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Estado lança programa de incentivo ao milho na abertura da colheita

Reporter Cidades

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Leite participa da abertura da colheita do milho, que se pretende que chegue a 4 milhões de toneladas na safra 2019/2020 - Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini


Com expectativa de chegar a 4 milhões de toneladas na safra 2019/2020, a 9ª Colheita do Milho foi aberta nesta sexta-feira (7/2), em Chiapetta, na região Noroeste, considerada a principal produtora dessa cultura no Estado. A região sedia o evento, a cada ano variando a cidade-sede. Além do começo simbólico da colheita, também houve o lançamento do Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho, o Pró-Milho RS.

O governador assinou o decreto que cria o Pró-Milho RS. Em seguida, as entidades parceiras entregaram a Leite o termo de apoio ao programa. “Não é apenas um papel assinado, é um programa consistente, criado com a participação de quem está na ponta, que sabe quais são as necessidades”, afirmou o governador, lembrando que o decreto já foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta.

Leite ressaltou que somente o Pro-Milho RS não é suficiente. Ao lembrar as medidas que vêm sendo tomadas pelo governo para melhorar as condições de investimento no Estado, o governador também citou a modernização do Código Ambiental e os esforços tomados para a redução dos custos logísticos e tributários e da burocracia.

De acordo com a Emater/RS, a expectativa era de que a produção de milho tivesse um aumento, em relação à safra anterior, de 3,65% – cerca de 209 mil toneladas –, como resultado do aumento de 1% na área cultivada, e de 2,58% na produtividade. Sendo assim, antes da estiagem, a estimativa era de que a colheita do grão chegasse a 5,9 milhões de toneladas, um pouco acima do resultado da safra de 2018/2019, que foi de 5,7 milhões de toneladas.

No entanto, a safra do milho também foi afetada pelo período de seca. O diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri, estima uma perda de 20% em relação às 5,9 milhões de toneladas previstas inicialmente, o que resultaria em uma colheita de cerca de 4 milhões de toneladas.

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 07/02/2020 - O governador Eduardo Leite participou, na manhã desta sexta-feira (7/2), da 9ª Abertura da Colheita do Milho, em Chiapetta. Na ocasião, o governo lançou o Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho, o Pró-Mil
“Quem ousa empreender na agricultura merece nosso apoio e nosso respeito”, disse o governador na abertura da safra do milho – Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini

“Quem ousa empreender na agricultura merece nosso apoio e nosso respeito. Além das dificuldades burocráticas e de custos, estão sujeitos às incertezas do clima. Podem achar que não há o que comemorar, devido às perdas estimadas por causa da estiagem, mas estamos aqui comemorando que sobrevivemos a esse período. O gaúcho é resiliente, e parabenizo aqueles que têm a coragem e a dedicação para seguirem neste ramo”, exaltou o governador.

As maiores perdas foram nas regiões de Porto Alegre (35%), Caxias do Sul (35%) e Santa Maria (40%). Em outras, porém, como nas regiões de Santa Rosa e Bagé, a quebra não passou dos 5%.

Em 2019, o Rio Grande do Sul plantou 763,9 mil hectares de milho, resultando em uma produção de 5,7 milhões de toneladas. O Estado conta com cerca de 180 mil produtores do cereal, que é exportado para 12 países, especialmente Espanha, Estados Unidos, Irã e Líbano, gerando R$ 61,6 milhões. Os dados são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Social (Seapdr). Neste ano, de acordo com a Emater, a exportação deverá ser da ordem de 2 milhões de toneladas, mas o número ainda não está consolidado.

Na comparação com a safra anterior (2017/2018), houve um aumento de 25,7% na produção do cereal no Estado no ano passado. O valor bruto da produção (VPB), em 2019, foi de R$ 3,3 bilhões. O milho é estratégico para o RS, uma vez que a participação direta e indireta na economia chega a 10% do PIB.

Compareceram à solenidade os secretários Covatti Filho (Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural) e Juvir Costella (Logística e Transportes), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ernani Polo, o presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli, o prefeito de Chiapetta, Éder Luís Both, o presidente da Apromilho, Ricardo Meneghetti, e o senador Luiz Carlos Heinze, entre outras autoridades.

