Entre trouxas, imbecis e insensíveis – Portal Plural
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Paulo Schultz

Entre trouxas, imbecis e insensíveis

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Se de fato você acredita ser real que Bolsonaro é impedido de governar pelas decisões do STF, você é um imbecil.

E trouxa do Bolsonaro, porque ele sabe que isso não é verdade, mas faz você de bobo achando que é, e ainda se satisfaz de ver você repicar diariamente essa afirmação nas redes sociais.

Se você acha que os governadores e os ministros do Supremo estão agindo articuladamente para implantar o comunismo no Brasil, você é um imbecil.

E trouxa do Bolsonaro, porque ele e suas redes de comunicação mentem isso para você todo santo dia, e você, paspalho, acredita e passa adiante, de maneira convicta e fanática.

Se você acha que as rachadinhas já comprovadas da família Bolsonaro ( caixa 2 com desvio de dinheiro público através de assessores fantasmas )não são corrupção, você é um grande imbecil.

E trouxa do Bolsonaro, que deve rir aos montes quando vê que você o venera como um mito incorruptível.

O país vive uma crise econômica séria, com 15 milhões de desempregados, quase metade da população brasileira vivendo em insuficiência alimentar (milhões não sabendo se vão ter o que comer no dia de hoje, e menos ainda no dia seguinte), mas sobre isso você não dá nenhuma palavra, igual ao seu mito.

Nisso vocês são iguais – absolutamente insensíveis.

O preço do litro da gasolina chega a R$ 7 em muitos estados brasileiros, mas sobre isso você não fala.

Ou, se fala, compra a mentira do seu líder, que sempre joga responsabilidade nos outros, desviando o fato que é do governo federal, dele portanto, a responsabilidade pela política de preços dos combustíveis vigente no país.

Mais uma reforma na legislação trabalhista foi feita, aprovada na Câmara dos Deputados há poucos dias, feita sob forma de Medida Provisória, precarizando ainda mais as condições dos trabalhadores.

Mas sobre isso você não fala nada, igual ao seu mito.

Ou seja, vocês são iguais – absolutamente insensíveis.

E, além de insensível, se você também é trabalhador, independente de sua profissão, você é um grande imbecil.

Mais de 570 mil brasileiros morreram na pandemia que ainda continua, e você e seu mito não demonstram qualquer sinal de empatia por ninguém.

Absolutamente insensíveis.

A única manifestação em relação à pandemia foi a defesa fervorosa de uma estupidez chamada cloroquina.

Aliás, se Bolsonaro disser que passar graxa de sapato verde na cabeça te faz mais patriota, no dia seguinte acaba o estoque de graxa de sapato nas lojas, por que os seguidores raiz vão comprar tudo.

Você é trouxa, mesmo.

Obtusos em uma noção bizarra e deturpada de patriotismo, baseada numa realidade paralela, descolada do tempo e da conjuntura do Brasil de 2021.

O problema, maior que a bizarrice e a estupidez, é a escalada de agressividade.

É a convicção do inimigo imaginário do comunismo, e de que seu Messias está sendo impedido de “salvar o país”.

Isso tudo, sendo insuflado diariamente, e encorpado pela permissividade do uso e porte de armas de fogo.

Uma combinação de alta periculosidade.

Submeter instituições republicanas a um projeto de sociedade de faroeste capitalista.

E insuflar segmentos sociais para que isso aconteça.

Isso não é liberdade de expressão.

Tem outro nome.

Combinar trouxas, imbecis e insensiveis, como uma massa obtusa, insuflada e armada, não pode resultar em nada que preste.

Quando se liberta monstros interiores….quando estes se sentem empoderados…

Custará esforço e firmeza conter essa onda insana.

Mas vai passar.

Este tempo vai passar.

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Paulo Schultz

Quando o tempo abrir…

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Quando o tempo do bizarro, do violento e da imbecilidade passar, será possível abrirmos a janela e vislumbrar que apesar das dificuldades conjunturais vindas das destruições feitas, apesar de tudo de ruim que se passou, apesar de todo sofrimento e carências impostas, apesar das perdas irreversíveis de vidas, apesar da ameaça sofrida de viver sob o medo do espantalho da morte, nós resistimos.

