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Estado inicia entrega de 52 das 310 câmaras frias para vacinas

Governador Leite, secretária Arita, secretário Busato e prefeitos durante a cerimônia de entrega dos equipamentos – Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

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O governador Eduardo Leite e a secretária da Saúde, Arita Bergmann, entregaram, nesta terça-feira (11/5), 52 das 310 câmaras de conservação de vacinas para municípios com menos de 100 mil habitantes. Foram contemplados 29 municípios da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS). Os prefeitos dos municípios de Estância Velha, Morro Reuter e Mariana Pimental participaram do ato simbólico de entrega, representando os prefeitos contemplados.

“O processo do enfrentamento à pandemia coloca em especial destaque a importância dessa estrutura qualificada dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que envolve a distribuição e a garantia de equipamentos para acondicionar as vacinas e outros medicamentos em unidades de saúde. Em alguns municípios, esses insumos são guardados em geladeiras normais, que cumprem a missão, mas que ficam sob risco de eventuais oscilações de temperatura que podem comprometer o medicamento. Essas câmaras frias têm a garantia de conservar os medicamentos na temperatura ideal, com bateria que evita a mudança de temperatura quando de eventual oscilação elétrica. É um avanço importante para diversos municípios”, explicou o governador.

As câmaras de conservação, de uso médico-hospitalar, com capacidade de 200 litros, foram entregues aos prefeitos a partir do meio-dia na Divisão de Suprimentos da Secretaria da Saúde (SES), em Porto Alegre. Equipes das prefeituras farão a retirada de carro, em uma espécie de drive-thru. Os equipamentos operam com temperaturas entre 2°C e 8°C e servem para armazenar insulina, vacinas e outros medicamentos.

“Essa entrega é fruto de um trabalho da Secretaria da Saúde, com recursos do governo federal. Essa compra mostra como o nosso governo trabalha com responsabilidade, economia e gestão. Tínhamos previsão de adquirir 109 equipamentos e, com o mesmo valor, cerca de R$ 2,1 milhões, conseguimos comprar 310 câmaras frias. É um motivo de celebração”, destacou a secretária Arita.

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De uso médico-hospitalar, as câmaras de conservação têm capacidade de 200 litros – Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Cada uma das câmaras frias foi adquirida por cerca de R$ 6 mil. Inicialmente, na busca de preços, os municípios haviam cotado a compra de cada câmara fria por R$ 20 mil.

“É uma demonstração de economicidade, que reforça nossa preocupação com a boa aplicação dos recursos aqui no governo do Estado. Estamos mostrando que fazemos aquisição com responsabilidade. Foi o mesmo caso dos respiradores. Vimos Estados comprando por R$ 200 mil, e aqui, compramos por cerca de R$ 50 mil, um valor compatível com o praticado no mercado. Sempre nos preocupamos em fazer o devido processo de aquisição, respeitando a legislação, e essa aquisição vai ser muito importante para garantir as melhores condições de armazenar os imunizantes nos municípios”, ressaltou Leite.

O lote entregue faz parte de compra de 310 unidades realizada pela SES com recursos do Ministério da Saúde. No total, 194 municípios serão contemplados e constam na resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de 3 de maio. A CIB é formada por gestores do Estado e de municípios.

“As câmaras frias garantem que vacinas e outros produtos possam ser entregues ao cidadão de forma segura, ainda mais agora, que temos duas campanhas ocorrendo de forma simultânea, a da gripe e do coronavírus. São patrimônios importantes para qualificar a estrutura de saúde dos municípios”, afirma a coordenadora da 1ª CRS, Ane Nantal.

O objetivo é aprimorar a Rede de Frio do PNI com a substituição das geladeiras domésticas por câmaras de conservação de imunobiológicos. Os critérios para a escolha dos municípios foram, além de eles terem menos de 100 mil habitantes, ter sala de vacinas e sistema de informação oficial do Ministério da Saúde implantado para registro de vacinados e movimentação de imunobiológicos, e não estar equipado com câmara refrigerada.

A definição também levou em conta um levantamento do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems) por meio de formulário eletrônico respondido pelas secretarias de Saúde dos municípios. Inicialmente, a lista de compra era de 303 unidades, mas o Estado acabou adquirindo mais sete equipamentos nos últimos dias.

O secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, e o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Maicon Lemos, também participaram do ato simbólico.

