Estado e Unesco lançam programa de cooperação para combater IST e aids na juventude – Portal Plural
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Medicina & Saúde

Estado e Unesco lançam programa de cooperação para combater IST e aids na juventude

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Leite defendeu que somente políticas públicas baseadas em evidências científicas podem atacar o problema da aids no Estado - Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini


Um programa de cooperação no enfrentamento às infecções sexualmente transmissíveis (IST) foi lançado na manhã desta segunda-feira (10/2), no Palácio Piratini, pelo governo do Estado e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Projeto Tecnologias Sociais Inovadoras de Educação e Saúde para a Prevenção de IST/aids em jovens no Rio Grande do Sul tem como foco a prevenção.

O ato de apresentação da parceria contou com a presença do governador Eduardo leite, que destacou a importância da Unesco na construção de abordagens mais efetivas. No discurso, Leite defendeu que somente políticas públicas baseadas em evidências científicas podem atacar o problema da aids no Estado.

“Nós queremos que as pessoas se protejam. Queremos que o Rio Grande do Sul não esteja mais no topo da lista de casos de HIV no Brasil. Portanto, isso deve ser feito com modernas técnicas de abordagem. Precisamos de formação de consciências. Está na consciência o dizer não aos comportamentos de risco”, disse o governador.

O Estado tem um dos maiores índices infecção pelo HIV no país. A taxa de detecção de infectados no RS é de 27,2 pessoas para cada 100 mil habitantes, enquanto que a nacional é de 17,8.

Durante os quatro anos do programa, consultores especializados da Unesco prestarão auxílio às prefeituras e às secretarias municipais e estaduais no desenvolvimento de tecnologias sociais inovadoras de educação e prevenção ao HIV, além de estratégias de comunicação para incentivar comportamentos mais seguros com relação à sexualidade.

As iniciativas contarão com um investimento de R$ 1,1 milhão a cada ano, valor já garantido por meio do Incentivo às Ações de Vigilância, Prevenção e Controle das DST/aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. De acordo com a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, o projeto deve atender a cerca de 1 milhão de jovens e adolescentes gaúchos.

“Vamos entregar ações diferentes e inovadoras. A melhor solução é a prevenção e a educação. E o acesso à informação é a única coisa capaz de deter a continuidade e a progressão dessas doenças”, explicou Marlova.

O programa terá três linhas de atuação: comunicação; intervenção; e monitoramento e avaliação. A primeira será destinada à produção de materiais voltados a escolas, profissionais de saúde e população jovem. A intervenção ocorrerá por meio do projeto “Tô dentro itinerante”, que levará às escolas intervenções teatrais e contêineres interativos que abordem temas como uso de preservativo, gestação na adolescência e uso de álcool ou drogas. Por fim, a linha de monitoramento e avaliação será utilizada na elaboração de metas, indicadores, avaliações e pesquisas sobre o tema.

O projeto contemplará todo o Estado, mas a prioridade serão os 21 municípios que concentram 78% dos casos de aids no Rio Grande do Sul. Entre eles estão os 18 pertencentes ao Programa RS Seguro, que tem como foco as cidades gaúchas que apresentam os maiores índices de criminalidade. Um dos eixos desse programa é justamente as políticas sociais de prevenção em locais de alta vulnerabilidade social, tendo como prioridade o oferecimento de alternativas e oportunidades aos jovens.

A secretária da Saúde, Arita Bergmann, destacou que o projeto visa a uma parceria ampla com os municípios e enfatizou a importância de políticas públicas que busquem um diálogo mais próximo com os jovens. “Estamos aqui para dizer sim a uma nova estratégia, usando metodologias que cheguem aos adolescentes. Esse modelo é um novo jeito de fazer prevenção na área da saúde. Os jovens serão protagonistas”, disse Arita.

MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS PELO PROJETO

• Alegrete
• Alvorada
• Cachoeirinha
• Canoas
• Capão da Canoa
• Caxias do Sul
• Esteio
• Gravataí
• Guaíba
• Novo Hamburgo
• Passo Fundo
• Pelotas
• Porto Alegre
• Rio Grande
• Santa Maria
• Santana do Livramento
• São Leopoldo
• Sapucaia do Sul
• Tramandaí
• Uruguaiana
• Viamão

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Destaque

OMS anuncia retomada de testes com hidroxicloroquina para covid-19

Pesquisa que invalidou cloroquina não apresenta argumentos, afirma OMS

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© Reuters / Diego Vara / Direitos Reservados

Após a análise de um estudo publicado pela revista médico-científica The Lancet, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou hoje (3) durante coletiva de imprensa que o grupo responsável retomará os protocolos com a cloroquina e sua variante mais recente, a hidroxicloroquina.