Nós resistimos, e nós estamos aí, para reconstruir, para retomar um caminho que foi interrompido ardilosamente há 5 anos atrás.

Nós vamos ser parte ativa da reconstrução da cidadania de milhões de brasileiros.

Isso será feito por aqueles que resistiram, por aqueles que ainda estão, e também por aqueles que não estão mais entre nós.

Será possível abrir a janela e perceber que, apesar de tudo, sobreviveu a esperança, a vontade e o desejo de tornar possível que haja condições de possibilidade para todos.

Que aquilo que hoje é concentrado na mão de muito poucos – a riqueza deste país – possa ser disposta de forma que não só o mínimo básico, mas também o máximo, de oportunidades, possa ser alcançada para o conjunto dos brasileiros.

Se a elite brasileira não quiser, f…-se a elite.

Se parte da classe média também não quer, por conta de egoísmo ou preconceito, f….-se.

É preciso deixar o tempo ruim,o tempo da morte e o tempo da exclusão para trás.

Mas não somente é preciso o tempo do espantalho da morte passar.

Aqui no Rio Grande do Sul, temos um tempo a superar também.

Temos que superar o tempo de um governo que construiu uma imagem graciosa de diálogo, mas que opera de forma fria e certeira liquidando o que é patrimônio de todos os gaúchos, e alienando ao mercado privado o que é de direito de todos, como a água.

E o faz através de pouco menos de 40 deputados estaduais medíocres, cabeças de bagre que silenciam, e trocam seus votos parlamentares, literalmente, por destinações de verbas para obras que beneficiem municipios que são suas bases eleitorais – kit asfalto, emendas, etc.

Seria o silêncio dos inocentes ?
Não.

É o silêncio dos ordinários.

Aliás, sendo exato – este bloco de centro direita tem comandado o Estado desde metade dos anos 90, com apenas duas interrupções ( governos petistas de Olívio Dutra e Tarso Genro), ora alternando tucanos, ora medebistas, na cadeira principal do Piratini.

Mas sempre com a mesma obstinação – cumprir a agenda de entregar o Estado do Rio Grande do Sul para o mercado privado, usando o argumento falso de melhoria para os gaúchos – uma melhoria que nunca veio – nem virá.

Pois é este bloco de centro-direita de MDB, PSDB, PP e adjacentes… que precisa ser derrotado em 2022, para interromper esse processo de transferência do que é público para a mão privada de poucos.

Essa concepção liberal clássica, ou neoliberal, que já é decadente no restante do mundo, por ter demonstrado na prática que não funciona para a maioria das pessoas, ainda viceja por aqui, carreada por este bloco.

Pois a isto também devemos pôr um fim.

O Rio Grande do Sul,a partir de 2023, precisa ter um modelo diferente de desenvolvimento, em que o governo do estado tenha uma forma diferente de lidar com o patrimônio público, e, principalmente, de tratar da vida de toda a população gaúcha, em todas as suas acepções, e diversidades.

Terá que ser por nosso envolvimento, por nossa vontade, pela capacidade de convencer que é preciso e possível ser e fazer diferente.

Encerrar o tempo do espantalho da morte.

Encerrar o tempo da direita liberal rococó gaúcha.

E o tempo vai se abrir…

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Paulo Schultz

Pôs óia chê….vai vender a casa da mãe !

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Desde o infame governo Britto (1995-1998), do MDB, criou-se uma espécie de trauma no Rio Grande do Sul: a cada eleição para o governo do Estado, parte significativa da sociedade gaúcha coloca, quase que em forma de súplica, que os candidatos que disputam a eleição pelo bloco de centro direita (MDB, PSDB, e adjacentes) se comprometam a não torrar o patrimônio público, não vender empresas públicas essenciais para a sociedade gaúcha.

