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Especialistas pedem mais atenção à saúde mental por confinamento

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| Foto: Eric Ward/Unsplash


As consequências psíquicas do confinamento, que afeta quase 4,5 bilhões de pessoas no planeta, preocupam os profissionais da saúde mental, que pedem mais atenção para este problema.

“A prorrogação do confinamento era esperada, mas a notícia será uma decepção esmagadora para muitas pessoas”, afirmou Linda Bauld, professora de Saúde Pública da Universidade de Edimburgo, após o anúncio, na quinta-feira, da extensão por mais três semanas do “lockdown” na Grã-Bretanha.

“Mas as consequências mais amplas do confinamento estão se acumulando rapidamente. Pesquisas recentes mostram aumentos preocupantes de ansiedade e depressão” na população em geral, completou.

A constatação se repete em todos os países submetidos a esta medida drástica, que as sociedades modernas haviam esquecido.

Na França, um consórcio de unidades de pesquisa, que inclui a Escola de Estudos Superiores em Saúde Pública, iniciou o COCONEL (ooronavírus e confinamento), um “estudo longitudinal” com mil pessoas.

Um estudo longitudinal é uma pesquisa que observa durante muitos anos o mesmo grupo de pessoas.

Ao final da segunda fase, iniciada em 8 de abril, antes do anúncio da prorrogação de outro mês de confinamento, em vigor desde 17 de março na França, “37% dos investigados apresentavam indícios de angústia psicológica”, sem uma variação notável na comparação com a primeira fase publicada em março.

“A comparação com os últimos dados coletados entre a população geral em 2017 sugere uma deterioração da saúde mental durante o confinamento. Se a situação se prolongar ainda por várias semanas, isto pode provocar o surgimento de patologias psiquiátricas severas e um aumento da necessidade de receber atendimento médico quando o confinamento for concluído, situação para a qual é necessário estar preparado”, alertam os coordenadores da pesquisa.

A mesma preocupação existe nos Estados Unidos, onde “mais de um terço dos americanos (36%) afirmam que o coronavírus afeta seriamente sua saúde mental”, destaca a Associação Psiquiátrica Americana (APA) em uma carta enviada em 13 de abril ao Congresso.

No texto, a APA alerta para o risco de que existam “ainda mais americanos com necessidade de tratamento psiquiátrico” e pede mais investimentos para as necessidades imediatas “e para o período de recuperação”, sobretudo para teleconsultas e acesso ao atendimento médico.

Na Grã-Bretanha, 24 profissionais também fizeram um “pedido de ação” na revista Lancet Psychiatry, divulgado na quinta-feira, data do anúncio da prorrogação do confinamento no país. Eles pedem, sobretudo, o reforço da vigilância do impacto psicológico gerado pela pandemia, que é maior, segundo as pesquisas, que o próprio medo de ser infectado pelo vírus.

“Isolamento social crescente, solidão, preocupação com a saúde, estresse e colapso econômico: as condições estão reunidas para abalar o bem-estar e a saúde mental”, resumiu um dos signatários, Rory O’Connor, da Universidade de Glasgow, em uma conferência por telefone.

“O problema é muito importante para ser ignorado, tanto em termos humanos como de impacto social mais amplo”, destacou.

De fato, os médicos “começam a ver a incidência, tanto em pacientes que já eram acompanhados como nos novos”, afirma o professor Antoine Pelissolo, diretor do departamento de Psiquiatria do hospital CHU Henri-Mondor, na região de Paris. “E vamos ter outras complicações, assim como as consequências psicossociais da crise que virá depois e devem gerar, sem dúvida, angústia”. Portanto, o que está em jogo é a ajuda profissional para a saída da crise.

“O fim da estigmatização é fundamental”, afirma Anne Giersch, diretora da unidade de Neuropsicologia na Universidade de Estrasburgo. “Por exemplo, há um vínculo entre o isolamento e as alucinações. Quando se apresentam certos sintomas, parece normal fazer uma consulta por um infarto, por quê não na psiquiatria?”

 AFP

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Arizona e Wisconsin certificam vitória de Joe Biden nas eleições norte-americanas

Reporter Global

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Na Geórgia, governador e secretário rebatem acusações de fraude de Trump

 

Os Estados norte-americanos de Arizona e Wisconsin anunciaram, nesta segunda-feira, a certificação dos resultados finais da eleição presidencial dos EUA, realizada no último dia 3 de novembro. Em ambos, a vitória por uma margem apertada ficou com o presidente eleito do país, Joe Biden.

Com isso, as acusações do presidente Donald Trump de que a eleição teria sido alvo de fraudes em grande escala perdem cada vez mais força. No próximo dia 14 o Colégio Eleitoral dos EUA se reunirá nos Estados e deverá confirmar a vitória de Biden. A posse dele está marcada para 20 de janeiro de 2021.

 

Resultados confirmados

Em Wisconsin, a certificação veio após um processo de recontagem nos dois principais condados do Estado, Milwaukee e Dane. A revisão dos resultados tinha sido pedida pelo comitê eleitoral de Trump e custou US$ 3 milhões (o equivalente a R$ 16 milhões).