Pró-Milho RS

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) idealizou o Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho RS) com o objetivo de aumentar a produção do cereal, tornando o Rio Grande do Sul autossuficiente nessa cultura. Um dos motivos para a criação do programa é o fato de que a produção gaúcha ainda não atende à demanda. Além da alimentação humana, o cereal é essencial para as cadeias produtivas da proteína animal, como avicultura, suinocultura e bovinocultura de corte e leite.

As discussões para a idealização do programa ocorreram ao longo de 2019 na Câmara Setorial do Milho, que criou grupos de trabalho para analisar questões como produção, qualidade e crédito e comercialização. Foram discutidas diretrizes, metas e estratégias para o programa.

Na produção, a estratégia será intensificar a assistência técnica aos produtores, ter maior eficácia tecnológica na produção, ampliar a área irrigada de milho, pesquisar variedades mais adaptadas a cada região e aumentar a produtividade em regiões de menores resultados por área.

No item qualidade, o grupo indicou a necessidade de ampliar o número de secadores de grãos, modernizar os procedimentos de recebimento, limpeza e secagem e aumentar a capacidade estática de armazenamento no Estado.

Para crédito e comercialização, definiu-se que é preciso ampliar comercializações antecipadas e a utilização de mecanismos de travamento de preços, como contrato a termo, mercado futuro e contrato de opções; agilizar as contratações dos financiamentos de custeio e investimento; e buscar parcerias com agentes financeiros e bancos de fábrica para financiamentos de equipamentos de irrigação, secadores e armazéns.

Entidades participantes do Pró-Milho RS

Agroindústrias, cooperativas, sementeiras, Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho), Associação das Empresas Cerealistas do RS (Acergs), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Emater/RS, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Instituto de Pesquisa Gianelli Martins, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Banrisul, Badesul, Banco do Brasil, BRDE, Sindicato da Indústria de Produtores Suínos (Sips), Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Organização das Cooperativas do Estado do RS (Ocergs), Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), seguradoras, Federação da Agricultura do RS (Farsul) e Sociedade de Agronomia do RS (Sargs).

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Agro

Cooperativas agropecuárias gaúchas apostam na soja para recuperar perdas

Pável Bauken

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Foto: Paulo Pires/Divulgação

Com o plantio finalizado no Rio Grande do Sul, a cultura da soja pode trazer alento aos produtores nesta safra. Depois da quebra do ano anterior, aliada aos prejuízos causados no inverno para a cultura do trigo, a expectativa da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) é que este período seja de normalidade e que o produtor possa usufruir dos preços remuneradores do grão.

Conforme o presidente da entidade, Paulo Pires, até o momento a cultura vem em bom desenvolvimento, com um leve aumento de área de acordo com os levantamentos dos institutos que fazem estes acompanhamentos. “Mesmo que pequeno, temos uma grande representatividade, pois 2% são pelo menos 120 mil hectares, com mais de 6 milhões de hectares plantados. Temos a cultura praticamente plantada, se tivermos alguma coisa é a safrinha na região das Missões e Alto Uruguai, em regiões com uso de pivô. O plantio foi feito dentro do zoneamento climático e isso gerou a expectativa de uma safra normal”, observa.

Para o presidente da FecoAgro/RS, é fundamental que esta safra seja de normalidade, pois no período anterior a quebra foi de 47% segundo dados da Rede Técnica Cooperativa. Pires reforça também a queda na cultura do trigo, que vinha com uma perspectiva de recuperação, mas uma geada na segunda quinzena de agosto de 2020 seguida da seca no momento seguinte trouxe perdas de 30% no cereal no Rio Grande do Sul, sendo que as cooperativas tiveram redução de 16% de recebimento na cultura.

Além disso, a mesma seca que prejudicou o trigo também frustrou a safra de milho com grandes problemas em seu início. Dados da RTC mostram que pelo menos 37% da safra foi perdida. “Foi uma perda de forma distinta. Tivemos muitas perdas totais em regiões mais quentes como as Missões e Santa Rosa e outras regiões mais frias que deveremos ter uma safra até normal. Com uma colheita prevista de 3,5 milhões de toneladas e com consumo de 7 milhões, temos um déficit que precisaremos trazer de algum lugar para alimentar a produção integrada do Rio Grande do Sul”, destaca.

