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Ex-jogador dá bolsas de estudo a atletas LGBTQIA+ expulsos de casa

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Em vez de apontar o dedo para atletas LGBTQIA+, ajudar! É isso que está fazendo Ryan O’Callaghan. O ex-jogador da NFL está dando bolsas de estudo para jovens que são abandonados pelas famílias, ou expulsos de casa após revelarem sua orientação sexual.

Ryan viveu em um ambiente conservador, e sabe bem como é difícil se expor e ser você mesmo. Aposentado em 2011, seis anos mais tarde ele revelou ser homossexual e hoje ajuda jovens estudantes na mesma condição que sonham em ser atletas profissionais.

No mesmo ano em que anunciou publicamente que é gay, ele criou a Ryan O’Callaghan Foundation, uma ONG sem fins lucrativos que inicialmente oferecia bolsas de estudo a esses jovens que gostam do esporte.

O que ele não esperava era o alto número de atletas que tinham medo de se assumir.

A Fundação passou, então, a se dedicar nos diálogos com jovens atletas, em escolas e empresas, para orientar os que se sentem com medo até estarem prontos para se assumir.

“Acho que jogadores como eu, sendo francos e honestos com sua sexualidade, lembram os outros atletas mais introvertidos que eles não estão sozinhos. Espero que isso faça eles se sentirem confiantes em ser honestos consigo mesmos, com seus colegas de equipe e com os torcedores e aceitos plenamente por quem eles são”, disse o ex-atleta.

Ajuda a excluídos

O trabalho da ONG representa, para Ryan, não apenas uma oportunidade para a prática do esporte, mas também uma maneira de ouvir e dar espaço aos jovens que se sentem excluídos por conta de suas orientações sexuais e suas identidades de gênero.

“Às vezes, ter alguém com quem conversar e se relacionar faz toda a diferença do mundo. Não há como dizer o quão melhor eu poderia ter sido como atleta se eu pudesse dedicar minha capacidade mental ao esporte ao invés de consumi-la com minhas questões pessoais” falou.

Ryan O’Callaghan viveu os primeiros 29 anos de sua vida em ambientes hostis às minorias.

Primeiro, passou a infância e a adolescência na conservadora cidade de Redding, no norte da Califórnia, onde conheceu os estereótipos de homossexuais, o que o fez preferir ser conhecido como um valentão que jogava futebol americano do que como um homem gay.

Depois, passou seis anos em uma das ligas esportivas mais masculinizadas do mundo. Chegou ao New England Patriots em 2006 após ser selecionado na quinta rodada do draft, time com o qual foi vice-campeão do Super Bowl em 2008.

Após o vice-campeonato, ele se transferiu para o Kansas City Chiefs, equipe que defendeu até 2011, quando se aposentou.

Depressão e pensamentos suicidas

Ele escreveu um livro chamado “Minha vida em jogo” (My Life on the Line, em inglês), no qual conta sua trajetória como jogador e sua batalha não só com medicamentos para dores no corpo e cirurgias, mas também contra a depressão e pensamentos suicidas que acompanharam seu estado mental durante toda a carreira.

“Quando jogava escondendo o meu verdadeiro eu, minha mente ficava consumida e eu pensava que seria expulso a qualquer momento e não seria aceito”, falou.

A criação da ONG foi uma luz que O’Callaghan enxergou para evitar que outras pessoas passassem pelo o que ele passou, e tivessem mais suporte ao longo de suas próprias descobertas.

“As pessoas ainda são demitidas por serem gays. Outras ainda são rejeitadas por serem trans. Ajudá-las a terem coragem e resiliência é um caminho para mudar essa realidade”, disse Ryan.

Encorajar as pessoas a enfrentar os obstáculos impostos pelo status quo é o principal objetivo de O’Callaghan. Ele ainda considera que o esporte pode ser o principal catalisador dessa mudança.

