercício na Gestão da Obesidade

O exercício físico não deve ser reduzido ao simples papel de queimador de calorias, como muitos ainda o veem. Surpreendentemente, o exercício é relativamente ineficaz na criação de um déficit calórico significativo e, portanto, contribui apenas minimamente para a perda de peso.

Existem várias razões para essa baixa eficiência do exercício. Uma delas é a demanda de esforço considerável necessária para queimar calorias significativas, o que pode ser particularmente desafiador para pessoas com baixo condicionamento físico ou limitações de tempo, estrutura ou organização para a prática regular de exercícios.

Por exemplo, correr aproximadamente 8 quilômetros é necessário para queimar cerca de 450 calorias – uma tarefa longe de ser simples. Em contrapartida, essa mesma quantidade de calorias pode ser facilmente consumida com apenas 2 ou 3 pedaços de pizza. Além disso, muitas pessoas experimentam um aumento na fome após o exercício, o que pode neutralizar parcialmente o déficit calórico alcançado.

Outro aspecto frequentemente ignorado é o efeito compensatório do exercício no gasto energético basal, que é a quantidade de energia que nosso corpo utiliza para manter funções vitais em repouso. Estudos indicam que aproximadamente 30% das calorias gastas durante o exercício são compensadas pela redução do metabolismo basal, um efeito que pode ser ainda mais pronunciado em pessoas com maior quantidade de gordura corporal, chegando a até 50%.

Além desses desafios, o exercício também pode levar à adaptação metabólica, resultando em uma redução do gasto energético proporcional à perda de peso. Isso explica por que muitas pessoas encontram dificuldades em continuar perdendo peso após um certo ponto, conhecido como efeito platô, e por que é tão comum o reganho de peso após programas de emagrecimento.

No entanto, mesmo que o exercício não seja eficaz na redução direta do peso corporal, ele desempenha um papel crucial na gestão da obesidade. O exercício ajuda a preservar a massa muscular, frequentemente perdida durante perdas significativas de peso, e pode preferencialmente reduzir a gordura visceral – a qual está profundamente associada aos riscos para a saúde cardiovascular e metabólica.

Além disso, o exercício melhora a capacidade aeróbica, reduzindo os riscos de doenças e mortalidade associados à obesidade, e beneficia a ação do hormônio insulina, importante na gestão do diabetes relacionado à obesidade. Indivíduos fisicamente ativos também têm menos probabilidade de reganhar peso perdido.

Em resumo, o exercício físico regular, independentemente da perda de peso, reduz significativamente o risco de complicações associadas à obesidade, melhorando a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Valorizar esses benefícios e manter a consistência na prática de exercícios pode ser muito mais benéfico do que simplesmente contar calorias. Os benefícios do exercício vão além da balança e são fundamentais para um manejo eficaz da obesidade.

Fonte: Estadão

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Saúde

Aumento nas hospitalizações e óbitos por gripe alerta para importância da vacinação no Rio Grande do Sul

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Foto: Cristine Rochol/PMPA
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No primeiro semestre de 2024, o Rio Grande do Sul registrou um aumento nas hospitalizações e mortes causadas pela gripe. Dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES) mostram um aumento de 37% nas internações e de 22% nos óbitos em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esses números servem como um alerta para a população que ainda não se vacinou contra o vírus influenza. É crucial que todos procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para receber a dose anual da vacina, disponível em todos os municípios do Estado para pessoas acima de seis meses de idade.

A gripe é uma das doenças respiratórias mais comuns nesta época do ano. Com a chegada do frio, as pessoas tendem a ficar mais tempo em espaços fechados e com pouca ventilação, o que facilita a transmissão de vírus como o influenza. Portanto, espera-se que os casos e óbitos relacionados à gripe continuem aumentando.

Vacinação

A campanha anual de vacinação contra a gripe influenza começou em março para os grupos prioritários e foi aberta em maio para a população em geral. Até agora, cerca de 2,6 milhões de doses foram aplicadas no Rio Grande do Sul. A cobertura vacinal atingiu 46% entre crianças, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais e indígenas. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% desses grupos.

Os números da vacinação contra a gripe podem ser acompanhados pelo painel do Ministério da Saúde, que permite filtros por município e grupos prioritários.

Perfil dos Casos

Idosos e pessoas com comorbidades têm maior risco de desenvolver quadros graves ao serem infectadas pelo vírus influenza, especialmente se não vacinadas. Entre as hospitalizações, 63% foram de pessoas com alguma comorbidade (como doenças crônicas respiratórias, cardíacas e imunológicas). Em relação aos óbitos, esse grupo representou 88%. Pessoas com 60 anos ou mais constituíram 51% das internações e 78% dos óbitos.

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) emite boletins quinzenais monitorando as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). O relatório mais recente, com dados até o final de junho, indica que o Rio Grande do Sul está entre os estados com tendência de aumento em casos e óbitos, enquanto a maioria dos outros estados mostra estabilidade ou queda.

Os dados da Fiocruz referem-se a todas as SRAG, incluindo, além do vírus influenza, causas como a COVID-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR). No Rio Grande do Sul, até o momento, a gripe representa 16% das hospitalizações e 21% dos óbitos. A COVID-19 é responsável por 15% das internações e 39% dos óbitos, enquanto o VSR corresponde a 23% das hospitalizações e 5% das mortes.

Sintomas e Transmissão

Os sintomas mais comuns das infecções respiratórias incluem febre, tosse, calafrios, dor de garganta, coriza e dor de cabeça. A qualquer sinal de agravamento, é importante procurar atendimento médico.

Além da vacinação, outras medidas preventivas podem ajudar a reduzir a transmissão de vírus respiratórios, que ocorre principalmente por meio de gotículas ao falar, espirrar ou tossir. Manter os ambientes bem ventilados e ter cuidado com pessoas sintomáticas são medidas que ajudam a diminuir a contaminação.

