Estados Unidos estudam desenvolver uma internet quântica ‘não-hackeável’ – Portal Plural
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Estados Unidos estudam desenvolver uma internet quântica ‘não-hackeável’

Protótipo deve ficar pronto em 10 anos

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O governo dos EUA diz que a internet quântica anunciará "uma nova era de comunicações" (Foto: Pexels)


O governo dos Estados Unidos e o Departamento de Energia dos EUA (DOE) anunciaram recentemente planos para desenvolver uma internet nacional baseada nas leis da mecânica quântica para transmitir informações com mais segurança do que nas redes existentes. Já nos estágios iniciais de desenvolvimento, espera-se que a internet quântica alcance “um profundo impacto em áreas críticas para a ciência, indústria e a segurança nacional”.

Segundo a Forbes, o projeto, divulgado em um relatório, faz parte da Lei Nacional da Iniciativa Quântica, assinada em 2018 pelo presidente Donald Trump, na qual deve destinar US$ 1,275 bilhão (R$ 6,2 bilhões) para o desenvolvimento da tecnologia.

Diferente da internet como a conhecemos, a nova rede seria como uma internet paralela que permitiria enviar e processar informações financeiras e governamentais de maneira segura.

A agência está trabalhando em parceria com universidades e pesquisadores do setor de engenharia, com o objetivo de criar um protótipo em 10 anos. De acordo com uma declaração do Departamento de Energia, “uma das características das transmissões quânticas é que elas são extremamente difíceis de serem ouvidas à medida que as informações passam entre os locais”.

Segundo informações do relatório, o plano completo abrange desde a construção e integração de dispositivos de rede quântica até a expansão da rede entre cidades e estados. A nova tecnologia será desenvolvida em parceria com 17 Laboratórios Nacionais do DOE.

Em fevereiro deste ano, cientistas da Universidade de Chicago e do Laboratório Nacional Argonne (pertencente ao DOE), em Illions, projetaram um “loop quântico” de 83 quilômetros, estabelecendo com sucesso uma das maiores redes quânticas do mundo.

Época Negócios

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Engajamento da população é vital para evitar incêndio na natureza

Projeto aposta em crianças para mudar a prática de queimadas

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© Chico-Ribeiro/Governo Mato Gross

O coordenador de Educação Ambiental do Projeto Bichos do Pantanal, do Instituto Sustentar, Mahal Massavi, disse que o engajamento da população é essencial para a prevenir incêndios. Segundo ele, a educação tem que começar desde os primeiros anos das crianças, tanto em casa quanto nas escolas.

Para o ambientalista, a prática de queimadas é uma característica do Brasil, que pode ser notada em especial no estado do Mato Grosso, entendida sempre como um forma de auxiliar na limpeza do terreno. “O comportamento não surgiu agora. É histórico, centenário, disse o coordenador. “Mato Grosso tem o perfil da cultura agrícola e a questão do fogo é mais intensa ainda ali.”

Para mudar a conduta, ele considera importante uma ação engajada da população. “O que a gente vislumbra nesse processo é realmente motivar as pessoas, através da educação ambiental, para uma nova fórmula de vínculo, uma nova forma de estar na natureza e pensar aquele espaço como um espaço meu e do outro também, de coletividade, de que o fogo, na verdade, causa muito mais prejuízos do que vantagens que, no caso aqui, seria limpeza”, afirmou.

Fora de controle

Mahal Massavi avaliou que agora, a questão ficou fora de controle. “O fogo ateado em uma propriedade dificilmente poderá ser controlado pelo proprietário da terra para ficar delimitado. Em função da estiagem, toda a vegetação no Pantanal, principalmente, que é uma região que está sofrendo bastante, fica muito seca porque as árvores perdem as folhas e isso gera um combustível muito fácil de pegar fogo.”

Segundo Massavi, dentro de casa ou na escola a criança tem que ser motivada a pensar que o fogo é prejudicial e que, se ela coloca fogo no seu quintal, em uma propriedade, aquilo vai afetar todo mundo, em uma escala local, regional e global. “Esse pequeno discurso, essa pequena construção que a gente acha inicialmente que é uma ideia romântica, vai trazer um efeito gigantesco e em escala”.

A criança passa a entender que aquele espaço é um espaço de pertencimento para ela também, onde ela vivencia experiências e que ela tem responsabilidade por esse espaço.

Para o educador ambiental, nas últimas décadas, o Brasil perdeu muito esse papel das escolas. “A escola deixa de fazer isso e a família também, onde a educação é precária, pais que não estão presentes. E esse senso de pertencimento e de responsabilidade deixa de estar nas crianças”, disse.

