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Medicina & Saúde

Estado tem mais 270 leitos de UTI habilitados para pacientes da Covid-19

Reporter Cidades

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Hospital Geral de Caxias do Sul recebeu habilitação para 10 novos leitos de UTI - Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini


A rede hospitalar do Rio Grande do Sul foi ampliada com a habilitação, pelo Ministério da Saúde, de mais 270 leitos de unidades de tratamento intensivo (UTIs), adulto e pediátrico, para atendimento de pacientes da Covid-19.

Os leitos, que já estão prontos, foram habilitados por meio do repasse de R$ 34,8 milhões, em parcela única, e passarão a receber pacientes em instituições hospitalares de 24 municípios. Parte desses hospitais está localizada em cidades com gestão plena do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse grupo é administrado pela gestão municipal. Outro grupo é contratualizado com a Secretaria Estadual da Saúde (SES).

“Lembramos que parte desses leitos já estava sendo habilitados pelo governo do Estado porque não ficamos esperando pelo governo federal, que estava demorando, e não quisemos deixar a sociedade esperando pelos leitos. Agradecemos, agora, ao reforço fundamental por parte do Ministério da Saúde e à bancada federal gaúcha pelo apoio”, afirmou o governador Eduardo Leite, durante transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta terça-feira (19/5).

Desse total de 270 leitos, 139 estavam sendo custeados pelo Estado enquanto a habilitação por parte do governo federal não ocorria. A diária de cada leito é de R$ 1,6 mil. Quanto aos outros 131 leitos de hospitais com gestão plena, o Estado sugeriu que os municípios também tomassem a decisão de custear os leitos enquanto aguardavam pela habilitação.

O Estado aguardava a habilitação desses 270 leitos, já equipados e contando com equipe necessária para manejá-los, desde abril. De acordo com a secretária Arita Bergmann, 30 haviam sido habilitados e, neste sábado (16/5), outros 10 foram habilitados no Hospital Regional de Santa Maria. “Mais uma etapa do nosso Plano de Contingência foi cumprida. Ainda aguardamos a habilitação de outros 130 leitos e a possibilidade de recebermos equipamentos do Ministério da Saúde”, acrescentou a secretária.

Em municípios em que os leitos de UTI e de atendimento de urgência e emergência fiquem totalmente ocupados, a Central Estadual de Regulação terá condições de captar e transferir pacientes para qualquer região do Estado onde houver capacidade de internação. “Acreditamos que, com o monitoramento constante de leitos e com a definição das bandeiras, não haja necessidade de fazer longas transferências. É o governo do Estado organizado para atender a população, com apoio do Ministério da Saúde”, reforçou Arita.

Os termos da habilitação estão na Portaria 1.280, de 18 de maio de 2020, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (19/5). O repasse é destinado ao custeio e à manutenção das diárias dos leitos por 90 dias.

O Fundo Nacional de Saúde fará a transferência dos valores ao Fundo Estadual da Saúde e aos Fundos Municipais de Saúde, responsáveis pela distribuição das verbas pelo SUS.

Confira os hospitais e municípios contemplados:

• Alegrete: 7 novos leitos no Hospital Santa Casa de Alegrete;

• Bagé: 14 leitos na Santa Casa de Bagé;

• Cachoeira do Sul: 8 leitos no Hospital de Caridade e Beneficência;

• Canoas: 10 leitos no Hospital Universitário;

• Caxias do Sul: 10 leitos no Hospital Geral;

• Cruz Alta: 10 leitos no Hospital São Vicente de Paulo;

• Dom Pedrito: 10 leitos no Hospital São Luiz;

• Erechim: 5 leitos no Hospital Santa Terezinha;

• Estrela: 10 leitos no Hospital de Estrela;

• Faxinal do Soturno: 10 leitos no Hospital de Caridade São Roque;

• Garibaldi: 10 leitos no Hospital Beneficente São Pedro;

• Lajeado: 10 leitos no Hospital Bruno Born;

• Passo Fundo: 23 leitos, sendo 13 no Hospital de Clínicas e 10 no São Vicente de Paulo;

• Porto Alegre: 48 novos leitos, sendo 20 no Hospital de Clínicas, 10 no Hospital Conceição e 18 no Hospital Cristo Redentor;

• Rio Grande: 10 leitos na Santa Casa de Rio Grande;

• Santa Cruz do Sul: 10 leitos no Hospital Santa Cruz;

• Santa Maria: 10 leitos no Hospital Universitário de Santa Maria;

• Santa Rosa: 15 leitos no Hospital Vida e Saúde;

• Santo Ângelo: 9 leitos no Hospital Santo Ângelo;

• Sapiranga: 5 leitos no Hospital Sapiranga;

• Tenente Portela: 5 leitos no Hospital Santo Antônio;

• Torres: 5 leitos no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes;

• Tramandaí: 6 leitos no Hospital de Tramandaí;

• Viamão: 10 leitos no Hospital de Viamão.

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Medicina & Saúde

OMS: mais dados sobre vacinas são necessários; intenção é aplicar mais de uma

Pável Bauken

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que ainda são necessários mais dados sobre vacinas contra a covid-19 para se tomar posições definitivas, incluindo sobre desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e a russa do instituto Gamaleya. “É encorajador que vários desenvolvedores tenham publicado seus protocolos”, afirmou nesta sexta-feira, 27, em entrevista coletiva, a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, indicando que é importante que estudos e dados continuem a serem divulgados.