“Como vocês sabem, na última semana o Grupo Executivo dos Testes de Solidariedade [nome dado ao grupo de pesquisa que busca medicamentos eficazes contra o SARS-CoV-2] decidiu suspender o ramo de testes com hidroxicloroquina por preocupação no uso da droga. Essa foi uma decisão de precaução. Com base nos dados disponíveis, os membros recomendaram que não há razões para suspender o protocolo de testes”, afirmou Tedros.

A suspensão durou 10 dias (o anúncio foi feito em 25 de maio). Os testes com a hidroxicloroquina serão retomados com 3.500 pacientes em 35 países, informou o diretor-geral. Vários especialistas do mundo inteiro já haviam se manifestado contra a metodologia de mineração de dados usada pela Surgisphere – empresa responsável por coletar números para o estudo. “A OMS está comprometida em acelerar o desenvolvimento de terapias eficazes, vacinas e diagnósticos [contra a covid-19]  como parte do nosso compromisso em servir o mundo com ciência, resolução de problemas e solidariedade”, complementou.

Remessa

A decisão vem logo em seguida ao anúncio da doação de 2 milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil feita pelos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, também enviou respiradores mecânicos.

ebc

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Medicina & Saúde

Sociedade de Infectologia do RS questiona critérios usados no Distanciamento Controlado

Entidade acredita que usar apenas capacidade hospitalar para cálculo de bandeiras “desconsidera o impacto social e individual” presente na pandemia

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Distanciamento Controlado dita as regras, semanalmente, para a flexibilização do comércio no RS | Foto: Alina Souza

A Sociedade Riograndense de Infectologia (SRGI) manifestou, nesta terça-feira, preocupação com as regras de “Distanciamento Social Controlado” do governo do Estado. A entidade avalia que existem incertezas e lacunas de informação epidemiológica para se flexibilizar medidas de isolamento.

“A redução do isolamento implicará na maior circulação viral e aceleração de novos casos. Não deve ser adotada na fase de aceleração da epidemia e antes de seu pico”, salientou o presidente em exercício da SRGI, Diego Rodrigues Falci. Na sua avaliação, estabelecer como critério de flexibilização do isolamento apenas a capacidade hospitalar, desconsidera o impacto social e individual decorrente do aparecimento de novos casos, do aumento de mortes e da ocorrência de surtos entre profissionais mais expostos, como no caso de profissionais de saúde e suas famílias.

Falci ressaltou que o monitoramento da epidemia deve utilizar ferramentas de alta sensibilidade, permitindo analisar sua dinâmica de propagação, com isso detectar modificações em sua incidência e identificar áreas de maior expansão ou “hot spots”, permitindo assim direcionar ações de prevenção e diagnóstico antes que a expansão de casos acarrete em atraso sanitário e na perda do controle da epidemia. “Medidas de redução do isolamento devem estar acompanhadas de ampla testagem diagnóstica, incluindo o desenvolvimento de indicadores de cobertura de testagem considerando-se a população, e não apenas o número de casos confirmados”, assinalou.

A posição da SRGI é pautada no fato de que a pandemia da Covid-19 atingiu o Brasil após seu surgimento nos países asiáticos, europeus e nos Estados Unidos, “permitindo que conhecêssemos as experiências bem-sucedidas daqueles países, aprendendo com seus acertos e erros”. “O Brasil já tem mais de 500 mil casos confirmados, cerca de 30 mil pessoas já morreram e atingiu velocidade de mais de mil mortes diárias desde 26 de maio”, contabilizou.

De acordo com levantamentos da Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Rio Grande do Sul teve, entre 27 de abril e o final de maio, aumentou de cerca de 1.500 para aproximadamente 10 mil casos confirmados de Covid-19, representando uma elevação em 15 vezes o número de casos em apenas quatro semanas.