Despertar

O Projeto Bichos do Pantanal, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, tem como objetivo despertar nas crianças essa nova forma de vínculo, de estar na natureza, vendo-a como um espaço dinâmico, que envolve não só o espaço físico, mas tudo que está inserido ali, como os animais.

O projeto promove visitas semanais nas escolas, durante as quais acompanha professores e alunos, principalmente das séries iniciais, levando as crianças até áreas naturais ou dentro das cidades, para reforçar que elas fazem parte do espaço e que qualquer ação que provoquem vai determinar uma reação naquele local. O objetivo é mudar a mentalidade e a postura vigente até agora.

O Bichos do Pantanal atua nos municípios de Cáceres e Porto Estrela, que apresentam dois biomas importantes do Brasil, que são o Cerrado e o Pantanal. Mahal Massavi afiançou, porém, que a educação ambiental alcança uma dimensão bem maior. O projeto almeja se estender para outras localidades mas, para isso, depende do orçamento que recebe através do Programa Petrobras Socioambiental.

Parcerias

O projeto tem parcerias com  o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nas unidades de conservação. Nos dois municípios de Mato Grosso (Cáceres e Porto Estrela) há duas estações ecológicas: Taiamã, que fica ao longo do Rio Paraguai, localizada na planície pantaneira, com grandes campos inundáveis; e Serra das Araras, que fica no planalto, região de cerrado. Ali já se tem, há muitos anos, um bom controle do fogo, disse o coordenador. As queimadas nessa estação são sempre contidas com muita eficácia, graças ao trabalho dos chefes das unidades. “As crianças conseguem perceber como é importante a manutenção dessas áreas para a biodiversidade”.

Além do ICMBio, o projeto tem parcerias com prefeituras locais, escolas, fundações. “É uma rede de cooperação com outros projetos e instituições no sentido de alcançar esse objetivo, que é motivar essa nova conduta”. Por meio dessa rede colaborativa, o projeto trabalha para formar gestores que descubram potencialidades que promovam o desenvolvimento sustentável. Uma das principais linhas com essa meta é o ecoturismo local, que atua, em especial, com proprietários de grandes fazendas, que acabam deixando no passado a prática das queimadas, tão prejudicial ao meio ambiente.

Fazendeiros

Os fazendeiros que aderiram ao programa do ecoturismo deixaram de fazer queimadas. “Isso é importante, quando a pessoa passa a enxergar e se vê como parte do processo e tem um retorno financeiro. Essa geração de renda foi fundamental para que se mudasse também essa visão, para que se entendesse que a floresta em pé, que os animais vivos, trazem muito mais retorno, até retorno financeiro, do que ir lá e matar e colocar fogo”, disse Massavi.

Segundo o Projeto Bichos do Pantanal, quase a totalidade dos focos de incêndios são provocados pela ação humana, seja intencional ou acidentalmente. O projeto reitera que há necessidade de um despertar do indivíduo e da coletividade para a conservação do meio ambiente, para garantir qualidade de vida para a população e para a própria sustentabilidade.

ebc

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Eclipse lunar é usado para estudos sobre vida em outros planetas

Astrônomos da Nasa utilizaram o telescópio Hubble na pesquisa

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© Valter Campanato/Agência Brasil

Astrônomos da Nasa conseguiram detectar o ozônio da atmosfera terrestre a partir do reflexo da luz solar na Lua, durante o último eclipse lunar. A presença do ozônio é um indicativo da existência de vida em planetas, uma vez que, além de ser subproduto do oxigênio, o gás serve de escudo protetor para a atmosfera.

A constatação foi possível com a ajuda do telescópio Hubble, da Nasa (a agência espacial norte-americana), após ser posicionado entre os dois corpos celestes e fazer da Lua uma espécie de espelho para refletir a luz solar que havia passado pela atmosfera da Terra.

Na Terra, a fotossíntese, ao longo de bilhões de anos, é responsável pelos altos níveis de oxigênio e espessa camada de ozônio do nosso planeta. Essa é uma das razões pelas quais os cientistas pensam que o ozônio ou o oxigênio pode ser um sinal de vida em outros planetas. “Encontrar o ozônio é significativo porque é um subproduto fotoquímico do oxigênio molecular, que é um subproduto da vida”, explicou o pesquisador principal das observações do Hubble, Allison Youngblood – do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial em Boulder, Colorado (EUA).

