Saúde
Especialistas analisam como as mudanças climáticas intensificam a propagação da dengue
O aumento significativo nos casos confirmados de dengue no Rio Grande do Sul entre 2023 e 2024 é mostra uma tendência exponencial. Nos primeiros 22 dias deste ano, foram registradas 721 pessoas infectadas, em comparação com apenas 63 no mesmo período do ano anterior, representando um aumento alarmante de 1.044%. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) destaca as mudanças climáticas como um dos fatores contribuintes para esse aumento, e especialistas compartilham suas análises sobre essa relação.
Eventos climáticos extremos, como os ocorridos na semana passada e associados ao fenômeno El Niño, criam uma “tempestade perfeita” para a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, de acordo com o biólogo e pesquisador Joel Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A combinação de chuvas intensas, que geram reservatórios artificiais de água, e temperaturas elevadas acelera o desenvolvimento do mosquito em todas as suas fases.
Ellwanger destaca que, mesmo após o término do El Niño previsto para abril, a presença do mosquito da dengue não desaparecerá completamente, pois esses insetos são altamente adaptados ao ambiente urbano.
O aquecimento global, também é um fator resultante no aumento da proliferação do mosquito, já que as emissões de dióxido de carbono, atraem os mosquitos para locais onde percebem a presença de humanos. O desmatamento, também contribui para o aumento dos casos de dengue, ao reduzir a biodiversidade e criar um desequilíbrio ambiental.
A médica da Sociedade Gaúcha de Infectologia, Rafaela Mafaciolli, enfatiza a importância de procurar atendimento médico ao apresentar sintomas da dengue, especialmente considerando os diferentes sorotipos da doença. Ela lista os principais sinais e sintomas da dengue, destacando febre alta, dor muscular intensa, dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite e manchas vermelhas pelo corpo.
Fonte: GZH
Destaque
Aumento de 620% nos casos de coqueluche no RS gera alerta sobre a importância da vacinação
Geral
Após cinco anos, Brasil recupera certificado de país livre do sarampo
O Brasil está novamente livre do sarampo. Nesta terça-feira (12), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) entregou ao Ministério da Saúde a recertificação de eliminação do sarampo, rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC).
O país já havia recebido o certificado de área livre do sarampo em 2016, mas perdeu a certificação em 2019 devido a surtos da doença. Entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019, foram registrados 10.374 casos, com o pico em julho de 2018, quando houve 3.950 casos.
Em junho de 2024, o Brasil completou dois anos sem casos autóctones de sarampo (aqueles com transmissão dentro do território nacional). O último caso autóctone foi confirmado em 5 de junho de 2022, no Amapá, sendo os casos subsequentes todos de pessoas vindas de outros países.
Para obter a recertificação, o Brasil teve que comprovar que estava há pelo menos um ano sem transmissão local do vírus e que fortaleceu a vacinação de rotina, a vigilância epidemiológica e a resposta rápida aos casos importados.
“Desde então, a vigilância foi intensificada, a cobertura vacinal aumentou, e conseguimos a recertificação. Avançamos especialmente nas coberturas vacinais”, afirma o infectologista Renato Kfouri, presidente da Câmara Técnica de Verificação da Eliminação do Sarampo no Brasil.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e grave, que pode ser prevenida por vacina. Uma pessoa infectada pode contagiar de 12 a 18 pessoas. A transmissão ocorre por secreções expelidas ao tossir, respirar ou falar. Os principais sintomas incluem manchas vermelhas pelo corpo, febre alta, tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso. As complicações da doença incluem pneumonia, infecção de ouvido, encefalite aguda e morte.
Vigilância contínua
Eliminar uma doença é uma conquista importante, mas é necessário manter a proteção da população para evitar seu retorno, uma vez que o vírus ainda circula globalmente. A vacinação é essencial para manter essa proteção.
“Se mantivermos a população vacinada, permaneceremos livres do sarampo”, afirma Kfouri, que também é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Se uma pessoa infectada de outro país encontrar alguém suscetível no Brasil, o vírus pode voltar a circular e causar novos casos autóctones.
Mesmo com o status de “livre do sarampo”, a vigilância e a vacinação continuam essenciais. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, está disponível na rede pública para pessoas de 12 meses a 59 anos. As crianças devem receber uma dose aos 12 meses e outra aos 15 meses. Quem não completou o esquema vacinal quando criança deve fazê-lo na fase adulta: duas doses, com um mês de intervalo, para pessoas até 29 anos, e uma dose para pessoas de 30 a 59 anos.
A cobertura vacinal da primeira dose, que chegou a 95% em 2016, caiu para 74% em 2021. Em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde, já alcançou 91%. A segunda dose, que também registrou baixas nos últimos anos, ultrapassou os 80% neste ano, mostrando uma recuperação importante na cobertura.
Fonte: G1
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Suposta vítima de agressão é resgatada pela Brigada Militar de Catuípe
A Brigada Militar auxiliou em um atendimento na noite de ontem (12), após receber uma ligação anônima informando que um indivíduo, supostamente agredido, estava caído sobre os trilhos nas proximidades da antiga Estação Férrea, em Catuípe.
No local a vítima foi encontrada e identificada como um homem. Ele estava muito ferido e apresentava sangramento volumoso na cabeça, braços, fratura exposta na perna esquerda e praticamente em parada cardiorrespiratória, correndo risco de vida.
A vítima foi socorrida pela guarnição e encaminhado até o Pronto Atendimento de Catuípe, sendo transferido imediatamente, devido ao estado das lesões, para o Hospital de Clínicas Ijuí (HCI), onde permanece internado. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Ijuí.
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