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Estimativa de perdas da Emater/RS-Ascar é o levantamento oficial para encaminhamento de medidas emergenciais

Reporter Cidades

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A Federação de Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) foi palco de mais uma reunião sobre a estiagem na tarde de segunda-feira (13/01). Representantes de órgãos e entidades estiveram reunidos para sintetizar o encontro da última quinta-feira (09/01) e alinhavar as medidas encaminhadas, nesta terça-feira (14/01), ao governador do Estado, Eduardo Leite, e posteriormente ao Governo Federal.

A Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seadpr), foi a Instituição mais citada nos pronunciamentos por conta de sua atuação e medias que está tomando diante da situação. De acordo com o presidente, Geraldo Sandri, foi organizada uma rede com 12 técnicos responsáveis, um em cada regional, para receber as informações dos seus municípios diariamente e enviá-las para serem compiladas pela Gerência de Planejamento (GPL).

“Agradecemos a confiança e credibilidade em nosso serviço, para poder dar o suporte tão necessário neste momento. Estamos orientando e agilizando as ações para remediar a situação, como auxílio na elaboração dos laudos necessários para encaminhamento do seguro pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). E realocando técnicos para municípios que tenham um volume maior de solicitantes”, afirma Sandri.

De acordo com o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, o relatório oficial da sala de situação depende exclusivamente do levantamento de perdas da Emater/RS-Ascar. “Todas as entidades envolvidas precisam falar a mesma língua. Os dados levantados pela Emater serão os oficiais e repassados para o Governo do Estado e Federal, para não dar desencontro de informações e levantamentos distintos que apontam mais ou menos perdas que a realidade”.

O secretário em exercício da Seapdr, Luiz Fernando Rodriguez Júnior, afirmou que uma nota técnica oficial, com os dados e informações alinhavadas entre todas as entidades, será divulgada todas as terças-feiras, a partir de hoje (14/01). “Semanalmente será divulgado um boletim de acompanhamento atualizado da situação da estiagem”. Até o momento 31 municípios decretaram situação de emergência e já se tem mais de 980 solicitações de Proagro desde início de novembro.

A prefeita de Cristal e vice-presidente da Famurs, Fábia Richter, afirmou que é neste momento delicado, de ações para remediar, deve-se sim pensar em uma divulgação maior e incentivo aos produtores para a irrigação. “Não vai remediar a situação atual, mas é preciso pensar em medidas de prevenção”.

O meteorologista da Seapdr, Flávio Varone, prevê chuvas para quarta-feira (15/01). “Serão bem significativas e bem distribuídas, ao contrário do que normalmente ocorre no verão. Não resolve o problema, mas com certeza ameniza”, avalia.

Famurs e entidades elaboraram proposta coletiva de reivindicações aos governos estadual e federal para redução dos impactos da seca. Confira!

1) Prorrogação de TODAS as dívidas dos produtores rurais que tenham origem no crédito rural pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias, tempo que se entende hábil para busca de soluções definitivas para os prejuízos decorrentes da estiagem;

2) Prorrogação das parcelas de TODOS os contratos de investimentos, inclusive os do âmbito do PSI, vincendas em 2020, para um ano após a última parcela, que hoje consta nestes contratos;

3) Repactuar em até 10 (dez) anos os valores do crédito agropecuário, mantendo os encargos contratuais;

4) Criar linhas de crédito, dentro do Manual do Crédito Rural, para as cooperativas, empresas e fornecedores, que permitam às mesmas repactuarem as dívidas dos produtores rurais atingidos pela estiagem;

5) Criação de uma linha de crédito emergencial para Agricultores Familiares com teto máximo de R$20.000,00 (vinte mil reais), com prazo de 5 (cinco) anos, sem taxas de juros. O crédito tem por objetivo a manutenção do capital de giro, principalmente para aqueles produtores que utilizaram os recursos próprios ou, ainda, para aqueles que fazem a compra e negociação direta nas casas de insumos agropecuários;

6) Ampliação do zoneamento do plantio da soja para 31 de janeiro e do milho para 29 de fevereiro, com intuito de aumentar a janela de plantio, viabilizando o amparo do crédito oficial para o plantio mais tardio das culturas;

7) Aumento da cota em 50% (cinquenta por cento) por animal e 50% (cinquenta por cento) por limite de DAP do milho de balcão CONAB, como forma de suplementação da dieta da pecuária e ampliação dos locais de distribuição;

8) Antecipação dos pedidos do Programa Troca-troca de forrageiras e, também, o aumento do valor por beneficiário de R$ 300,00 (trezentos reais) para R$ 500,00 (quinhentos reais). O objetivo é antecipar o plantio e ampliar a disponibilidade das forrageiras de inverno para a pecuária;

9) Rebate ou prorrogação nos pagamentos do Programa Troca-troca, para amenizar o endividamento dos agricultores afetados pela estiagem;

10) Apoio estadual e federal de assistência social para agricultores familiares e trabalhadores de baixa renda não segurados, que não têm acesso ao crédito rural e que dependam exclusivamente da agricultura de subsistência.

