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Paulo Schultz

Está faltando mais brio e indignação

Paulo Schultz

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Direto no ponto: está pior a condição de vida da maioria dos brasileiros.

Um quadro de piora que vem num crescente desde 2015.

Antes da pandemia já estava ruim, e vai agravar.

No fim do ano passado, no campo do emprego, praticamente metade dos brasileiros em idade ativa de trabalho, ou estavam desempregados, ou estavam na informalidade, trabalhando de forma precária, e com ganhos insuficientes.
A situação durante e pós pandemia vai agravar este quadro – mais desemprego e mais informalidade precária.

O país que tinha deixado o mapa da fome tem, de novo, milhões de pessoas não tendo alimentação mínima e digna todos os dias.

Na vida real da economia, o PIB brasileiro estagnou o ano todo de 2019.
Só viu e mentiu otimismo o representante do mercado especulativo e financeiro, ministro Paulo Guedes.

As classes baixas, mais necessitadas de políticas públicas sociais, vem crescentemente empobrecendo e vendo suas carências básicas se avolumarem no dia-a-dia de suas vidas e comunidades.

E como o governo Bolsonaro tá c…… e andando para este povo todo, e os governos municipais e estaduais não conseguem dar conta de recursos para esta demanda toda, milhões ficam
vulneráveis e prontos a entrar massivamente no mundo picareta, fabuloso e lucrativo (para poucos) das igrejas neopentecostais, onde pastores vigaristas fazem fortuna às custas do desespero e desamparo de milhões.

Aliás, neste caso específico, há uma parceria perfeita entre tipos Malafaias, vendedores de feijão milagroso e Bolsonaro.
Este retira políticas sociais, ausentando o poder público da vida das pessoas que dele precisam, e o mundo neopentecostal arrebanha milhões de fiéis para sua “obra divina, ao passo em que os direciona ao ideário bolsonarista, como retribuição.

Há um quadro desenhado de caos, que, como sempre friso, é intencional.

É a sociedade anarcocapitalista dos sonhos de Bolsonaro e Olavo de Carvalho – um enorme faroeste, onde vale a lei do mais forte, imposta a bala, de forma legalmente liberada, sem mediação e proteção do poder público.

A questão que se impõe, frente a este quadro, é:
como é que a grande maioria dos brasileiros, que não aprovam o não-governo do Capitão Messias,e estão sofrendo as consequências diariamente, saem desta condição?

Dentro do limite da democracia representativa, temos um evento importante em novembro, que são as eleições municipais.
Nelas, é preciso que todas as forças de esquerda e do campo progressista ocupem o maior espaço institucional possível, para enfrentar toda a destruição e ausência que vêm do governo federal, e apontar para o outro modo de governar, priorizando a maioria da população.

Mas é preciso mais brio e ousadia, para além dos limites da institucionalidade.

É preciso mais indignação, e que esta seja expressa pela democracia direta e participativa da população, dos setores diversos da sociedade, nas ruas e espaços.

O brio aguerrido das torcidas organizadas de clubes de futebol, encarando as hordas bolsonaristas.

A indignação libertadora dos entregadores precarizados do mundo dos aplicativos.

A estes fronts os partidos de esquerda, o movimento sindical, os movimentos sociais, precisam se somar.

É aí que vai se enfrentar, de fato, e encurralar politicamente, um governo encabeçado por um sociopata, que faz de um medicamento inócuo e de risco (a santa cloroquina) uma espécie de Bíblia de lunáticos, que precisa ser mostrada todos os dias em rede e na mídia, como um ato perverso de desprezo aos mais de 80 mil mortos pela epidemia.

Sim, está faltando mais brio e indignação, para além dos limites da institucionalidade.

Não há que se temer rompantes e blefes de golpe.

Bolsonaro apesar de espertalhão, e de seu viés autoritário e perigoso, é uma figura bizarra fraca.