É como uma espécie de pedido zeloso e temeroso de que, em sendo vitorioso, o (a) candidato (a), se comprometa, antecipadamente, a não repetir o que foi feito durante o governo Britto – vender, torrar, privatizar.

Foi assim com todos, até chegar no atual governo, do PSDB de Eduardo Leite.

Para aliviar o trauma, e obviamente proteger empresas públicas gaúchas, criou-se uma lei – agora revogada – que previa plebiscito em caso de intenção de venda de estatais, como o Banrisul e a Corsan.

Era a última barreira, digamos assim, que o conjunto da sociedade gaúcha tinha para se proteger e proteger o essencial patrimônio público gaúcho.

Derrubada esta barreira, governos do bloco de centro-direita, que tem se revezado no poder no estado desde 1995, com apenas duas interrupções (governos Olívio e Tarso, do PT), tem agora o campo aberto para tentarem promover aquilo que lhes faz “virar o zóinho” de satisfação: privatizar, vender.

Basta querer, ter maioria na Assembleia Legislativa, que agora vai.

Bem, retirada a consulta via plebiscito, que daria, ou não, a autorização para privatizar, vem então a pergunta, básica: vai vender, privatizar empresas estatais gaúchas estratégicas, com consentimento de quem ?

Apenas da maioria do bloco de centro-direita constituída na Assembleia ?

Algo em torno de 40 pessoas (parlamentares da base governista), somente, vão autorizar o governo a fazer o que bem quiser de empresas sólidas, lucrativas e necessárias para a sociedade gaúcha ?

Espera aí !

Tem uma coisa básica absolutamente errada nesse negócio !

O patrimônio é público, e de todos portanto.

Não pode ser só pela ávida vontade do governo e de seu bloco parlamentar de centro direita que se decida torrá-lo – simples assim !

Se a vontade de vender é tão grande, não queira vender o que não é propriedade sua.

Vai vender a casa da mãe !

Creio que todos do governo e do bloco parlamentar de centro-direita devam ter uma mãe, e esta deva morar em algum lugar.

Pois que vendam a casa da velha!

A maioria da sociedade gaúcha não passou recibo assinado em branco quando elegeu este governo, e esta maioria parlamentar de centro-direita.

Da maneira como tudo vem sendo articulado – com pressa e patrolando – querem privatizar a água dos gaúchos.

A Corsan, gaúchos e gaúchas, está por um fio de pouco tempo, de ser privatizada de forma vil, sob argumentos que não param em pé, igual saco plástico vazio.

E tem outras na mira – Banrisul, PROCERGS…..

Tudo sendo feito a toque de caixa, literalmente passando a boiada aproveitando o período da pandemia.

A grande maioria da sociedade gaúcha desconhece o que está acontecendo.

O foco das atenções é outro – pandemia, governo Bolsonaro, CPI, etc..

E aí tudo fica bem fácil para esse blocão ( governo e maioria parlamentar) fazer o que mais gosta: atirar empresas lucrativas nos braços do mercado privado.

Tenho acompanhado o esforço gigantesco de uma minoria, que luta contra o tempo para evitar que isso seja consumado.

Alertando, de forma urgente, o que está prestes a acontecer, e que vai ter impacto negativo direto na vida de milhões e milhões de gaúchos de agora, e de gerações futuras.

É inaceitável que o que é essencial para milhões de pessoas seja decidido apenas por um governo e sua base parlamentar de 40 pessoas.

Simples assim.

Como disse acima, se a vontade de vender é tão grande, vão vender a casa da mãe.

Não o que não lhes pertence como propriedade particular.

E, caso consumarem a(s) venda (s), tenham claro que há um preço político embutido no que se faz.

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Paulo Schultz

Primitivos explícitos & Polidos dissimulados

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Primitivos explícitos & Polidos dissimulados

O que choca, causa rejeição ou repulsa na porção liberal e conservadora da sociedade brasileira não é o conteúdo, nem os objetivos contidos nas palavras e atos da extrema-direita que governa o país através de Bolsonaro.