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Risco da Dengue em Santa Rosa é médio

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O LIRAa é uma atividade que foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde. Ela permite a identificação de áreas com maior proporção/ocorrência de focos, bem como, dos criadouros predominantes, indicando o risco de transmissão de dengue, febre de chikungunya e zika vírus. A atividade é realizada periodicamente por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP) e o Índice de Infestação em Depósitos (Índice de Breteau – IB).

A 14ª Coordenadoria Regional de Saúde é quem repassa para o Setor das Vigilâncias, as datas para realização do LIRAa. Os Supervisores de Campo e Apoio da FUMSSAR realizam o sorteio dos imóveis por sistema informatizado. No último levantamento realizado, foram sorteados 1.354 imóveis da cidade. O levantamento é dividido em três estratos no município, 01, 02 e 03, onde os Agentes de Combate às Endemias realizam estas vistorias durante a semana indicada pela 14ª CRS.

Ao realizar as vistorias, caso os agentes encontrem larvas nas residências, são recolhidas amostras que após o termino do levantamento vão para análise laboratorial. Após a análise os dados são lançados no sistema, que fornece o resultado final. De acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue (2009), os parâmetros para classificação dos estratos e dos municípios, quanto à infestação pelo Aedes aegypti são: Menor que 0,9%: Baixo Risco | De 1% e 3,99%: Médio Risco | Acima de 3,99%: Alto Risco.

Este último levantamento de Junho de 2021, mostrou os seguintes resultados: Estrato 01 = 0, Estrato 02 = 2,1 e Estrato 03 = 1,6, sendo então a média geral de Santa Rosa = 1,2, apresentando assim, médio risco. Para o Gerente das Vigilâncias, Jairo Beal, este resultado demonstra que o trabalho de prevenção e fiscalização vem avançando, “Ao acompanhar os resultados do LIRAa dos outros anos, percebemos a diminuição do índice a cada novo levantamento, isso com certeza é resultado das campanhas de prevenção e conscientização da população e também pelo trabalho de fiscalização realizado pelos agentes de combate às endemias”. A partir dos resultados deste levantamento, é possível identificar as áreas prioritárias para medidas e ações estratégicas de controle e combate ao mosquito.

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51 anos em diante podem vacinar contra Covid em Santa Rosa

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Está previsto para hoje à tarde (11), a chegada de 2.248 novas doses para D1 (Dose Um) em Santa Rosa. Na segunda-feira (14), será ampliada a vacinação. Serão vacinadas pessoas a partir de 51 anos.

A aplicação das doses será feita em todas as Unidades Básicas de Saúde. O atendimento será mediante agendamento prévio por telefone ou presencial. Todos que forem se vacinar precisam levar documento com foto e se possível caderneta de vacinação.

Santa Rosa já aplicou até o momento, 35.044 doses. Do total, 25.311 foram de primeira dose (D1), o que representa 1/3 da população do município e 9.733 de segunda dose (D2).

* Importante: Pessoas que se vacinaram contra a Influenza (GRIPE) precisam aguardar o prazo de 14 dias para poder receber a vacina contra a COVID-19

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GT Saúde reforça necessidade de medidas mais restritivas em Santa Rosa, Ijuí e Passo Fundo

Na segunda (14), haverá rodada com prefeitos das regiões de Cachoeira do Sul, Erechim, Palmeira das Missões e Cruz Alta

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Reuniões conduzidas pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, são realizadas de forma híbrida - Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

Por determinação do governador Eduardo Leite na última reunião do Gabinete de Crise, na quarta-feira (9/6), presidentes de associações regionais, prefeitos e integrantes de comitês técnicos das cidades que fazem parte das regiões Covid de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo foram convocados para reuniões de alinhamento a respeito das medidas de enfrentamento à pandemia dentro do Sistema 3As de Monitoramento.

As reuniões ocorreram nesta sexta-feira (11/6) e foram coordenadas pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, com participação do secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, e pelo coordenador do Gabinete de Crise, Marcelo Alves, além das equipes técnicas do GT Saúde e do GT Protocolos e de integrantes do Ministério Público, além do procurador-geral de Justiça. Na segunda-feira (14/6), haverá mais uma rodada com prefeitos das regiões de Cachoeira do Sul, Erechim, Palmeira das Missões e Cruz Alta.

