Equipe de Cientistas estuda se mamíferos podem respirar pelo ânus - Portal Plural
Connect with us

Ciência

Equipe de Cientistas estuda se mamíferos podem respirar pelo ânus

Publicado

em


topo humbeto pluralNuveraFAST AÇAÍAcademia Persona

O estudo é liderado por Takanori Takebe, professor do Cincinnati Children’s Hospital Medical Center

O gastroenterologista Takanori Takebedeu início a uma série de estudos para descobrir se os mamíferos poderiam promover respiração intestinal à semelhança de alguns animais aquáticos, como o bagre-americano e a aranha-do-mar. Esses seres vivos, quando estão em ambientes onde há escassez de oxigênio, ativam uma forma emergencial de respiração para sobreviver.
Takebe, que é professor no Cincinnati Children’s Hospital Medical Center (EUA) e na Tokyo Medical and Dental University, e sua equipe, organizaram estudos com ratos, camundongos e porcos, submetendo-os a condições extremas de privação de oxigênio.
Conforme informações do jornal Folha de S. Paulo, os cientistas a princípio utilizaram oxigênio gasoso aliado à raspagem do muco retal, porém essa alternativa acabou sendo descartada no decorrer do processo. A prática pode ser prejudicial ao sistema digestivo, uma vez que o muco tem função protetora contra a passagem de agentes nocivos para a corrente sanguínea.
No segundo teste, os cientistas utilizaram uma outra substância, o PFC (perfluorocarbono) oxigenado. O resultado foi que o líquido facilitou a troca de gases com a superfície do intestino.
Um terceiro grupo de animais não recebeu qualquer tipo de intervenção. Nesse caso, nenhuma das cobaias sobreviveu por mais de 11 minutos, enquanto que, no grupo que recebeu oxigênio gasoso e teve o muco raspado, a taxa de sobrevivência foi de 75%, sendo que os animais suportaram em média 50 minutos.
Já aqueles que receberam a solução aquosa de PFC tiveram resultados parecidos com os últimos, além de que não foram constatados efeitos colaterais. Apesar disso, os pesquisadores alertam para a ausência de estudos a longo prazo.
Takebe afirma que não há, até o momento, qualquer pesquisa com humanos em andamento. Porém, o médico espera que seja possível começar um estudo no próximo ano por meio da startup que ele mesmo fundou, a EVA Therapeutics Inc.

FONTE:AH

Compartilhe
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ciência

Núcleo da Terra desacelera e os dias podem ficar mais longos

Publicado

em

portal plural núcleo da terra desacelera e os dias podem ficar mais longos
reprodução internet
NuveraAcademia Personatopo humbeto pluralFAST AÇAÍ

Um estudo recente realizado por cientistas da Universidade do Sul da Califórnia revela que o núcleo interno da Terra está desacelerando em relação à superfície do planeta, o que pode resultar em dias mais longos. Publicado na revista Nature em 12 de quarta-feira, a pesquisa observa que, embora as consequências precisas desse fenômeno sejam desconhecidas, um dos efeitos principais seria o prolongamento da duração dos dias.

Localizado abaixo do manto terrestre, o núcleo da Terra é a camada mais interna do nosso planeta, composta principalmente por ferro e níquel. Esta região fascinante tem aproximadamente 3.480 km de espessura e pode alcançar temperaturas de até 6.000°C. O núcleo é dividido em núcleo externo e núcleo interno, cada um com características distintas.

Em estudos anteriores, sismólogos como Yi Yang e Xiaodong Song, da Universidade de Pequim, têm monitorado o movimento do núcleo desde 1995. No início de 2023, eles documentaram que o núcleo interno da Terra parou de girar mais rápido que o próprio planeta, conforme publicado na revista Nature Geoscience.

Fonte: Estadão

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Ciência

“Ciência transforma vidas”, diz brasileira premiada em programa internacional

Publicado

em

portal plural “ciência transforma vidas”, diz brasileira premiada em programa internacional
Foto: Divulgação
NuveraAcademia PersonaFAST AÇAÍtopo humbeto plural

Alicia Kowaltowski, renomada bioquímica brasileira, foi uma das vencedoras do Prêmio Internacional L’Oréal-UNESCO Para Mulheres na Ciência, destacando-se por suas pesquisas sobre mitocôndrias. Desde jovem, Kowaltowski demonstrou interesse pela ciência, incentivada por seus pais acadêmicos. Sua dedicação ao estudo das reações bioquímicas das mitocôndrias, essenciais para a produção de energia nas células, lhe rendeu esse prestigiado reconhecimento.

