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Especialista diz que não há “solução mágica” para combater fake news

Pável Bauken

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Como é possível combater a desinformação, também conhecida como notícias falsas (ou fake news, no termo popularizado em inglês)?

Na avaliação da professora e diretora do grupo de especialistas em desinformação da Comissão Europeia – órgão executivo da União Europeia, Madeleine de Cock Buning, não há apenas uma solução que dê conta do problema.

“Não há bala de prata. É um problema com várias faces. E tem que ter uma solução multidimensional. O nosso trabalho é definir o escopo do problema e formular recomendações”, disse.

Madeleine participou hoje, em São Paulo, da conferência de abertura do Seminário Internet, Desinformação e Democracia, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), órgão multissetorial que organiza endereços da web no país e indica diretrizes sobre a rede. O evento dá continuidade a um debate iniciado no ano passado sobre práticas para para conter o fenômeno da desinformação na internet.

O uso do termo desinformação, segundo a professora, é mais preciso do que fake news, nome apropriado por alguns políticos e seus apoiadores para desvalorizar notícias que os desagradam. “Nosso trabalho é definir o escopo do problema e formular recomendações”, afirmou.

Segundo a coordenadora, o grupo elaborou um relatório com recomendações sobre o tema. “É preciso ter uma abordagem em diferentes dimensões, fazer pesquisas para compreender o fenômeno e monitorar sua evolução. Isso inclui entender porque as pessoas gostam e compartilham notícias falsas e qual o impacto disso na vida política, como em eleições.”

O relatório sugere que as plataformas digitais adotem medidas para dar mais transparência à sua operação, mostrando como funcionam sistemas, algoritmos responsáveis pela escolha dos conteúdos, recomendações de vídeos, textos e imagens a cada usuário. “As plataformas não são transparentes sobre seus algoritmos. Somos deixados no escuro sobre o funcionamento desses sistemas”, ressaltou a professora.

O documento elaborado pelo grupo da União Europeia indica que a desinformação não será combatida se não houver um ambiente plural e diverso, com diferentes fontes de informação disponíveis aos cidadãos. A promoção passa pelo empoderamento, tanto dos jornalistas e veículos profissionais de notícias, quanto dos próprios usuários. Iniciativas de formação – “alfabetização midiática” – fundamentais para que as pessoas tenham uma postura mais crítica,  não acreditem ou não repassem as mensagens automaticamente.

Para Madeleine, a disseminação de notícias falsas está vinculada à desconfiança no conjunto das instituições, gerando um desinteresse no que elas apresentam como verdade. “Em muitos casos, pessoas preferem acreditar naquilo que confirma suas opiniões, evitando posições críticas.”

Código de práticas

O grupo elaborou um código de práticas para plataformas digitais como Facebook, Google, Twitter e Amazon, baseado em uma série de princípios que definem atitudes que as companhias devem adotar.

Algumas das práticas indicadas são as seguintes:

– adaptar suas políticas de publicidade, incluindo e identificando incentivos monetários à difusão de desinformação e avaliando formas de diminuir esses mecanismo

– garantir transparência e formas de fiscalização pública sobre seu funcionamento e maneira como gerem o conteúdo de seus usuários

– distinguir claramente o conteúdo, patrocinado e não pago, publicado pelos usuários.

– permitir o acesso a dados do que ocorre no seu interior e das mensagens difundidas para projetos de checagem de fatos e pesquisadores acadêmicos.

– disponibilizar aos usuários configurações para empoderá-los de modo a definir como desejam o fluxo de informações em suas linhas do tempo, personalizando sua experiência nesses ambientes.

– melhorar a visibilidade de notícias precisas e confiáveis e facilitar o acesso dos usuários a essas reportagens.

– colocar, junto a notícias de grande visibilidade na plataforma, sugestões de conteúdos relacionados que permitam outras perspectivas sobre um determinado fato

– prover ferramentas amigáveis para permitir aos usuários estabelecer links com checadores de fatos de modo a conferir se há questionamento sobre as publicações que recebe

– nas políticas de identificação de notícias apontadas como falsas (flagging, no termo em inglês), implantar salvaguardas para evitar abusos por usuários

– fornecer dados relevantes sobre a operação de seus serviços para pesquisadores independentes

Implantação

Mandeleine explicou que após a conclusão do documento, em 2018, teve início um diálogo com as plataformas de modo a criar um “plano de ação” voltado para colocar em prática as recomendações formuladas.