Para saber real eficácia das vacinas, é importante continuar acompanhando os participantes dos testes, sinalizou Swaminathan, já que a imunidade pode não ter longa duração. Sobre desafios logísticos, foi destacado que a intenção é usar a vacinas como a da Pfizer, que demandam grandes adaptações e investimentos para se armazenar, junto à outras com logística mais simples. A imunização deverá ocorrer com eficiência, como destinando recursos à profissionais da saúde e pessoas com potencial alta transmissibilidade.

Questionado sobre a situação no Brasil, o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que a lição da Europa é que países “que agem rápido e decisivamente tem melhor resultado”, e que em federações como a brasileira, é importante “negociação com governos subnacionais”. Ryan fez grandes elogios ao sistema de saúde brasileiro, em especial aos profissionais que foram expostos durante a pandemia.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom afirmou que vários países no mundo “conseguiram controlar a covid-19, e em comum entre eles, a testagem”, ressaltando que mesmo com a vacina começando a ser aplicada, testes serão importantes na pandemia. Sobre a entrega dos imunizantes, Tedros reafirmou que são necessários US$ 4,5 bilhões de dólares no momento, e que houve comprometimento político de tornar a vacina um “bem comum”, com destaque ao G20, mas que isso agora precisa ser convertido em ações.

Acerca das origens do vírus, foi consenso de que os estudos prosseguem, e que, apesar da circulação anterior fora da China ter sido registrada, a base para as pesquisas é o começo da transmissão humana, registrada em Wuhan.

Por Matheus Andrade

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Medicina & Saúde

Boulos é diagnosticado com covid-19

Reporter Cidades

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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, foi diagnosticado com covid-19 na manhã desta sexta-feira, 27. Embora não apresente sintomas da doença, Boulos entrou em quarentena. As agendas de campanha foram todas suspensas, e a coordenação da campanha vai propor à TV Globo que o último debate, previsto para hoje, seja feito de forma virtual

Boulos tentava fazer o exame desde o início da semana em função do diagnóstico positivo da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O candidato esteve com a deputada na sexta-feira, 20. Como medida de precaução as agendas externas, de rua, foram suspensas e a campanha se dedicou apenas a eventos fechados, com número restrito de participantes. O exame não foi feito antes devido à incompatibilidade entre a agenda do candidato e os horários disponíveis nos laboratórios.

“Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário. Toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testado a partir de agora”, diz o comunicado enviado pela campanha do PSOL.

Segundo a assessoria de Boulos, ele não vai votar no domingo e uma sugestão foi encaminhada à TV Globo para que o debate de hoje seja feito de forma virtual.

No comunicado, Boulos diz estar preocupado com a possibilidade de uma segunda onda da covid-19 e acusa os governos estadual e municipal de negligência.

“O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas”, diz o texto.

Estadão

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Medicina & Saúde

Drogas e uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da Insuficiência Cardíaca

Pável Bauken

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Dentre as pessoas que buscam a unidade hospitalar de saúde após o uso de drogas ilícitas, a maioria está relacionada à cocaína. Atualmente, o uso de drogas ilícitas como a cocaína e o uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da insuficiência cardíaca (IC), pois a substância tem um efeito cardiotóxico e pode levar também a arritmias cardíacas.

Mas o que é a insuficiência cardíaca? A Dra. Marina Hoff, cardiologista do hospital Samaritano Paulista, explica que a insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica complexa, caracterizada pela incapacidade de o coração atuar adequadamente como bomba, em que ocorre o déficit de contração e/ou de relaxamento, comprometendo o funcionamento do organismo e, quando não tratada adequadamente, reduz a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes.

A insuficiência cardíaca acomete qualquer faixa etária e estima-se que a sua prevalência ocorra entre 1 a 2% da população, de acordo com a literatura médica. Além disso, por se tratar da via final comum de agressões sobre o coração, incide de forma progressiva com o aumento da idade.

O uso de determinadas drogas como a cocaína, ou até mesmo o tabagismo, são fatores de risco para o desenvolvimento de Infarto Agudo Miocárdico e Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Diante dessas evidências, é muito importante a conscientização junto aos pacientes, assim como orientação para cessar a utilização, sempre contando com o auxílio de serviços de apoio especializados, e contando também em alguns casos com reposição de nicotina e fármacos específicos”, reforça a Dra. Marina Hoff.

Pacientes com Insuficiência Cardíaca de origem alcóolica, ou associada ao uso de drogas, devem ser aconselhados a se absterem do vício, com a ajuda e suporte psicológico e psiquiátrico, e consequentemente, podem evoluir com recuperação da função cardíaca.

Sintomas da insuficiência cardíaca

Intolerância ao exercício físico, falta de ar ao deitar, tosse seca, inchaço nas pernas e abdome, astenia, fraqueza.

Diagnóstico

Na presença de sintomas de insuficiência cardíaca, um cardiologista deve avaliar as condições para um diagnóstico e tratamento adequados. Exames complementares devem ser realizados como, por exemplo, o ecocardiograma.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

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