Kowaltowski foi homenageada na sede da UNESCO, em Paris, pela sua contribuição significativa para a compreensão de doenças como obesidade, diabetes e infarto. “A ciência tem o poder de transformar vidas”, afirmou a pesquisadora. Sua investigação analisa como o transporte de íons, o metabolismo energético e os oxidantes mitocondriais influenciam essas condições de saúde, propondo intervenções baseadas no entendimento dessas reações celulares.

Selecionada entre 350 candidatas de todo o mundo, Kowaltowski e outras quatro cientistas foram escolhidas por um júri internacional independente, presidido pela professora Brigitte L. Kieffer. “Esse prêmio representa um grande incentivo para continuar minha pesquisa e contribuir para o desenvolvimento de novos conhecimentos”, declarou Kowaltowski.

A cientista também destacou a importância do trabalho em equipe, agradecendo a colegas como Camile Caldeira da Silva, que auxiliou na organização e manutenção dos equipamentos de pesquisa. “Tive ajuda de muitas pessoas ao longo desta trajetória”, reconheceu.

Kowaltowski, uma referência na área, acredita na importância da representatividade feminina na ciência e deseja inspirar futuras gerações. “O grande desafio mesmo é ser cientista no país, porque não há incentivos para atuar na área”, disse, ressaltando a necessidade de mais apoio para os pesquisadores brasileiros.

Para aqueles que aspiram seguir uma carreira na ciência, Kowaltowski oferece um conselho: “Sejam curiosos, façam boas perguntas, estejam abertos a resultados inesperados, encontrem supervisores de apoio e nunca desistam. Explorar os limites do conhecimento nos dá resiliência para continuar ultrapassando limites e quebrando barreiras.”

Fonte: Forbes Brasil

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Ciência

Estudante do MA representará o Brasil na maior feira de ciências do mundo com pesquisa de combate às doenças tropicais

Publicado

em

portal plural estudante do ma representará o brasil na maior feira de ciências do mundo com pesquisa de combate às doenças tropicais

topo humbeto pluralNuveraFAST AÇAÍAcademia Persona

Pedro Paulo Braga, um jovem pesquisador de apenas 16 anos, natural do Maranhão, está prestes a representar não apenas seu estado, mas todo o Brasil, na maior feira de ciências e engenharia do mundo, nos Estados Unidos. Seu projeto inovador promete revolucionar o combate às doenças tropicais, como dengue e febre amarela, utilizando uma planta típica da vegetação maranhense.

O trabalho de Pedro será apresentado em Los Angeles, Califórnia, durante o evento Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), que ocorrerá de 11 a 17 de maio. Entre os 6.100 projetos inscritos no Brasil, apenas 18 foram selecionados, incluindo a pesquisa de Pedro.

O jovem, natural da cidade de Imperatriz, começou a desenvolver sua pesquisa em 2022, quando ainda cursava o 9º ano do ensino fundamental. Agora, no 2º ano do ensino médio, ele vê seu esforço sendo reconhecido e sua pesquisa ganhando destaque pelo potencial de beneficiar a sociedade.

O projeto de Pedro faz parte do programa Cientista Aprendiz da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), que prepara estudantes do ensino básico para o mundo da pesquisa científica. Seu estudo tem como foco a planta Solanum viarum Dunal, conhecida localmente como Juá Bravo, comum na vegetação do cerrado maranhense.

Em entrevista ao g1 MA, Pedro explicou que o objetivo do trabalho é identificar os princípios ativos presentes na folha do Juá Bravo, visando produzir um biolarvicida capaz de combater e modificar geneticamente as larvas dos mosquitos transmissores de arboviroses.

O projeto, orientado pelo professor Zilmar Timóteo Soares, apresentou resultados promissores. O biolarvicida desenvolvido mostrou-se eficaz, deixando os mosquitos estéreis e impedindo a reprodução dos insetos.

A relevância da pesquisa de Pedro ganha ainda mais destaque diante do contexto de saúde pública no Maranhão e no Brasil. O estado já registrou 4 mortes por dengue em 2024, enquanto o país contabiliza 2.246 mortes pela mesma doença, de acordo com o Ministério da Saúde.

Para Pedro, a realidade de sua região, assim como de outros estados tropicais, o motivou a iniciar os estudos. Seu objetivo é oferecer uma solução sustentável e econômica para o combate às doenças tropicais, utilizando recursos naturais disponíveis na região.

Com a participação na Regeneron ISEF, Pedro espera expandir seus conhecimentos e fortalecer sua aptidão pela pesquisa. Seu projeto não apenas representa uma conquista pessoal, mas também uma oportunidade de destacar o potencial científico do Brasil perante o mundo.

Fonte: G1

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Compartilhe

[DISPLAY_ULTIMATE_SOCIAL_ICONS]

Trending

×

Entre em contato

×