“A melhor maneira de reverter o estereótipo é ter mais atletas assumindo suas sexualidades. Isso ajuda a ter companheiros manifestando apoio à igualdade e aos direitos humanos fundamentais”, falou.

Jogadores gays

Em mais de 100 anos de história, a NFL viu apenas 15 jogadores exporem suas sexualidades. Além de Ryan, David Kopay, Jerry Smith, Roy Simmons, Ray McDonald, Esera Tuaolo, Kwame Harris, Wade Davis, Dorien Bryant, Brad Thorson, Michael Sam, Jeff Rohrer, Ryan Russell e Carl Nassib foram os que se abriram.

Os dois últimos foram os únicos a anunciar publicamente enquanto profissionais.

Nassib atualmente defende o Las Vegas Raiders e se abriu durante a offseason de 2021. Já Russell anunciou ser bissexual em 2018, mas está sem time desde então.

Fonte;SóNotíciaBoa

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Aquecimento global: temperatura pode aumentar em 1,5°C até 2026

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta que o planeta deve atingir o aumento de 1,5 ºC da sua temperatura média dentro dos próximos cinco anos. Segundo o órgão, existe quase 50% de chance de que a marca seja ultrapassada.
 
Esse limite foi estipulado no Acordo de Paris, em 2016, como crucial para frear os impactos das mudanças climáticas sobre a vida das pessoas e sobre os ecossistemas no globo. Especialistas afirmam que depois desse ponto, o problema já não será mais reversível.
 
Essa previsão foi recebida com apreensão pelos ambientalistas. Ela revela que estamos muito perto de falharmos com as metas climáticas e com os acordos que estabelecemos anos atrás. Também mostra que é preciso redobrar os esforços na busca de soluções.
 
As chances de atingir o aumento de 1,5 ºC na temperatura era de apenas 10% na última década. Ela aumentou em decorrência de muitos fatores, sendo o principal a emissão contínua de gás carbônico na atmosfera.
 
Os efeitos colaterais do aquecimento também favorecem fenômenos com o El Niño, um evento atmosférico natural do planeta capaz de elevar ainda mais os valores nos termômetros, em até 0,3 unidades.
 
Em abril, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) emitiu um relatório constatando que existem alternativas capazes de evitar esse desastre que parece iminente. Ainda assim, outro órgãos, como o Serviço Nacional de Metereologia do Reino Unido, Met Office, levantaram dúvidas sobre as conclusões.
 
Muitos ambientalistas também contam com o fato de que o acréscimo temporário de menos de um ano do limite estabelecido não levarão aos perigos descritos no Acordo de Paris. Essa pode ser uma maneira da humanidade ganhar tempo, mas que ainda assim serão inevitáveis se nada continuar a ser feito. 
Fonte:TecMundo
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Corregedoria vai acompanhar investigação sobre morte na Cracolândia; policiais confirmam ter feito disparos em ação

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Policiais afirmam que atiraram para o chão, para dispersar a confusão que se formou entre os dependentes químicos. Não se sabe ainda de onde partiu o tiro que atingiu e matou Raimundo Fonseca Júnior, que morava em albergues da região.
 
Três policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) confirmaram nesta sexta-feira (13) que efetuaram disparos durante operação policial realizada na noite da quinta (12) para dispersar dependentes químicos da Cracolândia na Avenida Rio Branco, no Centro de São Paulo. Um homem foi baleado na confusão e morreu. A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo vai acompanhar as investigações.
 
Os policiais informaram que se reconheceram nas imagens da ação gravadas por moradores do entorno. Eles afirmaram que atiraram para o chão. Um perito também apresentou projéteis que indicam que as balas ricochetearam no chão.
 
Ainda não se sabe se outros disparos foram efetuados, fora os dos policiais do Garra, nem de onde partiu o tiro que atingiu Raimundo Nonato Rodrigues Fonseca Júnior, de 32 anos, que morava em albergues da região.
 