Fonte: Jornal o Sul

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Curiosidades

Pesquisa revela presença de álcool em pães de forma

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Foto: Divulgação
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De acordo com um levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), diversos produtos de marcas populares de pães de forma contêm álcool.

Se esses pães fossem bebidas, cinco marcas seriam consideradas alcoólicas, com teor de álcool superior a 0,5%: Visconti (3,37%), Bauducco (1,17%), Wickbold 5 Zeros (0,89%), Wickbold Sem Glúten (0,66%), Wick Leve (0,52%) e Panco (0,51%).

Dependendo da quantidade consumida, alguns desses pães poderiam resultar em uma leitura positiva em um teste do bafômetro. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) estabelece que a quantidade segura de álcool no sangue seja abaixo de 3,3 gramas (g). Segundo a pesquisa, duas fatias de pão de forma da marca Visconti contêm o equivalente a 1,69 g de álcool; da Bauducco, 0,59 g; e da Wickbold 5 Zeros, 0,45 g.

O texto da pesquisa alerta que, para grávidas e lactantes, a ingestão recorrente de álcool, mesmo em baixas doses, pode afetar o aprendizado e causar problemas de memória, além de potencialmente levar à síndrome alcoólica fetal (SAF).

O estudo também aponta que, se os pães fossem medicamentos fitoterápicos, oito marcas brasileiras necessitariam de advertências em suas embalagens devido à presença de álcool. Segundo diretrizes pediátricas europeias, a taxa limite de álcool para crianças é de 6 miligramas por quilo (mg/kg) de peso corporal. Uma fatia de pão excede esse limite nas marcas Visconti (843 mg de etanol), Bauducco (293 mg), Wickbold 5 Zeros (233 mg), Wickbold Sem Glúten (165 mg), Wickbold Leve (130 mg), Panco (128 mg), Seven Boys (125 mg) e Wickbold (88 mg).

A contaminação dos pães com álcool pode ocorrer durante a adição de conservantes. O álcool usado para diluir o conservante deve evaporar antes do consumo, mas um excesso na quantidade de antimofo ou na sua diluição pode resultar em um pão com teor elevado de etanol.

Em nota, a Pandurata Alimentos, fabricante dos produtos Bauducco e Visconti, afirmou adotar rigorosos padrões de segurança alimentar e possuir a certificação BRCGS (British Retail Consortium Global Standard). A empresa segue toda a legislação e regulamentações vigentes.

Fonte: Agência Brasil

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Ciência

Nomofobia: Entenda o medo irracional de perder o celular

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Nomofobia: Entenda o medo irracional de perder o celular
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A proliferação dos smartphones no dia a dia das pessoas trouxe um novo desafio para a saúde: a nomofobia, um medo irracional de ficar sem o celular. O termo, derivado de “no mobile phone phobia” em inglês, descreve a intensa ansiedade que pode ser experimentada ao perder o acesso aos dispositivos móveis.

Para muitos, o celular se tornou um meio de escape, facilitando a comunicação, o acesso à informação, a distração e até mesmo a realização de tarefas cotidianas. O receio de ficar sem o aparelho pode se manifestar de várias maneiras, como a preocupação com a perda, a falta de bateria ou a ausência de sinal.

Embora ainda pouco discutida, a nomofobia e seus impactos na saúde mental podem ser significativos e requerem atenção. De acordo com Marcos Gebara, psiquiatra e presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), o comportamento se torna patológico quando começa a interferir negativamente na vida profissional, afetiva e familiar.

Identificar o transtorno pode ser desafiador, pois seus sintomas muitas vezes são confundidos com hábitos comuns de uso de celular. No entanto, há sinais específicos que podem indicar sua presença:

  • Ansiedade ou pânico ao perceber a ausência do celular;
  • Verificação constante do aparelho, mesmo sem notificações;
  • Priorização do celular em detrimento de outras atividades importantes;
  • Preocupação constante com o celular e suas consequências;
  • Sintomas físicos como palpitações, suor excessivo e tremores ao ficar sem o aparelho.

Esses comportamentos podem revelar uma dependência emocional e psicológica do celular, afetando negativamente a qualidade de vida.

A nomofobia pode evoluir para outros transtornos, como depressão e síndrome do pânico, além de contribuir para o isolamento social ao preferir interações virtuais em detrimento das presenciais. Especialistas destacam que crianças e adultos são igualmente vulneráveis, mas que o impacto pode ser mais severo nas crianças, devido à intensa busca por aceitação social e influência dos pares.

Adultos, por sua vez, tendem a desenvolver mecanismos para controlar e gerenciar o tempo de uso do celular, mas ambos os grupos necessitam de limites claros. Recomenda-se às crianças um máximo de duas horas diárias de uso recreativo de dispositivos eletrônicos, enquanto os adultos devem equilibrar o tempo de tela com atividades offline, especialmente em momentos como refeições e antes de dormir.

As causas da nomofobia são diversas, incluindo o uso extensivo da tecnologia, a dependência das redes sociais e a pressão por estar sempre conectado e atualizado. Indivíduos com histórico de ansiedade, baixa autoestima ou dificuldades em lidar com o estresse são mais suscetíveis. O tratamento geralmente envolve psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), além de práticas de autocuidado como meditação e exercícios físicos.

Para reduzir a dependência do celular, especialistas recomendam estabelecer horários específicos para uso, desativar notificações desnecessárias, praticar mindfulness, dedicar tempo a atividades offline e programar momentos de desconexão digital. Essas estratégias podem ajudar a melhorar a saúde mental e restaurar o equilíbrio na relação com a tecnologia.

Fonte: CNN Brasil

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