Eleições EUA: antes de Trump e Biden, outros presidentes americanos também tiveram transições conturbadas

No fim, foram descobertos 87 votos que não tinham sido computados para Biden, que venceu o Estado por cerca de 30 mil votos e ficou com os 10 delegados de Wisconsin no Colégio Eleitoral.

O Arizona também anunciou a certificação dos resultados, que deram a vitória para Biden por cerca de 10 mil votos. Com isso, o democrata também ficará com os 11 delegados do Estado no colégio.

 

A segunda recontagem na Geórgia

Já na Geórgia, que passa pela segunda recontagem de votos, desta vez pedida pela campanha de Trump, tanto o governador Brian Kemp quanto o secretário de Estado, Brad Raffensperger, ambos do Partido Republicano, rejeitaram pedidos do presidente para suspender os resultados eleitorais.

Por meio de um porta-voz, Kemp afirmou que “pelas leis da Geórgia, o governador é proibido de interferir no processo eleitoral”. Já Raffensperger, responsável pela condução da eleição, rejeitou acusações de fraude e disse que “uma imensa desinformação está sendo espalhada por pessoas desonestas” para afetar a credibilidade da eleição.

Biden, o primeiro democrata a vencer a disputa presidencial na Geórgia desde Bill Clinton em 1992, teve uma vantagem de pouco mais de 12,6 mil votos para conquistar os 16 delegados no Colégio Eleitoral.

 

 

Correio do Povo

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FORTE TERREMOTO NO NORTE DA ARGENTINA

Reporter Global

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Outro tremor ontem causou danos no Norte argentino

 

Um terremoto de magnitude 6,4 foi registrado no começo de noite desta segunda-feira na província argentina de Salta, perto da fronteira com o Chile, informou o Instituto Nacional de Prevenção Sísmica. O sismo foi registrado às 19h54 (hora local) e o epicentro localizou-se a 192 quilômetros a Oeste da cidade de Salta e a 34 quilômetros a Nordeste da cidade de Tolar Grande.

De acordo com informações preliminares, o terremoto atingiu a profundidade de 188 quilômetros. O USGS dos Estados Unidos estimou a magnitude em 6,3 e localizou o epicentro 76 quilômetros a Sudoeste da cidade de San Antonio de los Cobres, no departamento de los Andes, província de Salta. Segundo a mesma medição, o terremoto atingiu a profundidade de 147,8 quilômetros. Como foi um sismo muito profundo, não há expectativa de danos maiores.

Foi o segundo forte abalo no Norte da Argentina. Ontem, terremoto atingiu as localidades históricas de Caspala e Humahuaca, na província argentina de Jujuy. A magnitude do terremoto foi de 5,8 e com uma profundidade de apenas 9 quilômetros.

Conforme publicado pelo Instituto Nacional de Prevenção Sísmica (Inpres), o movimento forte aconteceu às 13h40 e seu epicentro ocorreu 106 quilômetros ao Norte de San Salvador de Jujuy.

 

 

 

O terremoto causou grandes danos materiais. Casas e suas fundações ou paredes racharam, mas não houve vítimas fatais em razão do forte abalo sísmico.

 

 

MetSul

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Joe Biden quebra o pé após acidente em brincadeira com o seu cão

Reporter Global

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, teve fraturas em seu pé e provavelmente precisará de uma bota para caminhar por várias semanas.

 

 

O motivo? Biden escorregou enquanto brincava com o seu cachorro, Major, um pastor alemão, no sábado.

“As radiografias iniciais não mostraram nenhuma fratura grande, mas o exame clínico mostrou imagens mais detalhadas”, disse o Dr. Kevin O’Connor, no domingo.

“A tomografia computadorizada de acompanhamento confirmou fraturas (pequenas) nos ossos laterais e intermediários do presidente eleito Biden, que estão no meio de seu pé. A previsão é que ele, provavelmente, precisará de uma bota de caminhada por várias semanas.”

No domingo anterior, o escritório de Biden anunciou que ele seria examinado por um ortopedista “por excesso de cautela” após torcer o tornozelo brincando com o cachorro.

Biden, que comemorou seu 78º aniversário em 20 de novembro, será o presidente mais velho da história dos Estados Unidos.

Durante a campanha, a campanha de Biden divulgou um resumo do histórico médico de Biden, que mostrava que o ex-vice-presidente estava saudável e apto para a presidência.

O comunicado incluiu os resultados de um exame físico feito por O’Connor, médico da atenção primária de Biden desde 2009, e diretor de medicina executiva do The George Washington Medical Faculty Associates.

Na época, O’Connor escreveu que Biden é “um homem de 77 anos de idade, saudável e vigoroso, que está apto para executar com sucesso os deveres da Presidência”.

A família Biden tem dois cães, Major e Champ, ambos pastores alemães.

Major foi adotado da Delaware Humane Association em novembro de 2018. Já Champ juntou-se à família Biden durante a transição presidencial em dezembro de 2008, semanas após Biden se tornar vice-presidente eleito.

 

 

CNN

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