Para além das medidas de auto-regulação das plataformas, a União Europeia aprovou, nos últimos anos, regulações importantes como o Regulamento Geral de Proteção de Dados e as novas diretivas de serviços audiovisuais e de direito de autor.

A especialista afirmou que, nas eleições para o Parlamento Europeu deste ano, não houve grandes ondas de desinformação. Segundo Madeleine, a implementação das recomendações vem sendo avaliada. Caso as medidas adotadas pelas plataformas não sejam suficientes, outras respostas mais fortes podem ser adotadas. “Mas este ainda não é o caso”, concluiu.

Fonte Agência Brasil

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Polícia Federal apreende mais de 400kg de drogas

Reporter Plural

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Ilustração Google

Os policiais encontraram cocaína e skunk em uma pista de pouso clandestina

A apreensão foi feita no final da tarde de ontem (26.out) pela Polícia Federal, juntamente com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Roraima – FICCO/RR, coordenada pela PF e integrada pelas polícias Civil e Militar e pelas secretarias da Justiça e Cidadania e da Segurança Pública de Roraima.

Foram apreendidos mais de 400 quilos de drogas, entre cocaína e skunk, após a abordagem de um avião em uma pista de pouso clandestina, no município de Amajari/RR.

Segundo a Polícia Federal, houve uma perseguição depois do pouso do avião que descarregou a carga em uma caminhonete. Quatro pessoas foram presas em flagrante por tráfico internacional de drogas, sendo três brasileiros e um do país vizinho.

Este foi o terceiro flagrante da FICCO/RR nos últimos sete dias, que realizou a prisão de um traficante no dia 20, com dinheiro e pequena quantidade de cocaína pronta para venda, e a prisão dos quatro envolvidos com o comércio de armas, com a apreensão de dois fuzis no dia 22.

 

FONTE SBT NEWS

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Pavimentação entre Cerro Largo e Cândido Godói está em fase final

Reporter Plural

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Obras no trecho de 12 quilômetros devem estar concluídas no final do mês de novembro - Foto: Divulgação / Daer

Até o final deste ano, mais um acesso municipal no Noroeste do Estado terá a pavimentação concluída. Os serviços na ligação entre Cerro Largo e Cândido Godói, realizados pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) – vinculado à Secretaria de Transportes e Logística (Selt), estão com aproximadamente 80% do cronograma concluído.

De acordo com o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, a obra é fundamental para estimular o desenvolvimento econômico da região. “A produção agrícola é a principal fonte de renda desses municípios e precisa de rodovias em boas condições para o escoamento da safra”, destaca. “Além disso, o deslocamento das pessoas aos grandes centros de saúde também passará a ser facilitado.”

Segundo o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, a expectativa de conclusão das obras no trecho de 12 quilômetros é para o final de novembro. “O asfalto já está presente em quase toda a extensão, restando apenas o segmento de um quilômetro próximo a Vila Santa Tereza, em Cerro Largo. Após, será implantada a sinalização”, explica.

As intervenções fazem parte do Plano de Obras do governo do Estado e contam com investimento de cerca de R$ 18 milhões – a partir de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

 

FONTE GOV/RS

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Geral

Anatel publica consulta pública para discutir a migração de emissoras de rádio AM para FM

Reporter Global

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Uma das principais mudanças no regulamento vai ser a disponibilidade de uma faixa estendida

 

Uma consulta pública anunciada pela Anatel pretende discutir a migração de emissoras de rádio de frequências AM para FM. As sugestões e contribuições fundamentadas e devidamente identificadas devem ser enviadas pelo sistema interativo de acompanhamento de consulta pública até o dia 9 de novembro. Uma das principais mudanças no regulamento vai ser a disponibilidade de uma faixa estendida, sendo criadas as frequências de 76.1 FM até 87.5 FM.

Na consulta, também deve ser tratada a liberação de canais FM convencionais, das frequências 88.1 até 107.9, para migração de rádios AM em algumas praças. O processo também é acompanhado pelo Ministério das Comunicações, que é a favor da migração. De acordo com a pasta, hoje existem 390 solicitações no país de emissoras pedindo para ingressar nas faixas FM. O plano engloba diversas capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Curitiba, além de outros municípios como Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Londrina e Joinville.

 

 

Jovem Pan

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