Isso porque, a partir da análise dos dados monitorados diariamente pelo GT Saúde e pelo GT Protocolos, o Gabinete de Crise concluiu que as medidas adotadas nessas regiões não estão sendo suficientes para frear o contágio. Devido ao agravamento da situação da Covid-19 nas regiões, o governo do Estado decidiu fazer reuniões específicas, com acompanhamento do Ministério Público do Rio Grande do Sul. O procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles, estará presente em todos os encontros – realizadas de forma híbrida.

“Temos de evitar que mais pessoas venham a óbito e que o número de casos siga aumentando. Precisamos melhorar os planos, incrementar as medidas, e precisamos valorizar a técnica, a ciência, o parecer dos grupos técnicos regionais. Temos de incutir na população o sentimento de que os planos são coletivos, que devem ser respeitados em todas as cidades da região, e de que precisamos da participação de todos, com engajamento de todos os prefeitos. Estamos confiantes de que a gestão parceria e compartilhada, e as ações objetivas e operacionais darão resultado”, afirmou Arita.

A primeira reunião foi realizada com as regiões de Santa Rosa e de Ijuí. Em seguida, ainda pela manhã, foi a vez da região de Passo Fundo. O Alerta às regiões de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo foi dado no dia 18 de maio. Desde então, o Gabinete de Crise vem optando, semanalmente, pela manutenção do Alerta. Em 28 de maio e 2 de junho, o Gabinete de Crise inclusive emitiu um reforço de Alerta para Passo Fundo e Santa Rosa, destacando a necessidade de aplicação de ações mais rígidas para frear a contaminação pelo coronavírus. O mesmo reforço de Alerta foi emitido a Ijuí em 28 de maio.

“Essas reuniões não estão ocorrendo gratuitamente. Os dados das regiões estão nos preocupando, e as ações precisam ser ainda mais efetivas. Os técnicos do governo do Estado estão à disposição das regiões para a construção de alternativas de enfrentamento da pandemia”, destacou o secretário Busato.

Em Santa Rosa, o relatório do GT Saúde mostra que a região tem a segunda maior incidência de casos confirmados entre as 21 regiões Covid na última semana, e 63,5% superior à média estadual. O número de óbitos cresceu 23,1% com relação à semana anterior, e a taxa de mortalidade é a 9a maior do Estado. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 98,2%, e a região tem observado a necessidade de enviar pacientes para outras regiões.

Segundo Arita, os planos de Ação precisam de medidas mais consistentes para a redução do contágio de coronavírus. “Não pode ser uma carta de boas intenções, precisa ser um plano de ações concretas”, detalhou, colocando a Secretaria da Saúde à disposição dos prefeitos para auxiliar na adequação dos planos.

Em Ijuí, houve um aumento de 14,1% de casos confirmados. A região tem a 6a maior incidência de casos por habitantes entre as 21 regiões. Os óbitos também aumentaram, da última semana para cá, em 4,3%, e a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 95,9%.

“As reuniões servem para reforçar a suma importância de fiscalizar, monitorar, conscientizar e vacinar. A vacina é um alento, mas só a vacina não resolve, e se não freamos o contágio, não teremos leitos suficientes para atender todos que precisarem”, alertou Arita.

Em Passo Fundo, o número de óbitos cresceu 10,3%, e a região tem a terceira mais alta taxa de mortalidade entre as regiões Covid. A incidência de novos casos por 100 mil habitantes cresceu 8,5% com relação à semana anterior, e a região tem a maior incidência de novos casos entre as 21 regiões Covid. Essa incidência é, também, 84% superior à média estadual. Além disso, a taxa de ocupação de leitos de UTI já passou de 100%, indicando esgotamento da capacidade hospitalar.

“Precisamos ser mais restritivos. Os pactos foram firmados, os compromissos foram aceitos, e os índices nessas regiões estão piorando. Nossa orientação é de que precisamos ser mais firmes nesses locais para que a situação melhore. A medida jurídica será tomada em último caso, mas se houver descumprimento dos pactos, será acionada”, lembrou o procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles.

Os boletins regionais e os relatórios do GT Saúde dessas e das demais regiões estão disponíveis no site do Sistema 3As de Monitoramento.

•  Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Santa Rosa.

• Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Ijuí.

• Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Passo Fundo.

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