E o conjunto da maioria do país, que não tolera mais o que se tem visto nesse pouco mais de um ano e meio de não-governo, devem se fazer valer por serem a verdadeira e majoritária cidadania do país.

Ao trabalho ❗

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Paulo Schultz

O tempo não pára

Paulo Schultz

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Fim de 2020.

Hora do retrô…sem passar pano….

O que se viu por aí…..

Candidato marionete , gestado e bancado pelo poder econômico e pela turma do triângulo, ser vencedor, mesmo deixando claro que não conhecia até então parte substancial da cidade que irá governar.

Tendo, inclusive, que ler em debate, perguntas e respostas escritas previamente por sua assessoria, tamanho o despreparo da “criança”.

Quase 200 mil brasileiros mortos pela pandemia do coronavírus, e o governo do capitão Messias c….. e andando prá isso, e o próprio demonstrando quase que diariamente o quão asqueroso e pervertido se pode ser, e , como sempre, falando merda.

Um comportamento praticamente inacreditável dos bolsonaristas raiz, sendo contrários a qualquer vacina contra o covid, e defendendo de forma bizarra, patética e tresloucada a “santa cloroquina”.

Milhares de americanos imbecis fazendo protestos contra um suposto roubo ou fraude na eleição presidencial americana, onde seu “mito” Trump saiu derrotado.

! Sim, a imbecilidade contemporânea não é exclusividade dos bolsonaristas.

“Yes, nós temos gado também”, pensa Trump.

Filhos de Bolsonaro têm imóveis comprados com dinheiro vivo, praticamente uma confissão de movimentação financeira “não-contabilizada” – caixa 2.

Flávio Bolsonaro tem movimentação de milhões no esquema das rachadinhas, mas nada acontece – seu pai montou um esquema para blindá-lo, inclusive utilizando aparato público da ABIN.

O país fecha o ano com 14 milhões de desempregados, e com mais de 32 milhões de brasileiros vivendo de bico e/ou na precariedade do trabalho informal.

Em 2021, sob efeito de vários fatores, como o fim do auxílio emergencial, o quadro deverá ser pior.

Mais desemprego, mais precariedade, mais carestia, mais fome, mais miséria.

Violência de gênero e de raça aflora com força no país.

Sim, Bolsonaro conseguiu: despertou o que há de pior em uma parcela significativa da população.

Sentem-se autorizados a serem assim, pois a primeira figura do país os encoraja a mostrarem como de fato são.

Parte significativa dos brasileiros torna explícito que não são simpáticos, empáticos e nem bonzinhos – é maldade e preconceito na veia.

Ao invés de ajudar quem está sendo agredido, filma-se o “evento” , e deixa-se a barbárie acontecer.

É tempo da conivência ao vivo, e em rede.

Assim caminha a humanidade…

Tem muito mais ….

Um ano é um período de tempo complexo e extenso…

Em todos os aspectos da vida…

Não se esgota em um texto tudo isso…

Afinal, de tudo só se tem uma certeza: o tempo não pára.

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Paulo Schultz

? Como vai você hoje em dia….

Paulo Schultz

Publicado

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O emprego tá difícil .. o desemprego tá grande…
Viver de bico.. sem direito a nada… na precariedade… sem descanso… sem um mínimo de tranquilidade…

Se aposentar ficou pior… é preciso mais tempo.. para depois receber menos…

Comer também ficou complicado… custos em alta e renda em baixa…. alimentos básicos transformados em preço de mercadoria rara…

A saúde precarizou… e 2020 trouxe uma pandemia que daqui a pouco vai bater em 200 mil mortes no país… e junto com a pandemia… um pandemônio chamado Bolsonaro.

A fome voltou… A miséria que havia diminuído… tornou a ser a dura realidade de milhões..

Se vive um ambiente de não-governo…

Uma situação bizarra e bárbara… Como que estivéssemos numa sociedade de faroeste anarcocapitalista… cujo comandante é um perverso com perturbações evidentes…

Como vai você hoje em dia ?