“A notificação de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentou 7 vezes comparando-se o mesmo período de 2019 (cerca de 100 casos) e 2020 (cerca de 700 casos), o mesmo ocorrendo em relação a óbitos devido a SRAG com aumento em 10 vezes no número de óbitos”, frisou. Falci argumentou, ainda, que alguns municípios do Estado vêm sofrendo importante impacto da epidemia, com expressivas diferenças na detecção de casos, incidência e mortalidade, as quais podem refletir diferenças na qualidade da rede de atenção. A SRGI sustentou que, no RS, há surtos de Covid-19, particularmente em grandes hospitais de Porto Alegre. No Interior, foram identificados surtos em estabelecimentos, como por exemplo em frigoríficos.

“A testagem diagnóstica somente é realizada em casos graves, de forma geral em pacientes que necessitam hospitalização. Não estão disponíveis informações a respeito da cobertura de testagem nos municípios do Estado, aumentando as incertezas a respeito das tendências de propagação da epidemia”, lamentou, acrescentando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que a flexibilização das medidas de isolamento pode ocorrer, desde que alguns critérios tenham sido observados. Entre eles, é necessário que a transmissão viral esteja controlada, os surtos em locais de risco (como hospitais) tenham sido controlados e que o sistema de saúde seja capaz de diagnosticar e isolar os contatos de casos confirmados.

Recentemente, o governo estadual apresentou o plano de “Distanciamento Social Controlado”, estabelecendo gradientes de risco entre os municípios. Propôs retorno das atividades de trabalho presencial, resultando na diminuição do isolamento social. “As experiências de outros países mostraram que o isolamento social guarda relação inversa com a aceleração da epidemia: reduzir isolamento acelera a propagação da epidemia”, comparou. Na avaliação da SRGI, monitorar a evolução da epidemia apenas com informação de disponibilidade de leitos hospitalares e em UTI reduz a sensibilidade para identificar mudanças na propagação da doença. Mesma posição tem o Comitê Ad Hoc Covid-19.

Correio do Povo

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Medicina & Saúde

Novo site articula vagas para profissionais de saúde durante pandemia

Plataforma foi elaborada com doações de empresas de tecnologia

Pável Bauken

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Uma nova plataforma articula vagas para profissionais de saúde durante a pandemia do novo coronavírus. Criado pelos ministérios da Economia e da Saúde, em parceria com as empresas de tecnologia Microsoft e Bizapp, o Portal Sine Saúde  facilita o contato entre hospitais, clínicas, laboratórios e Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e trabalhadores da área.

Segundo o secretário de Políticas Públicas para o Emprego do Ministério da Economia, Fernando de Holanda, a plataforma ajudará a repor, com urgência, profissionais afetados pela covid-19.

“Muitos profissionais têm adoecido. Isso requer substituição, requer mais profissionais trabalhando por causa da crise, então a gente possibilitou esse tipo de alocação. A plataforma visa a facilitar isso”, diz.

Holanda explica que a plataforma não contrata, apenas faz a intermediação entre o gestor que quer contratar e o profissional disposto a trabalhar, na própria cidade ou em outra localidade, durante a crise. Ele esclareceu que podem se cadastrar no site não apenas médicos, mas profissionais de todas as áreas da saúde, como técnicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e outros.

Além da área de saúde, a plataforma tem um módulo para que profissionais que podem trabalhar na construção de hospitais de campanha, como eletricistas, engenheiros e bombeiros hidráulicos, possam se cadastrar. Nesse caso, as secretarias locais de Saúde cadastrariam as vagas no site.

Filtragem

A plataforma reproduz a dinâmica de algumas redes sociais em que dois usuários dão match, expressão usada quando ocorre interesse mútuo. Isso é possível por causa dos mecanismos de filtragem estabelecidos para os dois lados: contratante e trabalhador.

Primeiramente, os profissionais, de saúde e ligados à construção de hospitais de campanha, cadastram o currículo, especificando a área em que atua, a disponibilidade de horário e a disposição em mudar de cidade. Os gestores de saúde cadastram a instituição, a vaga e o tempo da contratação.

Os dois lados podem filtrar a busca. Os gestores procuram os perfis mais adequados para ocuparem o posto. Os profissionais podem refinar a busca para encontrar a vaga que lhe interessa e candidatar-se em caso de interesse.

Segundo Holanda, a doação das empresas privadas permitiu que a plataforma fosse construída em pouco tempo. Ele pediu que os profissionais e os gestores se cadastrem.

“A gente gostaria de dar publicidade enfatizando que a plataforma só é capaz de atingir o resultado desejado se a gente conseguir mostrar, tanto para os médicos como para os gestores, a importância de entrar nessa plataforma e poder utilizá-la”, concluiu.

ebc

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