A expectativa, para o dirigente, está agora no potencial produtivo da soja que vem se demonstrando satisfatório. “Temos regiões com potenciais enormes, bem diferente do ano passado. Tomara que os produtores e as cooperativas tenham uma safra normal e consigamos comercializar nestes preços especiais que o mercado está pagando hoje”, complementa.

Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

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Agro

Plantio de soja é finalizado no Rio Grande do Sul

Reporter Global

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Mesmo esparsas e em baixos volumes, precipitações auxiliaram na evolução dos cultivos de soja Foto: Marcela Buzatto/Emater/RS-Ascar

 

 

O plantio da soja no Rio Grande do Sul foi concluído nesta semana. As chuvas, apesar de esparsas e em baixos volumes, têm contribuído para a evolução dos cultivos.

 

 

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (14) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, 69% da área cultivada está em germinação/desenvolvimento vegetativo; 24% em floração; e 7% em enchimento de grãos.

As precipitações no Estado têm contribuído para o desenvolvimento dos cultivos nos municípios produtores de milho e para o avanço no plantio do segundo cultivo. Nas áreas onde não tem chovido, há registro de prejuízos e perdas. O plantio do milho também se encaminha para o final, atingindo 96% da área total estimada; 15% da cultura já está colhida; 24% em fase de maturação; 24% em enchimento de grãos; 16% em floração e 21% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A predominância de tempo firme, com elevadas temperaturas e dias ensolarados, e a disponibilidade de água via irrigação contribuem para o desenvolvimento do arroz. No entanto, a ocorrência de chuvas esparsas e de baixo volume no Estado tem acarretado menor capacidade de recarga dos níveis de água dos mananciais. A cultura encontra-se 73% em germinação e desenvolvimento vegetativo; 21% em floração e 6% em enchimento de grãos.

 

 

FONTE: O Sul

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Agro

Produção agropecuária de 2020 alcança R$ 871 bilhões

Reporter Global

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É a maior da série histórica desde 1989. Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

 

 

O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) de 2020 alcançou R$ 871,3 bilhões, tornando-se o maior da série histórica desde 1989.

 

 

O crescimento real foi de 17%. O segundo melhor resultado ocorreu em 2015, com R$ 759,6 bilhões. Os dados já incluem as estatísticas de dezembro do ano passado.

As lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões, alta de 22,2%, e a pecuária, de R$ 290,8 bilhões, incremento de 7,9%. De acordo com nota técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os produtos que mais contribuíram para o resultado foram o milho, com crescimento real de 26,2%, a soja, com 42,8%, a carne bovina, com 15,6%, e a carne suína, com 23,7%.

O faturamento da soja, do milho e da carne bovina foi de R$ 243,7 bilhões, R$ 99,5 bilhões e R$ 126,3 bilhões, respectivamente. Destaca-se ainda a contribuição positiva da produção de ovos em 2020.

Segundo a pasta, as variáveis determinantes para os resultados estão relacionadas aos preços dos produtos no mercado interno, às exportações favoráveis para grãos e carnes e à produção da safra de 2020.

 

 

Produção

As primeiras estimativas para 2021 indicam crescimento do VBP de 10,1% (R$ 959 bilhões). Os principais destaques são arroz (17,3%), batata inglesa (22,1%), cacau (14,7%), mandioca (10,9%), milho (17,7%) e soja (24,4%). Há ainda boas expectativas para a pecuária, em especial bovinos, suínos, frangos e leite.

O ranking dos principais produtos em 2021 aponta para a soja, o milho, café e algodão, responsáveis por 82,6% do faturamento esperado para as lavouras.

Na pecuária, bovinos, frangos e leite devem liderar os resultados do VBP, com participação de 85,9% no faturamento.

A lista dos Estados campeões na agropecuária deve permanecer com Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

 

 

VBP

O Valor Bruto da Produção Agropecuária mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) da Fundação Getulio Vargas. A periodicidade é mensal, com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

 

 

 

FONTE: O Sul

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