O que lhes desgosta é a forma como tudo é dito ou feito.

A maldade e a frieza dissimuladas na polidez são uma fina característica da direita liberal brasileira e seus simpatizantes e concordantes.

Bolsonaro e seu governo são explícitos, toscos, não escondem as intenções de seus atos, e nem o desprezo que sentem por diversos setores sociais, especialmente das camadas populares, das minorias , dos marginalizados ou excluídos.

Agem como neandertais do capitalismo, com modus operandi primitivo, não civilizado.

A extrema direita bolsonarista não se incomoda em destruir, prejudicar, maltratar.

Nem se comove ou se importa com mortes ou violência.

É o que há de pior sem esconder que é assim. E têm orgulho disso.

Isso assusta e causa repulsa na porção liberal, que dissimula suas maldades por dentro do verniz da polidez.

Alguém já viu Bolsonaro lamentando os milhões de desempregados que o país tem hoje, ou falando em criar políticas públicas de fomento ao emprego ?

Se você não viu, nem ouviu, está no caminho certo, e, se puxar um pouquinho mais da memória, também vai perceber que os liberais da direita brasileira também não.

Alguém já viu Bolsonaro lamentando que o país tenha, atualmente, milhões de pessoas passando fome continua e diariamente ?

Você não viu, nem ouviu.

Mas você também não viu nem ouviu ninguém da direita liberal se pronunciar sobre isso –
ou você lembra de algum tucano do PSDB ou de outro membro da direita liberal fazendo alguma menção a esse fato ?

Bolsonaro e seu governo estão estraçalhando setores públicos estratégicos para o desenvolvimento e a soberania do país.

Sem dó, nem remorso.

Você viu algum tucano, ou algum membro de um dos outros partidos da direita liberal brasileira se pronunciar contra isso ? Não viu.

Se formos estabelecer paralelos entre as ações e palavras do governo do capitão Messias, e as ações e palavras dos partidos da direita liberal brasileira, perceberemos nitidamente que as pautas tem muito em comum – um desprezo pelo que é público, e uma maldade e frieza para com milhões de brasileiros que vivem numa condição de pobreza, maior ou menor.

A grande diferença, então, está no método.

A extrema direita destrói, pisa, e se orgulha, tira foto rindo e posta em rede social.

A direita liberal faz a mesma coisa, mas com uma dissimulada e requintada polidez.

Um exemplo concreto – se a extrema direita despreza moradores de rua, ela comanda que sejam enxovalhados com jato de água gelada, numa noite fria de inverno, com direito a acompanhar, gargalhar e tirar foto para postar nas redes.

Já no jeito polido da direita liberal, se faz a mesma coisa, mas sem alarde, sem publicidade e sem registro fotográfico de satisfação.

Percebem como o conteúdo é o mesmo, apenas a forma é que é diferente ?

Bolsonaro e seu governo trouxeram à tona intenções e ações de maldade, destruição e frieza de maneira tão grotesca e violenta, o que aos olhos de muita gente, o que a direita liberal brasileira fez durante séculos – e ainda faz- pareça ser algo civilizado e justo.

A busca pela 3a via, que fuja de bolsonaro e que não quer a esquerda, é isso.

Uma ávida vontade de se continuar fazendo maldade, porém maquiada com polidez, e civilidade dissimulada.

Alguém preso em uma sala pode não suportar.

Alguém preso em uma sala,dentro de um ambiente fétido, suportará menos ainda.

E se o fétido for retirado da sala, parecerá um alívio, mas no fundo continuará sendo uma prisão.

Extremamente ruim um, e muito ruim o outro.

A terceira via é a busca por tentar vender o ruim como sendo a solução contra o extremamente ruim.

Chute -se ambos.

É preciso o caminho da possibilidade, da esperança, da cidadania e do respeito à vida em todas as suas formas.

É isto.

O ruim e o extremamente ruim não servem para a grande maioria.

O caminho é outro.

E ele é possível.

Foi trilhado por 13 recentes anos.

Voltemos a ele.

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