Com a técnica utilizada, é possível identificar os componentes de uma atmosfera, quando ela “filtra” a luz solar que a atravessa. Com os novos telescópios que estão sendo construídos, maiores e com tecnologias ainda mais avançadas do que as utilizadas no Hubble, será possível identificar essas substâncias na atmosfera de exoplanetas (planetas ao redor de outras estrelas).

“Até agora, os astrônomos têm usado o Hubble para observar a atmosfera de planetas gigantes gasosos e superterras [planetas com várias vezes a massa da Terra] que transitam por suas estrelas. Mas os planetas do tamanho da Terra são objetos muito menores, e suas atmosferas são mais finas. Portanto, extrair essas assinaturas de exoplanetas do tamanho da Terra será muito mais difícil”, informou a Nasa.

Assim sendo, os pesquisadores precisarão de telescópios espaciais muito maiores do que o Hubble para coletar a fraca luz das estrelas que passa pela atmosfera desses pequenos planetas, quando passarem em frente ao sol de seu sistema.

Youngblood acrescenta que encontrar ozônio nos céus de um planeta extrassolar não garante que exista vida na superfície. “Você precisaria de outras assinaturas espectrais além do ozônio para concluir que havia vida no planeta”, acrescentou.

De acordo com a Nasa, a variabilidade sazonal na assinatura do ozônio pode indicar a produção biológica sazonal de oxigênio, assim como faz com as estações de crescimento das plantas na Terra. Mas o ozônio também pode ser produzido sem a presença de vida quando o nitrogênio e o oxigênio são expostos à luz solar.

Para aumentar a confiança de que uma bioassinatura é realmente produzida pela vida, os astrônomos devem pesquisar combinações com outras bioassinaturas. “Os astrônomos também terão que levar em consideração o estágio de desenvolvimento do planeta ao olhar para estrelas mais jovens com planetas jovens. Se você quisesse detectar oxigênio ou ozônio de um planeta semelhante ao da Terra primitiva, quando havia menos oxigênio em nossa atmosfera, as características espectrais da luz óptica e infravermelha não são fortes o suficiente “, acrescenta Giada Arney, do Goddard Space Flight Center da Nasa em Greenbelt, Maryland (EUA).

*Com informações da Nasa / ebc

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Médicos especialistas do Rio embarcam para ajuda humanitária no Líbano

Seis profissionais vão ajudar na tragédia em Beirute

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© Reuters/ISSAM ABDALLAH?Direitos Reservados Geral

Seis médicos de grande experiência em traumas e queimaduras da rede municipal de saúde do Rio  embarcam hoje (10)  à noite para o Líbano em missão humanitária de ajuda aos milhares de feridos da explosão da semana passada em Beirute, capital daquele país. Os profissionais trabalham em  dois grandes hospitais de emergências do Rio, sendo cinco do Miguel Couto e um do Souza Aguiar. No grupo há três cirurgiões gerais, uma neurocirurgiã, um cirurgião plástico e uma clínica geral. A prefeitura do Rio também está enviando medicamentos para ajudar no tratamento dos feridos.

O prefeito Marcelo Crivella  se reuniu, no Centro Administrativo da prefeitura, com os médicos na presença do cônsul-geral do Líbano no Rio, Alejandro Bitar.  “Os médicos têm grande experiência e tenho certeza que a equipe médica vai representar o espírito solidário do povo carioca”, disse Crivella.

Todos os médicos da comitiva da testaram negativo para covid-19. Os profissionais atuarão na linha de frente da tragédia libanesa, utilizando EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) que estão levando na viagem e seguindo os protocolos sanitários de prevenção, tanto em relação ao novo coronavírus quanto a outros tipos de contaminação .

A comitiva de ajuda humanitária da prefeitura do Rio embarca às 21 h no Aeroporto Santos Dumont, com destino a Guarulhos (São Paulo). À meia-noite, o grupo viaja para Frankfurt, na Alemanha. De lá, seguirão até Beirute. De acordo com a neurocirurgiã do Hospital Miguel Couto, Gianne Leite Lucchesi  os profissionais também têm treinamento em gestão e, por conta do atendimento de emergência, estão acostumados a lidar com catástrofes.

Cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, substância usada na produção de explosivos e fertilizantes, explodiu no início da noite do dia 4 na área do porto de Beirute. A situação causou pânico e destruição na região. O acidente deixou mais de uma centena de mortos e milhares de feridos, muitos deles com queimaduras graves. O impacto da explosão foi sentido até no Chipre, a mais de 200 quilômetros da costa libanesa.

ebc

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