? Como vão os milhões de brasileiros pobres, imensa maioria da população do país..

? Como vai uma parte da classe média…que empobreceu… mas não baixa a crista e nem move um dedo fora do seu mundinho egoísta…

O ano de 2020 fecha numa ressaca de várias coisas..

E é bom que todos os que puderem…

Olhem para sua vida há pouco tempo atrás…

Percebam o que tinham e não têm mais….

Não só de coisas materiais… Mas principalmente de dignidade humana e cidadania…

E ao fazer esse movimento… De ver o que está logo ali atrás e o agora…

Pense …de forma subjetiva, objetiva e sincera..

? Como vai você hoje em dia ?

Tem escolhas erradas que fazem efeito não só em quem erra ao cometê-las… Mas atingem a todos.. ou quase todos..

Não carregue um escorpião nas tuas mãos… A natureza dele é sempre te destilar veneno.

Vida que segue….

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Paulo Schultz

Perguntas curtas, respostas longas

Paulo Schultz

Publicado

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Será que tem remédio prá funcionário público, seja professor, policial, ou seja de qualquer função, que nunca aprende, mesmo se lascando, e muito, com governos de partidos de centro direita que ele (ou ela) persiste em votar e eleger?

Será que tem possibilidade de mudança para uma quantidade gigantesca de pessoas das periferias das cidades, que persistem votando e dando poder a quem não sabe sequer onde fica o local onde essa gente mora dentro da sua cidade?

Sim, porque temos um exemplo local recentíssimo de um candidato vitorioso, que entrou em uma vila da cidade pedindo desculpas no microfone, por nunca ter estado ali antes, e por sequer saber onde esse local ficava dentro da cidade para a qual ele estava se colocando como candidato a governar.

Tem o que fazer com a maioria do povo da periferia da cidade de São Paulo, que insiste em votar e manter na prefeitura, sequencialmente, por longos anos, os tucanos do PSDB, que governam pautados pelos interesses do poder econômico da turma do alto da Avenida Paulista?

Tem como mudar o parâmetro de decisão de alguém que escolhe e vota tendo como fator determinante alguma coisa tosca ou ignorante?

Tem como transformar o espírito de patrimonialismo, egoísmo e preconceito da classe média brasileira?

Tem como dialogar racionalmente com um bolsonarista raiz ?

Tem como conceber que milhares de fiéis acreditem piamente nas palavras e manipulações de líderes pregadores do fundamentalismo religioso, que são, sem filtro, hábeis charlatões, vigaristas e ordinários rapineiros do dinheiro alheio ?

Tem como não se exasperar vendo que os rumos do país estamos sendo capitaneados por uma criatura abjeta, perversa e sem qualquer condição para ocupar a função onde está hoje?

Tem como aceitar a complacência e a passividade com que a maioria reage àquilo que é inaceitável e injustificável, do ponto de vista de qualquer governo, de qualquer esfera ?

Tem como fazer eleições no Brasil, sem que a vontade das pessoas seja determinada corrompida e alterada pela influência do poder econômico?

Tem como fazer enxergar que a consequência de uma escolha errada recai sobre todos, e não só sobre aqueles que fizeram esse erro ?

Como explicar que mais da metade das pessoas entrevistadas em uma pesquisa de opinião recente define que o governo federal não tem responsabilidade alguma sobre as mais de 180 mil mortes de brasileiros nessa pandemia do coronavírus?

Há muito mais a perguntar, a questionar, que não cabe em um texto só.

Mas, para finalizar, só mais uma pergunta:

Porque, em determinados momentos, a gente não deixa de lado a conveniência social, e chuta o pau da barraca, respondendo, falando a verdade e mandando pedra e espinho para implodir qualquer frágil e farsesca situação que gere algum desses questionamentos ?

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