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Agro

Plantio de soja é finalizado no Rio Grande do Sul

Reporter Global

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Mesmo esparsas e em baixos volumes, precipitações auxiliaram na evolução dos cultivos de soja Foto: Marcela Buzatto/Emater/RS-Ascar

 

 

O plantio da soja no Rio Grande do Sul foi concluído nesta semana. As chuvas, apesar de esparsas e em baixos volumes, têm contribuído para a evolução dos cultivos.

 

 

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (14) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, 69% da área cultivada está em germinação/desenvolvimento vegetativo; 24% em floração; e 7% em enchimento de grãos.

As precipitações no Estado têm contribuído para o desenvolvimento dos cultivos nos municípios produtores de milho e para o avanço no plantio do segundo cultivo. Nas áreas onde não tem chovido, há registro de prejuízos e perdas. O plantio do milho também se encaminha para o final, atingindo 96% da área total estimada; 15% da cultura já está colhida; 24% em fase de maturação; 24% em enchimento de grãos; 16% em floração e 21% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A predominância de tempo firme, com elevadas temperaturas e dias ensolarados, e a disponibilidade de água via irrigação contribuem para o desenvolvimento do arroz. No entanto, a ocorrência de chuvas esparsas e de baixo volume no Estado tem acarretado menor capacidade de recarga dos níveis de água dos mananciais. A cultura encontra-se 73% em germinação e desenvolvimento vegetativo; 21% em floração e 6% em enchimento de grãos.

 

 

FONTE: O Sul

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Agro

Produção agropecuária de 2020 alcança R$ 871 bilhões

Reporter Global

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É a maior da série histórica desde 1989. Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

 

 

O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) de 2020 alcançou R$ 871,3 bilhões, tornando-se o maior da série histórica desde 1989.

 

 

O crescimento real foi de 17%. O segundo melhor resultado ocorreu em 2015, com R$ 759,6 bilhões. Os dados já incluem as estatísticas de dezembro do ano passado.

As lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões, alta de 22,2%, e a pecuária, de R$ 290,8 bilhões, incremento de 7,9%. De acordo com nota técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os produtos que mais contribuíram para o resultado foram o milho, com crescimento real de 26,2%, a soja, com 42,8%, a carne bovina, com 15,6%, e a carne suína, com 23,7%.

O faturamento da soja, do milho e da carne bovina foi de R$ 243,7 bilhões, R$ 99,5 bilhões e R$ 126,3 bilhões, respectivamente. Destaca-se ainda a contribuição positiva da produção de ovos em 2020.

Segundo a pasta, as variáveis determinantes para os resultados estão relacionadas aos preços dos produtos no mercado interno, às exportações favoráveis para grãos e carnes e à produção da safra de 2020.

 

 

Produção

As primeiras estimativas para 2021 indicam crescimento do VBP de 10,1% (R$ 959 bilhões). Os principais destaques são arroz (17,3%), batata inglesa (22,1%), cacau (14,7%), mandioca (10,9%), milho (17,7%) e soja (24,4%). Há ainda boas expectativas para a pecuária, em especial bovinos, suínos, frangos e leite.

O ranking dos principais produtos em 2021 aponta para a soja, o milho, café e algodão, responsáveis por 82,6% do faturamento esperado para as lavouras.

Na pecuária, bovinos, frangos e leite devem liderar os resultados do VBP, com participação de 85,9% no faturamento.

A lista dos Estados campeões na agropecuária deve permanecer com Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

 

 

VBP

O Valor Bruto da Produção Agropecuária mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) da Fundação Getulio Vargas. A periodicidade é mensal, com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

 

 

 

FONTE: O Sul

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Agro

Abacaxi tem boas expectativas para esta safra

Pável Bauken

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Terra de Areia tornou-se um referencial na produção de abacaxi no Rio Grande do Sul em razão de 95% da produção estadual ser proveniente do município. O abacaxi pérola já é conhecido no Estado como “abacaxi de Terra de Areia”, apesar de outros locais também terem o cultivo desta variedade. O diferencial é o sabor muito doce e isto acontece em função da fruta ser colhida madura, na hora certa, afirma o extensionista da Emater/RS-Ascar em Terra de Areia, Wolnei Fenner, diferentemente do que acontece com abacaxis que vêm de outros estados e que foram colhidos mais verdes em função da logística.

Neste ano, o clima está contribuindo e o calor está fazendo com que o fruto seja de excelente qualidade. Por isto, a expectativa é que sejam colhidas 6,5 mil toneladas de abacaxis, o que gera uma receita considerável ao município, em torno de R$ 9 milhões por ano. “É uma fruta economicamente significativa para nós”, salienta Fenner.

Em Terra de Areia, 330 hectares são cultivados com o abacaxi pérola e cerca de 130 famílias são envolvidas diretamente. De acordo com o extensionista, o cultivo tem muita potencialidade para a região já que ela possui um microclima diferenciado e o cultivo tornou-se uma tradição, pois há muitos anos o pessoal cultiva e tem habilidade para isto.

A Emater/RS-Ascar, vinculada à secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), tem contribuído para trazer inovações para que os produtores consigam melhorar os resultados tanto em quantidade quanto em qualidade e também para que o trabalho seja menos oneroso. “Temos incentivado novas técnicas e tecnologias e o uso de equipamentos para tornar o trabalho mais leve para o agricultor e sua família”, ressalta.

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