Raimundo morreu após ter sido atingindo com um tiro do tórax por volta das 21h de quinta-feira (12). Imagens de moradores da região mostram um grupo de pessoas pela avenida, três homens armados e, em seguida, barulhos de tiros.
 
Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.
 
Na tarde desta sexta, uma equipe da perícia esteve no local. Ainda não há informações se Raimundo fazia parte do fluxo da Cracolândia na Praça Princesa Isabel, que foi dispersado na última quarta-feira (11). Ele tinha passagens policiais por roubo e tráfico de drogas.
 
O advogado Ariel de Castro Alves, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, informou que pediu para a Ouvidoria da Polícia apurar se algum policial está envolvido na morte do homem na região da Cracolândia.
 
“Precisa ser apurado de quem partiu o disparo. Se, inclusive, ele foi vítima de disparo feito por policiais durante a dispersão do fluxo da Cracolândia”, disse Ariel. “Encaminhei ao ouvidor de polícia.”
 
A Defensoria Pública do estado disse que também está acompanhando essa e outras histórias para saber se houve violação de direitos humanos nas ações da polícia na Cracolândia.
 
Para entidades de direitos humanos, as operações – como as desta semana – deveriam ser acompanhadas de estrutura para atendimento de saúde.
 
O secretário-executivo de Projetos Estratégicos da prefeitura disse que os dependentes estão recebendo apoio durante as operações. “De janeiro para março, a gente aumentou 7 vezes o número de encaminhamentos para acolhimento terapêutico, aumentou 28% o atendimento no Centro de Atenção Psicossocial [Caps] em frente à Praça Princesa Isabel”, afirmou Alexis Vargas.
 
Para Raphael Escobar, integrante do coletivo A Craco Resiste, a assistência oferecida pela prefeitura é quase nula. “Eles podem oferecer um albergue ou outro, mas assim, albergue é moradia? Você dividir o quarto com 160 pessoas? Então tem um histórico de violência gigantesco dentro desses serviços”, avalia.Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), informou “que três policiais civis se apresentaram voluntariamente, nesta sexta-feira (13), como autores de disparos durante ação contra o tráfico de drogas na região central de São Paulo, na noite anterior. No mesmo local um homem de 32 anos foi atingido no tórax por um projétil e morreu. O caso está sendo investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa”.
 
Disse ainda que a perícia vai apurar se o tiro que causou a morte do homem saiu da arma de um destes policiais e as circunstâncias do fato.
 
Usuários da Cracolândia dispersos
Após a operação que envolveu 650 oficiais e retirou os dependentes químicos da Cracolândia da Praça Princesa Isabel, a quinta-feira (12) foi marcada por deslocamentos e busca por novos pontos para se fixar nas ruas do Centro, principalmente próximo à Praça Marechal Deodoro.
 
Divididos em grupos, antigos moradores da Praça Princesa Isabel estão circulando pelos seguintes pontos: Rua Helvétia, Alameda Barão de Piracicaba, Alameda Glete, Rua Mauá, Rua Barão de Limeira, Rua Barão de Campinas e Rua Conselheiro Nébias.
 
A movimentação dos usuários levou medo aos comerciantes da região, e alguns trabalharam com portas entreabertas nesta quinta (12). Viaturas da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana circulavam pela região, assim como agentes de saúde.
 
Esta foi a segunda mudança de endereço da Cracolândia em pouco mais de um mês.
 
Fonte: G1
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Destaque

DATA HISTÓRICA : BOLSONARO E MOURÃO NESTE SÁBADO, 07, EM SANTA ROSA

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Pela primeira vez na história da Fenasoja e de Santa Rosa, no ano em que comemora 90 anos, o município recebe juntos um Presidente da República e seu Vice-Presidente em uma visita oficial a Fenasoja 2022.

Segundo informações o Presidente Bolsonaro e o vice Mourão deverão estar em Santa Rosa a partir das 10h.

Esta visita será marcada como uma data histórica para a Fenasoja e Santa Rosa.

 

Fonte Brigada Militar

 

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